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Estudantes criam filtro com caroço de açaí para coletar água limpa em Breves, no Marajó

Foto: Divulgação

Com olhar inovador e pensamento sustentável, estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Professor Gerson Peres, no município de Breves, Região de Integração do Marajó, confeccionaram um filtro de carvão ativado, feito a partir do caroço de açaí, para coletar água da chuva e transformá-la em água potável.

O projeto sustentável para água limpa é um dos selecionados para a 1ª Conferência Internacional Infantojuvenil sobre Educação e Mudanças do Clima (CYC), que será realizada pela Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), entre os dias 17 e 21 de março de 2025, em Belém.

A estudante da 2ª série do Ensino Médio e integrante do projeto, Cláudia Praia, conta o que tem aprendido a partir da iniciativa.

“O projeto do filtro de carvão ativado traz consigo benefícios sociais, ambientais e econômicos, já que utiliza o caroço do fruto que é fonte de renda do povo marajoara, ou seja, utiliza o caroço de açaí para a criação do carvão ativado, que vai funcionar no filtro. Tenho aprendido exponencialmente sobre componentes curriculares com esse projeto e o tema é de suma importância para as comunidades marajoaras, que muitas vezes não têm água potável para o próprio consumo e este projeto procura contribuir ambientalmente para a nossa região e para o mundo. Não é apenas teoria, mas a prática de como ajudar as comunidades ribeirinhas, não só em Breves como outras cidades. Me sinto honrada em fazer parte desse projeto de poder ir à Conferência. Quero muito aprender novas coisas e trazer mais conhecimento para a população da minha região”, comentou.

Para o estudante da 2ª série do Ensino Médio, Alisson Gabriel Cardoso, que faz parte do projeto e também é um dos selecionados para ser embaixador da 1ª Conferência Internacional Infantojuvenil sobre Educação e Mudanças do Clima (CYC), “o tema é essencial para um futuro sustentável, rico em biodiversidade e é de suma importância que todas as pessoas saibam o valor da sustentabilidade para que assim possamos pensar em um mundo melhor”, disse.

Ainda segundo Alisson, estar dentro do projeto e poder representar a comunidade escolar em um evento internacional é uma grande responsabilidade.

Foto: Divulgação

Além da coleta de água da chuva para transformação em água limpa, o projeto integra outras ações sustentáveis como a produção de sabão ecológico, mosquitoeiras em garrafas pet e a horta ecológica. “As ações têm impactos positivos no processo de ensino, aprendizagem das Ciências da Natureza e suas Tecnologias (CNT) e educação ambiental, além de despertar o pensamento científico e investigativo dos alunos em levar soluções para as demandas sociais como a falta de água, desperdício de sementes de açaí e despejo de garrafas pets na natureza”, ressaltou o professor Edson.

CYC

A 1ª Conferência Internacional Infantojuvenil sobre educação e mudança do clima é uma iniciativa inovadora do Governo do Pará, executada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que visa fortalecer o engajamento dos jovens nas questões ambientais e garantir sua participação ativa na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para novembro de 2025 na capital paraense.

O evento está alicerçado em um dos objetivos da Política Pública de Educação para o Meio Ambiente, Sustentabilidade e Clima do Pará, que garante a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação do meio ambiente. Ao proporcionar um intercâmbio de experiências entre estudantes amazônidas e jovens de diferentes regiões, a CYC busca estimular a criação de projetos que contribuam para a proteção do planeta. O evento representa um marco histórico, que enfatiza a importância da educação ambiental e reafirma o Pará como protagonista nas discussões globais sobre mudanças climáticas.

*Com informações da Agência Pará

Professor e poeta roraimense lança livro sobre desejo e liberdade: ‘Pássaro Poesia’

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Foto: Nilzete Franco

O professor universitário, escritor, poeta, contista e dramaturgo Francisco Alves lança neste sábado (7) o livro Pássaro Poesia‘, que trata sobre desejo e liberdade em 107 poemas. O lançamento da obra ocorre em Boa Vista (RR).

‘Pássaro Poesia’ é o sétimo livro de Francisco Alves. O trabalho inclui 42 poemas inéditos e outros publicados nos livros ‘Poemas a meia carne’, ‘Ruídos noturnos’, ‘Poemas urbanoides’, ‘Poemas do esquecimento vivo’, ‘Coração Quilombo’, ‘Inéditos ou espantos com a banalidade’ e ‘Atitudes Poéticas na política da vida’.

