Home Blog Page 503

Programação cultural envolverá festivais Rock in Rio e The Town no Pará em 2025

0

Foto: Marco Santos/Agência Pará

Setembro de 2025. Essa é a data em que Belém vai receber o “Amazônia para Sempre”. O evento, articulado pelo Governo do Pará, terá um show internacional em palco flutuante no Rio Guamá e edital com R$ 2 milhões para iniciativas em defesa da floresta. O evento antecede a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá na capital paraense em novembro.

O “Amazônia Para Sempre” também vai contar com o envolvimento dos festivais de música Rock In Rio e The Town, e apoio da Rede Brasil do Pacto Global. O anúncio oficial foi feito neste sábado (21), em coletiva de imprensa realizada na sede da cidade do Rock In Rio, no Rio de Janeiro, pelo governador Helder Barbalho e pela vice-presidente da Rock World, empresa idealizadora dos dois grandes festivais de música, Roberta Medina, além do vice-presidente Executivo de Assuntos Corporativos e Institucionais da Vale, Alexandre S. D’Ambrosio, e o representante do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, que participou por videoconferência direto de Nova Iorque (EUA).

“Que nós possamos fazer a bioeconomia e termos as soluções baseadas na natureza. Avançar com estratégias que possam olhar pelas pessoas que vivem na floresta e, que possam compreender que floresta viva possa valer mais do que floresta morta. Isso é certamente o que nós podemos deixar para as próximas gerações”, completou o governador.

Ele afirmou ainda que acredita na potência da música, do entretenimento e da arte como ferramentas de reflexão e transformação da sociedade. “Que as pessoas possam participar da construção desse momento que nós estamos vivendo. Essa é a COP do Brasil, é a COP da floresta, é a da Amazônia. E é a grande oportunidade que temos de deixar um legado, para que as próximas gerações possam viver de forma harmoniosa, cuidando da floresta, mas lembrando que para cuidar da floresta nós temos que cuidar das pessoas”, reiterou Helder Barbalho.

Emergência climática

Roberta Medina destacou que a organização tem colocado luz sobre temas fundamentais e assuntos importantes, entre eles a emergência climática. “Esse tema é muito importante, e a gente então foca na Amazônia, como esse bioma é tão fundamental, tão importante para a saúde de cada um de nós, para a saúde do Brasil, para a saúde do mundo. E a gente lança então o Projeto Amazônia Live. Eu queria que a gente recordasse um pouquinho o que foi essa primeira etapa de conversa sobre a Amazônia”, declarou.

Roberta Medina disse ainda que “quando criado, o Rock in Rio foi uma iniciativa de um publicitário apaixonado pelo Rio, que queria dar voz à juventude. Tudo o que a gente faz é no sentido de colocar luz em temas importantes. Fazer um mundo melhor está dentro das iniciativas de fazer um festival com o menor impacto ambiental e social possível”.

Juntos, The Town e Rock in Rio vão realizar, com patrocínio principal da empresa Vale, o evento Amazônia para Sempre, protagonizado por um grande artista internacional, a ser anunciado em breve. A apresentação ocorrerá em um emblemático palco flutuante, em formato de vitória-régia, no Rio Guamá, com cenografia e iluminação criadas exclusivamente para promover um encontro mágico entre música e natureza.

Espetáculos

De acordo com os organizadores, esse momento épico será transmitido para todo o País, com um conteúdo especial que vai mostrar o espetáculo e a música local. Além do show que será realizado no coração da floresta, a cidade de Belém receberá no mesmo dia um espetáculo aberto, gratuito e com artistas regionais e nacionais, cujos nomes serão divulgados em breve, junto com o local que será realizado.

