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Chegada de turistas estrangeiros no Pará mais que dobrou nos seis primeiros meses de 2024

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Sede da 30ª Edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30) no próximo ano, o Pará recebeu 12,68 mil turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2024. O resultado é mais que o dobro registrado no mesmo período de 2023, quando 6,25 mil viajantes de outros países desembarcaram no estado, e o melhor desde 2018 (11,7 mil pessoas). Os dados são da Embratur, do Ministério do Turismo (MTur) e da Polícia Federal (PF).

De acordo com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a COP-30 é uma oportunidade única para promover a Região Norte do Brasil e a Amazônia.

Historicamente, a Europa é quem mais envia turistas para o Pará. Em 2024, foram 6.376 mil europeus desembarcando no estado (50,27%), a maioria vinda da França (3.885 pessoas). Em seguida estão os países da América do Sul (32,91%), com destaque para o vizinho Suriname (3.980 viajantes).

Março foi o mês que registrou a maior quantidade de turistas internacionais desembarcando no Pará. Foram mais de 3,6 mil viajantes desembarcando no estado, 68,55% a mais que em março de 2023 (1.144). O resultado foi impulsionado pela visita dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron, a Belém, capital do estado. A viagem foi marcada por uma extensa agenda que deu visibilidade internacional ao destino brasileiro.

Foto: Reprodução/Agência Pará

Promoção do Pará

Desde o anúncio de Belém como a sede da COP-30, o Pará passou a ser a porta de entrada da Amazônia para o mundo. Com o workshop “Conexão Embratur: Guia para Competitividade e Promoção Internacional do Turismo”, realizado em parceria com o Sebrae em março deste ano, a Embratur já está preparando o trade turístico do estado para melhorar a experiência dos turistas estrangeiros nos destinos.

A Agência também tem atuado junto às empresas de cruzeiros de turismo para que elas operem os navios em rotas fluviais na Amazônia, além de servirem como um reforço à rede hoteleira de Belém durante a COP-30. Além disso, a Embratur articulou a liberação de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para projetos inovadores e sustentáveis de expansão dos empreendimentos turísticos no estado.

Para o segundo semestre deste ano, está programada uma viagem de familiarização (famtour) com operadores de turismo dos Estados Unidos. Eles irão viver experiências com povos indígenas, muita natureza, ecoturismo e gastronomia nas cidades de Belém, Alter do Chão e Soure.

Casa Brasil

A promoção da capital do Pará também vai acontecer nas Olimpíadas de Paris 2024. Belém está entre os destinos que a Embratur selecionou para apresentar um pouco do país aos turistas internacionais que passarem pela Casa Brasil, na Cidade Luz, durante os jogos.

O cubo paraense será decorado com imagens de pontos turísticos de Belém, como o Theatro da Paz e o mercado Ver-o-Peso, além de espécimes tradicionais amazônicas como o açaí e a árvore samaumeira. No interior, os visitantes poderão sentir a textura das escamas de pirarucu, de sementes e açaí, de cascas de cupuaçu e de castanha do Pará. E com os óculos de realidade virtual, será possível viver uma experiência imersiva na Floresta Amazônica, na região do Tapajós.

Foto: Reprodução/Agência Belém

Voos internacionais

Aumentar os voos que conectam o Brasil ao mundo é uma das estratégias da Embratur para alcançar o mercado internacional e já está dando resultados. A quantidade de estrangeiros que chegaram no Pará por via aérea aumentou em 52,39%, passando de 6.021 pessoas em 2023 para 12.649 neste ano.

Além das parcerias da Agência com as companhias aéreas, o Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), em parceria com os ministérios do Turismo e de Portos e Aeroportos, está contribuindo para os resultados positivos. Entre outubro de 2024 e março de 2025 serão 70 mil novos assentos em voos estrangeiros com destino ao Brasil, por meio do primeiro edital do programa.

Turistas internacionais em todo o Brasil

No primeiro semestre de 2024, 3.597.239 turistas internacionais desembarcaram no país. O número é 9,7% maior que o observado no mesmo período de 2023 e 1,9% acima do registrado em 2019. A expectativa é que esse ano termine com uma marca superior ao recorde de 2018 (6,6 milhões). A via aérea segue sendo a principal porta de entrada para os viajantes vindos de outros países (2.234.033), seguida da terrestre (1.218.172), marítima (98.074) e fluvial (46.960).