O novo livro da caminhada literária do autor representa um momento importante, “como se fosse um voo”.

Foto: Nilzete Franco

A poética de Francisco se estrutura em temas sociais, existenciais e eróticos. Os textos falam do desejo e da liberdade de ser. Além disso, temas raciais também estruturam o pensamento estético do autor, que vê na literatura um território de reflexão para os temas insurgentes.

‘Pássaro Poesia’ já foi lançado em Manaus no Festival Literário do Amazonas, realizado em novembro deste ano. A obra é um livro de travessia, tendo em vista que o escritor está escrevendo o primeiro romance da carreira, mas mesmo imerso na prosa, sentiu a necessidade de celebrar a vocação para a poesia.

Francisco Alves, além da poesia, já publicou livros nos gêneros conto e dramaturgia: ‘Fotografias desmemoriadas de mim, de ti, de outrem’ (2018) e ‘Na mesma praça hoje sempre até o amor acabar’ (2020).

Francisco Alves

Professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Francisco Alves é formado em Letras-Literatura também pela UFRR, especialista em Direção Teatral pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (FADM), e mestre e doutor em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB).

É autor dos livros de poesia: Poemas a meia carne (2008), Ruídos noturnos ou pequenas putarias literárias (2013), Poemas urbanoides (2017), Poemas do esquecimento vivo (2017), o livro de contos Fotografias desmemoriadas de mim, de ti, de outrem (2018), ganhou o Prêmio Peixes, da Editora Kazuá. Também é autor da peça “Na mesma rua hoje sempre até o amor acabar” (2020), dramaturgia escrita no ano de 2005.

Francisco também atua como orientador no mestrado Programa de Pós-Graduação em Letras, da UFRR. Desenvolve o projeto de pesquisa “Cartografias do Teatro em Roraima”, e em 2010 fundou, junto com outros amigos, a Cia do Pé Torto.

Além disso, é apresentador dos programas “Pássaro Poesia Literatura de Roraima”, disponível na internet; “Cruviana Universitária”, transmitido na TV da UFRR e no canal AmazonSat. Em 2023 representou Roraima no circuito nacional do projeto Arte da Palavra-Rede SESC de Leituras. Também foi Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Roraima.

*Com informações da Rede Amazônica RR

Funai pede fim da exigência de comprovação estatal de reconhecimento étnico para acesso de indígenas a direitos básicos

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Foto: Lohana Chaves/Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) solicita o apoio de todos os órgãos e entidades envolvidos na formulação e execução das políticas de promoção do acesso à educação, para que sejam garantidos os meios próprios de autodeclaração e de heteroidentificação pelas comunidades indígenas para comprovação de pertencimento étnico. A medida visa promover a autonomia dos povos indígenas.

O apoio foi solicitado na forma do Ofício nº 1381/2024/PRES/FUNAI pela presidenta Joenia Wapichana, na segunda-feira (2), encaminhado à Secretaria de Educação Superior (Sesu) e à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), ambas do Ministério da Educação (MEC); à Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem); e à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

No documento, a Funai também solicita que as instituições deixem de exigir que a Funai emita documentos  — como atestados, carteiras, declarações e afins, incluído o Registro Administrativo de Nascimento de Indígenas (RANI) — para acesso de indígenas ao ensino.

A autarquia indigenista explica que, rotineiramente, são publicados editais que vinculam o acesso de indígenas a algum tipo de manifestação da Funai, o que configura de forma errônea, uma espécie de papel de agente tutelar. 

Em outro trecho do ofício, a Funai esclarece que a Constituição Federal Cidadã de 1988 trouxe novo entendimento sobre os processos individuais e sociais a respeito de construção e formação de identidades étnicas ou de pertencimento a povos, com base na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais, promulgada integralmente no Brasil pelo Decreto nº 5.051/2004 e consolidada pelo Decreto n. 10.088/2019. 

Nesse sentido, conforme reforça a Funai, considerando que o Estado brasileiro não exerce mais a tutela sobre essas populações, cabe ao Estado garantir o respeito à autonomia desses povos. 

Além da Abruem e Andifes e de instâncias do MEC, a Funai também oficiou todas as suas unidades descentralizadas a não emitirem declarações como documento necessário para acesso a direitos diferenciados garantidos aos povos indígenas. O documento é assinado pela diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Lucia Alberta.

