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Funai amplia parcerias para proteção dos direitos dos povos indígenas do Amapá e Norte do Pará

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A Fundação Nacional dos Povos Indígena (Funai) ampliou sua presença nas seis terras indígenas do Amapá e Norte do Pará em 2024. A autarquia indigenista realizou, por meio da Coordenação Regional (CR) Amapá e Norte do Pará, mais de sete ações itinerantes com  emissão de documentos para levar cidadania aos territórios e garantir os direitos indígenas. 

A Funai também apoiou ações voltadas à promoção da educação, como o Grupo de Trabalho sobre a Década Internacional das Línguas Indígenas, a consulta para a criação da Universidade Indígena e a realização de três consultorias para implementação de Territórios Etnoeducacionais.

A autarquia também trabalhou em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI-AMP) para ampliar a cobertura vacinal na região e com o governo do Amapá para o fornecimento de cestas de alimentos aos povos indígenas do município de Oiapoque (AP), que tiveram a produção de mandioca afetada por pragas.

A Funai priorizou ainda o fortalecimento da economia indígena na região. Entre as ações desenvolvidas estão o incentivo ao manejo sustentável do açaí no município de Pedra Branca do Amapari, no Amapá; o combate à crise fitossanitária que afeta a produção de mandioca em terras indígenas da região; o apoio à realização de 11 etapas da feira de produtos indígenas de Oiapoque; e a entrega de ferramentas para o trabalho nas roças. 

Nas Terras Indígenas Uaçá, Galibi e Juminã, a Funai trabalhou na realização do manejo sustentável da fauna e de açaizais, além de prestar apoio no transporte e escoamento da produção de açaí, assim como na Terra Indígena Waiãpi, onde a Funai também atuou em expedições de vigilância do território.

A CR Amapá e Norte do Pará apoiou e participou de assembleias gerais, regionais e de mulheres indígenas reforçando o compromisso da Funai com o respeito à autonomia e à participação ativa dos povos indígenas nas decisões que impactam os territórios e modos de vida das comunidades. 

Foto: Divulgação / TJ -AP

A autarquia indigenista reforça que os avanços só foram possíveis devido à ampliação das parcerias institucionais e à articulação de esforços com diversos órgãos e associações indígenas. Entre ele estão o DSEI-AMP; o Ministério da Educação (MEC); o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); a Receita Federal; a Justiça Federal; o Exército Brasileiro; o Governo do Amapá; a Prefeitura de Oiapoque; o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJ-AP); o Tribunal Regional do Trabalho (TRT); Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé); e o senador Randolfe Rodrigues. 

Foto: Divulgação / TJ -AP

A coordenadora regional da CR Amapá e Norte do Pará, Priscila Karipuna, agradeceu aos parceiros e destacou a importância de uma atuação integrada para a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas. 

CR Amapá e Norte do Pará

A CR está localizada no município de Macapá (AP) e atua junto aos povos indígenas das etnias Galibi, Kali’na, Karipuna, Marworno, Tiriyó, Katxuyana, Waiana, Apalai, Palikur e Waiãpi. Criada em 1987, a unidade  descentralizada da Funai é responsável por coordenar e monitorar a implementação de ações de proteção e promoção dos direitos de povos indígenas nos estados do Amapá e Pará.

Com informações do Ministério dos Povos Indígenas.

Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

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Foto: Wesley Pontes/SMC PVH

A chegada do período chuvoso em Porto Velho e outras regiões da Amazônia acende o sinal de alerta para o aumento de casos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, mas que apresentam sintomas e formas de evolução diferentes. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Porto Velho reforça orientação sobre as medidas para evitar o adoecimento.

Em Porto Velho, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) de 2024 apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 2,5% para o mosquito, que representa médio risco para a proliferação. Mesmo assim, é necessário ações individuais para que a situação permaneça favorável para a saúde da população.

