Avó participa de festival de pipas com os netos na 54ª edição da Expofeira. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP
Uma avó se divertiu junto com os netos na 54ª Expofeira do Amapá durante o festival de pipas. Edna Sacramento, de 67 anos, levou os netos e o bisneto para o festival realizado nesta segunda-feira (1º), na pista de motocross. Ela contou que o passeio foi feito especialmente para atender ao pedido das crianças.
“Eu sou vó e bisavó, eles queriam vir pra cá e não tinha quem trouxesse, pra fazer a vontade de neto e bisneto. Eu tô achando muito divertido. Meu bisneto é autista e ele tá muito feliz empinando a pipa dele”, disse Edna, que tem três netos e bisnetos.
O festival de pipas é uma das atrações da expofeira e acontece novamente no domingo (7), o Dia da Família. Serão distribuídas 750 pipas e 750 carretéis de linhas.
Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP
“É muito importante tirar o foco da comunidade de outras atividades e trazer as crianças para o lazer. O esporte salva vidas, então esse incentivo é essencial”, afirmou Venilton Teixeira, representante da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer do Amapá (Sedel).
Festival de pipas da 54ª Expofeira do Amapá reúne famílias
O jovem Idaison Batista, de 25 anos, também participou do evento e aproveitou uma folga no trabalho para se divertir. Ele trabalha como autônomo vendendo pipoca, algodão doce e batata frita na feira.
“É um evento legal, tem várias pessoas se divertindo e empinar pipa é algo que a gente faz desde criança. Tive um tempo livre agora e é bom aproveitar pra uma diversão e depois trabalhar de novo”, disse.
Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP
Esta é a primeira edição do evento promovido pela Sedel, que tem como objetivo oferecer lazer seguro para crianças e famílias.
“Hoje estamos realizando o primeiro festival de pipas. Distribuímos 250 pipas e 250 carretéis com linha branca, que são do tipo sem cerol, mais seguras para quem participa e para quem circula pelo local”, explicou Venilton.
Além do festival de pipas, a Sedel também organiza outras atividades na Expofeira. No estande da secretaria, funciona a Tenda Olímpica, com exposição de atletas olímpicos e paralímpicos do estado.
A programação começou no domingo (31) e segue até o dia 7 de setembro. Estão previstos aulões de beach tennis, na quadra de areia, e de jiu-jitsu, na quadra coberta.
*Com informações da matéria de Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP
Expofeira na Rede
A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.
A segunda etapa do projeto de conservação e restauro do Parque Cemitério Soledade, em Belém, foi entregue à população este ano em um trabalho conjunto entre a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Cultura do Estado Pará.
Os trabalhos, conduzidos pelo Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (Lacore) e pela Faculdade de Conservação e Restauro da UFPA, resultaram na recuperação de 150 túmulos, mausoléus e espaços históricos remanescentes de irmandades, devolvendo à população um dos mais importantes marcos históricos da capital paraense.
O processo foi conduzido por equipes da UFPA sob a coordenação do professor Alexandre Loureiro, com a participação das professoras Rose Norat, Flávia Palácios e Thais Sanjad, além de técnicos e estudantes do faculdade de Conservação e Restauro. As atividades incluíram desde diagnósticos do estado de conservação, as recomendações técnicas de restauro e a execução dos trabalhos. A UFPA tem colaborado desde o início do projeto. Na primeira fase, concluída em 2023, cerca de 130 estruturas foram restauradas.
A cerimônia de assinatura referente à Etapa II da Restauração de Bens da Arquitetura Mortuária do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade foi realizada no dia 30 de agosto, em frente à capela do Parque Cemitério, e reuniu o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva; a vice-reitora da UFPA, Loiane Prado Verbicaro; a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos Nunes; o secretário-adjunto de Cultura do Pará, Bruno Chagas; o diretor-executivo da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Riberto Ferraz; e o coordenador da Segunda Etapa do Projeto de Restauro, professor Alexandre Máximo Silva Loureiro, que conduziu parte dos trabalhos de pesquisa e acompanhamento da obra.