Para a Funai, esse tipo de exigência tutelar indevida de reconhecimento étnico se configura como barreira institucional para a garantia do acesso de indígenas a direitos básicos como todo cidadão brasileiro.

Com frequência, as unidades descentralizadas da Funai também se deparam com a exigência de documentos emitidos pela instituição para que os indígenas possam acessar vagas reservadas em concursos públicos; matrícula em escola ou universidade; abertura de conta bancária; contratação de serviços de internet, telefone e energia; processos judiciais; cadastro em programas sociais; entre outros. 

Essa exigência de agentes estatais, contudo, não tem respaldo legal e estimula práticas tutelares e discriminatórias contra os povos indígenas, de acordo com o entendimento da Funai.

Por essa razão, o Ofício nº 2649/2024/DPDS/Funai orienta que as unidades descentralizadas não devem emitir declarações de pertencimento étnico e similares; declarações de residência/endereço/domicílio e similares; e declarações para acesso ao Registro Civil de Nascimento. E, também, que os servidores promovam constante diálogo com as instituições que exigem tais documentos a fim de que mudem sua postura e aceitem as autodeclarações dos próprios indígenas.

*Com informações da Funai

Alunos de comunidade que sofre com seca no Amapá caminham cerca de 1 hora para chegar à escola

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No Bailique, ribeirinhos cavam leito de canal que secou durante estiagem no Amapá. Foto: Reprodução

Após chamar a atenção, o registro de moradores cavando o leito do canal de um rio do Bailique, distrito de Macapá, outra imagem que é reflexo da seca na região foi capturada. Dessa vez, alunos de uma escola pública tiveram que caminhar cerca de 1h para chegar até a instituição de ensino.

O vídeo, feito na semana passada na comunidade Eluzay, mostra uma fila de crianças caminhando sob um rio onde anteriormente passavam os ‘barcos rabetas’.

Esses barcos faziam o transporte dos alunos até a Escola Estadual Prof Nair Cordeiro Marques, localizada na comunidade do Livramento do Bailique. De acordo com os moradores, crianças de diferentes regiões do distrito estudam nesta instituição.

“Em meio às dificuldades, buscamos nos unir e tirar forças de onde não temos. É muito triste ver nossas crianças nesta situação, ver os pais vendo seus filhos sair de madrugada e ter que caminhar praticamente durante 1h30[…]” disse o líder comunitário, Otoniel Braga.

Estiagem severa

O distrito, que fica a cerca de 12 horas navegando de barco da capital, sofre anualmente com os graves efeitos da estiagem. Neste ano, a gestão estadual chegou a decretar emergência nos 16 municípios em razão do fenômeno.

Outros vídeos registrados também na última semana mostram uma área por onde passava um rio, completamente seca. A imagem chama a atenção pela imensidão do espaço atingido. (veja vídeo acima).

A gravação continua e mostra ribeirinhos empurrando um barco em cima de pedaços de madeira colocados na lama. O material foi espalhado para deslizar a embarcação de forma mais fácil.

Foto: Márcio do Carmo/GEA

No arquipélago onde fica localizado o Bailique, há pelo menos 52 ilhas. Com a seca, além da questão da locomoção, o acesso aos alimentos que vêm da capital também fica comprometido.

No conjunto de ilhas, o problema soma-se ao da salinização das águas e do fenômeno das “Terras Caídas”, assoreamento que vem alterando a paisagem e afetando as comunidades ribeirinhas.

Entre as comunidades mais afetadas estão: Ponta da Esperança, Capinal, Arraio, Livramento, Ilha das Marrequinhas, Equador, Campos do Jordão, Maranata, Igaçaba, Ponta do Bailique, Igarapé do Meio, Franquinho, Macedônia, Progresso e Freguesia.

Ação emergencial

No início deste mês, uma ação humanitária foi enviada aos moradores do Arquipélago do Bailique. A ação buscava atender 250 famílias e 34 comunidades atingidas pela salinização das águas, erosão do solo e o intenso período de estiagem.

