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Edital: pesquisa científica é estratégia para fortalecer agricultura familiar e indígena em Roraima

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Foto: Divulgação/Secom RR

Na agricultura familiar e indígena, a pesquisa científica pode trazer inovações em termos de técnicas de cultivo, controle de pragas e doenças, ou na utilização de novos insumos que sejam mais acessíveis e que respeitem o meio ambiente. E foi para atender essa demanda que o Governo de Roraima, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperr) lançou o edital da Chamada Agroambiental.

O edital vai selecionar e financiar projetos que explorem soluções, dentro de eixos temáticos específicos a produtividade de forma sustentável, sem prejudicar o ecossistema local.

De acordo com o Diretor Administrativo da Faperr e doutor em Engenharia Florestal, Beethoven Barbosa, é necessário gerar conhecimento para o homem do campo para que a produção agrícola sofra menos riscos nesse momento em que o mundo enfrenta as mudanças climáticas.

“O ambiente não é uma ameaça, o meio ambiente está ao nosso favor e nós seres humanos precisamos aprender a conviver com a natureza, respeitá-la e fazer as nossas produções agrícolas que são necessárias à sobrevivência, da melhor forma possível. E é baseado em pesquisa, em inovação, gerando conhecimento local que vamos implementar melhor e ter menos riscos na produção do estado de Roraima”, explica o diretor.

No Agroambiental serão avaliados os projetos dentro de eixos temáticos considerados prioritários para o desenvolvimento de soluções que atendam às demandas do setor produtivo do estado sendo: Manejo Cultural do Solo; Economia e Segurança Alimentar; Manejo de Pastagens e Saúde Animal; Segurança Ambiental.

Os pesquisadores deverão possuir formação e experiência compatíveis com o eixo temático e os objetivos do projeto de pesquisa a ser submetido. Os projetos de pesquisa científica devem estar fortemente alinhados ao Plano Roraima 2030, desenvolvido pelo Governo do Estado e às categorizações definidas no Zoneamento Ecológico-Econômico de Roraima.

As propostas com foco no ‘Manejo Integrado de Pragas para pastagens e culturas tradicionais’ deverão ter suas pesquisas realizadas em regiões onde, comprovadamente, a ocorrência de pragas justifique a implementação da estratégia. Já as propostas com temática voltadas para o ‘Monitoramento fitopatológico da bananicultura’ deverão ser desenvolvidas, obrigatoriamente, em pelo menos uma das localidades: Caroebe e/ou São João da Baliza, preferencialmente aquelas com ocorrência do moko da bananeira.

Do mesmo modo as propostas com foco no ‘Monitoramento hídrico em áreas de savana submetidas à drenagem e ao uso consuntivo de água na agricultura’ deverão ser desenvolvidas em regiões onde tenha ocorrido drenagem para o cultivo de grãos, como soja e milho.

As propostas com temáticas voltadas para a “Detecção de risco de incêndio, considerando análises climáticas, combustíveis preferencialmente finos e aumentando a inflamabilidade para a elaboração de modelos preditivos” deverão ser desenvolvidas em áreas de fronteiras agrícolas com a floresta, especialmente nos municípios de Alto Alegre, Caracaraí, Iracema, Rorainópolis, São Luiz do Anauá e São João da Baliza.

As propostas com temática voltadas para o ‘Monitoramento das principais enfermidades em rebanho bovino de corte e leite’ deverão ser destinados aos produtores familiares beneficiários do programa Roraima Mais Leite (Caroebe, Rorainópolis e São João da Baliza). As propostas apresentadas também devem inserir como transversalidade, temáticas voltadas para a ‘Modelagem visando uma agricultura familiar e indígena de baixo carbono’ podendo ser aplicadas em qualquer contexto do estado de Roraima. O Governo Federal já trabalha o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) que tem como prioridade a produção sustentável de gado de leite e corte visando à baixa emissão de carbono na atmosfera. 

