Home Blog Page 497

MPF quer que União e Estado do PA cumpram sentença que determinou oferta de ensino médio diferenciado a indígenas

0

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o cumprimento da sentença que obrigou a União e o Estado do Pará a ofertarem ensino médio diferenciado para indígenas dos municípios de Aveiro e Jacareacanga. A sentença foi publicada em janeiro deste ano e confirmou decisão liminar (urgente e temporária) de 2016.

O MPF também pede a apresentação de plano de trabalho para a elaboração do documento que orienta e organiza as atividades escolares, o chamado Projeto Político-Pedagógico (PPP), e a aplicação de multa caso a obrigação seja descumprida.

A procuradora da República Thaís Medeiros da Costa ressalta, no pedido, a importância de que o plano de trabalho preveja que os povos Maytapu, Cara Preta e Munduruku sejam protagonistas no processo de elaboração do PPP, com o acompanhamento e suporte técnico estatal, da academia e da sociedade civil organizada, por meio de parceiros de confiança das comunidades.

A ação do MPF apontou que a falta de escolas nas aldeias obriga os indígenas a se mudarem para cidades próximas para poderem continuar os estudos. No entanto, de acordo com as leis brasileiras os povos indígenas têm direito a educação escolar diferenciada e intercultural, com transmissão de conhecimentos nas línguas maternas dessas etnias.

Ação Civil Pública nº 0002317-91.2015.4.01.3908

Pedido de cumprimento provisório de sentença

Sentença

Consulta processual

*Com informações do Ministério Público Federal

Embratur assina protocolo com empresários do Amazonas para promoção internacional de destinos

0

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, assinou um protocolo de intenções com o grupo de empresários do Amazonas Cluster de Turismo, que tem como objetivo promover ações de divulgação internacional do Norte do país, em especial a Amazônia, e a troca de boas práticas turísticas e informações estratégicas para o fomento da região.

Além de Freixo, participaram do encontro pela Agência o diretor de Gestão e Inovação, Roberto Gevaerd, o gerente de Mercados e Eventos Internacionais, Bruno Reis, a gerente de Gabinete da Diretoria de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade, Kátia Bitencourt, a coordenadora de Parceria e Desenvolvimento de Mercado, Carina Camara, e a coordenadora da Região Norte, Roselene Medeiros.

Do grupo de empresários participaram do encontro o sócio-operador da Anavilhanas Jungle Lodge e do Hotel Villa Amazonia, Antonio Augusto Orcesi da Costa Filho, o diretor da Juma Amazon Lodge e da Juma Ópera, Caio Fonseca, e o presidente do grupo, Kleber Augusto Bechara de Oliveira, além do presidente da Amazonastur, Ian Ribeiro. 

O Cluster é um coletivo de hotéis e hospedarias de pequeno e médio porte que se uniu para desenvolver ações em benefício do trade turístico e do turista que procura o turismo de selva no estado do Amazonas. Entre os empreendimentos há hotéis de floresta, flutuantes e pousadas urbanas.

A Embratur tem trabalhado para divulgar os destinos brasileiros da Amazônia e fortalecer a conexão aérea com a região. Além do protocolo de intenções com o grupo de empresários, a Coordenação de Parcerias e Competitividade já vem atuando no desenvolvimento de parcerias institucionais com outros representantes da região, como a Rotas Amazônicas Integradas (RAI), por exemplo. Uma das ações planejadas para a região é uma press trip com seis comunicadores dos Estados Unidos durante o Festival de Parintins (AM), que acontece em 28, 29 e 30 de junho.

Ferramentas estratégicas

Durante a conversa, Freixo destacou que Embratur tem uma série de ferramentas já à disposição das empresas e dos governos para ajudá-los na promoção internacional dos seus destinos. Entre elas, o Painel de Dados da Embratur, com informações e números para ajudar governos locais e estaduais e empresas a tomarem decisões para a promoção turística de destinos com maior eficiência e menor desperdício.

“Essa é uma pauta para aproximarmos a Embratur da realidade dos destinos da Amazônia e sabermos como podemos ajudá-los na promoção internacional. Criamos um setor de inteligência de dados que está à disposição do setor público e do privado para ajudar na tomada de decisão de quem está na ponta. No turismo, esses dois mundos tem que se entender. Nós temos uma capacidade de promoção internacional que vocês precisam e, vocês, o conhecimento dos destinos e das necessidades locais que nós precisamos”, afirmou o presidente da Embratur.

