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Verão na Rede: Simone Mendes encerra agenda de shows nacionais em Macapá

A cantora sertaneja Simone Mendes encerrou a agenda de shows nacionais do Macapá Verão 2024 neste domingo (28). Apresentação que ocorreu na praça Jacy Barata Jucá, na área central da capital, reuniu uma multidão de fãs. Durante o mês de julho passaram pela Arena Beiradão nomes como Joelma, Ferrugem, Angra, Charlie Brown Jr., Mundo Bita, Diante do Trono, Pedro Sampaio e Thiaguinho.

Thainá veio de Laranjal do Jari — Foto: Mariana Ferreira/g1

O show da cantora iniciou por volta das 22h30, mas desde as 14h já tinham fãs guardando o famoso “lugar na grade”, afinal essa é a 1ª apresentação solo de Simone no Estado. Thainá Sadala, de 28 anos, é uma das pessoas que “acampou” á espera da sertaneja. A jovem veio de Laranjal do Jari, no sul do Amapá, para assistir ao show. Thainá tinha um cartaz e um sonho: cantar uma música com Simone.

“Eu sou cantora e ela está no meu repertório diariamente, eu a amo, por isso viajei mais de 200 quilômetros até aqui. Se eu fosse definir o que sinto por ela em uma palavra, seria: exemplo de mulher”, descreveu a jovem.

Ao Grupo Rede Amazônica no Amapá, Simone falou sobre esse amor que os amapaenses tem por ela. “Essa noite vai ser muito especial, pois eu amo essa cidade. Eu estava com saudades e é sempre ótimo poder voltar e sentir todo esse carinho novamente, principalmente com um trabalho tão lindo que está na boca do povo” disse a artista.

Durante a apresentação, novos e antigos sucessos ganharam voz diante de um coral gigante as margens do rio Amazonas.

Verão na Rede

O projeto Verão na Rede é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) que visa promover a cultura, a arte, o entretenimento e o turismo em Macapá (AP).

Além de valorizar artistas regionais, também enfatiza a importância da preservação ambiental e da sustentabilidade, promovendo conscientização e educação ambiental entre os participantes e a comunidade local.

O projeto conta com apoio da GEAP Saúde e da Prefeitura de Macapá, que realiza paralelamente o ‘Macapá Verão’, que consiste em uma série de eventos culturais e atividades ao ar livre, proporcionando momentos de lazer e integração comunitária.

Sob avaliação do Vaticano, padre do Acre pode se tornar 1° santo da Amazônia

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Padre Paolino Baldassari pode se tornar primeiro santo da Amazônia. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O Vaticano enviou um representante ao Acre para analisar o processo de beatificação do padre Paolino Baldassari, pároco italiano que viveu mais de 60 anos no interior do estado e a quem é atribuído ao menos um milagre após sua morte.

Figura emblemática na cidade de Sena Madureira, a 144 km da capital acreana, Baldassari morreu no dia 8 de abril de 2016 aos 90 anos. Três semanas depois, um homem de 47 anos teria sido curado, após rezar para o padre, da Síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica autoimune que provoca fraqueza motora e para a qual não existe cura apenas tratamento.

É esse caso que o Vaticano analisa e que pode dar ao padre o título de primeiro santo da Amazônia.

Padre Paolino Baldassari era conhecido por trabalhar com comunidades tradicionais no interior do Acre. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Ainda segundo o frei Azzali, todo o material colhido será levado para Roma. Ele disse ainda que se encontrou com os médicos que analisaram o caso do homem supostamente curado para colher o depoimento deles. O caso clínico deve ser ainda discutido com uma banca de sete médicos especialistas do Vaticano. “Temos que compreender se foi somente a ciência ou a luz”, comentou.

Processo de beatificação

O aval do Vaticano para a abertura do processo foi dado em 2019. O inquérito, porém, só começou oficialmente no final de maio de 2022. O ato foi considerado o primeiro passo oficial para a beatificação e deu ao padre o título de ‘servo de deus’.

De acordo com a igreja católica, atualmente o processo está fase diocesana. Após a conclusão da análise pela banca de especialistas, começa a fase romana.