As ações incluem a entrega de 120 mil litros de água potável, 250 galões de água mineral de 20 litros e 250 kits de alimentos. Além disso, uma equipe de saúde composta por profissionais de saúde realizará atendimentos médicos.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Tocantins assume vice-presidência da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas

Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, atuará ao lado do presidente eleito Pedro Chagas, do Maranhão. Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins

O estado do Tocantins assumiu no dia 5 de dezembro a vice-presidência da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force). Eleito de forma unânime, o titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marcello Lelis, também assumirá a vice-liderança do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal e da Câmara Técnica de Meio Ambiente do Consórcio dos Governadores da Amazônia Legal. O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão, Pedro Chagas, eleito presidente, exercerá funções equivalentes.

O GCF é uma coalizão composta por 43 estados e províncias, de 11 países e cinco continentes. O Brasil, com os nove estados da Amazônia Legal, tem uma participação central no esforço global. Além do Brasil, a força-tarefa conta com a participação de estados e províncias de países como Bolívia, Colômbia, Costa do Marfim, Equador, Espanha, Estados Unidos, Indonésia, México, Nigéria e Peru. Criado em novembro de 2008, o GCF tem se expandido ao longo dos anos, focando em estratégias para combater as mudanças climáticas e promover a proteção das florestas.

A eleição do secretário Marcello Lelis para o cargo de vice-presidente da força-tarefa é uma importante vitória para o Tocantins que, além de assumir uma posição de destaque, reforça o compromisso com as questões ambientais e climáticas.

*Com informações do Governo do Tocantins

Estudo revela que quase 90% dos moradores do Acre não têm acesso à rede de esgoto

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Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Um estudo da Feira Internacional para Água, Esgoto, Drenagem e Soluções em Recuperação de Resíduos (IFAT Brasil) mostrou que 89,5% dos moradores do Acre não têm acesso à rede de esgoto, em mais uma pesquisa que revela dados preocupantes sobre o saneamento básico do estado.

Segundo o levantamento, outros 52% dos moradores não são atendidos pela rede de água, ou seja, pouco mais da metade dos mais de 880 mil habitantes do estado.

A IFAT é um evento que reúne investidores e estudiosos do mercado de saneamento básico em todo o mundo. No Brasil, ela acontecerá em junho de 2025.

Cenário preocupa

Em 2023, a capital acreana perdeu três posições no Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil. Nesse levantamento, maior cidade do Acre ocupa a 97ª posição entre as 100 maiores cidades do país, com apenas 20,6% da população contemplada pelos serviços de esgoto, e outros 53,5% de moradores da capital com acesso à rede de água.

A diretora de planejamento e projetos do Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre), Daniela Tamwing, ressalta que, apesar de o órgão atuar nos serviços prestados no interior do estado, o governo reconhece a complexidade e importância do saneamento básico na capital. Por isso, foi assinado um termo de cooperação entre os executivos municipal e estadual em 2023.

Com isso, o estado aposta na revitalização da Estação de Tratamento de Esgoto Redenção (ETE Redenção), em Rio Branco e outros cinco elevatórios próximos. De acordo com o Saneacre, 40 mil moradores da região do Igarapé Rendenção serão beneficiados pelas obras.

Ainda segundo Daniela, os estudos que já estão sendo elaborados incluem o esgotamento sanitário do segundo maior município do Acre, Cruzeiro do Sul. O projeto deverá ser executado em parceria com o governo federal, com a estimativa de R$ 2 milhões em recursos. O estado também garantiu, dentro do Novo PAC, R$ 72 milhões para projetos de abastecimento de água.

“E em relação ao interior, é necessário investimento primeiramente para a parte de projetos e depois para a execução desses projetos”, completou.

Perda de água e pavimentação

Outro ponto abordado pelo Ranking do Saneamento e que foi ampliado pelo IFAT Brasil, é a perda de água em toda a rede do estado. No estudo de 2023, Rio Branco apareceu com taxa de 56,5% de volume perdido na distribuição ao consumidor. Em todo o estado, o índice é ainda maior, com 66% de perda.

Rede de tratamento de esgoto de Rio Branco atende 22,6% da população, aponta Trata Brasil. Foto: Alcinete Gadelha/g1 AC

De todo o esgoto gerado, ainda segundo a IFAT Brasil, apenas 0,7% é tratado. Dentro do volume que é coletado, 8,6% são tratados. A coleta de lixo chega a 74% dos domicílios do Acre.

Entre as vias que percorrem as áreas urbanas do estado, 68% contam com pavimentação e meio fio. No mesmo recorte, apenas 13,6% da área urbana tem cobertura de vias públicas com redes ou canais pluviais subterrâneos.