Para o reitor da UFPA, o projeto reafirma a relevância da Universidade na preservação do patrimônio cultural da Amazônia. “Este é um momento de grande alegria para nós. A UFPA trouxe sua expertise técnica, por meio do nosso Laboratório e dos cursos da área, para garantir a recuperação desse espaço histórico. É uma conquista para toda a sociedade e um legado para as futuras gerações. A Universidade permanece à disposição para continuar contribuindo com iniciativas que preservem a memória e a cultura do nosso povo”, destacou.
A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, comemorou a entrega.
“O Soledade representa muito mais que um cemitério. Aqui falamos de história, de contextualização, de patrimônio. O Cemitério da Soledade é um dos patrimônios mais representativos do nosso estado, pois evidencia um momento da história que precisamos trazer conosco e relembrar. Essa segunda etapa significa revitalizar a nossa história”, disse.
“O Soledade faz parte de um contexto de transformação da cidade de Belém, e o compromisso que o governo do Estado vem assumindo nos últimos anos é de resgatar a memória e restaurar o nosso patrimônio”, complementou o secretário-adjunto de Estado de Cultura, Bruno Chagas.
A programação do evento incluiu aula pública com o historiador Michel Pinho, oficinas de conservação realizadas pelo Lacore, feira criativa e apresentação musical do Quinteto Caxangá.
“Somente quem conhece o seu passado e reconhece a sua importância pode saber que o futuro precisa de memórias, sem elas não há histórias e se não há história nos tornamos objeto. Que o restauro desse lugar nos permita compreender melhor nossas próprias histórias”, saudou o diretor executivo da Fadesp.
Foto: Alexandre de Moraes/UFPA
Restauro e conservação do parque
O coordenador do Lacore, Alexandre Loureiro, ressaltou a complexidade do trabalho e o orgulho pelo trabalho. “Enfrentamos desafios técnicos que exigiram precisão e planejamento. Juntamente com nossos estudantes, trabalhamos desde a catalogação de material fóssil, reestabelecimento de volumetrias perdidas, trabalho de réplicas. Ver o resultado final e saber que esse esforço contribui para a valorização cultural de Belém é extremamente gratificante destacou coordenador da Segunda Etapa do Projeto de Restauro.
Os trabalhos desta etapa incluíram a continuidade das ações de restauração e conservação de bens da arquitetura mortuária do Parque Cemitério da Soledade; de qualificação e formação de mão de obra especializada para a conservação e restauro de bens culturais e aquisição de equipamentos para as atividades de restauro.
Como resultado das intervenções, a UFPA incentiva a produção científica, a divulgação do conhecimento produzido no estado do Pará, assim como estimula a valorização do patrimônio cultural, o fomento à indústria ao turismo e à economia regional.
O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) também marca presença na 54ª Expofeira com estande de atendimentos ao eleitorado. Serviços eleitorais, treinamento com a urna eletrônica e mais serviços são oferecidos no estande localizado no Pavilhão Institucional.
A presença do Tribunal na maior feira do estado tem como objetivo aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da população, facilitando o acesso aos serviços e garantindo que eleitoras e eleitores estejam em dia com suas obrigações eleitorais.
Expofeira na Rede
A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.
Bactéria foi descoberta na Amazônia. Foto: Jennifer Salgado/Acervo pessoal
Uma nova espécie de bactéria do gênero Bartonella foi encontrada no Parque Nacional da Amazônia, no Pará, em insetos flebotomíneos, também conhecidos como mosquitos-palha. Geralmente, esse tipo de inseto é associado à transmissão da leishmaniose, mas, segundo os pesquisadores, o DNA encontrado apresentou semelhança com patógenos de outras duas espécies de bactérias dos Andes, B. bacilliformis e B. ancashensis, que causam a doença de Carrión, chamada de verruga-peruana e febre de Oroya, ambas transmitidas por flebotomíneos.
No Brasil ainda não há indícios de que essa nova espécie de bactéria possa causar alguma doença, mas como espécies do gênero Bartonella são responsáveis por diversas doenças em outros países, é preciso que os estudos tenham continuidade.