*Com informações da Embratur

Termo é assinado para contratação de projetos de restauro do Teatro Amazonas e requalificação da cadeia pública

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A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas assinou um termo de convênio de compromisso com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a elaboração dos projetos de restauro do Teatro Amazonas e requalificação da cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.

De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, a revitalização do Teatro Amazonas vai permitir que os turistas que visitam o teatro-monumento sejam melhor recebidos, bem como os espetáculos que acontecem na casa de ópera.

Marcos Apolo esclareceu ainda que, nesta primeira etapa, os recursos serão utilizados para contratar a elaboração dos projetos. “A partir dos projetos, vamos buscar apoio, não só do governo federal, mas também da iniciativa privada, para que nós possamos fazer a execução dos serviços”, explicou.

Foto: Divulgação/Governo do Amazonas

O Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vai repassar R$ 1,35 milhão ao Governo do Amazonas para a contratação de projetos para a requalificação da Penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa e para o restauro do Teatro Amazonas. O montante faz parte do PAC Seleções.

A superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, afirmou que os projetos vão identificar as necessidades das obras. Posteriormente, com o projeto pronto, a obra ganha prioridade para a execução em si.

Restauro do Teatro Amazonas

O teatro Amazonas é tombado como patrimônio histórico pelo Iphan, desde 1966. A contratação de projeto prevê a restauração da cobertura e cúpula, inclusive de estruturas metálicas e demais elementos de drenagem; restauração dos elementos arquitetônicos das fachadas; restauração do Pano de boca, Plafon da Plateia e forro do Salão Nobre, que apresentam pinturas artísticas; e iluminação monumental das fachadas.

As ações visam a proporcionar melhores condições e segurança para os visitantes, plateia e artistas, perpetuar a magnitude como representação da história e aumentar o público de visitação, melhorando assim a economia do Estado. Considera-se ainda, que contribuirá com o processo de Candidatura do bem “Teatros da Amazônia” (Teatro Amazonas em Manaus/AM e Theatro da Paz em Belém/PA) a Patrimônio Mundial pela Unesco.

Para a contratação do projeto de restauro, serão destinados R$ 750 mil.

Cadeia pública

A penitenciária Desembargador Raimundo Vidal Pessoa fica dentro da poligonal do Centro Histórico de Manaus, tombado pelo Iphan e pode ser considerada um ponto de “patrimônio sensível” da história de Manaus, por trazer memórias tristes e sensíveis.

O projeto busca através da ressignificação do imóvel uma nova função social, transformando o local marcado pela segregação, isolamento e o abandono da dignidade humana, em um Centro das Tradições Amazonenses para promover a cultura nas suas diversas formas, além preservar o Patrimônio Edificado.

*Com informações da Agência Amazonas

Biomas brasileiros serão percorridos por Governo Federal para discutir emergência climática com a população

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O governo federal está elaborando o Plano Clima que será o guia da política climática brasileira até 2035. Uma comitiva de ministros fará debates na Caatinga, no Sistema Costeiro Marinho, na Amazônia, no Cerrado, no Pantanal, na Mata Atlântica e no Pampa. Das plenárias sairão propostas da sociedade civil que poderão ser incluídas no documento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentará a primeira versão do texto na COP 29, no Azerbaijão, em novembro.

Esta é mais uma etapa do processo de participação social no Plano Clima que foi lançado em junho. O governo está fazendo consultas diretas à população e debates com especialistas em meio ambiente, organizações da sociedade civil, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e sindicais, em todas as etapas de elaboração do texto.

A plataforma digital do governo federal Brasil Participativo está recebendo as propostas da população até o dia 26 de agosto. Qualquer pessoa com CPF pode apresentar três propostas e votar em até 10 propostas de outros participantes. Também há espaço para comentários.

As 10 propostas mais votadas de cada um dos 18 temas definidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima poderão ou não ser incorporadas ao texto após análise do governo federal. As propostas debatidas nas plenárias serão inseridas na plataforma digital.

A participação social no governo federal é atribuição da Secretaria-Geral da Presidência da República. O modelo usado para o Plano Clima é o mesmo do PPA Participativo (Plano Plurianual 2024-2027) realizado no ano passado. Com metodologia de participação presencial e digital, o processo resultou na maior participação social da história do governo federal.