São parceiros do Agroambiental a Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Roraima (Iater), a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), a Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) e o Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR).

O secretário-adjunto de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação, Teylor Filgueiras, informou que as pesquisas científicas no setor serão primordiais para promover e direcionar as políticas públicas voltadas ao pequeno produtor e às comunidades indígenas.

Dentre os objetivos e ações a serem desenvolvidos durante os projetos estão:

  • Identificar e combater surtos de lagartas nas áreas agrícolas;
  • Prevenir a crise hídrica com técnicas adequadas na agricultura; 
  • Realizar campanhas de conscientização sobre prevenção e combate a incêndios; 
  • Monitorar a saúde dos animais, capacitar produtores em práticas de ordenha higiênica e manejo sanitário do gado; 
  • Avaliar a eficiência econômica do uso de máquinas agrícolas e equipamentos em processos de produção, bem como segurança alimentar do Programa de Grãos em comunidades indígenas, dentre outros.

O Governo do Estado de Roraima, por meio da FAPERR, realizará um aporte financeiro de até R$ 2.107.200, sendo: R$ 516 mil para auxílio ao desenvolvimento da pesquisa científica; e R$ 1.591.200 em bolsas para a equipe executora do projeto. As bolsas terão duração de 12 meses e serão pagas diretamente a cada beneficiário após assinatura do termo de outorga. Edital e anexos estão disponíveis no site da Faperr.

As inscrições estarão abertas de 21 de janeiro à 21 de fevereiro de 2025 e serão realizadas via Sistema SIGFAPERR.

*Com informações do Governo de Roraima

MPF volta a pedir à Justiça que proíba mudar educação do campo para EaD no Pará

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Foto: Reprodução/MPF

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir à Justiça Federal que proíba o governo do Pará de transformar em Educação a Distância (EaD) as aulas presenciais oferecidas aos povos da floresta, do campo e das águas no estado.

O pedido foi feito no dia 21 de janeiro, após o Ministério da Educação (MEC) ter enviado nota técnica ao MPF em que registra que a legislação não prevê ensino à distância para Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs).

A nota técnica havia sido solicitada pelo MPF ao MEC no dia 17 janeiro. O documento foi incorporado a um processo judicial em que o MPF atua pela não virtualização da educação do campo.

Especificidades desrespeitadas

O MEC argumenta que a modalidade EaD não está em conformidade com a legislação que garante a educação intercultural e o respeito às especificidades dos PCTs, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, trabalhadores rurais assentados, dentre outros. 

“Em atenção aos fundamentos constitucionais e legais da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a oferta da Educação a Distância e seus derivados, como ‘modelo de aulas telepresenciais’ ou sistemas interativos de oferta educacional, especificamente para comunidades rurais em sua diversidade, não encontram sustentação nos marcos legais da educação”, destaca a nota técnica.

Na Justiça, o MPF defende que cada um dos povos e comunidades tradicionais do Pará deve ser consultado antes de qualquer tomada de decisão do estado sobre esse tema.

Pretensão confirmada

No dia 22 de janeiro, o MPF divulgou resposta que a instituição recebeu da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) em 2024 que confirma a pretensão do governo estadual de virtualizar o ensino para indígenas em 2025. 

No documento, o titular da Seduc, Rossieli Soares da Silva, encaminha ao MPF posicionamento da diretoria de Planejamento de Rede da Seduc em que é informado que a implantação do ensino médio na aldeia Itapeyga, na Terra Indígena Parakanã, será feita este ano via Centro de Mídias da Educação Paraense (Cemep).

A resposta foi assinada por Rossieli em 26 de setembro de 2024. Em 2025, o governo do estado tem divulgado, em comunicados institucionais, que a nova Lei do Magistério do Pará, aprovada no final de 2024, garante a manutenção do ensino presencial para PCTs. Para lideranças indígenas e o MPF, a lei põe fim ao regime presencial de ensino. 