Foto: Greenpeace Brasil
A pesquisa foi conduzida por Marcos Rogério André, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (FCAV-Unesp), campus de Jaboticabal, em parceria com Eunice Aparecida Bianchi Galati, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). O estudo recebeu apoio da FAPESP.
O trabalho foi publicado na revista científica Acta Tropica e contou com a participação dos pesquisadores Paulo Vitor Cadina Arantes, Israel de Souza Pinto, Daniel Antônio Braga Lee, Anna Cláudia Baumel Mongruel e Rosângela Zacarias Machado.
O termo “bartonelose” se refere a um grupo de doenças causadas por bactérias do gênero Bartonella, transmitidas por diversos vetores. Além do mosquito-palha, elas também podem ser transmitidas por pulgas e piolhos.
Geralmente, os sintomas incluem infecções que demoram a passar, tanto nos humanos quanto nos animais. Como essas bactérias ficam por um longo período no organismo sem serem detectadas, acabam prejudicando os pacientes que já estão com problemas de imunidade.
Foto: Eduardo Cesar/Pesquisa FAPESP
“As bartoneloses são doenças negligenciadas. A enfermidade mais conhecida pelos profissionais de saúde é a doença da arranhadura do gato, causada por Bartonella henselae. É importante entender a real prevalência dessas enfermidades, principalmente em regiões isoladas e com baixo índice de desenvolvimento humano, onde as populações não têm fácil acesso aos serviços de saúde”, explica André.
O objetivo da pesquisa foi investigar a presença do DNA da Bartonella spp. em 297 espécimes de fêmeas de flebotomíneos, ou mosquitos-palha (Diptera: Psychodidae) coletados no Parque Nacional da Amazônia, no Estado do Pará. “Este parque possui cavernas e recebe muitos visitantes, por isso é importante estudá-lo”, destaca o pesquisador.
As coletas dos flebotomíneos foram feitas de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023. Todos os meses, os pesquisadores coletavam amostras ao longo de duas trilhas próximas às bases dos rios Uruá e Tracoá, localizados dentro da unidade de conservação.
“O encontro de espécies de Bartonella em flebotomíneos aqui do Brasil pode ser um indicativo de que B. bacilliformis e B. ancashensis, que causam a doença de Carrión ou verruga-peruana, podem se adaptar a espécies não andinas e serem transmitidas em áreas fora dos Andes. Isso não é muita extrapolação, pois duas espécies que foram apontadas como vetores da B. bacilliformis, Pintomyia robusta e Pintomyia maranonensis no Peru, são muito próximas a espécies que ocorrem no Brasil, respectivamente, Pintomyia serrana e Pintomyia nevesi”, explica Galati.
Nos últimos anos, o grupo vem tentando estudar a diversidade das bactérias encontradas nesse gênero e as doenças que elas causam, tanto nos humanos quanto nos animais. De acordo com os cientistas, as sequências encontradas na Amazônia são diferentes das encontradas no Peru, mas os resultados corroboram dados coletados em um estudo anterior.
Conforme André, este segundo artigo do grupo de pesquisa confirma indícios que eles haviam encontrado em outros estudos, de novas espécies de Bartonella no Acre, por exemplo. Por isso, decidiram ampliar a investigação para analisar amostras do Pará e de outros locais.
Foto: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP
“Estamos detectando uma linhagem aqui no Brasil que nunca foi descrita e que é muito próxima a de duas espécies do gênero Bartonella que causam doenças nos países andinos. Apesar dessa proximidade, não temos ainda informação sobre se ela pode causar doença com quadro distinto. Por isso, precisamos estudá-las ainda mais”, ressalva o professor.
Para continuar mapeando os insetos e as bactérias com as quais eles estão possivelmente infectados, os pesquisadores estão coletando amostras em diversos biomas.
“Os próximos passos são continuar as investigações envolvendo mais populações de flebotomíneos e outros dípteros de diferentes biomas na busca dessas linhagens encontradas, além de buscar outras linhagens”, adianta Galati.