A visita das autoridades aos biomas começa por Recife (PE) em 1° de agosto. Depois, serão as plenárias de Teresina (PI), Macapá (PA), Imperatriz (MA), Campo Grande (MS), São Paulo (SP), terminando em Porto Alegre (RS) no dia 15. A abertura será em Brasília, dia 30/07, às 15 horas.

A última fase de elaboração do Plano Clima será em 2025, com a formulação de planos setoriais e a realização da 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente e Mudança do Clima em maio. A partir do texto, o governo federal deve propor outras mudanças na legislação ambiental do país.

Todo o processo de formulação de instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, com participação direta da população, será apresentado na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece no Brasil, em Belém (PA), em novembro do ano que vem.

Brasil Participativo

A plataforma Brasil Participativo foi lançada pelo governo federal no ano passado para a elaboração do Plano Plurianual 2024-2027, reconhecido como PPA Participativo. Aliando participação presencial e digital, o processo somou 34 mil pessoas em plenárias nas capitais brasileiras e na esfera digital, 1,4 milhão de participantes, mais de 1,5 milhão de votos, com 4 milhões de acessos na plataforma. Foi a maior experiência de participação social da história do governo federal.

O Brasil Participativo também está sendo utilizado para o apoio do governo federal ao Rio Grande do Sul, uma iniciativa de transparência no repasse de recursos e informações precisas para a população gaúcha. Também abrigou a inédita etapa digital da 4ª Conferência Nacional da Juventude o que permitiu a jovens do país inteiro serem eleitos delegados para participar do evento em Brasília.

*Com informações da Secretaria-Geral da Presidência da República

Operação Ágata: Exército Brasileiro realiza ações integradas na faixa de fronteira amazônica

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Militares da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, trabalhando na proteção da Amazônia Ocidental, alcançaram novos resultados na Operação Ágata Amazônia – 2024 com ações integradas desencadeadas junto ao IBAMA, na calha do Rio Japurá e seus afluentes.

No total, 36 dragas foram neutralizadas/destruídas, além de empurradores, balsas, bases e oficinas de garimpeiros, gerando um grande impacto aos agentes delituosos. Com 9.726 km percorridos, a operação teve amplo alcance e preservou 80 hectares, além de impedir o lançamento de 26 kg de mercúrio nas águas fluviais da região.

Foram patrulhadas duas Terras Indígenas (Apaporis e Mapari) e realizadas Ações Cívico-Sociais que atenderam cerca de 120 amazônidas/povos tradicionais.

Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

Além disso, as forças apreenderam munições e armamentos. A operação reforçou o compromissono combate aos crimes ambientais e transfronteiriços na Amazônia. 

Combate crime ambiental no Vale do Javari

Como parte da Operação Ágata Amazônia – 2024, que ocorre em toda porção da Amazônia Ocidental, militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva, apreenderam arma de caça, tracajá e uma grande quantidade de ovos de quelônios durante uma fiscalização na calha do Rio Javari, na fronteira com o Peru.

Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

​​​​​A presença contínua das tropas do Comando Militar da Amazônia na faixa de fronteira é essencial para garantir a defesa da Pátria, combater os crimes transfronteiriços e ambientais e, ainda, proteger os amazônidas, povos originários e a fauna/flora.

*Com informações do Exército Brasileiro

Pesquisadores criam tecnologia para desvendar florestas tropicais

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Os desafios enfrentados por quem estuda os biomas de todo o mundo são muitos, e quando o ambiente tem dimensões gigantes e densas como os das florestas tropicais eles também ganham proporções ampliadas, como a dificuldade de acessar o galho mais alto de uma árvore de 50 metros.

Para superar essas limitações e avançar nos registros científicos do que existe em toda a extensão do ecossistema presente na área central do planeta, foi lançada a competição global XPrize Florestas Tropicais, que agora chega à fase final.

Um dos mais completos relatórios globais sobre a biodiversidade, o Living Planet – publicado pela organização não-governamental WWF –, apontava em 2022 que em 40 anos houve uma redução média de 69% da fauna de todo o mundo. Muitas espécies sequer chegaram a receber um nome pela ciência, pois 80% das cerca de 10 milhões de formas de vida estimadas no planeta nunca, foram estudadas ou registradas.

O desafio lançado pela competição é acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas para acessar diferentes ambientes das florestas tropicais e coletar informações para que sejam catalogadas e viabilizem estratégias de conservação e desenvolvimento sustentável.