Principais diferenças entre dengue, zika e chikungunya

O médico Marcos Verçosa, do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Semusa, ressalta que embora compartilhem sintomas semelhantes, cada uma dessas doenças possui características próprias e exige cuidados específicos.

Dengue: febre alta e dores intensas

A dengue é a mais comum dessas doenças, principalmente nos meses de chuva, quando há mais focos de água parada, ambiente ideal para a proliferação do mosquito.

Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38°C), fortes dores de cabeça, nos olhos e no corpo, além de manchas vermelhas, vômito e diarreia. Em casos graves, a dengue pode causar hemorragias e queda das plaquetas, necessitando de atendimento médico imediato.

Uma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes, pois há quatro sorotipos do vírus circulando.

Chikungunya: dor nas articulações e possível cronicidade

A chikungunya, identificada no Brasil em 2014, tem como principal sintoma a dor intensa nas articulações, que pode ser tão forte a ponto de limitar os movimentos.

A febre alta também é um sintoma comum, e a vermelhidão no corpo pode estar presente. Porém, ao contrário da dengue, não há complicações hemorrágicas.

Foto: Divulgação

Zika: risco para gestantes e sintomas leves

O zika vírus, que ganhou destaque em 2015 devido à sua associação com casos de microcefalia em bebês, geralmente apresenta sintomas mais leves, como febre baixa, vermelhidão nos olhos (sem secreção) e manchas vermelhas no corpo, acompanhadas de coceira.

“Na zika, a vermelhidão nos olhos, semelhante a uma conjuntivite sem secreção, é um sintoma típico, enquanto na dengue esse sintoma não ocorre”, destaca o especialista.

A doença pode passar despercebida em muitos casos, mas gestantes devem ter atenção redobrada, já que a infecção pelo vírus durante a gravidez pode levar a malformações no feto.

Grupos de risco

Gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas estão mais vulneráveis a desenvolver formas graves dessas doenças. Gestantes, em especial, devem ter atenção redobrada em relação à zika, devido ao risco de complicações no feto.

Tratamento e diagnóstico

Não há tratamento específico para nenhuma dessas doenças. O cuidado se baseia em hidratação adequada e uso de analgésicos, como dipirona ou paracetamol, sempre evitando anti-inflamatórios como ibuprofeno ou aspirina, que podem agravar os sintomas.

Prevenção: a melhor arma contra o Aedes aegypti

A melhor forma de prevenção é a eliminação de criadouros do mosquito. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água em recipientes e usar repelentes, podem reduzir significativamente o risco de infecção.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) também reforça a importância de cada pessoa inspecionar regularmente suas casas e quintais, eliminando focos de água parada. Além da proteção individual com uso de repelentes, algumas ações podem ser feitas pela população para evitar a proliferação do mosquito. Entre elas estão:

•Colocar areia nos pratinhos de plantas
•Manter caixas d’água bem tampadas
•Lavar com frequência os bebedouros de animais
•Limpar calhas e bandejas de degelo

A vacinação contra a dengue, disponível em alguns casos, ainda não protege contra zika e chikungunya, reforçando a importância das medidas de controle ambiental e prevenção individual.

Saiba como proceder ao detectar os sintomas

Caso apresente sintomas de qualquer uma das arboviroses, a orientação é procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado. Os exames laboratoriais para confirmação das doenças estão disponíveis nas unidades de saúde de Porto Velho, e a equipe médica está preparada para orientar sobre os cuidados necessários.

* Com informações da Prefeitura de Porto Velho

Museu da EFMM terá entrada gratuita para moradores de Porto Velho; saiba como garantir o ingresso

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Foto: Divulgação

O Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é uma atração que combina diversão e aprendizado, oferecendo uma rica experiência cultural e de lazer para crianças e jovens durante as férias escolares. A partir de agora, o os moradores de Porto Velho terão entrada gratuita no complexo turístico, ou seja, não precisarão pagar a taxa de R$ 30 para acessar o local.

