Home Blog Page 626

Comunidades rurais de Rio Branco passam a receber água potável após 23 dias sem chuvas significativas

0

O abastecimento de água em comunidades rurais, que geralmente inicia em julho, começou em 17 de junho em Rio Branco (AC). Sem chuvas significativas há 23 dias, equipes da Defesa Civil Municipal levam para as comunidades carros-pipas para atender os moradores mais afetados.

Na terça dia 18, o nível do Rio Acre na capital acreana chegou a 1,90 metro. No último dia 11, governo do estado decretou emergência por conta da falta de chuvas e do baixo nível dos mananciais em toda a Bacia do Rio Acre, que se encontra em situação de alerta máximo.

Três meses após sofrer com enchentes históricas, o Acre agora está começando a sentir os efeitos de um novo evento climático extremo, a seca. Durante todo o mês de maio, o Rio Acre, principal afluente do estado, ficou abaixo de 4 metros. Agora em junho, o manancial tem atingido marcas ainda mais críticas.

Especialistas ouvidos pelo grupo Rede Amazônica, já apontavam para a possibilidade de seca antecipada antes da publicação do decreto de emergência, quando o Rio Acre marcou 2,52 metros no dia 30 de maio, a menor marca para o mês.

O plano de contingência de escassez hídrica começou atendendo 29 comunidades e a meta é distribuir 30 milhões de litros de água. As comunidades são das seguintes regiões:

  • Panorama
  • Jarbas passarinho
  • Quixadá
  • Adalto Frota
  • Liberdade
  • Vila Manoel Marques
  • Vila Verde
  • Maria Paiva de Moura
  • Ramal do Joca
  • Ramal do Curica
  • Padre Nilson Josua
  • Ramal do Romão
  • Aquiles Peret

Ainda conforme o planejamento da Defesa Civil de Rio Branco, inicialmente, 19 mil pessoas devem ser beneficiadas. Os caminhões vão estar nas comunidades diariamente sob o comando das equipes do órgão municipal.

Moradores começaram a receber água nessa segunda-feira (17) — Foto: Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco
Foto: Arquivo/Defesa Civil de Rio Branco

A Defesa Civil Municipal informou ainda que a vistoria nessas comunidades começou no início do mês para contabilizar o número de moradores afetados.

Seca severa

Em junho, o Rio Acre subiu de nível apenas no dia 2 de junho, quando saiu de 2,59 metros para 2,60 metros. Em todos os outros registros, divulgados pela Defesa Civil da capital de forma diária, o cenário é de queda. 

O baixo índice pluviométrico na região contribui para o cenário de seca. O esperado para junho é de que chova 60 milímetros. No entanto, não chove desde o início do mês, o que pode afetar o abastecimento de água, segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista.

“Nós temos redução dos mananciais e com essa redução, dificulta um pouco a captação de água. Então há todo esse problema na agricultura e na pesca”, disse Carlos.

A situação contrasta com a vivenciada no início do ano, quando o manancial transbordou, e o total de chuvas chegou a 438 milímetros.

De acordo com o Monitoramento Hidrometeorológico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), emitido na sexta dia 14 de junho, apenas em Assis Brasil, no interior do estado, houve aumento de 12 centímetros nas últimas 24 horas, saindo de 2,90 metros para 3,02 metros, isto porque houve chuvas de 9,6 milímetros durante este período.

Apesar da oscilação em Assis Brasil, toda a Bacia do Rio Acre está em situação de alerta máximo, com redução no nível. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), não houve chuvas significativas na região.

De cheia a seca extrema em poucos meses

Brasiléia ficou 80% inundada durante enchente — Foto: Arquivo
 Foto: Arquivo

Todos os locais por onde o rio ‘passa’ registraram enchentes entre fevereiro e março. Em Brasiléia, o município teve cerca de 80% da área inundada entre fevereiro e março e enfrentou a maior enchente de sua história, quando o manancial chegou a 15,58 metros na cidade.

Quase 4 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. Mais de três meses depois, o nível atual registrado é de 1,13 metro nesta sexta (14), com queda de 10 centímetros desde o início de junho.

Em Xapuri, onde o Rio Acre alcançou 17,07 metros, a última medição aponta para 1,56 metros. Em alguns pontos do manancial, é possível ver bancos de areia [veja abaixo]. A enchente deixou mais de 200 pessoas desabrigadas e outras 545 desalojadas na região. Neste mês, o nível iniciou em 1,71 metros. Ou seja, uma queda de 15 centímetros.