Outro ponto que Freixo destacou é que o turismo no Amazonas é um modelo econômico que permite a preservação da floresta e a geração de emprego e renda. Antonio Augusto Orcesi, por sua vez, lembrou que a Região Norte tem o potencial para se tornar uma importante porta de entrada para o Brasil, aumentando a circulação nos municípios, o turismo na região e fortalecendo as rotas aéreas para o Brasil. Ele lembrou que o voo de Miami, nos Estados Unidos, para Manaus (AM), dura cerca de cinco horas. 

Orcesi também destacou que o turismo na região tem um forte componente cultural. “Hoje a realidade dos hotéis de selva da Amazônia mudou. Deixou de ser de grandes empreendimentos. Temos hotéis de pequeno porte com uma experiência muito mais intimista e responsável [ambientalmente]. Trabalhamos com a gastronomia local, tem um guia caboclo que viveu na floresta a vida toda e que vai apresentar a trilha a partir dos seus conhecimentos da Amazônia”, exemplificou.

Protocolo de intenções

O documento assinado firma o compromisso de apoio de iniciativas no âmbito do Projeto Amazônia, que visa alavancar internacionalmente os destinos e as experiências da Amazônia. O protocolo oficializa uma parceria estratégica com o intuito de fortalecer os destinos e as experiências turísticas da região no mercado internacional, assim como a troca de experiências e boas práticas relacionadas ao turismo sustentável.

Também fortalece a divulgação da “Marca Brasil” nos empreendimentos e equipamentos no destino e, ainda, na prestação de serviços, para consolidar a logo no Brasil e no mundo. Caberá à Embratur, dentre outras coisas, o apoio à participação em ações de promoção do turismo sustentável nos mercados estratégicos internacionais e disponibilizar dados e informações de caráter técnico, que sejam de seu domínio e possibilidade.

E caberá ao Amazonas Cluster de Turismo disponibilizar os meios necessários à execução do Protocolo de Intenções, no âmbito de sua competência, identificar experiências turísticas já adequadas, ou com potencial para atender o mercado internacional, e subsidiar as ações a serem realizadas pelo grupo e em conjunto com a Embratur.

*Com informações da Embratur

Pela primeira vez, cientistas monitoram casos de animais encontrados na costa do Amapá

0

Cientistas que integram o projeto Caracterização e Monitoramento de Cetáceos nas bacias Pará, Maranhão e Foz do Amazonas iniciaram o monitoramento de encalhes de mamíferos na costa amapaense. Os cientistas resgatam animais mortos como peixe-boi, baleia e outros cetáceos (animais mamíferos marinhos) para construção de acervo científico.

Esse trabalho é executado pelos cientistas e estudantes do Instituto Federal do Amapá (Ifap), do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

O próximo passo é mobilizar moradores das comunidades em regiões banhadas pelos rios, para que ribeirinhos e pescadores acionem os pesquisadores e ajudem nessa coleta de informações.

A geógrafa Claudia Funi, que é mestre em biodiversidade tropical e coordena o projeto defende o papel indispensável das comunidades no mapeamento de cetáceos.

Foto: Rafael Aleixo/g1 Amapá

“Nós só chegamos aos animais porque os moradores acionaram a gente, inclusive nos ajudaram no resgate das carcaças de animais. Até pra realizar o projeto com equipamentos como barco e motor foram orientados pelos pescadores”, conta a pesquisadora.

O Amapá registrou nos últimos anos vários casos de mamíferos encalhados. O mais recente ocorreu na orla de Macapá, ao lado da Fortaleza de São José, quando um peixe boi de quase dois metros de comprimento foi resgatado já morto pelo corpo de bombeiros junto do Ifap, Iepa, Instituto Mamirauá e Bioparque da Amazônica.

O animal já em estado avançado de decomposição está no Iepa sendo utilizado para estudos e pesquisas. Em entrevista ao Grupo Rede Amazônica, o médico veterinário Luiz Sabioni, pesquisador colaborador do grupo de pesquisa em mamíferos aquáticos amazônicos do Instituto Mamirauá e do setor de mastozoologia do Iepa, relatou que toda essa pesquisa partiu de uma preocupação com a atividade sísmica.

Segundo o Ecology Brasil, A atividade de pesquisa sísmica investiga o fundo marinho antes do processo de exploração e produção de óleo ou gás natural no mar. É um método acústico que utiliza ondas sonoras, que mostra como estão acumulados os hidrocarbonetos.

Foto: Natanael Rocha/Arquivo pessoal

O resultado da atividade sísmica não prevê o local exato de acúmulo de óleo e/ou gás, apenas indica os pontos mais prováveis para a sua concentração.