A última etapa do processo, já após a beatificação, é a comprovação de outro milagre atribuído a Baldassari. Depois disso, ele pode ganhar o título de santo.

Quem foi padre Paolino?

Nascido na cidade italiana de Bologna, o padre Paolino Baldassari foi o pároco da cidade de Sena Madureira durante aproximadamente 46 anos. Ele é considerado um símbolo no município, que tem em torno de 41 mil habitantes, por causa de seu trabalho com comunidades tradicionais.

Durante anos, o religioso viajou para aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas no interior do estado para celebrar batismos, casamentos e outros tipos de cerimônias religiosas.

Baldassari morreu após 11 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). O pároco teve uma parada cardíaca e em seguida sofreu falência de outros órgãos, por volta das 14h do dia 8 de abril de 2016.

O padre chegou a completar 90 anos enquanto estava internado no hospital. Segundo a coordenação paroquial de Sena Madureira, durante todo o tempo de internação a comunidade manteve correntes de oração pela saúde do padre e fez vigílias no hospital.

*Por Yuri Marcel, da Rede Amazônica AC

Cafeicultor de Cacoal melhora qualidade do café canéfora Robusta Amazônia com reflorestamento de APP

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Em 2022, o agricultor familiar Arildo Ferreira firmou uma parceria com a Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé) a fim de recuperar a beira do córrego que corre em sua propriedade. Com 40% de mata nativa preservada, ele conta que foi chamado de louco pelos vizinhos na época. Hoje, ao ver a mata ciliar se restabelecendo, ele e a família celebram mais um passo importante na melhoria da qualidade do café que produzem: a inauguração da própria torrefação instalada no sítio, a AF Café.

Para Arildo, o reflorestamento transformou a água do córrego numa água de qualidade própria para a irrigação do café que cultivam.

Segundo ele, mesmo que o projeto tenha finalizado, ele continuará cuidando e melhorando a área plantada. “Vocês já fizeram a principal mudança, a da minha mentalidade”, diz ele,  apontando para a cabeça.

Vista aérea da área de APP reflorestada, ao lado do cafezal, no Sítio N. S. Aparecida, Linha 6 km 45, Cacoal-RO. Foto: Divulgação/Ecoporé

A família foi uma das beneficiárias do projeto Águas do Pirara, realizado pela Ecoporé e patrocinado pelo Fundo de Restituição de Bens Lesados (FRBL) do Ministério Público de Rondônia e recebeu assistência técnica especializada, material de isolamento, sementes e mudas necessárias para fazer a recuperação da Área de Proteção Permanente, que somam 4,92 hectares na propriedade.

O impacto da ação vai além do ambiental. Segundo Arildo, o retorno também é financeiro, uma vez que o reflorestamento próximo ao rio é uma alternativa ao seguro contra a seca, fornecendo água para suas atividades produtivas. Assim, o cafeicultor quer fazer da propriedade um modelo, na esperança que se torne uma fonte de sustento para suas filhas, Sabrina e Milena, e para as novas gerações. 

Arildo atribui o sucesso do AF Café, que ficou em nono lugar na Concafé, em 2021, e em segundo na Coffee of the Year, em 2023, justamente pela preocupação com a sustentabilidade e o conhecimento. “Um café daqui sair para outro país, atravessar um continente, é porque tem conhecimento”, diz.

Café Robusta Amazônico. Foto: Armando Júnior

De acordo com Sheila Noele, presidente da Ecoporé, “o tijolinho” que a Ecoporé colocou no sonho do Seu Arildo é aquela área de restauração na beira do rio. Nós precisamos de água, de biodiversidade, e precisamos estar em harmonia com a natureza para continuar produzindo”. Ela e Paulo Bonavigo, coordenador do Programa Natureza e Comunidade da Ecoporé, estiveram presentes na inauguração da torrefação. 

O projeto

O projeto Águas do Pirarara da Ecoporé  (2022-2023)  beneficiou 32 agricultores em Cacoal, especialmente na micro-bacia do Rio Pirarara. Ao longo de sua execução, foram distribuídas 47.164 mudas e 22 pacotes com mix de sementes para os beneficiários, totalizando 33,62 hectares de áreas reflorestadas. O projeto tinha por objetivo evitar o comprometimento da captação e distribuição de água na região, garantindo a disponibilidade de recursos ecossistêmicos, sobretudo hídricos, os quais são fundamentais para a agricultura.