Já em Assis Brasil, o manancial chegou a 13,36 metros com mais de 400 pessoas desabrigadas e quatro bairros atingidos. Já nesta sexta, o nível registrado é de 3,02 metros. A marcação do último dia 2 de junho era de 2,99 metros. A cidade foi a única da Bacia do Rio Acre a registrar índice significativo de chuvas: 31,2 milímetros.

Rio Branco, por fim, foi a cidade onde o Rio Acre apresentou a maior queda em junho [60 centímetros] e a única da Bacia que não registrou chuvas. No dia 6 de março deste ano, o manancial chegava a 17,89 metros, sendo a segunda maior enchente da capital desde 1971. O nível atual desta sexta (14) é de 1,99 metros. Ou seja, quase 16 metros a menos do que foi registrado há mais de três meses.

“Essa é a segunda menor cota para junho, em toda nossa série histórica que começou em 1971, e está a 5 cm da menor cota, que foi de 1,94m, que foi em junho de 2016. A gente vem percebendo que o comportamento do Rio Acre tá em tendência de vazante. Nas demais bacias, os níveis estão em tendência de vazante também”, complementou o coordenador da Defesa Civil estadual.

Falta de chuvas

É preciso entender ainda que as chuvas na região precisam estar dentro da normalidade para o rio poder correr normalmente, o que não acontece atualmente no Rio Acre. Em maio, choveu apenas 56,4 milímetros na capital, o que corresponde a 40% do que era esperado para todo o mês, que era de 108 milímetros.

Esta irregularidade na quantidade de chuvas faz com que aumente a frequência de secas e de cheias. Os sistemas de larga escala, como o El Niño, acabam servindo como ‘catalisadores’, acelerando estes fenômenos climáticos e influenciando nas mudanças do clima.

“Isso implica situações que, além da quantidade normal que temos de água, que irá diminuir, uma parte desta diminuição será decorrente dessas secas, que é quando tem situações de precipitações muito abaixo da média. E o que a gente estima é que isto vá ficar cada vez mais frequente”, disse ao g1 o pesquisador da Agência Nacional das Águas e especialista em regulação de recursos hídricos e saneamento básico, Saulo Aires de Souza.

Em setembro de 2023, foi decretada emergência em áreas que sofriam com a falta d’água, situação esta reconhecida pelo governo federal nos 22 municípios. Este ano, o decreto saiu três meses antes do previsto.

Decreto de emergência

A situação de seca antecipada na Bacia do Rio Acre é pontuada no decreto de emergência, que tem vigência até 31 de dezembro deste ano. O governador Gladson Cameli destaca ainda que:

“A continuidade prevista do baixo volume de precipitação, aliada ao aumento de temperaturas, provoca a redução do armazenamento de água no solo no Estado e potencializa a probabilidade de ocorrência de situações emergenciais e intensificação de secas na região para o período”.

Rio Acre apresenta níveis muito abaixo do esperado para junho, diz Defesa Civil — Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre
 Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre

Em Rio Branco, a Defesa Civil municipal confirmou que, por conta desta possibilidade de seca ‘antecipada’, um plano de contingência de escassez hídrica está pronto para ser colocado em prática. Contudo, detalhes sobre quais medidas fazem parte do plano ainda não foram divulgados.

Em nível estadual, um plano de contingenciamento foi elaborado para este período de seca. No entanto, não especificou o que está sendo planejado.

“Todas as defesas civis municipais também já enviaram pra gente o plano de contingência e a gente está nessa preocupação dessa força-tarefa bem articulada com comando unificado, envolvendo os três níveis de governo pra que a gente venha amenizar, reduzir os impactos do efeito de uma seca, de uma estiagem prolongada, mais para aquelas populações que são mais afetadas”, comentou o coronel Carlos Batista.

O diretor-presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira, disse que apesar de o Rio Acre ter previsão de registrar uma cota menor que de 2022, a autarquia trabalha para que a vazão de água seja de 1,5 mil litros por segundo, para não comprometer o abastecimento da cidade.

Histórico de secas

O ano em que o manancial apresentou a menor marca histórica foi em setembro de 2022, quando marcou 1,25 metro. Naquele ano, o rio já estava abaixo dos quatro metros no mês de maio.

O mesmo quadro foi observado em 2016, ano com a segunda pior seca. Em junho daquele ano, dado como a menor cota até então, o nível do rio estava em 1,94 metro e em 17 de setembro atingiu a menor cota histórica da época: 1,30 metro.

“Para o ano de 2024, mesmo com todas as previsões de ser uma das secas mais severas dos últimos anos, o Saerb garante que manterá o abastecimento de Rio Branco, salvo em caso de colapso total do Rio Acre”, complementou.