Esses sons afetam na saúde dos animais marinhos e faz com que eles deixem sua região de origem desorientados e acabem encalhados em lugares como a costa do Amapá, que tem aproximadamente 60 metros de profundidade, cetáceos precisam de uma profundidade de pelo menos 120 metros.

“Algumas análises e necrópsia da parte do ouvido e de alguns vasos específicos do sangue conseguem dar um sinal de alerta se realmente aquele animal é vítima da atividade sísmica”, revela o veterinário Luiz.

*Por Lorena Lima, da Rede Amazônica AP

Amazonas firma acordo de cooperação com Serviço Florestal Brasileiro para alavancar concessões florestais

0

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) para alavancar as concessões de florestas públicas no Amazonas. A assinatura aconteceu, no dia 11 de junho, durante a 22ª Semana da Sustentabilidade, a Sustainability Week (SW24), promovida pelo BID Invest, instituição do Grupo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

“A agenda de concessão florestal já foi identificada pelos principais investidores e, também, pela política pública federal e estadual como um caminho viável para essa nova economia com base na redução de emissões e do desmatamento. Esse momento é para que a gente possa criar uma agenda cada vez mais positiva, real e ambientalmente viável, com benefício para as pessoas”, disse o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira.

O ACT foi firmado para que o SFB transfira conhecimentos e experiências para que o Amazonas possa desenvolver as metodologias e o arcabouço técnico necessário para dar segurança às concessões. Neste sentido, está incluso o compartilhamento de sistemas para gestão de contratos, além dos procedimentos e ferramentas de monitoramento, bem como estudos técnicos, regulamentações, editais, relatórios de consultorias e demais documentos institucionais pertinentes.

Segundo o diretor-Geral do SFB, Garo Joseph Batmanian, o objetivo principal do acordo é ajudar a Sema a acelerar a agenda de concessões de florestas Estaduais no Amazonas, tendo em vista a experiência de 15 anos do órgão nesta pauta. Ele reforça a importância da parceria para aliar geração de emprego e renda à conservação ambiental.

FOTOS: Antônio Lima/Secom AM

“Nesses anos de experiência já aprendemos muito e temos parcerias tanto com o BNDES como com o BID. Por isso chegamos à conclusão de que seria melhor se nós pudéssemos transferir parte do nosso conhecimento para apoiar o Estado, para que ele possa acelerar esse ciclo de promover o manejo florestal, gerar emprego, renda e receita, mostrando que a floresta tem valor no Estado do Amazonas”, destacou o diretor-Geral do SFB.

Para tanto, a Sema enviou proposta de apoio para avançar na concessão de quatro florestas públicas estaduais: de Aripuanã, Manicoré, Apuí, e Rio Urubu.

Investimento do BID

Durante o evento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também anunciou um aporte de recursos para financiar os estudos de concessão nos Estados, estimado em U$ 1 milhão. O chefe da Janela Única da Parceria Público-Privada (PPP) do BID, Gastrón Astesiano, reforçou o compromisso com as populações locais no processo.

“A nova geração das concessões vai procurar melhorar os benefícios para a população que está na área e para toda a cadeia produtiva que fornece o processo de manutenção e restauração da floresta. Então, através desses arranjos, seguramente teremos benefícios para as populações dessas áreas”, ressaltou Astesiano.

*Com informações da Agência Amazonas

Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil será realizado em Belém

0

crédito foto: Ascom Sesma

Famílias de Belém (PA), com crianças de até 6 anos, estão recebendo visita de entrevistadores da edição 2024 do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani-2024), desde o dia 3 de junho.

Na capital paraense, serão 330 domicílios incluídos para visitação, nos bairros Bengui, Cabanagem, Canudos, Cidade Velha, Condor, Fátima, Guanabara, Jurunas, Marambaia, Montese, Parque Verde, Pedreira, São Braz, Souza, Telégrafo e o distrito de Icoraci.

O estudo do Ministério da Saúde é conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa irá visitar 15 mil famílias em todo o Brasil, para avaliar as práticas de aleitamento materno, hábitos alimentares, deficiência de vitaminas e minerais em crianças de até seis anos e em suas mães e avaliação nutricional antropométrica (peso, circunferência abdominal, altura, Índice de Massa Corporal (IMC), percentual de gordura e Índice de Padrão de Crescimento).

O coordenador nacional do Enani-2024, Gilberto Kac, explica que crianças de até seis anos são mais suscetíveis às deficiências nutricionais, especialmente em relação ao crescimento linear e aos micronutrientes essenciais, como ferro, vitamina A e zinco.