*Com informações do Ministério Público Federal

Fórum de Davos 2025 pouco significou para o Brasil

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Foto: Reprodução/World Economic Forum

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

O Fórum Econômico Mundial (WEF) 2025, realizado no período de 20 a 24 de janeiro, na bucólica cidade de Davos, Suíça, sob o tema “Colaboração para a Era Inteligente”, é tradicionalmente um dos maiores palcos de discussão sobre economia global, tecnologia, sustentabilidade e política internacional. A conferência tem se notabilizado pela grande afluência de participantes que incluem, todos os anos, chefes de estado e de governo, CEOs de empresas, representantes da sociedade civil, meios de comunicação de todo o mundo e líderes juvenis procedentes da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América Latina e América do Norte.

Klaus Schwab, fundador e CEO do Fórum, autor do livro “A Quarta Revolução Industrial”, de 2016, propõe que tecnologias convergentes estão rapidamente remodelando o mundo, levando-nos a um ponto de inflexão que pode resultar numa revolução social com o poder de elevar ou fragmentar a humanidade. Com efeito, face a avanços da Inteligência Artificial, da Computação Cognitiva e de outras inovações tecnológicas, “automatizar é o caminho natural para aumentar a competitividade e a produtividade do setor”. Em relação ao Brasil, estudos técnicos reconhecem o “pouco interesse” com que o setor público trata a inovação, o que ficou demonstrado pela baixa participação brasileira em Davos 2025.

Falando por videoconferência no WEF, na quinta-feira, 23, o presidente Donald Trump, que assumiu seu segundo mandato na Casa Branca segunda-feira, 20, exigiu “maiores despesas militares, prometendo proteger a indústria dos EUA com tarifas e sugerindo que a redução dos preços do petróleo poderia acabar com a guerra na Ucrânia”. O discurso apontou novo impulso para a sua agenda “América em primeiro lugar”, o que poderá afetar ainda mais as relações com líderes mundiais. Em discurso durante o Fórum, o presidente da Argentina, Javier Milei, aliado de Trump, confirmou seus reiterados posicionamentos de que vai trabalhar por acordos da Argentina, não do Mercosul. “Farei o que for melhor para a Argentina”, disse Milei após discursar como estrela no palco do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, quando confirmou a necessidade de “abrir no âmbito do Mercosul a possibilidade de negociações independentes”.

Durante a COP29, a conferência da ONU realizada em Baku, Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro de 2024, a delegação brasileira estava composta por 1.914 membros, número só inferior aos 2.229 integrantes da comitiva do próprio Azerbaijão, que sediou o evento. Para Davos 2025, contudo, o Brasil trouxe representação apenas protocolar. Analistas entendem que a ausência de uma delegação mais robusta certamente será interpretada como uma oportunidade perdida de alinhar as agendas de Davos e da COP30 a ser realizada em novembro deste ano, em Belém, PA. Sinal claro, segundo a diplomacia ocidental, de manifesto alinhamento do governo Lula da Silva a ditaduras e o mundo comunista, na contramão das tradicionais convicções do mundo político e empresarial brasileiro em relação à comunidade democrática internacional.

Sustentabilidade e ação climática, tópicos centrais no Fórum, estranhamente não contou com a presença do Ministério do Meio Ambiente (MMA), áreas ministeriais afins e ONGs que lhes dão sustentação no governo. A impressão geral em Davos 2025 é que o presidente Lula da Silva aparentemente ignorou o evento. Entretanto, como ponto positivo, a edição deste ano marcou a inauguração da “Brazil House” com a participação de grandes empresas e investidores, incluindo gigantescos grupos do porte da Vale, Gerdau, Ambipar, Be8, JHSF, BTG Pactual e Randcorp. Num evidente distanciamento entre os setores público e privado no que tange a questões de tamanha relevância.