O prêmio final é de US$10 milhões (mais de R$50 milhões), que será dividido entre os primeiros colocados, sendo US$5 milhões para o primeiro lugar, US$2 milhões para o segundo colocado e US$500 mil para o terceiro. Os US$2,5 milhões restantes foram divididos em bônus pagos aos competidores que avançaram às etapas semifinal e final.

De acordo com o vice-presidente de biodiversidade e conservação da Fundação XPrize, Peter Houlihan o ritmo acelerado da perda de biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos das quais a humanidade depende foi determinante para a busca por essas soluções. “Não podemos proteger partes do planeta se não formos capazes de medir e monitorizar o que existe nele”, reforça.

Lançada em 2019, a disputa começou com 300 equipes que foram avaliadas conforme avançavam pelas etapas de pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e implementação das soluções.

Quase cinco anos depois, as seis melhores soluções passaram pelo teste final neste mês de julho, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, a cerca de 25 quilômetros de Manaus, no Amazonas.

Concorrentes

As equipes finalistas são a Brazilian Team, formada majoritariamente por cientistas e pesquisadores brasileiros; a Providence +, composta por representantes de universidades e instituições brasileiras e espanholas; a ETH BiodivX, inscrita como suíça, mas que reúne cientistas de várias partes do mundo, inclusive brasileiros; e as norte-americanas Map of Life, Welcame to the Jungle e Limelight Rainforest, também com expertise global.

Nessa etapa de verificação da final, cada grupo teve a oportunidade de demonstrar as melhorias adotadas desde a semifinal, realizada em Singapura, em 2023. O teste foi realizado em um uma área de 100 hectares da Floresta Amazônica, na qual os pesquisadores puderam captar amostras de qualquer extrato, como vegetação, ar, solo e água por 24 horas, produzindo dados em tempo real, que puderam ser gerados em até 48 horas.

Até o anúncio dos vencedores em novembro, durante a cúpula do G20 no Rio de Janeiro, os jurados avaliarão os resultados alcançados em relação aos critérios de inovação, validação de dados, aumento de conscientização social e escalabilidade das inovações.

Tecnologia

Em comum, as seis equipes apresentam soluções estruturadas em adaptações de drones, microfones, câmeras, sensores ópticos, uso de robôs, inteligência artificial e laboratórios compactos para análise de DNA ambiental. Segundo Houlihan, a decisão sobre o prêmio será baseada na forma como os cientistas combinarão diferentes conhecimentos no uso dessas inovações, considerando a inclusão da sabedoria das comunidades locais, o legado científico e principalmente de baixo custo.

Para o executivo, se essas inovações chegarem a todas as regiões de florestas tropicais, poderão evitar crimes como biopirataria, desmatamento florestal para garimpo ou exploração ilegal de madeira.

“Essas tecnologias podem ter aspectos na proteção da biodiversidade, também ao serem capazes de monitorizar esse tipo de atividades ilegais”.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Competições

A Fundação XPrize é uma organização sem fins lucrativos, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos, que realiza competições globais em busca de soluções para os maiores desafios da humanidade, com base em um modelo de democratização das inovações e incentivo dos recursos humanos.

As disputas são financiadas por iniciativas filantrópicas com a doação dos US$ 10 milhões realizadas pelo Instituto Alana, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que promove ações de proteção dos Direitos das Crianças e Adolescentes, no Brasil.

As competições já anteciparam mais de 30 inovações tecnológicas, com prêmios que somam mais US$500 milhões, investidos nas mais diversas áreas do conhecimento, como saúde, exploração espacial, clima e energia e desenvolvimento humano. Um conselho de inovação que reúne 44 filantropos de todo o mundo definem os temas focais dos novos desafios.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil, por Fabíola Sinimbú e Fábio Pozzebom (em viagem a convite do Instituto Alana)

Escritor amazonense é finalista do Prêmio de Poesia Jovem Thiago de Mello

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O escritor amazonense Pedro K. Calheiros é um dos finalistas do ‘1º Concurso de Poesia Jovem Thiago de Mello’, promovido pela Revista Rio Negro. O poema ‘Uma Tragédia em Três Atos’ se destacou entre 166 inscrições de todo o país, reforçando seu talento literário e jovem escritor da nova geração no Estado.