“O Enani-2019 mostrou que, naquela época, metade das famílias brasileiras, com crianças na faixa etária do estudo, vivia em insegurança alimentar. A pesquisa também revelou que 80% das crianças brasileiras menores de cinco anos já consumiam alimentos ultraprocessados e que 10% dos pequenos – e metade de suas mães – estavam acima do peso. Agora, vamos atualizar e aprofundar esse quadro”, adianta Kac, que é professor titular da UFRJ.

Pesquisa no Pará

No Pará, o Enani-2024 visitará 980 famílias. As visitas domiciliares serão realizadas em Belém, Ananindeua, Cametá, Castanhal, Marabá, Parauapebas e Santarém.

Os entrevistadores do estudo – identificados com camiseta e crachá – irão trabalhar em três atividades:

1) entrevista com as mães ou cuidadores com perguntas sobre amamentação e alimentos consumidos no dia anterior, para avaliação do aleitamento materno e do consumo alimentar;

2) medida de peso e altura ou comprimento das mães biológicas, crianças e bebês, para classificação do estado nutricional conforme padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS);

3) agendamento de uma segunda visita domiciliar para coleta de sangue das mães e crianças maiores de seis meses.

Cenário alimentar e nutricional

Um dos objetivos da pesquisa é conhecer o cenário alimentar e nutricional das crianças brasileiras depois da pandemia de covid-19. Gilberto Kac aponta que a perda imediata de renda e a interrupção ou redução do acesso aos serviços de saúde durante a pandemia afetaram diretamente o estado nutricional das crianças brasileiras, gerando vulnerabilidades imediatas e riscos de médio e longo prazo.

“Conhecer esse cenário nos permitirá apoiar o redirecionamento de políticas públicas. Além de contribuir com a orientação de ações em nível nacional, o estudo fornecerá evidências que, somadas às produzidas em outros países, serão úteis para compreender os impactos da pandemia de forma global”, afirma.

Amostras biológicas

Durante as visitas domiciliares, serão realizados os procedimentos de hemograma completo e análise de marcadores de deficiência de vitaminas e minerais, como ferro e vitamina A. Quando houver necessidade, a família será encaminhada ao posto de saúde para acompanhamento. E as amostras biológicas vão compor um biorrepositório, que permitirá análises complementares futuras.

O estudo também avaliará o ambiente alimentar comunitário, isto é, a disponibilidade, qualidade, variedade de frutas e hortaliças e alimentos ultraprocessados na vizinhança das famílias visitadas.

Instituições envolvidas

Além da UFRJ, participam da coordenação da pesquisa a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal de Goiás (UFG).

A previsão é que a fase de coleta de dados em cada estado brasileiro fique em torno de 4 meses, mas pode ser um pouco mais, a depender do aceite da população em participar dos estudos.

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, edição 2024, dispõe de uma linha telefônica gratuita para tirar dúvidas da população: 0800 888 0022.

*Com informações da Agência Belém

Rastreabilidade do pirarucu impulsiona comercialização e gera renda para comunidades na Amazônia

0

O pirarucu, o gigante da Amazônia, é uma das principais fontes de renda dos manejadores da região do Médio Solimões, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá. Para potencializar o manejo do pescado e promover prosperidade em comunidades ribeirinhas, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) lança o projeto ‘Sistema de rastreabilidade: inovação e inteligência de mercado na cadeia produtiva do pirarucu da RDS Mamirauá’.

A iniciativa surge a partir da necessidade de melhorar a renda dos pescadores. Anualmente, os manejadores têm validação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que permite o início das atividades de manejo sustentável do Pirarucu. O manejo acontece por meio de monitoramento dos lagos (vigilância), atividade de inventário pesqueiro, despesca, além do beneficiamento até a etapa de comercialização. A venda é realizada tanto a compradores locais como para os frigoríficos da região.      

Um estudo realizado pela Universidade Notre Dame, em 2019, apontou diferenças nos percentuais de distribuição dos resultados econômicos oriundos da atividade de manejo do Pirarucu na RDS Mamirauá. De acordo com os dados coletados, apenas 15% dos lucros beneficiam diretamente os manejadores, enquanto 30% são destinados aos atravessadores e a maioria expressiva, 50%, fica nas mãos dos frigoríficos da região. Essa concentração desigual de ganhos na cadeia produtiva do pirarucu realça a necessidade de intervenções positivas que promovam uma distribuição mais justa dos benefícios econômicos.