Municípios foram cobrados

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC) notificou 20 cidades do interior do Acre e cobrou planos para o saneamento básico e resíduos sólidos. A decisão deu 180 dias para que prefeituras de 19 cidades apresentem diretrizes e cumpram as leis e decretos federais que instituem a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e consta na edição de 25 de novembro do Diário Eletrônico de Contas.

Ainda conforme o tribunal, os administradores dos seguintes municípios devem apresentar projetos para a gestão de resíduos sólidos:

Acrelândia;
Assis Brasil;
Brasiléia;
Bujari;
Capixaba;
Cruzeiro do Sul;
Epitaciolândia;
Feijó;
Jordão;
Mâncio Lima;
Manoel Urbano;
Marechal Thaumaturgo;
Porto Acre;
Porto Walter;
Plácido de Castro;
Rodrigues Alves;
Senador Guiomard;
Sena Madureira;
Santa Rosa do Purus e
Tarauacá.

A decisão afirma que o objetivo é notificar os municípios “para que apresentem, no prazo de até 180 dias contados a partir da notificação, Plano de Ação para implementação do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PMGIRS, com definição de prazos, atividades e responsáveis, de forma a atender os dispositivos da Lei nº 12.305/2010 e Decreto Federal nº 10.936/2020, sob pena de aplicação de multa por descumprimento do art. 89, inciso IV, da LCE 39/93”.

Além disso, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) também foi notificada, ainda no âmbito da lei estadual, para que apresente um plano de ação com medidas que garantam o cumprimento do Plano Estadual de Gerenciamento integrado de Resíduos Sólidos (PEGIRS), em conjunto com os municípios. O Grupo Rede Amazônica entrou em contato com a pasta, e aguarda retorno até a última atualização desta reportagem.

Só a capital possui sistema

Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que apenas Rio Branco, Bujari e Brasileia possuíam serviço de esgotamento sanitário em 2021. A pesquisa que leva em consideração essas informações analisa a qualidade de vida no estado.

Porém, o Grupo Rede Amazônica conversou com o professor do Instituto Federal do Acre (Ifac), o engenheiro Florestal, mestre em ciências ambientais e especialista em direito ambiental, Clautevir Lima, que explicou que, apesar do estudo apontar três cidades com esse serviço, na verdade, apenas a capital tem esse sistema.

Ele diz ainda que falta, por parte dos gestores públicos, investimentos nesses empreendimentos que não têm muita visibilidade.

“Para os municípios, o principal empecilho é a indisponibilidade de recursos financeiros para custear a indústria do saneamento básico que, diga-se de passagem, é muito onerosa. Ora, os municípios acreanos são extremamente dependentes de recursos financeiros repassados pelos governos federal e estadual. De acordo com a Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), possuir o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) seria uma forma que o município tem de acessar recursos oriundos do governo federal para o referido setor”, destaca.

*Por Victor Lebre, da Rede Amazônica AC

Chef Wapichana Kalu Brasil lança livro de receitas indígenas

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Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Chef de cozinha, culinarista, matriarca e dona de uma simpatia singular, Kalu Brasil, indígena do povo Wapichana, é um dos maiores nomes da culinária roraimense. Em uma cerimônia na última terça-feira (3), data em que celebrou seus 83 anos, ela realizou um sonho antigo ao lançar o livro ‘Kalu Brasil – Da Aldeia Para o Mundo’.

A obra reúne receitas da rica gastronomia regional, temperadas com as memórias que Kalu acumulou ao longo de mais de oito décadas de vida e história.

O livro foi escrito por Kalu com o apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Roraima e em parceria com amigos próximos e cada um teve sua função no desenvolver da obra. O livro conta com 28 receitas diversas da cultura indígena como a damurida, o xibé e a carne de sol com farofa d’água.

Livro Kalu Brasil - Da Aldeia para o Mundo, lançado nesta terça-feira (3) — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Assinam com ela a jornalista Gersika Nascimento; o fotografo Jorge Macedo; o designer Otávio Coelho, e a historiadora Clarice Gonçalves. Além disso, o filósofo, autor indígenas e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Ailton Krenak, é quem escreve o prefácio da obra.

Kalu Brasil, do povo Wapichana, encontrou na culinária indígena uma forma de resgatar sua ancestralidade e valorizar os costumes de seu povo. O livro, fruto de cerca de um ano de trabalho, representa a realização de um sonho que ela acalentou por duas décadas.