O governador do Pará, Helder Barbalho, durante sua participação no Fórum, defendeu que o legado da COP30 será fundamental para a valorização da floresta, a bioeconomia e o clima. A Amazônia “trabalha para que o Brasil possa ter a capacidade de exercer o seu papel de liderança ambiental no planeta, efetivamente, pelas suas condições ambientais, por ter em seu território diversos biomas, destacando-se, particularmente, o amazônico, que faz do Brasil uma referência para a agenda climática”, afirmou.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

5 lugares encantadores para conhecer em Roraima

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Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Roraima é um verdadeiro tesouro de belezas naturais e diversidade. Se você busca um destino que combine aventura, paisagens exuberantes e experiências únicas, se prepare para explorar alguns dos locais mais icônicos da região. Conheça cinco pontos encantadores e imperdíveis:

Parque Nacional do Viruá

Um santuário de biodiversidade, o Parque Nacional do Viruá é uma área de proteção ambiental que atrai amantes da natureza e pesquisadores de todo o mundo. Localizado no sul de Roraima, o parque oferece trilhas que atravessam florestas alagadas, savanas e uma rica fauna. Entre os animais que podem ser avistados estão jaguatiricas, tamanduás-bandeira e diversas espécies de aves. É o lugar ideal para quem deseja se conectar com a natureza em estado bruto.

O parque pode ser visitado durante todo o ano. Mas, para planejar o passeio, é preciso estar atento às mudanças sazonais causadas pelas chuvas nos ambientes e rios da região.

A estação chuvosa em Roraima vai de maio a agosto. Maio e junho são os meses mais chuvosos. Em julho e agosto a quantidade de chuvas é menor e a navegação é feita com facilidade, sendo comuns períodos de sol seguidos de fortes pancadas de chuva. Em setembro tem início a estiagem e a vazante dos rios. A seca se acentua na região em janeiro e fevereiro, quando há maior facilidade para caminhadas nos ambientes alagáveis. Os meses de março e outubro costumam ser os mais quentes do ano.

O acesso ao Parque Nacional do Viruá se dá pela BR-174, rodovia federal que liga Manaus (AM) à Venezuela. São 190 Km de rodovia asfaltada partindo de Boa Vista-RR no sentido sul, ou 600 Km partindo de Manaus no sentido norte. Para chegar à Sede da UC, é preciso tomar a Estrada Perdida, no Km 322, e percorrer 7 Km de estrada de terra.

É importante o agendamento prévio da visita com no mínimo quatro dias de antecedência para a emissão de autorização através do e-mail ngi.roraima.usopublico@icmbio.gov.br.

Foto: Reprodução/Roraima Hostel

Fazenda Buritizal Grosso

Para uma experiência rural autêntica, a Fazenda Buritizal Grosso é um destino imperdível. Situada na zona rural, a fazenda oferece aos visitantes a oportunidade de vivenciar o dia a dia do campo, com destaque para a criação de gado e as plantações de buriti. Além disso, o local possui paisagens deslumbrantes e é perfeito para passeios a cavalo, trilhas ecológicas e observação de pôr do sol.

Para chegar ao local é necessário sair de Boa Vista, capital de Roraima, sentido ao município do Bonfim (fronteira com a Guiana), rodando pela BR-401 por mais ou menos 124km, até chegar próximo à entrada da sede do município do Bonfim, se observa à esquerda, 100m antes, que indica a entrada para a área do Hotel Fazenda Buritizal Grosso (@faz.buritizal.grosso).

Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Corredeiras do Bem-Querer

Se aventura e água fresca estão no seu radar, as Corredeiras do Bem-Querer são uma escolha perfeita. Localizadas no rio Branco, próximo à cidade de Caracaraí, as corredeiras são ideais para quem busca momentos de diversão em um ambiente natural. A água cristalina e o som relaxante das corredeiras proporcionam um cenário incrível para banho, piqueniques e atividades como caiaque.