* Com informações g1 Acre

Parceria da Embrapa com povos indígena de Rondônia investe em transferência de tecnologia

0

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) participou na quarta-feira (19) da cerimônia de assinatura de um Protocolo de Intenções entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Associação Metareilá. Considerado histórico por todo o contexto que envolve a aproximação da instituição com os povos indígenas, o evento celebra a parceria entre a Embrapa e o Povo Paiter Suruí, da Terra Indígena Sete de Setembro, no estado de Rondônia. A parceria já resultou na organização de cursos para os povos indígenas, em projetos de reflorestamento, entre outras iniciativas.

Leia também: Paiter Suruí, “o povo de verdade”: conheça os fundadores da primeira agência de turismo indígena do Brasil

Como representantes da Funai, além da presidenta Joenia Wapichana, estiveram presentes a diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Lucia Alberta; o coordenador-geral de Promoção ao Etnodesenvolvimento, José Augusto; e o coordenador da unidade regional de Cacoal (RO), Rubens Naraikoe Suruí.

A presidenta da Funai compôs a mesa de cerimônia do evento ao lado da diretora de Negócios da Embrapa, Ana Euler; da secretária nacional de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Juma Xipaia; do presidente da Associação Metareilá do Povo Paiter Suruí, cacique Almir Narayamoga Suruí, que também é coordenador executivo do Parlamento Indígena do Brasil (Parlaíndio); e do secretário nacional de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Edmilton Cerqueira.

A pesquisadora Terezinha Aparecida Borges Dias fez uma explanação mostrando a atuação da Embrapa com os povos indígenas, lembrando do primeiro contato feito na década de 1990, com apoio da Funai, no estado do Tocantins.

Transferência de tecnologia

O Protocolo de Intenções tem como diretrizes o fortalecimento da governança territorial, o desenvolvimento de sistemas agroalimentares sustentáveis, o diálogo permanente entre os saberes tradicionais e o conhecimento científico, a conservação da agrobiodiversidade, a agregação de valor aos produtos amazônicos, a promoção da soberania e segurança alimentar e a busca de soluções para a crise climática e a preservação da floresta.

“Busquei essa iniciativa porque entendi que a gente tem que trabalhar juntos para que o meu povo pudesse juntar esse conhecimento científico com conhecimento tradicional para produzir com o objetivo de fazer gestão em seu território, valorizando sua cultura e potencializando economia de biofloresta”, afirmou o cacique Almir Narayamoga Suruí.

A iniciativa a que se refere o cacique são os trabalhos que já ocorrem na Terra Indígena Sete de Setembro para a melhoria do cultivo de café, banana, castanha, entre outros, por meio da transferência de tecnologias da Embrapa, com apoio de outros parceiros. “Espero que essa seja uma iniciativa que possa servir para outros povos indígenas, para mostrar que nós também fazemos parte do desenvolvimento do nosso Brasil de forma muito responsável e planejada de médio e longo prazo”, considerou.

“Espero que essa seja uma iniciativa que possa servir para outros povos indígenas, para mostrar que nós também fazemos parte do desenvolvimento do nosso Brasil de forma muito responsável e planejada de médio e longo prazo”. – Cacique Almir Suruí, presidente da Associação Metareilá do Povo Paiter Suruí.

Cacique Almir Narayamoga Suruí, presidente da Associação Metareilá do Povo Paiter Suruí. Foto: Reprodução/Funai

Diálogo com os povos indígenas

Ao parabenizar a iniciativa, a presidenta da Funai, Joenia Wapichana, destacou a importância do diálogo que foi construído entre a Embrapa e os povos indígenas, como no caso de valorizar as sementes tradicionais nas suas pesquisas para a implementação de projetos.

“Foi uma mudança que eu vi acontecer dentro do diálogo com a Embrapa em que os povos indígenas colocaram as suas intenções, a Embrapa aceitou e daí nasceu uma relação de confiança, que a gente não precisa criar produtos geneticamente modificados, mas que a gente fortaleça as sementes que já existem”, afirmou a presidenta da Funai, fazendo referência aos conhecimentos tradicionais que, segundo defende, precisam ser valorizados tanto quanto o conhecimento científico e acadêmico.

Joenia também reforçou como a Funai tem atuado na orientação da política indigenista. Segundo ela, a instituição tem defendido os direitos constitucionais indígenas para que os povos tenham a sua decisão respeitada em termos de gestão territorial. “Nessas parcerias que surgem com os povos indígenas para a execução de projetos de desenvolvimento sustentável e de gestão territorial e ambiental, a iniciativa deve partir dos povos indígenas”, ressaltou.