Equipe que trabalhou com Kalu Brasil para o livro lançado nesta terça-feira (3) — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Emocionada, Kalu não contém as lágrimas ao segurar um dos exemplares da obra, que registra de forma escrita as tradições e ensinamentos que ela aprendeu de maneira oral ao longo da vida.

Esse livro é um presente para Roraima, para minha família e para todos que nos acompanharam. É uma obra feita com muito amor e carinho. Kalu Brasil, chef de cozinha e culinarista Wapichana no lançamento da obra ‘Kalu Brasil – Da Aldeia Para o Mundo’

Kalu (para todo o) Brasil

O livro terá distribuição nacional por meio do Sesc para mostrar a cultura Wapichana para todo o Brasil. O fotografo Jorge Macedo, de 67 anos, amigo de longa de Kalu, foi um dos principais entusiastas do projeto. É dele a autoria das fotos presentes no livro.

Ele conta que conheceu Kalu viajando por Roraima nos mais 42 anos em que fotografa o estado. Embora o livro seja um retrato histórico e cultural de Roraima, para Jorge, o “tempero especial” é a história de Kalu.

Jorge Macedo, fotografo e um dos colaboradores no livro de Kalu Brasil — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

“A essência do livro está na história da Dona Kalu, desde quando ela saiu da comunidade indígena até os dias de hoje. É um trabalho que realmente vale a pena conhecer”, contou o fotografo ao Grupo Rede Amazônica.

Gersika Nascimento, uma das autoras do livro de Kalu Brasil, lançado nesta terça-feira (3) — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

A redação do livro ficou por conta da jornalista Gersika Nascimento, de 39 anos, que também é biógrafa de Kalu. Gersika revela que conheceu a chef ao trabalhar em ‘algumas pautas’ com ela e, desde então, desenvolveu uma profunda admiração por sua história e trajetória.

Para a jornalista, existe uma diferença marcante entre a chef Kalu Brasil e a dona Kalu: além de ser uma profissional excepcional, ela é ‘uma mulher maravilhosa, acolhedora, que conquista a todos com sua doçura’.

“Foi uma honra, porque estamos falando de um patrimônio cultural que poderia se perder sem esse registro. Esse livro permite eternizar essas receitas e histórias. São mais de 30 receitas da Dona Kalu, que agora estão documentadas para a posteridade”, conta a jornalista.

Clarice Gonçalves, historiadora e co-autora do livro de Kalu Brasil — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

A historiadora Clarice Gonçalves, de 43 anos, também assina a obra. Ela é amiga pessoal de Kalu há 17 anos e relata que compartilha com a chef o sonho de desenvolver um livro desde que a conheceu. No livro, ela atuou na busca por patrocinadores, na assessoria e também no trabalho prático na cozinha.

“Esse sonho, na verdade, compartilho com ela desde o início da nossa amizade. A história da Dona Kalu é muito singular. Ela nasceu em uma comunidade indígena, viveu na cidade e passou por uma busca profunda de identidade”.

Otávio Coelho, designer que assina o livro de Kalu Brasil — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

A obra foi diagramada pelo designer Otávio Coelho, de 51 anos, que também assina como autor. Ele conta que tudo aconteceu de forma inesperada uma conhecida o convidou para participar do livro da vizinha dela.

“Desde o primeiro encontro, me encantei com essa pessoa maravilhosa. Me apaixonei pelo sonho dela e decidi embarcar no projeto, convidando outros amigos para se juntarem a nós. Então, trabalhamos juntos para finalmente concretizar esse sonho. E, hoje, no dia do lançamento, é ainda mais especial por ser também o aniversário dela”.

83 anos de história

Kalu Brasil, chef de cozinha e culinarista no lançamento de seu livro nesta terça-feira (3) — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Na cerimônia de lançamento, amigos e autoridades marcaram presença. Logo na entrada, um bolo com o topo enfeitado com uma figura de uma cozinheira mostra que também há outra coisa para ser comemorada além do lançamento do livro o aniversário de Kalu.

São 83 anos de sabedoria ancestral e tradicional e, nada mais justo do que comemorar lançando um livro que mostra tudo isso.