As corredeiras do Bem-Querer ficam a 125km de Boa Vista, capital de Roraima, na região do município de Caracaraí. Ao chegar na placa, vicinal Bem Querer, entrar à esquerda e seguir por uma estrada de barro até chegar a uma fazenda à beira do Rio Branco. Irá passar por uma mata fechada e ao chegar na porteira do restaurante, avistará uma placa com o nome sítio arqueológico corredeiras do Bem-Querer.  

Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Platô da Serra do Tepequém

O Platô da Serra do Tepequém é um convite ao aventureiro que existe em cada um de nós. Localizado no município de Amajari, o platô é famoso por suas trilhas desafiadoras, cachoeiras escondidas e vistas panorâmicas que impressionam até os viajantes mais experientes. Durante o trajeto, é possível encontrar vestígios da antiga exploração de diamantes, um lembrete histórico que agrega ainda mais valor ao local.

A área conta com alguma urbanização. No passado, a energia elétrica era fornecida por meio de um gerador que só funcionava das 7h às 21h, hoje há um maior e com funcionamento 24h. Uma estrada de asfalto vai até a Vila do Paiva, principal povoação da serra. Existem atualmente quatro restaurantes que servem café da manhã, almoço e jantar, além de várias pousadas e áreas de camping na subida da serra (Estância Ecológica do SESC) e na própria Vila do Paiva.

A Serra do Tepequém, no Amajari (município que faz fronteira com a Venezuela), fica a 210 km de Boa Vista. Partindo de Boa Vista siga pela BR-174 sentido Venezuela e um pouco depois do quilômetro 100 pegue a estrada à esquerda, a RR 203. São pouco mais de 50 km para chegar à sede do município do Amajari e outros 50 km para chegar ao vilarejo no topo da Serra.

Foto: Reprodução/Serviço Geológico Brasileiro

Cachoeira do Jatapú

Encerrando a lista com chave de ouro, a Cachoeira do Jatapú é um destino que mescla tranquilidade e beleza natural. Situada em uma região de floresta preservada, a cachoeira é cercada por vegetação exuberante e forma piscinas naturais perfeitas para um mergulho refrescante. Além disso, é um excelente ponto para quem gosta de fotografia, já que o contraste entre água, rochas e verde é simplesmente encantador.

A cachoeira fica na Usina Hidrelétrica de Jatapú, localizada a 55 Km da sede do Município de Caraoebe, a Sudeste do Estado. De Boa Vista é necessário seguir pelo trecho sul da BR-174, entrando no Km 500 na BR-210, que está parcialmente pavimentada. São 354 Km de Boa Vista até Caroebe. Da hidrelétrica é preciso pegar um barco para ter acesso a cachoeira.

Foto: Reprodução/YouTube/Dia Dia Nossa Gente

Tecnologias sustentáveis são usadas por projeto do Inpa para mitigar impactos climáticos

Fotos: Francisca Souza/Arquivo pessoal

Intitulado ‘Transferência de Tecnologias Sustentáveis para a Produção de Produtos Desidratados: Fomentando a Bioeconomia e Enfrentando as Mudanças Climáticas’, o projeto da pesquisadora Francisca Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), tem como objetivo capacitar comunidades locais e fortalecer a bioeconomia, além de diminuir os impactos causados pelas mudanças climáticas na região.

A iniciativa busca transformar polpas e sementes desidratadas em farinhas e doces de rolo, utilizando métodos que preservam as propriedades nutricionais e minimizam o desperdício. Francisca afirma que serão utilizados frutos regionais, como cupuaçu, açaí, pitaya, banana e abacaxi, valorizando ainda mais os recursos naturais da Amazônia

Foto: Acervo
Fotos: Francisca Souza/Arquivo pessoal

Segundo a pesquisadora, a proposta representa um avanço significativo na promoção da sustentabilidade e da bioeconomia.