Com os resultados positivos, Arildo planeja outras parcerias com a Ecoporé, que comemorou 36 anos no último mês. Desta vez, envolvendo o reflorestamento em áreas de pastagem e o manejo sustentável do gado. 

Nível do rio Madeira continua baixando e Defesa Civil intensifica monitoramento e mapeamento de famílias ribeirinhas

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Por causa da estiagem severa que castiga a Região Norte, o nível do rio Madeira chegou a 2,91 metros na no dia 23 de julho. Conforme a Defesa Civil de Porto Velho, isso indica que o volume de água está bem abaixo do esperado para este período, em relação aos anos anteriores.

Em razão disso, a Prefeitura de Porto Velho, através da Defesa Civil Municipal, tem intensificado o monitoramento das famílias ribeirinhas, especialmente na região do médio Madeira.

As equipes estão verificando as condições dos poços amazônicos que abastecem as casas e também distribuindo hipoclorito de sódio com objetivo de purificar a água para o consumo humano.

Na terça-feira (23), por exemplo, foram monitoradas as comunidades de Silveira, São Miguel, Mutuns e Belmont. Nesta quarta (24), a Defesa Civil Municipal estará nas localidades de Boca do Jamari, Aliança e Calderita.

O gerente de Operação e Socorro da Defesa Civil do município, Anderson Luiz, informou que durante as visitas estão sendo mapeadas as famílias que certamente necessitarão receber água mineral no auge do período de estiagem, que acontece no mês de agosto, a exemplo do que ocorreu em 2023.

“Pelo que verificamos no ano passado e estamos constatando também agora, algumas famílias a mais serão inseridas no nosso Plano de Contingência. Comunidades como Mutuns, São Miguel, Silveira, Bom Jardim e Belmont, entre outras, precisarão receber água potável”, afirmou.

Defesa Civil alerta aos banhistas sobre os riscos das margens do rio Madeira. Foto: Defesa Civil Municipal

Alerta

Devido às altas temperaturas provocadas pelo chamado ‘inverno amazônico’, é comum as pessoas procurarem rios e balneários para se refrescar do calor. Entretanto, a Defesa Civil alerta aos banhistas sobre os riscos que essa atividade pode trazer, especialmente no rio Madeira.

Ele enfatiza que os pais não devem ir e muito menos levar seus filhos para esses lugares. “Não é seguro porque tem muita areia mole, barro e pode acontecer algum acidente ou até mesmo a morte”, disse.

Emergência

Em casos de ocorrências de ataques de animais peçonhentos e predadores tropicais, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado imediatamente pelo telefone 193.

A Defesa Civil Municipal também pode ser acionada se acontecer alguma emergência próximo ao rio, através do número 199 ou pelo WhatsApp (69) 98473-2112.

Dois geoglifos são encontrados na Reserva Chico Mendes, no Acre

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Mais geoglifos foram encontrados no Acre. Uma equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) encontrou dois novos geoglifos durante uma expedição dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex), em Epitaciolândia, interior do Estado. Os servidores faziam um estudo de viabilidade e ampliação da trilha Chico Mendes no Seringal Porongaba, no ramal de mesmo nome, quando acharam o primeiro sítio arqueológico.

Os geoglifos são estruturas geométricas escavadas na terra, em formato de quadrados, retângulos ou círculos, e que podem ser datados em até três mil anos. O Acre é pioneiro e referência quando o assunto é geoglifos. Em março deste ano, o primeiro geoglifo tombado no Acre pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) teve o reconhecimento homologado pelo Ministério da Cultura.

A descoberta ocorreu nesta quarta-feira (25). O analista ambiental Fernando Maia liderava a expedição quando o monumento foi encontrado. Os servidores estavam com o morador Chico Melo, que mora na região e chegou a relatar já ter ouvido histórias sobre a existência da estrutura no local.