“Temos o compromisso de usar nossos festivais como ferramentas de engajamento ‘por um mundo melhor’. Essas quatro palavras resumem nossos propósito, valores, missão e cultura. Não há cenário de mundo melhor sem uma Amazônia preservada, na qual as pessoas e a natureza sejam valorizadas. Amazônia para Sempre tem objetivo de dar visibilidade e contribuir para a proteção do clima e da biodiversidade do planeta. Vamos usar o poder de mobilização de Rock in Rio e The Town para atrair os olhares para esta causa tão importante”, afirmou Roberta Medina.

O “Amazônia para Sempre” une o The Town e o Rock in Rio, com patrocínio principal da Vale e apoio da Rede Brasil do Pacto Global, e do Governo do Pará para convocar todos para as urgências socioambientais e a importância de se manter a maior floresta tropical do mundo preservada.

O objetivo segue a mesma linha da COP 30, de unir as pessoas em torno de uma agenda global única, em prol de um mundo mais sustentável. A iniciativa reforça a importância da atuação efetiva nos desafios das mudanças climáticas, que envolvem aquecimento global, eventos climáticos extremos, transição energética, mercado de carbono e ameaças à biodiversidade e à vida humana.

*Com informações da Agência Pará

Saiba quais serviços de acessibilidade são oferecidos no Teatro Amazonas

0

Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

O Teatro Amazonas, um dos aparelhos culturais mais visitados e conhecidos do Amazonas, é pioneiro na inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD) em sua programação. Ao longo dos últimos anos, o teatro, por meio da Assessoria de Acessibilidade da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, tem se especializado em oferecer serviços que deixam as Pessoas com Deficiência confortáveis e aptas a acompanhar os espetáculos.

Serviços como audiodescrição, tradução em libras, plataforma de acessibilidade para pessoas em cadeiras de rodas são algumas das facilidades oferecidas às Pessoas com Deficiência, que já no hall do teatro são recebidas por uma equipe treinada para atendê-las.

Audiodescrição

Para as pessoas com deficiência visual, acompanhar os espetáculos por meio da audiodescrição é a solução para saber o que está se passando no palco. Ao chegar no teatro, basta se identificar para receber um fone de ouvido que vai garantir que a pessoa não perca nenhum detalhe do espetáculo.

“O estado do Amazonas possui o único teatro que, há 15 anos, oferece os recursos de audiodescrição que, na vida da pessoa com deficiência visual, é aquilo que mostra, que transforma imagens em palavras, que descreve tudo que está acontecendo”, explica Gilson Mauro, gerente da Biblioteca Braille do Amazonas e uma das pessoas que usufruem do serviço de audiodescrição quando vai ao Teatro Amazonas.

Leia também: Dia Nacional do Sistema Braille: conheça pontos turísticos inclusivos em Manaus

“Por meio da audiodescrição, a pessoa com deficiência visual pode entender exatamente o que está acontecendo no palco, numa peça, no cinema, em qualquer lugar. É isso que nós fazemos, é isso que nós realizamos aqui nesse teatro há mais de 15 anos”, afirma Gilson Mauro.

Sandra Amazonas tem mais de 300 apresentações como audiodescritora do Teatro Amazonas, que é o único teatro do Brasil a ter uma programação durante o ano inteiro com audiodescrição.

“Meu trabalho é transformar imagens em palavras, descrevendo os cenários e os figurinos que os personagens usam. É descrever com clareza aquilo que está acontecendo no palco. Há quinze anos, eu empresto a minha voz como audiodescritora”, declara Sandra, que se diz apaixonada pelo que faz.

Suporte emocional

Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que precisam estar acompanhadas de cães de apoio emocional também são muito bem-vindas no Teatro Amazonas. A presença dos animais, muito embora seja garantida por lei, nem sempre é aceita em todos os estabelecimentos

Simone Jaime e seu sobrinho José Luiz Jaime, de 10 anos, que é autista, são frequentadores do Teatro Amazonas, onde sempre vão acompanhados do cão de suporte emocional Bono, um Golden Retriever de 6 anos.