“Ao transferir tecnologias sustentáveis para a produção de produtos desidratados, estamos não apenas agregando valor a matérias-primas e reduzindo desperdícios, mas também fortalecendo comunidades locais e promovendo alternativas resilientes às mudanças climáticas”, frisa Souza.

Capacitação de comunitários 

Além de fortalecer a bioeconomia regional, a proposta vai capacitar produtores locais com práticas de produção ecoeficientes, proporcionando benefícios sociais, econômicos e ambientais. A tecnologia transferida visa mitigar os impactos das mudanças climáticas, por meio do uso responsável dos recursos e da criação de soluções sustentáveis para a produção de alimentos.

Foto: Acervo
Fotos: Arquivo pessoal / Francisca Souza

Edital inédito da Fapeam

O projeto está entre as três propostas contempladas no edital – Transferência não Onerosa de Tecnologias voltadas ao Enfrentamento da Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais do Estado do Amazonas (nº 001/2024) – da Fundação de Amparo a Pesquisa da Amazônia. (Fapeam). O edital oferece um aporte financeiro de R$ 138.599,84, provenientes do Tesouro Estadual, para despesas de capital e custeio dos projetos selecionados. 

*Com informações do Inpa

Exposição ‘Mil Marias e 18 ODS’ reúne 23 artistas mulheres amazônidas em Belém

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Foto: Divulgação

Com a participação de 23 artistas mulheres amazônidas, a exposição coletiva ‘Mil Marias e 18 ODS’ chega na Galeria Theodoro Braga, localizada no subsolo do Centur, na Gentil Bittencourt, bairro de Nazaré, em Belém (PA). A exposição conta com uma representação de cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), um conjunto de 17 metas globais + o 18º ODS da Igualdade Racial, recentemente incluído. Tais metas visam promover a paz, a justiça e a igualdade, além de garantir um futuro sustentável para todos.

As obras das artistas que vão estar expostas são de:

  • Chris Marcaro,
  • Dani Sá em collab com Emília Sá,
  • Dannoelly Cardoso,
  • Francy Botelho,
  • Ireny Nunes,
  • Mileide Barros,
  • Julia Goulart,
  • Karina Miranda,
  • Laís Cabral,
  • Boto Psicodélico,
  • Lenu,
  • Lorena Rodrigues,
  • Mandie Gil,
  • Mandy Modesto,
  • Marta Cardoso,
  • Maria Eloise Albuquerque,
  • Marina Pantoja,
  • Mama Quilla,
  • Michelle Cunha,
  • Renata Segtowick,
  • Rysssa Tomé e
  • Thay Petit. 

Para Marta Cardoso, uma das artistas da exposição, as obras contam sobre a cooperação entre “manas”, porque as artistas paraenses da Amazônia sempre estão juntas, dividindo as mesmas dores, os mesmos desafios, para viver de arte, para se manter de pé na arte.

Foto: Divulgação/Governo do Pará

A artista ainda falou sobre a parceria entre a FCP e as artistas. “A parceria veio primeiro pelo desejo de que essa exposição pudesse alcançar um público maior. Nós tivemos uma recepção muito boa no primeiro momento da mostra e aí veio o desejo para que nós pudéssemos estar no Centur, porque é um público variado, pessoas que gostam de fotografia, de cinema, de leitura, e temáticas atuais. Nós trouxemos essa proposta de uma mostra que já estava pronta, já estava feita, e nós ficamos gratamente surpresas pela abertura que nós tivemos da Fundação enxergar o potencial da relevância da temática para o momento que nós estamos vivendo”, finaliza Marta. 

No contexto amazônico, esses objetivos ganham uma relevância especial, refletindo a luta das mulheres na preservação do meio ambiente, no empoderamento econômico e na promoção da justiça social. A exposição seguirá até o dia 28 de fevereiro, de segunda a sexta, das 9h às 18h. A entrada é gratuita.