“A gente não precisa criar produtos geneticamente modificados, mas que a gente fortaleça as sementes que já existem”. – Joenia Wapichana, presidenta da Funai.

Joenia Wapichana, presidenta da Funai. Foto: Reprodução/Funai

Inovação indígena

De acordo com a diretora de Negócios da Embrapa, Ana Euler, o trabalho da instituição com os povos indígenas contribuiu para a estruturação da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) e a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI). “A nossa principal contribuição vem do trabalho de conservação e disponibilização de sementes nos nossos bancos de germoplasma [formado a partir da identificação, da caracterização e da preservação de células germinativas de alguns seres vivos, sejam eles animais ou vegetais]”.

Atualmente, o trabalho que a Embrapa desenvolve com a Funai está amparado por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) vigente até 2025. O objetivo é a conjugação de esforços para o fortalecimento da implementação da PNGATI e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da Organização das Nações (ONU). Em especial, promovendo pesquisa, fomento e extensão no âmbito de iniciativas produtivas dos povos indígenas por meio do diálogo de saberes e valorização dos conhecimentos tradicionais e apoio ao desenvolvimento de novas tecnologias e inovações sociais.

“Queremos promover a troca de conhecimentos de tecnologias e saberes associadas à conservação da nossa rica agrobiodiversidade”. – Ana Euler, diretora de Negócios da Embrapa.

Ana Euler, diretora de Negócios da Embrapa. Foto: Lohana Chaves

“Colocamos os povos indígenas como parceiros estratégicos de nossa agenda de pesquisa e de transferência de tecnologia. Queremos promover a troca de conhecimentos de tecnologias e saberes associadas à conservação da nossa rica agrobiodiversidade. Queremos apoiar a inovação indígena como acontece na Terra Indígena Sete de Setembro, com os modelos que hoje existem de reflorestamento, produção de café, etnoturismo rural e tantas outras iniciativas que a gente sabe que estão presentes em todos os territórios indígenas do Brasil”, reafirmou a diretora Ana Euler.

*Com informações da Funai

Praga da mandioca: uma cultura em risco

0

Olimpio Guarany*

Há cerca de um ano, uma doença desconhecida atingiu as plantações de mandioca na região norte do Amapá, colocando quatro municípios em situação de emergência. Em Oiapoque, comunidades indígenas perderam suas roças, o que comprometeu a produção da farinha e outros derivados, considerados a base da alimentação e a principal fonte de renda. A Embrapa constatou que a doença causa um crescimento excessivo das hastes laterais da planta, produzindo sintomas semelhantes a uma vassoura. O caule fica negro por dentro e, quando cortado, a planta começa a morrer, especialmente de cima para baixo. Nos casos mais severos, a planta morre completamente. 

Sobre esse assunto, conversei com o engenheiro agrônomo e doutor em desenvolvimento socioambiental, Antônio Claudio, chefe da Embrapa no Amapá. Ele comentou que a instituição se uniu a outras congêneres da Franca e da Alemanha para identificar a origem da doença. Inicialmente pensou-se que era uma bactéria, mas o laboratório da Alemanha já identificou que é um tipo de fungo não descrito aqui no Brasil. O ministério da Agricultura deverá ser comunicado oficialmente em breve. O dr. Antônio Claudio afirma que esse patógeno veio de fora e entrou no Amapá pela fronteira. A preocupação é que ele já saiu da região do município do Oiapoque e atinge comunidades em Calçoene, casos do Carnot e Cunani. 

Diante desse quadro grave, é imperioso que medidas urgentes sejam tomadas pelos setores competentes do poder público. Antonio Claudio chegou a dizer que a Embrapa vai tentar fazer uma barreira para tentar limitar o avanço do fungo. 

Entendo que estamos diante de um flagelo sociocultural, já que a mandioca é a mais tradicional cultura do nosso povo, especialmente dos povos originários. É da mandioca que se produz a farinha, componente básico da dieta alimentar, o beju, a goma, o tucupi e os alimentos a partir da folha da maniva. Não podemos deixar morrer a principal cultura de um povo. Imaginem que, sem a roça, os indígenas ficam sem ocupação, tendo que consumir farinha produzida em outros lugares, com sabores, texturas e cores diferentes das tradicionais. Além disso, a rotina do dia a dia desses povos fica comprometida. 