Além de poeta, Pedro é cronista, colunista no Jornal do Commercio e no Portal Manaós, e estudante de Direito. Aos 23 anos, já publicou três livros: “O Amor em Quatro Versos” (2015), “Epifania Poética” (2018) e “Crônicas de um Poeta Crônico” (2023).

O evento está marcado para o dia 31 de julho de 2024, às 18h, no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi, s/n, no Centro de Manaus .

O prêmio é realizado com o apoio da Lei Paulo Gustavo, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Amazonas e do Governo do Amazonas.

Medalhista olímpica, Rayssa Leal é madrinha de projeto ambiental na Amazônia

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Skate e a Amazônia podem andar lado a lado. Isso tudo por causa do projeto Floresta Olímpica do Brasil. O projeto faz parte da Olympic Forest Network, uma rede que prevê a restauração de florestas por comitês olímpicos nacionais no mundo todo. Na Amazônia, mais especificamente nos municípios de Tefé e Alvarães, no Amazonas, o objetivo é o reflorestamento de 6,3 hectares de vegetação, através do plantio de cerca de 4.500 árvores de espécies nativas.

Agora, onde o skate entra nessa história? Com a participação da atleta Rayssa Leal, que conquistou o coração dos brasileiros durante os Jogos Olímpicos de Tóquio e, agora, de Paris. Conhecida como “Fadinha”, Rayssa foi convidada para ser a madrinha do projeto lançado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) no início deste ano.

Em maio, uma comitiva liderada pelo Presidente do COB, Paulo Wanderley, e pela atleta, ícone do skate mundial, esteve na Amazônia. Ambos conduziram o lançamento do projeto nas comunidades Bom Jesus da Ponta da Castanha e aldeia São Jorge da Ponta da Castanha, principais impactadas pela iniciativa.

Diante da presença de autoridades locais e de representantes das comunidades locais envolvidas, duas mudas de Jatobá, espécie nativa da região, foram plantadas pelo Presidente Paulo Wanderley e por Rayssa para simbolizar a inauguração do projeto, que vai durar ao menos até 2030. Além disso, os dois fincaram uma placa comemorativa no local.

Foto: Marina Ziehe/COB

“O tema da preservação e recuperação do meio ambiente é muito importante para toda a sociedade, e para o esporte não é diferente. É verdade que toda empresa gera impacto social e ambiental e o Movimento Olímpico como um todo tem que assumir essa responsabilidade. Agora, com a Floresta Olímpica do Brasil, uma iniciativa inédita no país, o COB vai mergulhar ainda mais na pauta da sustentabilidade, assunto mais do que urgente no planeta inteiro. Estou muito orgulhoso do legado que estamos construindo com ações e parcerias como esta”, ressaltou o presidente do COB.

Nas áreas escolhidas para o projeto de reflorestamento – Bom Jesus da Ponta da Castanha e aldeia São Jorge da Ponta da Castanha, no Amazonas -, vivem populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Elas ficam localizadas dentro dos limites da Floresta Nacional de Tefé (FLONA). Entre as espécies selecionadas para o plantio estão justamente aquelas que podem ajudar na geração de renda para essas comunidades, como a castanha da Amazônia (Bertholletia excelsa) e o açaí (Euterpe oleracea).

No ano passado, os moradores participaram de uma capacitação para aprender como fazer a coleta, o beneficiamento e o armazenamento das sementes, e também, para o processo efetivo de restauração.

Dados alarmantes: Mato Grosso registra quase 400 focos de incêndio em quatro dias

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Mato Grosso registrou 394 focos de incêndio nos últimos quatro dias. A maior parte deles na Amazônia, 65%, ou 258 focos registrados. O restante ocorreu no Cerrado, 32%, e no Pantanal, pouco mais de 2%. Os três biomas estão presentes no Estado, que tem enfrentado uma seca intensa nos últimos meses.

Na região, é o município de Colniza que mais sofre. São 113 focos de incêndio registrados desde sexta-feira (26) até esta segunda-feira (29). Esses números são menores que os do fim de semana passado, mas são muito maiores quando se analisa esse mesmo período do ano passado: mais de 50% a mais (56%).

A previsão pra esta semana é de muito calor na região e alerta de baixa umidade. Temperaturas passando dos 35 graus.

E essa questão climática é uma preocupação para as autoridades. Tanto é que o governo brasileiro está elaborando um Plano do Clima, pensando até 2035. Esta semana, uma comitiva de ministros vai aos biomas brasileiros – Caatinga, Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa – para ouvir a população, debater com especialistas.