A proposta do sistema de rastreabilidade foi selecionada para receber recursos da Positivo Tecnologia, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPbio), que é coordenado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). O objetivo do projeto é elaborar e aplicar tecnologias direcionadas aos processos de rastreabilidade de origem do produto, visando aprimoramento, inovação na gestão do negócio e plano de comercialização para inteligência de mercado.

Ao todo, serão beneficiados diretamente 55 manejadores em três comunidades (Mangueira, Catiti e Jussara) da RDS Mamirauá, com quatro vertentes:  fortalecimento da infraestrutura produtiva da cadeia do pirarucu, avanço tecnológico do território, fomento da economia local e inovação e inteligência comercial. O projeto será executado durante 18 meses.

“Foi um sonho para mim esse projeto. Torci muito para que acontecesse e agora vai acontecer. O mais importante dele é a rastreabilidade, pois vão conhecer o nosso trabalho”, declarou Dalvino Gomes da Silva, da comunidade Mangueira, do município de Fonte Boa.

A partir do projeto de rastreabilidade, os manejadores receberão treinamento em boas práticas de manejo para a contagem, monitoramento e pré-beneficiamento dos peixes. E essa capacitação vai garantir a sistematização da retirada dos peixes dos lagos e sua distribuição para a salgadeira, apoiando a digitalização do rastreio dos peixes ainda nos lagos e proporcionando digitalização dos dados e, dessa forma, contribuir para o aumento de renda de 45 famílias ribeirinhas.

Além disso, o projeto inovador pretende beneficiar também a unidade produtiva de beneficiamento da Salgadeira Cabocla do Pirarucu, situada no município de Fonte Boa (distante a 864,3 quilômetros de Manaus). Com o sistema de rastreabilidade, por meio da tecnologia blockchain – que permite  que dados e transações sejam registrados, verificados e compartilhados de maneira segura e transparente -, será possível acompanhar toda a trajetória do pescado, desde a origem até a chegada aos restaurantes e hotéis, com o objetivo de aumentar a confiabilidade de origem, segurança sanitária e proporcionar benefícios econômicos mais justos.

Foto: Rodolfo Ponguelupe

A vice-presidente do setor Macopani, Antônia da Silva Fernandes, da comunidade São Francisco da Mangueira, afirma que o projeto vai proporcionar um novo olhar de quem compra e quem vende o pirarucu, com maior valorização ao mercado. “Esse projeto é muito importante para nós, porque faz parte do manejo e vai valorizar o nosso produto. A estrutura que vai ser feita [flutuante] vai ajudar no preço do produto também, que é aquilo que vai beneficiar a cada um de nossos familiares. Além disso, é importante o rastreamento para sabermos até onde nosso produto vai chegar”, declarou Antônia.

De acordo com Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Pensa), o projeto visa fortalecer a capacidade empreendedora e a gestão de negócios comunitários. “O objetivo da solução tecnológica é garantir a integração dos elos produtivos da cadeia produtiva do pirarucu (da origem ao destino), possibilitando uma comercialização inteligente e, consequentemente, o aumento da renda das famílias beneficiadas com a inovação, bem como a construção de um modelo de repartição justa dos recursos econômicos”, afirma.

Cadeia produtiva

O manejo do pirarucu possibilita diferentes formas de aproveitamento. Além da comercialização da carne, seus subprodutos podem alcançar valores elevados, a partir da venda da pele do pescado, por exemplo, que resulta em couro para tecidos, sapatos, bolsas e acessórios. Dessa forma, os manejadores conseguem alcançar renda por meio de canais de comercialização. Além de promover a geração de empregos diretos e indiretos, fortalecendo ainda mais a competitividade da região no mercado de produtos derivados do pirarucu.

Ainda conforme Wildney, a rastreabilidade confere aos manejadores do pirarucu o empoderamento, por meio da tecnologia, pois permite conferir segurança e confiabilidade da origem para quem compra e melhor retorno financeiro para quem comercializa o pescado.

Produção de grãos em Rondônia na safra 2023/2024 está estimada em mais de 4 milhões de toneladas

0

Com expansão de 7,7% da área plantada, na comparação com a safra anterior, o plantio de grãos deve alcançar pouco mais de um milhão de hectares na safra 2023/2024, com produção estimada de 4,1 milhões de toneladas, 8,7% maior do que a da safra passada. A produtividade média está estimada em quatro mil quilos por hectare, 0,9% superior à obtida na safra 2022/2023. Esses e outros dados constam na 14a. edição do Informativo Agropecuário, editado pela equipe da Embrapa Rondônia.