Ao que se sabe, uma empresa de Santa Catarina, usando biotecnologia, desenvolveu um fertilizante foliar, reconhecido pelo ministério da Agricultura, que fez diversos testes em comunidades indígenas e quilombolas de Oiapoque e Cunani, colhendo excelente resultados. 

Enfatizamos que o fertilizante Logos não é um “veneno” que destrói um fungo ou uma bactéria, causando danos químicos ao meio ambiente. A tecnologia do foliar Logos tem como fundamento básico trazer o equilíbrio para o meio ambiente, estimulando os fungos bons do solo a voltarem, permitindo que as folhas realizem uma fotossíntese de qualidade. Quando o meio ambiente está em equilíbrio harmonioso a vegetação agradece e até os animais como abelhas e zangões voltam a realizar o exercício da pulverização natural, fato que verificamos em várias situações nos testes realizados no Amapá A comprovação da tecnologia do Logos mostra-se evidente nas regiões do Oiapoque e Calçoene, onde em apenas 30 dias, em média, as lavouras de mandioca voltaram a ser produtivas”, disse o professor Sérgio Parastchuk, pesquisador e diretor da empresa.

Penso que o que está em jogo aqui não é apenas uma planta, mas a sobrevivência de uma cultura, de um modo de vida. A mandioca não é apenas um alimento; ela é a alma dessas comunidades, a essência de sua identidade. A perda das roças significa a perda de autonomia, de tradição, de histórias passadas de geração em geração. Cada planta que morre carrega consigo um pedaço da alma de um povo. Não podemos assistir inertes a essa tragédia. Precisamos agir agora, com urgência e determinação, para salvar não apenas as plantações, mas a dignidade e a identidade de milhares de pessoas. Se deixarmos essa doença vencer, estaremos permitindo que uma parte vital da nossa história desapareça para sempre. Não podemos deixar que isso aconteça. É nosso dever lutar pela preservação da mandioca, pela continuidade das tradições e pelo futuro de nossos povos originários.

Sobre o autor

Olimpio Guarany é jornalista, documentarista, economista e professor universitário. Realizou a expedição histórica, navegando o rio Amazonas, desde a foz até o rio Napo (Peru) por onde atingiu o sopé da cordilheira dos Andes e depois subiu a Quito, Equador (2020-2022), refazendo a saga de Pedro Teixeira, o conquistador da Amazônia (1637-1639).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Livre para fazer o que precisa ser feito

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Mariana e Itamar são dois empreendedores que têm muito em comum. Ambos nutriram, desde cedo, o desejo de tocar os próprios negócios e abdicaram de bons empregos por conta deste objetivo. Os dois superaram dificuldades iniciais e chegaram a desfrutar de boas condições.

Durante a pandemia, precisaram se reinventar e reduzir a estrutura que haviam montado. Tiveram que se envolver mais com a operação e se dedicar a atividades que, antes, eram delegadas para a equipe. Eles ainda enfrentam dificuldades para lidar com dívidas geradas nesta época.

Mariana e Itamar são pessoas idealistas. Uma parte de seu tempo e de sua energia é dedicada a causas sociais ou religiosas. Cada um deles assumiu posições voluntárias de liderança e sente que é importante o que faz. Há, no entanto, uma fonte de estresse, em função do tempo dedicado para estas atividades voluntárias. Incialmente, elas eram previstas como noturnas e de finais de semana, mas atualmente, as demandas invadem o dia a dia, misturando-se com as atividades profissionais. Os dois declaram sentir-se pressionados e com a sensação de estar sempre devendo. Tentam cumprir compromissos de um lado e de outro e a sensação é de que nunca conseguem fazer bem-feito, nem uma coisa e nem outra.

Diferente é a situação de Joana. Ela também tem interesses variados. É gerente em uma empresa de arquitetura, tem as suas atividades voluntárias e, à noite, presta alguns atendimentos de coaching profissional, que é uma espécie de plano B para o futuro. Joana se sente gratificada com o conjunto de funções: trabalho profissional, dedicação voluntária e plano B, e vive um excelente momento, com a percepção de estar fazendo o que quer e o que precisa fazer. O que diferencia Joana de Mariana e Itamar?

Numa visão geral, Joana, por ter um emprego, tem boa parte do seu tempo definido, tendo que dedicar-se, exclusivamente, ao trabalho neste período. Mariana e Itamar levam a vantagem de ser livres para decidir quando e o que fazer, mas esta vantagem só será vantagem se eles planejarem bem o seu tempo, tiverem disciplina e conseguirem defender este tempo. As pessoas, no entorno, tendem a achar que eles, não tendo patrões, podem dispor do tempo como quiserem. Se tiverem dificuldade de dizer não, fatalmente, vão se enrolar, falhar em compromissos e sentir-se permanentemente em falta. Além disso, dedicarão menos tempo do que o necessário para os negócios, especialmente, em momentos difíceis. Ao final, a vantagem se transforma em desvantagem. Você conhece alguém com uma situação semelhante à de Mariana e do Itamar?