Além disso, uma plataforma do governo está disponível para que as pessoas possam apresentar propostas até o dia 26 de agosto. Qualquer pessoa pode colaborar e apresentar até três propostas e votar em outras dez de outros participantes.

A ideia é que o presidente Lula apresente a primeira versão desse texto já na COP 29, que ocorrem em novembro no Azerbaijão.

*Com informações da Rádio Agência, ouça AQUI

Plano Safra é lançado com recurso de R$ 11 bilhões para a agropecuária na Amazônia

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou do lançamento do Plano Safra 24/25 do Banco da Amazônia (Basa), na sede da instituição em Belém (PA), no dia 25 de julho. Nesta edição, os produtores do setor agropecuário da região vão contar com R$ 11 bilhões. O valor é 11% superior à última safra. O objetivo é oferecer as melhores taxas do mercado e condições de financiamento para impulsionar o setor.

Dos recursos, R$3,3 bilhões são direcionados para investimento e R$7,7 bilhões para custeio. Em termos de segmentos atendidos, R$ 5,4 bilhões irão para pequenos e médios produtores, R$ 4,3 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 1,3 bilhão à agricultura familiar.

Em discurso, Fávaro destacou a importância do plano para gerar oportunidades na agropecuária local e, também, evidenciou as taxas atrativas. Para a agricultura empresarial a taxa de custeio começa em 6,75% ano, enquanto a taxa de investimento, em 6,48% a.a. Já para a agricultura familiar será a partir de 1,5% a.a. e as taxas de investimento a partir de 0,5% a.a.

O presidente do Basa, Luiz Lessa, explicou a importância da iniciativa. “É um volume recorde de recursos que vai possibilitar reforçar o fomento a toda a cadeia produtiva do agro em nossa região, por meio de soluções financeiras para atender às necessidades de cada produtor”, destacou.

Já o superintende da Agricultura e Pecuária no estado do Pará, Jesus de Nazareno Magalhães, evidenciou os esforçou do Mapa para o desenvolvimento do agro na região.

Apoio ao agro

Na ocasião, o ministro Fávaro também destacou o Plano Safra 24/25 lançado pelo Governo Federal no dia 3 de julho, oferecendo linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores. Neste ano safra, são R$ 400,59 bilhões destinados para financiamentos, um aumento de 10% em relação à safra anterior, atingindo valor recorde.

Reforçou, ainda, que o Plano foi elaborado para reduzir custos de produção para ser cada vez mais eficiente e atrativo para os produtores rurais.

 “O Brasil vai crescer investindo nas pessoas, trazendo tecnologias e oportunidades, por isso fizemos o maior Plano Safra da história. É determinação do presidente Lula colocar mais recursos na nossa agropecuária. O Plano Safra é 40% maior do que o lançado em 2022”, destacou.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

Analistas do ICMBio recebem capacitação para projetos de Restauração Ecológica na Amazônia

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Mais de 50 analistas ambientais, brigadistas, instrutores e convidados participaram de uma imersão na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho (RO), durante o segundo módulo do Curso de Restauração Ecológica, promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros.

Este foi o primeiro módulo presencial realizado pelo órgão e faz parte de uma série de estratégias de estruturação da sua agenda de restauração ecológica, alinhada à meta do Brasil de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030.

Na formação, os participantes percorreram as principais etapas do processo de restauração em uma Unidade de Conservação: diagnóstico e avaliação da área, definição de técnicas de restauração mais adequadas e monitoramento do desenvolvimento das áreas. 

A Flona do Bom Futuro é uma UC Federal de Uso Sustentável criada em 1988 com 280.000 hectares (ha) e que sofreu, ao longo dos anos, uma série de invasões e formalização de acordos para desafetação, tendo seus limites reduzidos para 100.075,13 ha em 2010. Todo o processo histórico de invasão resultou no desmatamento de diversos polígonos, que atualmente são ocupados por pastagens, com ou sem regeneração natural, e outras áreas em processo de restauração florestal.

Neste cenário, os cursistas tiveram a oportunidade de visitarem diversas áreas alteradas em diferentes estágios de degradação ambiental e outras em processo de restauração ecológica por meio de diferentes técnicas, exercitando em grupos todo o processo de avaliação quanto a tipo e nível de degradação, situação dos solos, técnicas de recomposição mais apropriada e também monitoramento do processo de restabelecimento da floresta.