Enquanto em Rondônia as perspectivas são de aumento da produção na safra 2023/2024, no plano nacional as estimativas indicam que a produção de grãos deve decrescer 7,6%, devendo alcançar 295,5 milhões de toneladas, com redução de 24,36 milhões de toneladas em relação à safra anterior.

“Embora a área plantada tenha aumentado 0,7%, eventos climáticos desfavoráveis, como a forte intensidade do fenômeno El Niño, com reflexos na perda de produtividade, são fatores determinantes para essa diminuição esperada da produção”, afirma o analista da Embrapa Rondônia, Calixto Rosa Neto, autor do da publicação.

O Informativo Agropecuário traz dados sobre a estimativa da safra de grãos no estado, divulgados pela Conab no oitavo levantamento da safra de grãos 2023/2024, em maio deste ano, bem como informações sobre a produção de outros produtos agropecuários, tais como café, mandioca, banana, peixes, carne e leite.

“O material reúne informações coletadas em diversas fontes de dados oficiais, que permitem o acesso aos dados de maneira agregada e suas respectivas análises. Além disso, as fontes consultadas também estão disponíveis no documento para quem desejar se aprofundar no assunto”, explica Calixto.Os dados apresentados foram obtidos de fontes secundárias, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Emater-RO, entre outros.

Grãos

A soja continua sendo a principal cultura agrícola do estado, com área plantada de 635,5 mil hectares e produção estimada de 2,2 milhões de sacas, 9% maior do que a colhida na safra 2022/2023.

Com aumento estimado de 9% em relação à safra anterior, a produção de arroz no estado na safra 2023/2024 deverá alcançar cerca de 134 mil toneladas, em uma área plantada de 41,2 mil hectares, 10,5% superior à da safra 2022/2023. Esse aumento da área plantada e, consequentemente, da produção, pode ser explicado pelos melhores preços pagos ao produtor na safra passada.

Impulsionado por condições climáticas favoráveis, a produção de milho no estado deve apresentar crescimento de 8,7%, passando de 1,5 milhão de toneladas na safra 2022/2023 para 1,65 milhões de toneladas nesta safra. A área plantada deve crescer 9,9%, chegando aos 317,3 mil hectares.

“Temos expansão da produção de grãos, principalmente a soja, para as regiões central e norte do estado, com Porto Velho podendo assumir a posição de maior produtor dessa leguminosa em Rondônia”, aponta Calixto.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Quanto ao café, a diminuição da área em produção, de 60,6 mil para 53,8 mil hectares, implica na redução de 10,2% da produção estimada para esta safra, de 2,73 milhões de sacas de 60 kg de café beneficiado. A produtividade média deve ser de 50,8 sacas por hectare.

O Informativo aborda também a produção de mandioca e banana, que na safra 2024 deve ser menor para ambas as culturas, na comparação com a safra de 2023. No caso da mandioca, a produção deve recuar de 375,5 mil para 359,2 mil toneladas, 4,3% menor; já a banana deve apresentar redução de 8,2%, devendo ser produzidas nesta safra 76,9 mil toneladas, seis mil toneladas a menos do que a obtida em 2023.

Com relação à produção pecuária, o abate de bovinos em 2023 foi de 2,9 milhões de cabeças, com peso de carcaça de 726,5 mil toneladas de carne, 33,3% superior ao de mesmo período de 2022, conforme dados da pesquisa trimestral de abate de animais, do IBGE. Já o abate de suínos foi de 26.210 animais, com peso de carcaça de 1,7 mil toneladas, 70,8% maior do que o obtido em 2022.

De acordo com dados da Pesquisa Trimestral do Leite, a produção de leite no estado em 2023 foi de 564,1 milhões de litros, 10,1% maior do que o obtido em 2022.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2024, calculado pela equipe do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologia da Embrapa Rondônia (SPAT), está estimado em 19,9 bilhões de reais, com destaque para bovinos, soja, café e milho.

As exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia, no primeiro quadrimestre de 2024, geraram juntas receitas de US$ 925,8 milhões, com destaque para a soja, cujo volume exportado no período foi de quase 1,3 milhão de toneladas.

Inpa compõe Rede Amazônica de instituições científicas para desenvolver bioeconomia

0

Oito institutos científicos da Pan-Amazônia do Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia e Equador unem esforços e capacidades para conservar a biodiversidade e desenvolver soluções inovadoras para a bioeconomia amazônica. Apoiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Rede Amazônica para Pesquisa e Inovação em Biodiversidade realizou a primeira reunião de trabalho no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em Manaus, e contou com a presença do presidente do BID, Ilan Goldfajn.