Na minha trajetória, sempre trabalhei, estudei e mantive responsabilidades em atividades voluntárias, além de outras pessoais e do tempo com a família, como qualquer pessoa. Era muito mais fácil fazer isto quando tinha um emprego, como é o caso da Joana. As pessoas sabiam que durante o dia não podiam contar comigo e respeitavam isso. Mais difícil foi quando montei a minha empresa de consultoria e comecei a atuar como um profissional liberal. Em um primeiro momento, abri brechas e logo me vi envolvido em diversas atividades em qualquer horário. Não demorei a ver que eu precisava estabelecer ordem no meu tempo, o que envolvia os tais: planejamento, disciplina e defesa do tempo, com a prática de alguns necessários “nãos”.

Acredito que existam muitos empreendedores como Itamar e Mariana que querem dedicar tempo a causas em que acreditam, o que é muito positivo. O alerta é que existe tempo para uma coisa e para outra e, nas duas situações, é preciso estar pleno, presente cem por cento e oferecendo o nosso máximo. A liberdade traz a responsabilidade das escolhas. Uma segunda conquista é ser livre para fazer o que precisa ser feito.

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

65% dos filhotes de peixe-boi da Amazônia que chegam ao Inpa são do baixo Amazonas

0

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (LMA-Inpa/MCTI) recebeu no dia 18 de junho mais um filhote de peixe-boi da Amazônia, resgatado no município de Silves, no Amazonas. Com este resgate, o número de filhotes recebidos pelo Inpa alcança 52, desde 2020 até junho deste ano, sendo que 65% deles foram resgatados em municípios do Baixo Amazonas.

De acordo com o veterinário da Prevet, empresa que presta assistência veterinária ao Inpa, Anselmo d’Affonseca, o número acende a luz de alerta para que a fiscalização nesses municípios seja intensificada, já que a cultura do comércio e consumo da carne de peixe-boi ainda é uma realidade no interior do Amazonas. O peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) é considerado vulnerável (corre alto risco de extinção na natureza), na lista de espécies ameaçadas de extinção e está protegido por lei desde 1967 pela Lei de Proteção à Fauna nº. 5.197/67.

No início do mês, dia 6 de junho, o Inpa recebeu um filhote de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), na região do Baixo Amazonas, ao que tudo indica o animal é mais um órfão, vítima da caça ilegal. Uma semana após seu resgate (dia 11), uma ação de fiscalização da Secretaria do Meio Ambiente de Parintins apreendeu, em uma feira livre da cidade, 12kg de carne de peixe-boi, um sinal preocupante de abate da espécie para o comércio ilegal de carne de caça.


“Isso é algo que precisa ser levantado e fiscalizado. Penso que o trabalho de reabilitação, educação ambiental, conscientização, deva estar acompanhado de ações de fiscalização. Nós sabemos que o hábito de consumo e o comércio de carne de caça é uma realidade na Amazônia. A falta de fiscalização acaba estimulando as pessoas a matar essa espécie para a venda da sua carne”, destaca o veterinário.

Trabalho de reintrodução

O Inpa é referência em pesquisa e conservação do peixe-boi da Amazônia com reabilitação e readaptação para reintrodução desse mamífero aquático na natureza. Hoje, o Instituto tem 57 indivíduos nos tanques em Manaus, entre filhotes, jovens e adultos, e 23 animais em preparação para soltura, com previsão ainda para 2024.

Em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), o Inpa já reintroduziu 42 animais na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus. A última soltura foi em 2019. O Projeto recebe o apoio do SeaWorld & Busch Gardens Conservation Fund.

Foto: Divulgação/Ampa

Ainda de acordo com o veterinário, o trabalho do Inpa é muito importante para a conservação da espécie. O animal se alimenta de leite materno até os dois anos e sem a mãe ele não sobrevive sozinho na natureza. “Receber esses filhotes significa, muito provavelmente, a única esperança de sobrevivência deles”, ressalta.