Sampaio explica que o aumento da capacidade técnica dos servidores é uma das partes mais importantes dessa estruturação que o ICMBio vem trabalhando para lidar com a questão da restauração ecológica. “Essa formação não existia no ICMBio, a gente está iniciando ela agora”. A formação foi iniciada no ano passado, com o módulo teórico.

Ainda como parte da formação, os cursistas visitaram a aldeia Bejarana na Terra Indígena Karitiana, vizinha a Flona. Lá, a Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé) vem realizando um trabalho de formação de coletores de sementes florestais e mais de 90 famílias já compõem a Rede de Sementes da Bioeconomia Amazônica (Reseba), principal fornecedora das sementes para produção de mudas e semeadura direta dos projetos de restauração executados pela Ecoporé na Região.

Na própria Flona, a Ecoporé tem utilizado a técnica de semeadura direta (popularmente conhecida como Muvuca) e complementada com plantio de mudas para a restauração em mais de 80 hectares, no âmbito do Projeto Paisagens Sustentáveis (ASL), que tem como uma das agências executoras a Conservação Internacional – CI-Brasil.  

Curso de Restauração Ecológica. Foto: Ecoporé

Na aldeia, os participantes conheceram de perto como é feito o trabalho de formação e também como cada comunidade constrói seu calendário de coleta, criado com base nas dinâmicas, conhecimentos tradicionais e observações registradas em cada território. Breno Karitiana, cacique da Aldeia Bejarana, falou da importância do trabalho dos coletores de sementes e o fortalecimento da renda da comunidade.

Além do apoio para a realização do curso, parte da equipe técnica da Ecoporé também compôs o grupo de instrutores. “A gente acredita que a gente só vai conseguir ter uma restauração em grande escala em várias regiões na Amazônia a partir do momento que tivermos mais pessoas qualificadas para isso”, avalia Marcelo Lucian Ferronato, coordenador do Programa Floresta e Agricultura da Ecoporé, que tem entre as suas iniciativas a Escola da Restauração, apoiada pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos e que visa exatamente proporcionar essa capacitação técnica para a cadeia da restauração ecológica na Amazônia.

Assessora Técnica Sênior do Programa Brasil do Serviço Florestal dos Estados Unidos, uma das organizações apoiadoras da formação, Kirsten Silvius falou da importância da união de diferentes atores para a promoção de formações em restauração como a realizada na Flona do Bom Futuro. “Isso não acontece sem o apoio de um grupo como a Ecoporé, que tem a experiência de restauração, nem sem a participação das pessoas que moram aqui, que conhecem bem essa área. A restauração precisa do conhecimento técnico, mas também de entender a visão do pessoal do entorno, desde o proprietário rural, fazendeiro, as pessoas da cidade, as questões políticas também. É preciso entender todo esse contexto para fazermos uma restauração durável”, comentou. 

A Década da Restauração, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), objetiva prevenir, interromper e reverter a degradação dos ecossistemas em todos os continentes e oceanos. Neste contexto, o governo brasileiro anunciou a recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação até 2030. Em Rondônia, a Ecoporé é um dos atores deste movimento mundial em prol da restauração, com iniciativas também em unidades de conservação, 

Para Alexandre, as UCs são ambientes extremamente propícios para se realizar a restauração e o analista ambiental precisa estar devidamente capacitado para acompanhar esses projetos, a fim de que o resultado final seja o melhor possível.

“Todo investimento realizado dentro de uma área protegida, circundada de floresta conservada, traz benefícios maximizados em termos de serviços ecossistêmicos, em termos de conservação da biodiversidade. Então, começando por aqui, a gente começa a dar exemplo, começa a, de fato, mostrar os benefícios da restauração e amplificar o poder de conservação dessas áreas que a gente já está investindo tanto”, reforça.

O curso é uma iniciativa do ICMBio (CBC) em parceria com a FGV e articulação do Comitê Técnico Assessor de Rondônia (CAT-RO), uma iniciativa colaborativa entre diversas instituições para promover a restauração multifuncional nas Unidades de Conservação (UCs) de Rondônia, composto por representantes do ICMBio, Serviço Florestal Brasileiro,  Serviço Florestal dos Estados Unidos, Conservação Internacional, Ecoporé, Projeto Paisagens Sustentáveis (ASL) e Universidade Federal de Rondônia.