“Ele é treinado para dar todo esse amparo e suporte a esse mocinho, que o autismo dele requer em certas condições para ele se sentir mais acolhido”, relata Simone. “A gente sabe que o autismo tem as suas necessidades e as suas limitações e é muito bom quando você vai a um local onde esse animal, que é de suporte, vá e auxilie e ajude a criança no entendimento do que ele vai passar, do que ele vai ver”, declara

Simone destaca a compreensão que recebe quando leva o sobrinho ao teatro. “O Teatro Amazonas tem se mostrado um grande parceiro nisso, principalmente porque o José Luiz gosta de assistir certas atrações que tem aqui e o Bono tem servido como apoio, mas infelizmente tem muitos locais ainda aqui que mesmo tendo leis ainda não aceitam e não entendem a situação dessa inclusão que nós estamos tentando fazer”, conta.

Libras

Para as pessoas surdas ou com algum tipo de deficiência auditiva, o Teatro Amazonas oferece o serviço de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ao chegar ao teatro, a Pessoa com Deficiência se identifica e recebe um tablet, por meio do qual, com a imagem de um intérprete de Libras, acompanha tudo o que está sendo dito no espetáculo.

“É importante que o surdo receba a tradução e interpretação de espetáculos e assista no tablet simultaneamente. Isso torna o Teatro Amazonas um lugar acessível”, afirma Matheus Rochas, que é surdo e se comunica exclusivamente por meio da Libras.

“A Libras é divulgada em inúmeros contextos aqui no Teatro Amazonas, que oferece música, dança e teatro com tradução de Libras”, relata Matheus, que também é um dos intérpretes de Libras do Teatro Amazonas.

Plataforma de acessibilidade

Para pessoas que andam em cadeiras de rodas, o acesso ao Teatro Amazonas também é facilitado, com plataformas de acessibilidade que funcionam como elevadores para as cadeiras de rodas, evitando a dificuldade de ter que subir as escadas que separam o hall do teatro da plateia.

O recurso é utilizado, por exemplo, por Andrea Wanderlei, uma jovem com deficiência intelectual que precisa andar em cadeiras de rodas. A subida da cadeira, por meio de plataformas elevadoras, passa a ser até uma diversão a mais para a jovem em suas idas ao Teatro Amazonas.

“Boa vontade”

Há 27 anos, Sheila Campos começou a trabalhar na Secretaria de Cultura e Economia Criativa, tendo sido contratada como arquiteta em uma época em que o Teatro Amazonas estava passando por um restauro. “Eu comecei a olhar e sugerir: ‘Vamos colocar uma rampinha. Como é que as pessoas vão subir?’. Assim comecei”, conta Sheila, que hoje é assessora de Acessibilidade da secretaria e é uma das coordenadoras de todos os serviços que o Teatro Amazonas oferece às Pessoas com Deficiência.

Sheila conta que, a partir das rampas, passou-se a cantar o Hino Nacional em Libras, depois veio o curso e a cabine de audiodescrição e o resto é história. “Graças a Deus, a cada dia a gente dá um passo a mais. Começamos colocando a rampinha e agora nós fazemos esse trabalho. Que eu acho maravilhoso. Eu não quero deixar de dizer algo que eu sempre digo: não precisa você estudar. Não precisa você querer ser especialista em acessibilidade. Você precisa ter boa vontade”, ensina Sheila.

*Com informações da Agência Amazonas

Chef paraense é escolhido 1º Embaixador Gastronômico da ONU Turismo

0

Foto: Roberto Castro/MTur

O chef paraense Saulo Jennings é o 1º Embaixador Gastronômico da ONU Turismo no mundo. O anúncio foi feito no dia 20 de setembro pelo secretário-geral do organismo internacional, Zurab Pololikashvili, durante encontro do G20 Turismo, em Belém (PA).

A ONU Turismo inaugurou escritório regional no Rio de Janeiro em dezembro de 2023 para impulsionar o setor em todo o continente americano.

O chef de cozinha é um dos principais expoentes da culinária amazônica. Nascido em Santarém, ele representará o Brasil como referência de valorização da comida inspirada na cultura alimentar da região do Tapajós.