Conforme a pesquisadora, um passo seguinte seria investigar em que animais esses insetos estariam se alimentando na busca de “reservatórios”.
“Tenho um projeto com financiamento da FAPESP em que consegui armazenar muitos espécimes de flebotomíneos da Mata Atlântica de São Paulo, e a ideia é explorar esse material em parceria com o professor André”, revela Galati.
Para os pesquisadores, embora os resultados sejam preliminares, o projeto ajudou a descortinar a possibilidade de encontrar agentes de doenças que ainda não tinham sido detectados.
Segundo André, como se trata de algo novo, seria muito interessante que médicos e pesquisadores se unissem para investigar esse grupo de bactérias em pessoas que apresentam febre de origem desconhecida.
“Será que pessoas com febre que são mandadas muitas vezes para casa, e que têm repetições de episódios febris, não estariam infectadas com esse patógeno? Será que os pacientes com leishmania não estariam também coinfectados com essa nova espécie de Bartonella?”, questiona o professor.
O artigo Molecular evidence of Bartonella spp. in sand flies (Diptera: Psychodidae) from the Brazilian Amazon pode ser lido AQUI.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por Cristiane Paião
Um espaço dedicado do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP) está com serviços de habilitação, veículos e orientações do leilão para a 54ª Expofeira. O órgão oferece atendimento completo no Núcleo de Prova Prática durante o evento, incluindo emissão de documentos, início de processos de habilitação e informações sobre leilão on-line.
O espaço também oferecerá uma experiência prática e educativa. Dois veículos oficiais utilizados na prova prática de direção estarão em exposição para que os visitantes possam conhecer o sistema de telemetria, que monitora o candidato durante o exame prático.
Expofeira na Rede
A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.
O Festival Se Rasgum completa duas décadas em 2025 reafirmando um princípio que já faz parte de sua identidade: celebrar a música e a cultura amazônica com responsabilidade climática. O evento, que se tornou referência em inovação cultural no Norte do Brasil, expande este ano sua Plataforma de Sustentabilidade com novas metas, parcerias internacionais e ações de impacto que dialogam diretamente com a COP 30, que será realizada em Belém em novembro.
As iniciativas seguem os parâmetros da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e buscam elevar o patamar de atuação do festival. A meta é desviar 90% dos resíduos do aterro sanitário e garantir 100% de destinação correta.
Isso inclui a separação integrada entre recicláveis e orgânicos, a logística reversa e o reaproveitamento criativo de materiais, como banners e lonas, transformados em novos produtos.
A compostagem é um dos destaques, com estações que tratarão os resíduos orgânicos produzidos no evento, reduzindo emissões de gases de efeito estufa e gerando insumos que podem retornar como adubo para a cidade. O público encontrará sinalizações claras para descarte, além de ativações lúdicas que transformam a experiência em aprendizado coletivo.
Além disso, um inventário detalhado medirá todas as emissões geradas pelo festival, desde o transporte de público e artistas até o consumo de energia. A neutralização será feita com créditos de carbono certificados.
O festival realizará ainda ações de plantio de mudas em áreas estratégicas, ampliando a biodiversidade, combatendo as mudanças climáticas e deixando marcas positivas para as próximas gerações.
Inovação e circularidade
A Plataforma ganha novo fôlego com a entrada do Regenera Project, iniciativa que une tecnologia, economia circular e design regenerativo para transformar resíduos em oportunidades. A parceria aproxima ciência, inovação e arte, mostrando que grandes eventos podem ser laboratórios vivos de práticas sustentáveis.
Todas essas ações são coordenadas pela Composta Belém, startup socioambiental reconhecida por sua expertise em transformar grandes eventos em experiências sustentáveis. A integração de cooperativas de catadores formalizados garante não apenas eficiência na gestão de resíduos, mas também inclusão social e geração de renda, valorizando trabalhadores que estão na linha de frente da reciclagem.