A gratuidade contempla munícipes, mediante comprovação de residência, além de estudantes das escolas municipais e estaduais que moram na capital.

No museu, os visitantes têm acesso a um acervo diversificado que narra a história da construção da famosa ferrovia Madeira-Mamoré, além de destacar o surgimento de Rondônia e seus personagens históricos. Entre os itens expostos estão ferramentas usadas na construção e manutenção da ferrovia, documentos históricos, fotografias, móveis, acessórios como bússolas e abajures, além da locomotiva pioneira trazida para a região em 1878.

Visitação gratuita e agendada

A entrada no museu é gratuita, mas as visitas devem ser agendadas pelo site Sympla. Os visitantes podem optar por uma visita guiada, acompanhados por um guia que detalha o contexto histórico das peças, ou por uma visita não guiada.

Normas de Visitação

Para garantir a preservação do acervo e a segurança dos visitantes, algumas normas devem ser seguidas:

  • Trajes: É proibido circular descalço, sem camisa ou usando capacetes.
  • Objetos Pessoais: Bolsas e sacolas devem ser guardadas no guarda-volumes, sem custo adicional.
  • Proibições: Não é permitido portar armas, consumir alimentos ou bebidas dentro do museu.
  • Fotografias e Vídeos: Permitidos, desde que sem flash ou bastões de selfie.
  • Pets: A entrada é restrita a cães-guia.

Horários de Funcionamento

  • Complexo: Terça a domingo, das 10h às 22h.
  • Museu: Quarta a domingo, das 10h às 18h.

    As visitas guiadas são priorizadas para instituições de ensino às quartas e quintas-feiras, com visitas livres entre 12h e 14h. Às sextas, sábados e domingos, as visitas guiadas ocorrem das 10h às 12h e das 16h às 18h, enquanto as visitas não guiadas são realizadas das 12h às 16h.

Cada grupo de visitação tem um limite de 25 pessoas, e há intervalos de 30 minutos entre as visitas não guiadas.

Agendamento para Instituições

Escolas e faculdades podem agendar visitas gratuitas pelo e-mail: museuefmm@portovelho.ro.gov.br. Mais informações estão disponíveis pelo telefone: (69) 98473-6948.

* Com informações da Prefeitura de Porto Velho

‘Olho Mágico’: exposição celebra 128 anos do Teatro Amazonas e aproxima estudantes com o universo artístico

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Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Casa das Artes abriu suas portas para receber a exposição “Olho Mágico”, um projeto pioneiro que une arte e educação. A mostra, que faz parte das comemorações pelos 128 anos do Teatro Amazonas, em Manaus (AM), comemorados no dia 31/12, apresenta obras de estudantes que participaram de um projeto-piloto entre os meses de outubro e dezembro, com imersões e oficinas realizadas no espaço do teatro e aulas no Palacete Provincial.

A exposição, que ficará até o dia 2 de fevereiro, está aberta das 15h às 19h, e nos demais dias, de quarta a domingo, das 15h às 20h. O público terá a oportunidade de conferir o talento dos jovens artistas, ao mesmo tempo em que explora a conexão entre a arte e o maior símbolo cultural do Amazonas.

Patrimônio da Humanidade

De acordo com a diretora do Teatro Amazonas, Elizabeth Cantanhede, a exposição também marca um passo importante na preparação para o reconhecimento do teatro como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. “Essa exposição celebra os 128 anos do Teatro Amazonas e é parte de um processo maior, que busca o reconhecimento dos teatros da Amazônia, como o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz, como patrimônios da humanidade”, explicou a diretora.

Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A visão do idealizador

O idealizador do projeto, Jorge Kennedy, destacou que o “Olho Mágico” nasceu da observação do desejo da comunidade em se conectar com o Teatro Amazonas.