Saulo Jennings destacou que o título é resultado não apenas do trabalho dele, mas também do esforço coletivo de sua comunidade.

Ele lembra que a gastronomia movimenta não só o turismo, mas diversos elos produtivos da economia, beneficiando cerca de 300 famílias. “São desde os pescadores até os cozinheiros que preparam os pratos, ciclo que gera emprego e renda para população local. E é assim que conseguimos promover desenvolvimento sustentável nessa importante região do país”, explicou.

Dados do Ministério do Turismo apontam que mais de 95% dos visitantes internacionais avaliam positivamente a culinária local, reforçando o papel da gastronomia como um dos principais atrativos turísticos e contribuindo para o fortalecimento da economia e do turismo nacional.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, comemorou o título que dará visibilidade internacional à gastronomia brasileira e, principalmente, da Região Norte. “O chef Saulo está revolucionando a Amazônia e, agora, vai levar toda essa potencialidade gastronômica para o mundo. Nossa culinária é riquíssima e com alto poder de atrair turistas”, enfatizou o ministro.

O chef Saulo participou do painel “Cozinha Global e Turismo Gastronômico” nesta sexta-feira (20) durante o G20 Turismo. Moderado pela jornalista Daniela Filomeno, o encontro fomentou discussões relevantes sobre o impacto desse segmento no cenário mundial.

*Com informações da Agência Brasil

Quando não é queimada, é seca: a Amazônia pede socorro

0

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Por Walace SO*

Queridas e queridos das beiras e beiradas dos nossos rios, do açaí com mandi, do dominó de fim de tarde e do tacacá ao anoitecer. Somos notícia no planeta terra, infelizmente a verdade é que não sabemos ou damos o devido valor a Amazônia. Depois de a floresta queimar e sua fumaça cobrir e sujar até as chuvas, agora nossos rios secam. Isolamento, angústia e descaso na maior parte de nossa região. O ribeirinho não tem mais o som da voadeira, não tem mais o canto dos pássaros, o miar da onça ou do barulho dos motores dos barcos ao longe.

Essa realidade é uma triste combinação do descaso do bicho homem, das elites que do país e da própria região que não tomam uma atitude digna da nossa terra e cultura e dos políticos daqui e dos outros estados que se juntam nessa equação devastadora. E proponho que recordemos a nossa história que, desde a colonização, império, república e todas as ditaduras relegaram a Amazônia ao esquecimento e a ser tratada somente como o inferno verde que não podiam explorar. Tendo nas imaginárias riquezas de ouro e minérios, as famosas lendas do El Dorado mais importância que a floresta com sua fauna e flora. Que até já foi contada aqui como podemos ler no link abaixo:

Paititi: ‘A cidade do ouro dos Incas’ no meio da Amazônia Peruana

Nossa importância para esse pequeno planeta azul, que chamamos de Terra, mas na verdade é feito de água, é muito maior que as elites e os políticos imaginam. Não foi por acaso que Iuri Gagarin ao ver a terra do espaço cunhou a famosa frase que ficou no imaginário popular: “A terra é azul”.

Fonte: UFMG

O Brasil não conhece a Amazônia, se conhecesse ela seria respeitada. Nosso bioma amazônico ocupa quase 50% do território nacional. Ele é a mistura da floresta com as águas em perfeita harmonia quando preservado. Não existimos sem os rios e a floresta, somos um só. Vejam abaixo o tamanho de nossa terra e sua importância:

Fonte: Agência Senado

Assim, as ditaduras de Vargas e a ditadura militar, em sua expansão ao oeste brasileiro avançaram soberbas. Porém, sem jamais compreenderem a floresta, seus rios e o ribeirinho. E em sua sede de construção por símbolos nacionais ufanistas e megalomaníacos tivemos um misto de corrupção, descaso, degradação do meio-ambiente e genocídio dos povos originários. Porém a floresta lutou e venceu implacavelmente todas as ditaduras. E apesar da censura e de se impedir investigações, temos amplas bibliografias e notícias sobre os temas. Deixo alguns links abaixo para ilustrar:

Transamazônica: 50 anos entre ufanismo e desastre ambiental

Povos afetados pela Transamazônica lutam na Justiça por reparação ao Plano de Integração da Ditadura Militar

Exposição na USP mostra os impactos de construções realizadas na ditadura militar

E o século XXI chegou, e com ele novas ambições, mas agora aproveitando o discurso anterior de uma época trágica, tivemos alianças que ainda estão obscuras. E nessa mesma toada vimos o negacionismo da ciência; desmanche da fiscalização ambiental da região (IBAMA, ICMBio e INPE); incentivo a invasão de Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Reservas da Amazônia com a certeza de que a porteira estaria aberta para “passar a boiada”.

O resultado foi o crescimento das queimadas, dos conflitos de terras, do garimpo ilegal, da floresta sangrando com o mercúrio. E a triste imagem é das vísceras da terra expostas pelas dragas, o avanço da soja onde havia a castanheira, o cupuaçu, o babaçu, o açaí e os rios que são nossas estradas. Abaixo temos dois pequenos gráficos para mostrar nossa argumentação, o primeiro por estados e o segundo o acumulado da região no período de 2007 a 2022:

Imagens: Agência Senado

A temperatura aumenta a cada ano, os rios estão secando em todos os verões, os barcos encalhando nos bancos de areia e os botos e peixes morrendo porque a floresta está deixando de existir para alimentar as chuvas. A Amazônia não é o pulmão do mundo como da ditadura acreditava, ela é a maior bacia hidrográfica que regula o clima do planeta levando as chuvas para todos.

Devemos ser duro com aqueles que estão colocando fogo no país. Todos devem ser investigados pela justiça, comprovada sua culpa deve cumprir a pena. Não há perdão para tal crime, chegou a hora do basta à barbárie e agirmos para que nossa Amazônia não se torne uma grande terra arrasada.

Bora refletir e agir!

Sobre o autor

Walace Soares de Oliveira é cientista social pela UEL/PR, mestre em educação pela UEL/PR e doutor em ciência da informação pela USP/SP, professor de sociologia do Instituto Federal de Rondônia (IFRO).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Forças Armadas darão apoio ao combate a incêndios e estiagem na Amazônia Legal

0

Foto: Divulgação

O Ministério da Defesa publicou, nesta sexta-feira (20), a Diretriz Ministerial que regula o emprego temporário das Forças Armadas em atividades de apoio às ações de combate aos incêndios e estiagem na Amazônia Legal. Com a ativação do Comando Conjunto Tucumã, os militares poderão intensificar o suporte logístico e operacional para as ações coordenadas com as agências governamentais na região.

Inicialmente, a pasta já disponibilizou três helicópteros para o transporte de brigadistas e equipamentos. As diretrizes da ação foram publicadas na Portaria nº 4.454, de 17 de setembro, assinada pelo Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro.

O Centro Gestor Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), órgão vinculado ao Ministério da Defesa, também apoiará a operação, fornecendo imagens de sensoriamento remoto, dados de interesse e equipamentos de comunicações e o uso do painel do fogo com pessoal especializado e treinamento.

Além das operações conjuntas, as Forças Armadas também atuam de forma singular nos estados do Pará, Rondônia, Tocantins e no Distrito Federal.

*Com informações do Ministério da Defesa

Ministério da Saúde anuncia que vai ampliar número de médicos no Território Yanomami

0

Foto: Matheus Brasil/MS

O Ministério da Saúde (MS) planeja terminar 2024 com ao menos 80 médicos atuando no território Yanomami, em Roraima. A medida faz parte do fortalecimento da saúde indígena no país. Atualmente, 1,5 mil profissionais atuam na região. No início de 2023, eram 690.