Segundo d’Affonseca, nos últimos anos, houve um aumento considerável de resgate de filhotes. Em 2018, o Inpa recebeu cinco filhotes, chegando a 16 em 2023 e oito em 2024. “Nos preocupa também porque sempre tem tido o relato de que o filhote teria sido encontrado na malhadeira. Então, começamos a suspeitar que esses relatos podem ser falsos, e na verdade as pessoas podem estar encobrindo um crime de caça e venda ilegal do peixe-boi”, comenta.

A seca e o aumento da caça

Durante a seca dos rios, que é um fenômeno natural na Amazônia, os peixes-boi migram dos lagos para os rios mais profundos, tornando os animais mais vulneráveis, pois podem ser avistados pelos caçadores nos pontos de passagem entre os lagos e os rios. Mesmo que consigam chegar aos rios, estão mais indefesos, já que nessa época de seca os rios estão bem mais rasos e com sua área reduzida.

Além disso, a seca extrema agrava muito mais a situação, tanto pela restrição dos animais em áreas muito menores e rasas quanto pela dificuldade para a fiscalização devido à falta de acesso a algumas áreas afetadas, o que torna difícil os órgãos de fiscalização agirem com base em denúncias.

Canais de Denúncia

Para reportar crimes ambientais, contate o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pelo Linha Verde (0800-618080). A Polícia Militar do Amazonas também recebe denúncias pelos números 181, 190 ou pelo Batalhão Ambiental: (92) 98842-1547. E o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também recebe denúncias de crimes ambientais por meio do e-mail: ipaam.gefa@gmail.com.

*Com informações do Inpa

Centro de Manaus: Redes de esgoto que irão beneficiar mais de 5 mil pessoas começam a ser instaladas

0

O sistema de esgotamento sanitário em Manaus segue em expansão, com novas frentes de obra no Centro da cidade. A partir desta quarta-feira (19), as equipes da Águas de Manaus iniciam o trabalho de implantação de redes de esgoto na Rua Barcelos, na esquina com a Avenida Constantino Nery.

O serviço é realizado diariamente das 8h às 17h em duas faixas da via. Agentes de trânsito e fiscais de transporte do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) farão a orientação aos motoristas no local.

O projeto na via faz parte de uma extensão de mais de 5 km de rede coletora, que deve beneficiar 5,5 mil pessoas na Barcelos e nas ruas adjacentes. Os efluentes coletados no local serão enviados para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Educandos.

As obras integram o cronograma do Trata Bem Manaus, programa de universalização dos serviços de coleta e tratamento de esgoto na capital amazonense.

“Em menos de dez anos, a concessionária fará a implantação de mais de 2,7 mil km de redes em toda a cidade, além da construção e ampliação de mais de 70 ETEs. No entanto, esse trabalho vai além das obras. O saneamento básico contribui diretamente para a melhoria dos índices de saúde e para a preservação do meio ambiente”, destaca o gerente de Projetos da concessionária, Jean Damaceno.

*Por Águas de Manaus

Figura típica regional (Festival Folclórico de Parintins)

0
Fotos: Reprodução/Secom AM

O item 15 no Festival Folclórico de Parintins é a figura típica regional, que representa o imaginário caboclo da cultura amazônica, cria e recria lendas e mitos. É símbolo da cultura amazônica na sua soma de valores a partir dos elementos que compuseram sua miscigenação.

Expedição na Flona Tapajós, no Pará, coleta amostras ambientais com técnica eDNA

0

Uma parceria entre o Instituto Chico Mendes e o Instituto Tecnológico da Vale (ITV) realiza uma expedição pioneira na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, no Pará, e especialistas estão utilizando a técnica de DNA ambiental, conhecida como eDNA, para identificar várias espécies ao mesmo tempo, a partir de amostras ambientais como solo, água e ar, utilizando sequenciamento de nova geração (NGS). 

O uso do eDNA tem se mostrado eficaz em superar as limitações dos métodos tradicionais de identificação de espécies, registrando facilmente espécies raras ou difíceis de encontrar, com menos esforço e tempo para a coleta de amostras. Essa abordagem é não-invasiva, pois não precisa capturar ou isolar os organismos. 

Expedição na Floresta Nacional do Tapajós 

As equipes do Instituto Chico Mendes e do ITV que estão na Floresta Nacional do Tapajós realizam a primeira expedição de campo usando a técnica de eDNA metabarcoding. A unidade de conservação, administrada pelo ICMBio, faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e possui resultados tanto pelo protocolo básico de transecção linear quanto pelo avançado com armadilhas fotográficas. 

Os dados obtidos permitirão comparações entre os métodos tradicionais de monitoramento e o eDNA metabarcoding. Além disso, a possibilidade de levantar dados de grupos taxonômicos ainda não previstos no Programa Monitora reforça o eDNA como metodologia bastante promissora, ampliando a disponibilidade de informações para a conservação da biodiversidade brasileira. 