Bastidores

A experiência foi transformadora para os jovens participantes. Sofia Mafra, do Colégio Estadual Farias Brito, contou que foi uma oportunidade única. “Foi incrível! Eu nunca imaginei participar de algo assim. Era uma mistura de alegria e ansiedade porque tudo era novo. O desafio maior foi conciliar os estudos com os desenhos, mas no final, valeu muito a pena”, relatou.

Para Quinn dos Santos, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, os momentos de imersão no teatro revelaram detalhes surpreendentes.

Foto: David Martins/Secretaria de Cultura e Economia Criativa

E Nicolas Seraphim, também do Colégio Amazonense Dom Pedro II, enfatizou a intensidade do projeto. “Foi uma experiência bem intensa, porque exige muito foco e dedicação. Mas, ao final, percebi o quanto aprendi e cresci com essa oportunidade”, comemorou.

Os estudantes também falaram sobre o impacto do projeto em suas perspectivas artísticas. “Pretendo fazer faculdade de artes visuais na UEA e tentar viver disso. Se não der certo, a arte será meu hobby para a vida”, afirmou Sofia. “A arte é mais um hobby por enquanto, mas quem sabe o que o futuro reserva?”, comentou Quinn.

A exposição “Olho Mágico” é uma oportunidade imperdível para quem deseja explorar o talento dos jovens artistas e compreender a importância cultural e histórica do Teatro Amazonas. A mostra pode ser visitada na Casa das Artes até o dia 2 de fevereiro, de quarta a domingo, das 15h às 20h.

*Com informações da SEC AM

Levantamento do Incra aponta criação de cinco novos assentamento no Acre em 2024

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Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

Cinco novos projetos de assentamento com capacidade para até cinco mil famílias foram criados no Acre em 2024, segundo um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Os números foram apresentados na última segunda-feira (30) pelo presidente do órgão, Márcio Alécio. Na ocasião foram apresentados ainda projetos para os próximos anos no estado.

Em abril deste ano, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, esteve no Acre e anunciou o lançamento de R$ 30 milhões em créditos do Incra para 2024 e a criação de novos assentamentos que deveriam instalar 1,2 mil famílias no interior do estado. 

Os assentamentos criados em 2024 foram, segundo Alécio, viabilizados através desses recursos.

Presidente do Incra, Márcio Alécio, apresentou os principais resultados do órgão em 2024 no Acre — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

O presidente do Incra ressaltou que os contemplados com os projetos além de ter a sua documentação regularizada, poderão ter acesso a várias políticas públicas, o que deve ajudar no desenvolvimento de suas áreas.

“Esse é o nosso compromisso, continuar trabalhando muito para o fortalecimento da agricultura familiar, para a gestão das terras, para regularização. Iniciamos processos de georreferenciamento muito importantes, isso vai permitir a titulação definitiva de famílias a partir do ano que vem e até 2026, e temos trabalhado muito”, afirmou.

Presente na reunião, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, declarou que os projetos de assentamentos criados em 2024 são uma grande conquista, já que há anos não eram feitos no estado.

De acordo com Alécio, foi feito um planejamento participativo, da equipe técnica do órgão, junto com os movimentos sociais, para que seja atendida as demanda da comunidade agrícola do Acre.

O presidente da Apex afirmou que o Incra estava em um momento complicado em anos anteriores e comemorou o que ele classificou como retomada dos investimentos no órgão.

“O Incra está dando dinheiro para as pessoas fazerem sua casa, que é o crédito de instalação. A gente tem áreas sendo demarcadas, áreas sendo arrendadas e projetos novos começando. E isso são as políticas públicas que trazem. O Acre vive uma situação muito crítica do ponto de vista econômico, e com a chegada do presidente Lula a gente está vendo as estradas sendo recuperadas”, finalizou.

Incra apresenta projetos de 2024 no Acre — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

Cheia

Jorge Viana comentou sobre a questão climática do estado que em poucos meses viveu secas severas e enchentes devastadoras no último ano, que são objeto de preocupação dos produtores rurais.