A Rede vai integrar o Programa Amazônia Sempre do BID e receberá apoio técnico e investimento inicial de US$ 2 milhões para desenvolver programas e projetos colaborativos no bioma. A intenção é que a Rede atue em direção à bioeconomia e produza resultados que possam gerar novos negócios baseados nas plantas, animais e microrganismos da Amazônia.

“Isso vai desde as questões que envolvem, por exemplo, a indústria de alimentos e a segurança alimentar, mas também a saúde com os princípios ativos que podem ser transformados em produtos utilizados para o tratamento ou controle doenças tropicais negligenciadas”, exemplificou o diretor do Inpa, o professor Henrique Pereira, destacando que o plano de trabalho e áreas de interesse estão em construção na reunião que segue até sábado (15).

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A Rede é formada pelas três entidades vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI/Brasil) na Amazônia: o Inpa, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

De outros países estão envolvidos o Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas (SINCHI/ Colômbia), Alexander von Humboldt Biological Resources Research Institute (IAVH/Colômbia), Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana (IIAP/Peru), Instituto Nacional de Biodiversidad (Inabio/ Equador) e Universidad Mayor de San Andrés (UMSA/ Bolívia).

O presidente do BID destacou a importância de criar uma rede dentro da Amazônia, começando por quem já está presente na região. O dirigente enfatizou que o objetivo do banco é coordenar iniciativas e os recursos, promovendo integração com uma visão holística da região, considerando as necessidades das pessoas e comunidades locais, incluindo comunidades indígenas.

“Nós precisamos mostrar para o mundo que a floresta tem muito mais valor em pé do que desmatada”, disse Goldfajn.

“O que é sustentável não se resume apenas ao combate ao desmatamento, mas é focar e considerar as pessoas, os povos e as comunidades que moram aqui, e buscar alternativas econômicas viáveis”, completou o presidente, que esteve em Manaus para participar da 22ª Semana da Sustentabilidade.

Na visita ao Inpa, na quarta-feira (12), Goldfajn se reuniu com os representantes da Rede e teve a oportunidade de conhecer e amamentar os filhotes de peixe-boi da Amazônia, espécie ameaçada de extinção. Há quase cinco décadas o Inpa estuda a espécie, e em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), atua no resgate e reabilitação para devolver os animais à natureza.

O passeio no Bosque da Ciência contemplou a Casa da Ciência, onde foram apresentados projetos do Inpa relacionados a mudanças climáticas, como o de Observação da Torre Alta da Amazônia (ATTO/ convênio com a Alemanha), o AmazonFace (Cooperação com o Reino Unido) e o Nanorads, em convênio com a Shell, que usa aplicação de nanobiotecnologia para recuperar área degradadas usando a castanheira.

O presidente do banco estava acompanhado do representante do BID no Brasil, Morgan Doyle, o CEO do BID Invest, James Scriven, a chefe da unidade de coordenação da Amazônia, Tatiana Schor, e assessores.

Participaram da primeira reunião da Rede o diretor do Inpa, Henrique Pereira, e a coordenadora-geral de Planejamento, Administração e Gestão, Magalli Henriques; o chefe de Gabinete, Jorge Porto, a coordenadora-geral de Pesquisa, Capacitação e Extensão, Sônia Alfaia; a coordenadora substituta de Pesquisa e Pós-Graduação, representando o diretor do MPEG, Marlúcia Martins; o diretor-geral do IDSM, João Valsecchi do Amaral, e o diretor técnico-CientÍfico do IDSM, Emiliano Esterci Ramalho; a diretora-geral do SINCHI (Colômbia), Luz Marina Cárdenas; o diretor geral do Instituto Humboldt (Colômbia), Hernando García Martínez; a presidente-executiva do IIAP (Peru), Carmen Rosa García Dávila; o diretor executivo Inabio, Diego Javier Inclán Luna; e a diretora do Instituto de Ecología (Bolivia), Adriana Rico Cernohorska.

*Com informações do Inpa

Porto Velho pede ao Ministério de Minas e Energia ações preventivas para enfrentar seca em 2024

0

Porto Velho (RO) deve enfrentar mais um ano de seca severa, segundo as previsões meteorológicas, e a crise hídrica pode desencadear uma série de prejuízos econômicos e sociais, com a possibilidade em uma crise no abastecimento de combustíveis e mantimentos, que chegam até a capital via fluvial, pelo rio Madeira.