*Com informações da Agência Pará

Litorina retoma passeios em Porto Velho em 2025; relembre a história

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Foto: Cássia Firmino/Rede Amazônica RO

Os passeios de litorina nos trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) retornaram no dia 24 de janeiro, em Porto Velho (RO). As reservas podem ser feitas no local, ao lado da estação ferroviária, de forma gratuita.

Segundo a Prefeitura, a litorina percorrerá 800 metros dentro do pátio ferroviário, com capacidade para 11 pessoas. Os passeios ocorrerão às sextas-feiras, sábados e domingos. Confira os horários:

  • Sexta-feira, a partir das 14h.
  • Sábados e domingos, das 10h às 12h e das 14h às 18h.

O que é litorina?

A litorina é um pequeno vagão movido a diesel que foi usado durante a operação da ferrovia para transportar, principalmente, engenheiros, médicos, feitores e o salário dos funcionários. O passeio de litorina aconteceu por alguns meses em 2019, mas foi suspenso.

A restauração do vagão foi realizada por iniciativa dos próprios ex-ferroviários. Boa parte deles já têm mais de 80 anos e fazem questão de ver a litorina funcionando novamente.

O percurso é cercado pela floresta amazônica e passa por pontos históricos da EFMM como o Casarão dos Ingleses, construído no século XIX.

Relembre a história:

*Por Gabriel Farias, da Rede Amazônica RO

Encontro das Águas (Manaus)

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Foto: Ricardo Oliveira/Agência Amazonas

Com uma extensão de 6 quilômetros, o encontro entre o rio Negro e rio Solimões, em Manaus (AM), é muito visitado por turistas que buscam as belezas naturais da Amazônia, com visitas diárias em barcos para ver as águas que não se misturam, conhecidas como o Encontro das Águas.

Esse fenômeno ocorre devido a diferenças químicas entre o pH, temperatura e velocidade dos rios. O rio Negro possui águas escuras decorrentes da grande quantidade de material orgânico presente desde a sua nascente, na Colômbia e, de caráter ácido, possui o pH entre 3,8 a 4,9 e uma temperatura de 28°C.

Já o Rio Solimões com águas branca, devido a grande quantidade de magnésio e cálcio presentes nele, possui um aspecto lamacento, pois carrega sedimentos e argila desde a sua nascente nos Andes.

O Solimões é de caráter quase neutro, com o pH entre 4,5 e 7,8, e temperatura entre 22°C, o que influencia na formação do ‘encontro das águas’ em um ponto em que as águas não se misturam.

Quando ocorre a mistura desses rios, é formado o Rio Amazonas, considerado o maior rio em volume de água e um dos maiores em extensão.

Apesar do mais conhecido encontro das águas ser em Manaus, ocorrem outros: em Santarém (PA) – entre o rio Tapajós e Amazonas –; Tefé (AM) – entre o Lago Tefé e o rio Solimões –; Tapauá (AM) – entre o rio Ipixuna e o rio Purus –; e em Boca do Acre (AM) – entre o rio Acre e o Rio Purus.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Estudantes paraenses aprendem a fabricar sabão caseiro em ação de sustentabilidade

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Foto: Divulgação

Para envolver a comunidade escolar em ações sustentáveis, a Escola Estadual Professora Maria da Conceição Malheiro, localizada no município de Irituia, no Pará, criou o projeto ‘Fabricação de sabão caseiro: sustentabilidade e educação ambiental no espaço escolar’, que promove a sensibilização ambiental e a prática da reciclagem a partir do óleo de cozinha usado.

Unindo Educação Ambiental e Química, o projeto envolveu estudantes da 2ª série do Ensino Médio e levou ao espaço escolar discussões, debates e práticas sobre uso consciente de resíduos de óleo de cozinha e o descarte do material visando desenvolver uma cultura de cuidado com o meio ambiente, além de contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ainda segundo a educadora, o projeto agrega muito os conhecimentos dos estudantes e os torna indivíduos conscientes.