O presidente da Apex expressou preocupação com o período de cheia já que o Rio Acre continua subindo e citou que o eventos extremos são uma consequência do modelo econômico insustentável de produção e consumo que o mundo está experimentando.

Jorge Viana, presidente do Apex cita eventos climáticos no mundo, que afetam o Acre — Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica
 Foto: Júnior Andrade/Rede Amazônica AC

“O que é lamentável é que pararam de construir casas e tirar pessoas de áreas de risco. Mas eu diria que nós vamos ter que nos preparar para sermos solidários e termos propostas para o agricultor, ribeirinho e para quem vive na cidade, porque os eventos climáticos não são só aqui no Acre ou no Brasil, é no mundo inteiro. O desafio é lutar para ver se a gente mitiga ou diminui os efeitos do clima”.

* Por Hellen Monteiro e Júnior Andrade, da Rede Amazônica AC

UFMT é premiada por pesquisa sobre Política Monetária Verde

Foto: Alexandre Canto Melo

Há um tema em ascensão nas pesquisas relacionadas à economia, a política monetária verde. A busca por publicações relacionadas ao assunto rendeu à pesquisadora  Kelly Cristina Leal de Almeida Carvalho, do Programa de Pós-Graduação em Economia, com o trabalho “Política monetária verde: uma análise do papel do Green Central Banking na transição para uma economia de baixo carbono” o segundo lugar na Competição 3MT® Teses e Dissertações UFMT – Versão Temas ODS 2024, entregue no IV Seminário de Sustentabilidade na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A pesquisadora explicou que o trabalho empreende uma revisão de toda a literatura global em torno da política monetária verde. 

A proposta da pesquisa é de divulgar, mostrar o conjunto de propostas em política monetária verde, de políticas macro prudenciais aí que podem ser utilizadas pelos bancos centrais em todo o mundo. 

O olhar sobre as diferenças entre os países apontam também para diferentes caminhos nas concepções em torno da política monetária verde. 

A respeito da política monetária verde, a pesquisadora ressalta que o país tem diferentes ações na área e que estão presentes no estudo.

“O Brasil tem um destaque sim, ele tem várias iniciativas que constam no nosso trabalho até por conta do agronegócio e de muitas iniciativas. Por exemplo, a energia solar, outras fontes de energia renovável, energia limpa situam o Brasil, nesse papel bem singular diante dos outros países em desenvolvimento”, finaliza.

*Com informações da UFMT

IFPA seleciona vídeos de projetos que tratem sobre mudanças climáticas e ODS

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Foto:

Tendo em vista a realização da COP 30 na cidade de Belém, em 2025, as Pró-Reitorias de Ensino, de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação e de Extensão do Instituto Federal do Pará (IFPA), publicaram um chamamento interno para a captação de vídeos de projetos de ensino, pesquisa, inovação e/ou extensão onde haja o tema “Combate de mudanças climáticas” e em que um ou mais dos 18 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) sejam o foco das ações ou façam parte dos mesmos.


Os vídeos selecionados farão parte de uma série de vídeos institucionais que serão circulados nas redes sociais em preparação à COP-30. A iniciativa busca promover a publicização de projetos de ensino, pesquisa, inovação e/ou extensão desenvolvidos no IFPA, além de valorizar as ações educacionais que trazem em seu cerne o desenvolvimento regional sustentável.


Podem submeter vídeos os servidores do IFPA que sejam coordenadores de projetos de ensino, pesquisa, inovação e/ou extensão já finalizados e que possuam os temas de mudanças climáticas e um ou mais dos 18 ODS.


A submissão da proposta deve ser feita por meio do envio do formulário de inscrição, devidamente preenchido, juntamente com o envio de um vídeo, de no máximo 2 minutos, mostrando como o projeto alcançou o tema. O período de envio é de 02 de janeiro a 20 de fevereiro, com data a depender da ODS do projeto.

Confira a chamada e ficha de inscrição aqui.