O mais recente investimento na força de trabalho ocorre por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). Um edital de processo seletivo simplificado prevê a contratação de 400 profissionais de saúde para o território Yanomami. Em agosto, 129 assinaram contrato. Até o fim deste mês, mais 200 serão contratados.

O reforço contará com 15 médicos especialistas. Com os avanços no último um ano e meio de governo, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, determinou que a nova fase de atuação deve focar na assistência especializada.

O processo seletivo visa contratar ginecologistas, obstetras, médicos da família, pediatras, infectologistas, socorristas, sanitaristas, entre outros.

O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, ressalta que no início da emergência em saúde pública no território, apenas quatro médicos atuavam na região. Atualmente, 39 trabalham na terra indígena.

Weibe Tapeba frisa que o Ministério da Saúde está, de forma ininterrupta, investindo na estruturação das unidades de saúde e na capacidade de ampliação de atendimentos. Com a abertura de sete polos que estavam desativados, 5,2 mil indígenas voltaram a receber assistência. “Estamos executando um conjunto de ações e medidas para fortalecer a saúde do povo Yanomami”, salienta.

Boletim

O Ministério da Saúde divulgou, no início de agosto, um novo informe do Comitê de Operações Emergenciais (COE) Yanomami. No primeiro trimestre deste ano, foram notificados 74 óbitos no território. Na comparação com igual período do ano passado, houve uma queda de 33%. Nos três primeiros meses de 2023, foram registradas 111 mortes. O documento ressalta que os principais agravos tiveram queda como, óbitos por malária, desnutrição e infecções respiratórias agudas graves. 

O povo Yanomami tem a maior terra indígena do Brasil, com 10 milhões de hectares, mais de 380 comunidades e 30 mil indígenas. Desde janeiro do ano passado, a pasta investe para mitigar a grave crise causada na região pelo garimpo ilegal. 

O ministério aumentou o efetivo de profissionais, dobrou o investimento em ações de saúde e trabalhou para garantir a assistência e combater doenças como a malária e a desnutrição no território. 

*Com informações do Ministério da Saúde

Rio Negro registra descidas de 24 cm por dia em Manaus e atinge níveis abaixo das mínimas para o período

0

Foto: Divulgação/SGB

Com descidas diárias de 24 centímetros (cm), o Rio Negro chegou à marca de 15,08 m nesta sexta-feira (20), em Manaus (AM). As informações estão disponíveis no 38º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e disponível na plataforma SACE. Devido ao cenário de seca extrema, foi decretada a interdição de banho na Praia da Ponta Negra, ponto turístico da região.

A mínima histórica registrada em Manaus foi de 12,7 m em outubro de 2023.

Níveis baixos e mínimas históricas na Bacia do Amazonas

Os níveis estão abaixo das mínimas em outros trechos da Bacia do Amazonas. Em Tabatinga (AM), o Rio Solimões registrou, nesta sexta (20), a mínima histórica (desde 1983): -2,06 m.

Na estação de Itapéua (AM), a cota atual é de 1,27 m – menor da história desde 1971. Em Fonte Boa (AM) está na marca de 7,72 m – a mais baixa da série de 1978.

O Rio Madeira chegou, no sábado (14), a 41 cm em Porto Velho (RO), a menor cota da série histórica, desde 1967.

Segundo o boletim, a última cota observada foi de 45 cm. Já o Rio Acre, na cidade de Rio Branco (AC), está na cota de 1,27 m – a segunda mínima histórica, atrás da marca de 1,24 m, registrada em 2022.

Parceria

O monitoramento dos rios é realizado a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações da RHN, gerando informações que apoiam os sistemas de prevenção de desastres, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas.

As informações – coletadas por equipamentos automáticos ou a partir da observação por réguas linimétricas e pluviômetros – são disponibilizadas no Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) e, em seguida, apresentadas na plataforma SACE.