“Um dos principais resultados desse projeto é a união da teoria e prática, o que nitidamente aumenta a conscientização ambiental. Isso representa um importante passo para os alunos, mostrando que cada ação individual pode impactar positivamente no combate às mudanças climáticas. Ao promover a conscientização, a coleta responsável e o reaproveitamento, a escola torna-se um exemplo de sustentabilidade para a comunidade, incentivando a preservação do meio ambiente e a criação de soluções para o descarte adequado do óleo de cozinha. Além disso, o projeto prepara os alunos para serem agentes de mudança, protagonistas capazes de promover atitudes sustentáveis em suas vidas futuras”, frisou a professora Cinthia.

Para a estudante da 2ª série do Ensino Médio, Ana Clara de Oliveira, a experiência trouxe muito aprendizado. “A experiência foi muito legal porque a gente pôde aprender fazendo, botando a mão na massa, tendo a explicação e a ajuda dos professores. No projeto pude aprender a importância de não descartar o óleo de qualquer jeito e que é possível reutilizá-lo. Gostei muito da experiência pois foi algo divertido e que trouxe um grande aprendizado para todos nós”, afirmou.

O estudante Alexandre Monteiro, também da 2ª série do Ensino Médio, destacou a importância do componente curricular de Educação Ambiental e do projeto de sabão ecológico.

*Com informações da Agência Pará

Grilos: insetos se tornam frequentes no período chuvoso na Amazônia

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Foto: Vanessa Monteiro

Basta cair uma chuva que alguns visitantes começam a aparecer. No chamado inverno amazônico, o dia a dia ganha novos integrantes, especialmente insetos, entre eles os grilos. Recentemente, em Belém (PA), muitas pessoas tem relatado o aparecimento constante e massivo de grilos dentro das residências.

Mas qual a relação deles com a chuva? Segundo a professora Telma Batista, entomologista da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), os grilos fazem galerias e túneis no solo, onde se reproduzem e depositam os ovos. Ela explica que o aumento deles também pode estar relacionado a mudanças de estação e a períodos mais longos de seca. 

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Foto: Vanessa Monteiro

A professora explica que os grilos se alimentam de raízes, folhas, matéria orgânica e costumam aparecer perto de hortas e jardins. Insetos noturnos, eles são atraídos pela luz.

Segundo a professora Telma Batista, é nesse período que também ocorrem os acasalamentos, e que o cri-cri característico é nada mais que um cortejo dos grilos machos.

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 Foto: Vanessa Monteiro

A professora explica que o grilo não é transmissor de doenças e não é um inseto que provoque algum tipo de ataque, embora seja indicado evitar o contato.

Embora sejam considerados pragas na agricultura, é diferente do que ocorre no ambiente urbano, segundo a professora.

“Eles sempre estão presentes, mas como ficam guardados no solo em outros períodos do ano, as pessoas não os vêem com frequência. Os produtores rurais são acostumados a lidar com eles em todas as fases do ano, mas no ambiente urbano é somente nesse período chuvoso que eles aparecem. Então não precisa entrar em pânico, porque com o tempo ele tende a ir embora”, orienta.

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Foto: Vanessa Monteiro

Ela explica que esses insetos são importantes para a manutenção do ecossistema.

Curiosidades

Se em algumas culturas os grilos são sinal de prosperidade, o que muita gente não sabe é que os grilos também são uma poderosa fonte de proteína e a criação de grilos é um mercado que se desenvolveu rapidamente nos últimos anos no Sudeste Asiático, como indicam dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ainda de acordo com a FAO, mais de 1.900 espécies de insetos comestíveis são consumidas em todo o mundo, entre eles os grilos. Eles são considerados uma fonte alternativa de proteína às carnes convencionais. 

*Com informações da Universidade Federal Rural da Amazônia