*Com informações do Instituto Federal do Pará

E-book celebra pluralidade de pesquisas na Amazônia Sul Oriental

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Foto: Rai Pontes/Seduc PA

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) lançou o e-book “Bio(Socio)Diversidade e Pluralidade na Amazônia Sul Oriental”, uma coletânea de pesquisas que destaca a riqueza e a diversidade acadêmica da região. A obra é apresentada como os VIII Anais do Encontro de Pós-Graduação da Unifesspa, realizado em 2023.

O e-book reúne estudos desenvolvidos nos programas de pós-graduação da universidade, abordando diversos temas relacionados à Amazônia Sul Oriental. Os capítulos exploram áreas como desenvolvimento e planejamento regional, educação científica, ensino de ciências e humanidades, história, literatura, sustentabilidade, etnicidade, linguística, entre outros. Assim, o trabalho mostra a interdisciplinaridade e a relevância das pesquisas realizadas no contexto amazônico.

De acordo com o professor Francisco Adriano Carvalho, diretor de pós-graduação da Unifesspa e organizador do eBook, o projeto nasceu do desejo de dar visibilidade aos trabalhos realizados por pesquisadores, professores e alunos da instituição. 

A iniciativa, articulada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Propit), em conjunto com os programas de pós-graduação da universidade, celebra a dedicação e o esforço da comunidade acadêmica.

Já para pró-reitorra Gilmara Lima, “o lançamento deste eBook simboliza o compromisso institucional em tornar o conhecimento científico acessível e útil para a sociedade. É fruto da dedicação coletiva de discentes e professores da pós-graduação que se empenham todos os dias para transformar pesquisa em avanço científico e social”.

* Com informações da Unifesspa

Rondon: 110 anos de um legado que conectou o Brasil

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Museu Casa de Rondon, Vilhena: último posto telegráfico original em Rondônia. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com

Há exatamente 110 anos, o coronel Cândido Mariano da Silva Rondon (1865/1958) inaugurava a linha telegráfica que conectava Rondônia ao Brasil, um marco histórico na expedição que durou oito anos e transcendeu a comunicação.

Em 1º de janeiro de 1915, Rondon realizou o feito em Santo Antônio do Rio Madeira, cidade que seria anexada a Porto Velho em 1945. A comissão científica liderada por ele realizou estudos pioneiros em hidrografia, mineralogia, botânica, etnologia, entre outras áreas, possibilitando o reconhecimento do estado de Rondônia.

A expedição Roosevelt-Rondon, realizada entre 1913 e 1914, em paralelo à Comissão Telegráfica, descobriu a foz do Rio da Dúvida, rebatizado como Rio Roosevelt, e produziu um inventário sobre aspectos biológicos, ambientais e sociológicos da região.

Memorial Rondon, Porto Velho. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

Rondon, indicado três vezes ao Prêmio Nobel da Paz, é oficialmente considerado herói da Pátria e precursor dos direitos humanos. Seu legado inclui políticas indigenistas inovadoras e o reconhecimento internacional como defensor dos povos originários.

Hoje, o Memorial Rondon, em Porto Velho, e a Casa de Rondon, em Vilhena, são lembranças tangíveis da importância histórica de Rondon. O nome “Rondônia” eterniza sua memória, significando “terra de Rondon”, segundo o antropólogo Edgard Roquette-Pinto que criou o neologismo.

Sobre o autor

Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Consultas públicas: UCs do Mosaico do Apuí iniciam discussões sobre projetos de REDD+

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Foto: Maurício Damacena Correa/Sema AM

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Amazonas iniciou a expansão dos diálogos a respeito de projetos de carbono em Unidades de Conservação (UC) Estaduais. No dia 18 de dezembro, representantes da pasta estiveram reunidos junto a conselheiros, lideranças e instituições parceiras para tratar sobre as iniciativas dentro do Mosaico do Apuí.