*Com informações do SGB

Yorixiriamori

0

Imagem gerada por IA

Yorixiriamori tem grande presença na crença dos Yanomami. Era um deus que, através do seu canto, conquistava as mulheres. Em uma versão da lenda ele era perseguido por homens que o enxergavam como uma ameaça e, para fugir, transformou-se em um pássaro. Em outra versão ele representaria uma “árvore cantante” e, com a perseguição, transformou-se em pássaro para fugir.

Ceuci

0

Imagem gerada por IA

Na cultura indígena, a deusa Ceuci foi comparada pelos católicos à Virgem Maria porque, segundo a lenda, teria dado a luz ao seu filho de forma milagrosa. Ela passa a imagem de mãe protetora e o seu filho, Jurupari, nasceu do fruto cucura-purumã, árvore que simboliza o bem e o mal na cultura tupi-guarani. Ceuci é filha de Tupã e também é conhecida por ser a protetora das moradias e lavouras indígenas.

MPF recomenda medidas de proteção ao Parque Nacional dos Campos Amazônicos

0

Foto: Divulgação/MPF

Em Rondônia, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à União e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma série de medidas com o objetivo de proteger o Parque Nacional dos Campos Amazônicos (Parna Campos Amazônicos). O parque abrange parte dos estados de Rondônia, Amazonas e Mato Grosso, ao sul da Rodovia Transamazônica.

Em recente visita conjunta do MPF e do ICMBio ao parque, constatou-se a existência de intensa exploração de madeira no interior da Unidade de Conservação (UC). De acordo com o procurador da República Gabriel Amorim, autor da recomendação, já há degradação de parte da área do parque, com evidências de atividade de garimpo ilegal e com a presença de diversas pistas de pouso clandestinas, possivelmente utilizadas para o tráfico de drogas e para auxiliar no próprio garimpo clandestino.

Ele lembra que, há cerca de um ano, uma operação da Polícia Federal (PF) descobriu 118 hectares de área desmatada no Parna Campos Amazônicos e na Terra Indígena Tenharim Marmelos, vizinha ao parque. Em um levantamento recente do Greenpeace, o local já aparece na 11ª posição no ranking das Unidades de Conservação com maior área ocupada pelo garimpo.

Atualmente, a gestão do Parna Campos Amazônicos é exercida pelo ICMBio mas, segundo o MPF, o instituto não consegue manter a posse mansa e pacífica do local e não possui estrutura para manter agentes de fiscalização em tempo integral na UC. Durante a visita, foi observado que a construção de uma base policial permanente na região chamada “Bodocó”, no interior do parque, com a presença de agentes, por pelo menos dois anos, poderia interromper a prática de garimpo ilegal no interior do parque.

Na recomendação, o MPF orienta que a União libere recursos para a construção de uma base de apoio fixo e permanente de fiscalização na referida região do parque viabilizando, mediante convênio com governos estaduais, o plantão da equipe de policiais militares. Além disso, enquanto a base for construída, que a União envie recursos ao ICMBio para que se erga um acampamento provisório que funcionará como barreira ao garimpo ilegal e auxílio na fiscalização do trânsito de veículos e pessoas. Por fim, recomenda que a União reforce a segurança e dê apoio logístico no local com o uso do Exército, Força Nacional ou Polícia Rodoviária Federal.

Já ao ICMBio, o MPF recomendou que destrua pontes improvisadas por toreiros ilegais, inutilize as pistas de pouso clandestinas e realize o patrulhamento ininterrupto no interior e no entorno do Parna Campos Amazônicos.

Foi dado o prazo de 30 dias para que a União e o ICMBio se manifestem quanto ao acatamento, ou não, da recomendação. Em caso de acolhimento da recomendação, foi estabelecido o prazo de 30 dias para que comprovem a construção do acampamento provisório e apresente documentos que ratifiquem a adoção de medidas para a construção da base permanente, bem como da inutilização das pontes e pistas de pouso clandestinas.

Íntegra da recomendação

*Com informações do MPF