Foto: Larissa Miranda/Arquivo pessoal

Após o achado histórico, Fernando Maia e o restante da equipe voltaram para a área urbana e ele foi buscar imagens de satélite para encontrar a localização exata do monumento. O que ele não sabia era que iria encontrar um novo sítio arqueológico ao analisar as imagens.

“Voltamos para a cidade muito alegres e tentei, pelo Google Maps, localizar pela linha do ramal e, por acidente, acabei vendo outra estrutura. Dei zoom e vi que era outro geoglifo, e não o que a gente tinha visto no local. Percebi que era um novo por conta da distância com a casa, a posição da floresta. Fizemos a coleta da coordenada geográfica e, hoje pela manhã, fomos até o local e fizemos o registro com o drone”, disse.

As duas estruturas estão a 8 quilômetros de distância um do outro. A área onde o primeiro geoglifo foi encontrado está desmatada após ter sido ocupada irregularmente anteriormente. Por isso, a equipe conseguiu visualizar logo a estrutura.

Já a segunda estrutura está em uma área densa de mata. “Tivemos dificuldades de andar ao redor do geoglifo e aparece cheio de mato na imagem. São dois achados que para a Reserva Chico Mendes são muitos valorosos porque, há uns quatro anos, tínhamos zero de registro”, confirmou.

Ainda segundo o servidor, já há registros da existência de quatro geoglifos no Ramal das Filipinas, uma região próxima. Segundo Maia, há possibilidade de existir mais sítios escondidos pela floresta. “É um local de densamento de geoglifos que precisa de muito estudos em meio a floresta para encontrá-los. Dos quatro encontrados anteriormente, três estão em meio à floresta, então, não eram evidentes”, destacou. .

Coordenadas compartilhadas

Após o achado, o servidor disse que entrou em contato com a equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para compartilhar as coordenadas e avisar das novas estruturas. “Encaminhamos as coordenadas geográficas e a coordenadora pesquisou e atestou que, de fato, são registros novos”, disse.

O analista contou também que achou pedaços de, aparentemente, de cerâmicas dentro do geoglifo. “Não tenho certeza se são, é similiar à cerâmica, achei intrigante o formato e a estrutura”, ressaltou.

Antônia Barbosa, arqueóloga do Iphan, contou que a descoberta, feita na quinta (25), coincidiu com três importantes datas celebradas nesta sexta (26):

  • Dia da Proteção do Patrimônio Arqueológico;
  • lei federal n.º 3.924 de 1961, a qual estabelece que os monumentos arqueológicos ou pré-históricos de qualquer natureza existentes em território nacional e de todos os elementos que neles se encontram ficam sob a guarda e proteção do poder público;
  • Dia do Arqueólogo.
Foto: Arquivo pessoal/Larissa Miranda

Após o informe oficial, arqueóloga contou que será marcada uma expedição para fazer o registro. Segundo Antônia, há alguns itens que precisam ser preenchidos por um arqueólogo. “Me mandou as imagens e chequei que não estão registrados ainda, são inéditos os dois. Temos bastantes sítios identificados naquela área”, confirmou.

*Por Aline Nascimento, da Rede Amazônica AC

Crumble de banana pacovã: aprenda receita que leva castanha e camaru

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Um docinho gelado no verão é muito bom, não é? Ainda mais quando tem ingredientes típicos da Amazônia. Aprenda como preparar este prato preparado pelo chef Pedro Bagattoli: crumble de banana da terra, conhecida como banana pacovã, castanha e cumaru.

Ingredientes

400g farinha trigo
120g açúcar refinado
140g castanha
270g banana da terra
200g manteiga
Raspas semente de cumaru
Sorvete de creme a gosto
100g bacon em fatias

Modo de preparo

  1. Com a ponta dos dedos mistura a farinha, manteiga e açúcar até virar uma farofa;
  2. Adicione a castanha e as raspas do cumaru misturando ainda com a pontas dos dedos para não agir o glúten;
  3. Coloque em uma forma de fundo removível uma camada de farofa deixando compacta no fundo aproximando 5 centímetros;
  4. Coloque as fatias de banana em seguida mais uma camada de farofa;
  5. Coloque a castanha por cima e leve para assar em forno pré aquecido 180° por 30min;
  6. Retire do forno com crumble ainda quente, coloque bolas de sorvete de creme, crocante de bacon e folhas de o hortelã;
  7. Sirva na hora para que o crumble esteja quente e o sorvete ainda gelado.