Kalu Brasil é roraimense do povo Wapichana e culinarista — Foto: Samantha Rufino/g1 RR
Foto: Samantha Rufino/g1 RR

Filha de mãe indígena Wapichana e pai não indígena, Kalu cresceu em meio a proibição de viver a cultura originária. Ela foi criada pelos avós paternos e passou a conviver com a mãe somente aos 4 anos de idade, quando começou a morar no sítio em que a família vivia, na região do município de Amajari.

À época, ela podia acompanhar a mãe nos lugares, mas não podia comer comidas típicas indígenas, como a damurida ou sequer aprender o idioma falado pela família materna. Adulta, Kalu viu na gastronomia uma oportunidade de acabar com o estigma criado sobre a comida e uma forma de levar o conhecimento para além dos limites das terras indígenas de Roraima, dos estados e até das fronteiras do Brasil.

Em 1996, ela se especializou no preparo da Damurida típico prato indígenas e passou a ensiná-lo para os povos de outros estados brasileiros, além de aprender com eles.

Lançamento do ‘Kalu Brasil – Da Aldeia Para o Mundo’

O livro foi lançado pela editora do Sesc, e a diretora regional do Sesc em Roraima, Lisiane Carnetti, destacou a importância da obra. Segundo Lisiane ele representa uma iniciativa alinhada à missão do Sesc como apoiador cultural: resgatar, valorizar e promover ações que preservam a memória e a identidade do povo roraimense.

*Por Caíque Rodrigues, da Rede Amazônica RR

Obras de dragagem buscam garantir navegabilidade nos rios Amazonas e Solimões 

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Foto: Reprodução/DNIT

As obras de dragagem nos trechos Manaus-Itacoatiara e Coari-Codajás seguem em pleno andamento com o objetivo de assegurar a navegabilidade dos rios Amazonas e Solimões, no estado do Amazonas

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que os investimentos para essas intervenções chegam a R$ 400 milhões, e o projeto será executado ao longo de cinco anos, com foco em fortalecer a infraestrutura fluvial e garantir o transporte seguro e contínuo de mercadorias vitais para a economia local e regional.

O projeto foi viabilizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos que, em setembro, assinou contratos com investimentos que somam aproximadamente R$ 280 milhões. O ministro Silvio Costa Filho destacou o trabalho do Governo Federal para amenizar os impactos da grave crise climática. 

No trecho Manaus-Itacoatiara, a dragagem está sendo executada pelo navio-draga Hopper Lindway, que partiu dos Estados Unidos e realiza os trabalhos em uma extensão de 200 km. Após cumprir os trâmites legais, como a admissão temporária junto à Receita Federal e a inspeção da Marinha do Brasil, o navio está retirando sedimentos de pontos críticos entre a foz do Rio Madeira e a Costa do Tabocal, com o objetivo de melhorar a navegação e garantir o fluxo contínuo de insumos para a Zona Franca de Manaus e outras regiões do interior do estado.

Já no trecho Coari-Codajás, a dragagem está sendo realizada por meio da técnica de sucção recalque, que utiliza bombas para remover os sedimentos do fundo do rio e assegurar a continuidade da navegação em pontos estratégicos.

Essas obras são ainda mais essenciais em função da seca severa que afetou a região entre 2023 e 2024, considerada uma das mais graves da história recente. As intervenções fazem parte do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (Padma) e do Plano de Sinalização Náutica do estado do Amazonas, ambos com o objetivo de manter a navegabilidade em rotas vitais como Manaus-Itacoatiara, Tabatinga-Benjamin Constant, Benjamin Constant-São Paulo de Olivença e Coari-Codajás.

*Com informações do DNIT

Árvores são catalogadas em universidade portuguesa por meio de app criado em Manaus

Foto: Divulgação

O aplicativo Tree Earth, desenvolvido em Manaus (AM), foi selecionado por alunos de mestrado da Universidade do Minho, em Portugal, para integrar o projeto de reflorestamento do campus de Azurém, em Guimarães. A cidade portuguesa, que será a Capital Verde Europeia em 2026, busca soluções inovadoras para promover a sustentabilidade.

O plano de reflorestamento do campus foca na redução de emissões de carbono, aumento da eficiência energética e promoção de práticas sustentáveis. Mais de 600 árvores já foram catalogadas com a ajuda da ferramenta. A próxima etapa do projeto é o plantio de mudas para enriquecer a floresta entorno da universidade.