O encontro ocorreu como parte da 21ª Reunião do Conselho Consultivo do Mosaico do Apuí, um agrupamento de nove UC Estaduais, no município de Apuí (a 453 quilômetros de Manaus), no sudeste do Amazonas. A secretária adjunta de gestão ambiental da Sema, Fabrícia Arruda, destaca que a etapa antecede a implementação das iniciativas.

Na reunião, a Sema apresentou o histórico de avanços na Política Estadual de Serviços Ambientais, passando também pela habilitação de Agentes Executores Ambientais e pela seleção de propostas para gerar créditos de carbono a partir de iniciativas de Redução de Emissões do Desmatamento e da Degradação Florestal (REDD) em Unidades de Conservação.

Na prática, os Agentes selecionados poderão desenvolver projetos de conservação associados à geração de renda nas áreas protegidas, centradas em reduzir o desmatamento, evitar a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) e consolidar os Planos de Gestão das Unidades de Conservação. As ações podem contemplar ações de desenvolvimento da bioeconomia, proteção da biodiversidade, fortalecimento das Associações-Mães, atividades socioambientais e outros.

Impacto na ponta

Apenas na Floresta Estadual e no Parque Estadual do Sucunduri, em Apuí, a capacidade de geração de créditos a partir de projetos de REDD+ é superior a 1,3 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) em 30 anos, o que pode gerar mais de R$ 900 milhões de receita no período.

Com a proposta de promoção de alto impacto social, os recursos captados pela venda de créditos de carbono têm garantia de benefício direto para a UC. Dos recursos captados, os Agentes Executores com propostas habilitadas poderão reter até 15% de taxa administrativa, conforme o Edital nº 002/2023. Do restante, 50% serão obrigatoriamente investidos na UC onde os créditos foram gerados.

Os outros 50% serão destinados ao Fundo Estadual de Mudanças Climáticas (Femucs), para melhorar as estruturas da gestão ambiental e, custear outros projetos submetidos por entes estaduais.

É esperança de impacto para quem está na ponta, segundo o professor José Manuel, presidente da comunidade Barra de São Manoel. “A reunião do Conselho sempre é um aprendizado para nós. Sempre a gente traz alguma coisa de contribuição, e sempre levamos alguma coisa para a nossa comunidade. Penso que esses projetos podem ajudar principalmente aquelas populações que estão mais afastadas, e acredito que o REDD pode melhorar projetos sociais que envolvam saúde, educação e apoio a essas famílias”, destacou.

O secretário de Meio Ambiente de Apuí, Domingos Bonfim, também participou do encontro. Ele destaca a importância do diálogo e as boas perspectivas para o município, a partir dos projetos de REDD+. “É um momento necessário para trazer esclarecimentos para a comunidade, para trazer as informações necessárias, porque é um assunto que no meio técnico já vinha sendo discutido, mas para a população mesmo, é algo muito recente.

Etapas seguintes

Neste primeiro momento, a Sema irá reunir-se com as lideranças das Unidades de Conservação que estão aptas a receber as iniciativas. Ao todo, são 21. O objetivo desta etapa é esclarecer as principais dúvidas dos representantes e compartilhar todas as informações requeridas, para que eles iniciem as primeiras discussões a respeito.

Após as reuniões com as lideranças, a partir de fevereiro de 2025, o Estado dará início a um cronograma de reuniões presenciais nas UC selecionadas, para garantir que as decisões sobre os projetos considerem as necessidades e a participação ativa dos moradores.

Em linhas gerais, realizadas pela pasta têm o objetivo de consultar as comunidades sobre o interesse, ou não, em receber os projetos de REDD+ nas Unidades de Conservação. Em caso positivo, a Secretaria e o Agente Executor de Serviços Ambientais – habilitado para a área, por meio do Edital nº 02/2023 – vão realizar novas Consultas Livres Prévias e Informadas (CLPI), desta vez, com o intuito de construir coletivamente os projetos junto aos comunitários.

*Com informações da Sema AM