Museu Sacaca recebe exposição sobre arte gráfica indígena, em Macapá

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O Museu Sacaca, espaço destinado à divulgação cultural e científica amapaense, realiza até este domingo (28) uma exposição sobre a arte gráfica dos povos indígenas Wayana e Aparai.

A exposição ‘Arte Gráfica Wayana e Aparai’ tem o objetivo de transformar o museu em um espaço de diálogo entre os povos indígenas e a população não indígena de Macapá, apresentando grafismos e conhecimentos dos povos Wayana e Aparai. A programação ainda conta com feira de artesanato indígena, palestras e exibição de filmes.

A iniciativa também permite aos indígenas se tornarem mediadores museológicos, promovendo a preservação cultural e a afirmação de suas identidades.

Para os povos indígenas, a arte é considerada tudo aquilo, a partir das matérias primas de seus territórios. A arte é manifestada além da criatividade, é uma relação de viver com a terra.

A arte gráfica dos povos Wayana e Aparai aprofunda conhecimentos sobre ritos, desenhos, esculturas, estruturas, cantos e danças. Além de abordar assuntos como a alimentação, agricultura, saúde.

A iniciativa é promovida pela Associação dos Povos Indígenas Wayana e Apalai (APIWA), em parceria com o Instituto Iepé, o Museu Sacaca, e o Instituto de Pesquisa e Científica e Tecnologia do Estado do Amapá (IEPA).

*Com informações da Rede Amazônica AP

Evento celebra marca de 10 anos de contato com o povo Yura, no Acre

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O ano de 2024 marca uma década do contato estabelecido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) com o povo Yura, do Acre. Desde 2014, a autarquia indigenista se faz presente na área, por meio da Base de Proteção Etnoambiental (Bape) Xinane, com equipes que atuam diariamente na Terra Indígena Kampa e Isolados do Rio Envira. 

O objetivo é proteger os Yura e os povos isolados que residem no território, localizado no município de Feijó, de modo a garantir sua integridade física e cultural.

Nesse sentido, a Funai promoveu, entre os dias 15 e 17 de julho, o I Colóquio ‘10 Anos Contato do Povo Yura’ para dialogar com os indígenas e fazer uma avaliação sobre as conquistas, desafios e lições aprendidas, com o propósito central de compreender o impacto e a eficácia das atividades realizadas nos últimos dez anos. 

Foto: Divulgação/ Funai

O evento ocorreu na Terra Indígena Alto Tarauacá, na Bape D’ouro, localizada no município de Jordão (AC), lugar tradicional do povo Yura, que desde os tempos de isolamento utilizava a região para desenvolvimento das suas dinâmicas territoriais.

No Colóquio, a Funai reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos dos povos indígenas de recente contato e seu desenvolvimento autônomo e sustentável. A autarquia atua para fortalecer e promover políticas públicas específicas para essas populações, que não compreendem todos os códigos da sociedade e, por isso, necessitam de atenção especializada.

O encontro, organizado pela Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Envira, foi marcado por importantes discussões e reflexões sobre os desafios e conquistas relacionados ao contato inicial com o povo Yura há uma década. Foram discutidos temas como saúde, gestão ambiental, educação e o acesso à documentação civil básica e a bens de consumo já instituído a partir do Regime de Circulação de Bens.

Foto: Divulgação/ Funai

O evento contou com a presença de cerca de 100 pessoas, entre elas indígenas dos povos Yura,  Ashaninka, Jaminawa, Huni Kuin, Manchineri, Shanenawa e Yawanawá, além de participantes envolvidos nas políticas de proteção e promoção dos direitos de povos de recente contato.  Com isso, foi possível realizar uma troca de experiências entre os povos.

De acordo com o coordenador, nos últimos dez anos, a Funai tem dedicado esforços incansáveis para garantir a promoção e proteção dos direitos do povo Yura.