O projeto está sendo coordenado pelo professor doutor Rui Lima em conjunto com seis alunos do curso de Mestrado em Engenharia de Gestão de Operações (Mego). “O objetivo dos estudantes é catalogar as árvores existentes no campus e, posteriormente, desenvolver um plano de reflorestação”, explicou.

Focado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), o trabalho tem uma abordagem que envolve professores, alunos e diversos parceiros, incluindo a startup amazonense que originou o nome do aplicativo, Tree Earth, uma climatech especializada em ações de plantios para recuperar áreas degradadas na Amazônia e em outros biomas, como, o Cerrado e Pantanal.

Para o CEO da Tree Earth, Vicente Tino, a iniciativa coloca a Amazônia e o Amazonas no radar de grandes universidades europeias, que podem contribuir com as ações de recuperação de áreas degradadas.

Foto: Divulgação

A Tree Earth é uma startup nascida em Manaus, com um braço em Portugal. A empresa é uma spin-off da TecMinho, da Universidade do Minho, e tem parcerias internacionais, como o Pacto Brasil, da ONU, além de atuação junto a parceiros da iniciativa privada, institutos de pesquisa e órgãos públicos.

Com projeto de reflorestamento, voluntários retiram toneladas de lixo do rio Guaporé

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Foto: Gabryel Biavatti

Pescadores, ribeirinhos e voluntários participaram de uma expedição para remover o lixo acumulado ao longo do rio Guaporé, em Pimenteiras do Oeste (RO). A ação tem como objetivo reflorestar cerca de 40 quilômetros de vegetação que foi destruída por incêndios na região.

Com mais de 1,7 mil quilômetros de extensão, o rio Guaporé é um dos afluentes da bacia amazônica. Além disso, o Guaporé banha os estados de Rondônia e Mato Grosso e forma a fronteira do Brasil com a Bolívia.

O projeto “Somos Todos Guaporé” existe há mais de 20 anos. Durante a jornada, os voluntários percorrem cerca de 80 acampamentos de pesca e vilarejos, coletando o lixo para iniciar o reflorestamento.

De acordo com Amilton Souza Brito, presidente da associação Somos Todos Guaporé, o projeto teve início após o período de estiagem, quando ele observou que o reflorestamento seria necessário para a sobrevivência dos animais.

Foto: Iury Lima/Rede Amazônica RO

Cerca de 2,5 toneladas de lixo foram retiradas por voluntários do rio Guaporé. Após a coleta, o material é levado para a cidade de Cerejeiras (RO), onde recebe o tratamento adequado. Segundo Marcos Antônio, voluntário do projeto, além de ajudar os animais, a expedição também é importante para incentivar os pescadores locais.

Foto: Iury Lima/Rede Amazônica RO

Na segunda etapa do projeto, cem mil mudas serão plantadas, em cerca de 27 quilômetros de extensão. Segundo Tatiane Rufatto, engenheira florestal, trinta espécies de árvores serão plantadas na área e todas elas foram escolhidas por meio de uma pré-seleção.

Queimadas causaram o atraso na desova de tartarugas no rio Guaporé

As queimadas em Rondônia causaram o atraso de quase dois meses na formação dos ninhos de tartarugas às margens do rio Guaporé, entre os municípios de Costa Marques e São Francisco do Guaporé, em Rondônia, na fronteira com a Bolívia. As equipes de monitoramento temem que os filhotes ainda não estejam prontos quando as chuvas começarem a cair e o nível do rio voltar a subir.

Normalmente a desova das tartarugas-da-amazônia ocorre entre agosto e setembro. O período até a eclosão dura, em média, 60 dias. Com o atraso na desova, o risco, agora, é que o nascimento dos filhotes coincida com o período de chuvas e os ovos, enterrados na areia, fiquem soterrados e os filhotes não consigam subir até a superfície para respirar.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o tabuleiro de desova do rio Guaporé é o maior do país. As tartarugas se espalham por quatro praias: Ilha, Alta, Suja e Tartaruguinha.

Deyvid explica que a fumaça alterou a temperatura e a luminosidade do ambiente, impossibilitando a criação do “cenário ideal” para a desova das tartarugas no período regular.

Somente com a redução dos focos de calor, em outubro, as tartarugas se deslocaram até a praia para depositar os ovos. Com o período de cheias dos rios se aproximando, existe o risco de que a água alcance os ninhos antes que os filhotes estejam prontos.

*Por Iury Lima e Amanda Oliveira, da Rede Amazônica RO