Na expedição, estão sendo coletadas amostras de solo e serrapilheira, além de insetos, utilizando armadilhas malaise e armadilhas com iscas para moscas saprófitas. Essas amostras ajudarão a identificar mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados tanto nos transectos de amostragem quanto nos pontos com armadilhas fotográficas. 

Este projeto conta com o apoio do ITV, CGPEQ, COMOB e da Floresta Nacional do Tapajós, além da participação do CENAP, RAN, CPB e CBC. A iniciativa busca melhorar a conservação da biodiversidade no Brasil, proporcionando uma ferramenta moderna e eficiente para o monitoramento de espécies. 

*Com informações do ICMBio
 

Editais são assinados com o objetivo de iniciar dragagem dos rios Amazonas e Solimões

0

O Governo Federal assinou, na noite desta quarta-feira (19), em Brasília, a publicação de editais para contratação das dragagens de trechos dos rios Amazonas e Solimões. A previsão é de que a estiagem deste ano seja tão ou mais intensa quanto a de 2023.

“Felizmente temos uma resposta positiva do Governo Federal, do Ministro Silvio Costa, e também de toda a sua equipe, no sentido de iniciar esse processo para minimizar os impactos da seca que nós vamos ter este ano”, disse Wilson Lima.

Serão investidos R$ 505 milhões em obras para recuperar a capacidade de navegação dos rios, essencial no transporte de pessoas e no escoamento de mercadorias. A assinatura foi viabilizada pelos ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes, por meio dos ministros Silvio Costa Filho e Renan Filho.

O edital prevê a contratação das dragagens em quatro trechos: Manaus-Itacoatiara; Coari-Codajás; Benjamin Constant-Tabatinga; Benjamin Constant-São Paulo de Olivença.

Cobrança

A dragagem atende um pleito do governador que, desde o início do ano, vem se reunindo com ministros de Estado, a exemplo dos ministérios de Portos e Aeroportos, de Integração e Desenvolvimento Regional e de Meio Ambiente e Mudança do Clima, solicitando apoio na antecipação de ações, além de encontro com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A dragagem de um rio consiste em remover sedimentos e resíduos decantados no fundo, que reduzem sua profundidade e prejudicam a navegabilidade. A dragagem evita que a seca dos rios tenha um impacto significativo e negativo na Zona Franca de Manaus e no comércio local.

Para o Polo Industrial, a estiagem afeta a logística, aumenta os custos de transporte, prejudica o abastecimento de água e acarreta desafios ambientais e socioeconômicos. E para o comércio local, causa dificuldades no abastecimento, eleva os custos operacionais, aumenta os preços e pode resultar na redução das vendas.

Na primeira quinzena de maio, o governador anunciou a emissão de licenças ambientais para a dragagem em quatro trechos de rios do Amazonas.

No domingo (16), Wilson Lima também cobrou o Governo Federal durante ligação aos ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

Na segunda-feira (17), o governador esteve em Brasília e aproveitou, também, para reiterar os pedidos de ações de combate às queimadas e para o enfrentamento da estiagem em 2024.

Defesa Civil

A Defesa Civil também tem realizado, desde o mês de janeiro, reuniões com setores como indústria e comércio, poderes públicos, empresas de telecomunicações e concessionárias de água e energia para fornecer informações e coordenar ações de prevenção diante da possibilidade de outra severa estiagem em 2024.

Situação de emergência

Durante a assinatura do edital, na qual o governador participou de forma on-line, Wilson Lima anunciou que no mês de julho o Governo do Amazonas irá decretar Estado de Emergência em três calhas: Solimões, Juruá e Purus. O objetivo, segundo o governador, é iniciar as tratativas com ministérios e outros órgãos do Governo Federal para iniciar ações de ajuda às famílias afetadas.

*Com informações da Agência Amazonas

Tuxauas (Festival Folclórico de Parintins)

0
Fotos: Divulgação/Boi Bumbá Caprichoso e Boi Bumbá Garantido

O Tuxaua é o chefe da tribo, uma representação alegórica do universo indígena e caboclo da Amazônia. Ele é quem conduz a indumentária em que os principais elementos étnicos da aldeia são representados. É o item 14 no Festival Folclórico de Parintins.

A liderança de uma aldeia está representada neste item que, por força da disputa, precisa conduzir uma indumentária com proporções agigantadas, onde os principais elementos étnicos da aldeia devem estar nela acoplados.