O encontro contou ainda com a participação das Coordenações Regionais da Funai de Alto Purus e Juruá; da ​Coordenação de Políticas para Povos Indígenas de Recente Contato; do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Juruá; da Secretaria dos Povos Indígenas do Acre; do sertanista aposentado José Carlos dos Reis Meirelles Júnior e da prefeitura do município de Jordão.

*Com informações da Funai

Sorvete de açaí feito no Pará é eleito um dos mais icônicos do mundo pela segunda vez

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A enciclopédia gastronômica TasteAtlas, responsável por elencar pratos e receitas de destaque em todo o mundo, inseriu, pela segunda vez, o sorvete de açaí feito pela Cairu, em Belém (PA), como um dos mais icônicos. A lista com os 100 sabores mais apreciados foi publicada no dia 23 de julho.

“Esta lista apresenta as 100 gelaterias e sorveterias mais icônicas que deixaram uma marca indelével no cenário global de sobremesas. Ela abrange estabelecimentos que aprimoraram sua arte, às vezes até por mais de um século, servindo sabores consagrados como chocolate e pistache, ou combinações inventivas como ricota e pêra, sementes de gergelim e arroz”, descreve a enciclopédia sobre o que leva às escolhas.

Leia também: Sorveteria paraense é classificada como uma das melhores do mundo por enciclopédia gastronômica internacional

Na crítica sobre a representante paraense, informam:

Foto: TasteAtlas

Há mais de 60 anos no mercado, o nome da sorveteria paraense é uma referência ao sapo japonês ‘Kaeru’, considerado um amuleto da sorte, e é uma herança de pai para filho. Atualmente são mais de 30 sabores produzidos artesanalmente, assim como o de açaí.

Caso ‘Índio do buraco’: audiência de conciliação termina sem consenso

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Depois de audiência de conciliação ter encerrado sem uma solução consensual, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) deve concluir, em seis meses, estudo técnico sobre o território Tanaru, área onde vivia o “índio do buraco”, em Corumbiara (RO).

A medida foi definida pela Justiça Federal em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) para assegurar o reconhecimento da ocupação ancestral da terra indígena e a destinação socioambiental da área. A ação fica suspensa durante o prazo para conclusão dos estudos. 

A audiência, realizada por meio de videoconferência em 16 de julho, contou com a participação dos procuradores da República Daniel Dalberto, Caroline Helpa e Eduardo Sanches, de advogados e representantes da União, da Funai, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e proprietários rurais lindeiros da área em questão. Na ocasião, a União e a Funai indicaram que entendem a área como indígena. Porém, é necessário definir o instrumento jurídico adequado à preservação, o que será objeto de estudo pela Funai. 

De acordo com o MPF, o território já deveria ter sido demarcado, considerando todas as evidências já identificadas de que a ocupação tradicional da área é indígena. Na ação, o MPF sustenta que o território deve ser considerado patrimônio da União e que a destinação socioambiental da área deve ser definida com a participação dos povos indígenas da região e dos órgãos públicos envolvidos na questão. 

A área a ser demarcada inclui território de floresta contínua onde viveu o indígena até a sua morte. Porém, porções dessa área de floresta possuem matrículas de fazendas confrontantes. Advogados dos fazendeiros – que atuam como assistentes da União e da Funai na ação –propuseram deixar uma pequena área para que fosse erguido um memorial ao “índio do buraco”, que faleceu em agosto de 2022, sendo o último sobrevivente do genocídio de um povo indígena da região e que recusou todas as tentativas de contato e aproximação de não indígenas. Ele cavava misteriosos buracos no interior de suas palhoças, por isso recebeu o nome de “índio do buraco”. 

Buraco em Tapiri — Foto: Reprodução/Txai Surui

O MPF esclarece que não é possível negociar o território com particulares, já que a área pertence a União em decorrência da ocupação indígena ancestral. Já existe uma restrição de uso do território definida pela Funai, com duração até 2025.

O MPF pede ainda que a Funai e a União protejam a área durante todo o processo. Após a conclusão dos estudos técnicos, a Funai deve apresentar à Justiça proposta para demarcação e destinação do território. A proposta será analisada pelo MPF, que é autor da ação, e pelas demais partes envolvidas. 

*Com informações do MPF-RO