Antevendo essa questão, o prefeito Hildon Chaves encaminhou ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um documento solicitando providências para prevenção e enfrentamento à crise hídrica.

“Em 2023, enfrentamos uma seca severa e há a previsão de que seja ainda maior neste ano, o que nos gera preocupação e a necessidade de tomarmos medidas preventivas, para minimizarmos os efeitos dessa estiagem. Uma das prioridades é a manutenção do abastecimento de combustíveis e de produtos, que são transportados pela hidrovia do Madeira. O rio muito baixo, prejudica ou impede a navegação de grandes embarcações e afeta diretamente a capital e outros municípios”, explicou o prefeito.

Leia também: Censipam alerta para possível seca mais severa em Rondônia este ano

No documento, Hildon Chaves relata que o município verificou a necessidade de prevenção e precaução em relação à detectada crise de emergência, em decorrência de extrema seca que poderá afetar sobremaneira o rio Madeira, prejudicando a navegação, geração de energia, acesso à água, alimentos e medicamentos.

Chaves alerta para a necessidade de planejamento antecipado, com a autorização para o transporte de combustível e outros produtos, seja por meio fluvial ou por rodovias, para que sejam organizadamente estocados, buscando-se mitigar problemas com a seca emergencial e iminente.

O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) prevê que o verão amazônico de 2024 deve registrar recordes de seca e calor em Rondônia. Mas, na contramão desses números, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico mostra dados não compatíveis com a realidade verificada na região, podendo comprometer a necessidade de observância aos princípios da precaução e prevenção.

“Recebemos, com surpresa e preocupação, o entendimento recentemente manifestado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), informando que as chuvas no início e no fim de janeiro de 2024 nas bacias das regiões Norte e Nordeste, favorecendo a melhoria das afluências nestas regiões e com isso indicou que estaria superada a situação de crise hidrológica de seca na Região Norte do País, sob o ponto de vista de disponibilidade de geração nas usinas hidrelétricas”, informa o documento ao ministro.

A Prefeitura destaca ainda que “o Censipam realizará evento, com a presença de vários representantes de diversos órgãos estatais, para tratarem de temas relacionados à pré-seca 2024, com análise e prognósticos hidrometeorológicos. É necessário que seja com urgência efetivado pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico ato de revisão para reconsideração do entendimento de inexistência de crise hídrica”.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Ministério da Educação anuncia que São Gabriel da Cachoeira terá campi da Ufam

0

A cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM), com 23 etnias indígenas, foi selecionada pelo Ministério da Educação para receber um campi da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O anúncio foi feito durante evento no Palácio do Planalto, dia 10 de junho, quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu reitores de universidades e institutos federais para tratar da liberação de recursos para as instituições.

Outras nove cidades do País também vão receber campi de federais, são elas: Rurópolis (PA); Cidade Ocidental (GO); Baturité (CE); Estância (SE); Jequié (BA); Sertânia (PE); Ipatinga (MG); São José do Rio Preto (SP); e Caxias do Sul (RS).

Os municípios foram escolhidos com o objetivo de ampliar a oferta de vagas da educação superior em regiões com baixa cobertura de matrículas públicas na educação superior.

Por meio do Novo PAC, o governo federal vai investir R$ 5,5 bilhões na consolidação e expansão da educação superior no Brasil.
Foto: Divulgação/Aleam

Por meio do Novo PAC, o governo federal vai investir R$ 5,5 bilhões na consolidação e expansão da educação superior no Brasil. Desse total, R$ 600 milhões serão para construir novos campi vinculados à universidades já existentes.

O custo da construção de cada estrutura será de R$ 60 milhões, o que inclui laboratórios, salas de aula, biblioteca, administração, restaurante e ambientação urbanística, além da aquisição de equipamentos. Os campi oferecerão seis cursos, cada, para 2.800 estudantes. Para isso, serão contratados 388 servidores por unidade.

O reitor da Ufam, Sylvio Puga, acompanhou o anúncio em Brasília e destacou a escolha de São Gabriel da Cachoeira.

“Representa atendimento de um anseio da população de São Gabriel. São 23 etnias ali representadas, também uma forte presença do Exército Brasileiro e da igreja. É um município muito estratégico para o Amazonas e para o Brasil. Portanto, com o anúncio desse campi, a universidade terá sua instalação definitiva em São Gabriel numa trajetória que começou há mais 30 anos. Atualmente temos um mestrado em funcionamento no município e sempre estivemos atuando formando pessoas em São Gabriel da Cachoeira”, disse.