Cultura e clima em diálogo global
O Se Rasgum também reforça sua dimensão internacional ao receber o projeto Earth Sonic, da ONG britânica In Place of War (IPOW), em colaboração com a British Council. A iniciativa conecta artistas amazônidas e britânicos em criações musicais que traduzem os impactos da crise climática em linguagem artística.
O resultado será um EP colaborativo, performances ao vivo em Belém e apresentações durante a COP30 e em Londres, projetando a Amazônia para o mundo como fonte de inovação cultural e ativismo climático.
Esse intercâmbio ocorre dentro da Conferência ALMA (Amazônia Legal Música & Arte), realizada de 3 a 5 de setembro, que antecede o festival e se consolida como espaço de diálogo e formação. A ALMA propõe mesas, oficinas e encontros gratuitos que conectam artistas, pesquisadores, lideranças comunitárias e o público em debates sobre meio ambiente, economia criativa e o papel da cultura como ferramenta de transformação social.
Amazônia no centro das soluções
Com a COP 30 se aproximando, Belém se prepara para receber chefes de Estado, cientistas e organizações de todo o planeta. O Se Rasgum, que nasceu e cresceu na cidade, entende esse momento como oportunidade única para mostrar que a região não é apenas palco de discussões, mas produtora de soluções concretas.
Ao completar vinte anos, o festival reafirma que promover música na Amazônia é também afirmar compromissos ambientais. Sua Plataforma de Sustentabilidade conecta economia circular, neutralização de carbono, inovação social e diálogo cultural, mostrando que o futuro pode ser desenhado a partir da floresta.
Em 2025, o Se Rasgum celebra a música, mas também planta sementes, literais e simbólicas, de um amanhã mais justo, consciente e sustentável para Belém, para a Amazônia e para o mundo.
Tratamento com fotobiomodulação em humanos. Foto: Reprodução
Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) acaba de registrar um marco na literatura científica. O primeiro relato de caso humano tratado com fotobiomodulação a laser para fístula vesico-cutânea (anormalidade entre a bexiga urinária e a pele). Até então, os trabalhos publicados sobre o tema estavam restritos a modelos experimentais com camundongos e ratos.
De acordo com a professora e pesquisadora, a fístula vesico-cutânea é uma condição rara e de difícil tratamento, caracterizada pela saída de urina pela pele, o que provoca dor, risco de infecção e impacto significativo na qualidade de vida. Os tratamentos tradicionais envolvem cateterismo vesical ou cirurgia, muitas vezes invasivos e com risco de recidiva.
No estudo, o paciente foi tratado com laser vermelho (658 nm) e infravermelho (830 nm), alcançando o fechamento completo da fístula em apenas 17 dias, sem recorrência após um ano de acompanhamento. O artigo, publicado na revista científica Desafios, classificada como Qualis A4 (alto padrão acadêmico), reforça o potencial da fotobiomodulação como alternativa terapêutica menos invasiva, segura e eficaz.
Imagem ilustrativa de fotobiomodulação. Foto: Reprodução/fisioterapeutaclaudia.com.br
Segundo as autoras, o resultado abre caminho para novas pesquisas clínicas e para a ampliação do uso da laserterapia no cuidado a pacientes com condições complexas, representando uma importante contribuição da UFMT para a ciência e para a prática em saúde.
A fotobiomodulação
Imagem ilustrativa de fotobiomodulação
A terapia com fotobiomodulação (FBM) é uma técnica que utiliza luz em comprimentos de onda específicos, como o vermelho e o infravermelho, para estimular respostas biológicas nas células do corpo humano.
A pesquisa
O estudo que foi desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Sinop, foi conduzida pela professora do curso de Enfermagem do Campus Sinop, Patrícia Reis de Souza Garcia, em parceria com a professora Jeane de Oliveira (Campus Cuiabá), médicos urologista e radiologista, além de outros pesquisadores do Grupo de Estudo e Pesquisa em Feridas e Curativos (GEPFeC).
Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) suspendeu a autorização para queima controlada no Acre. Foto: Reprodução/Arquivo CBM-AC
Com 342 chamados, agosto apresentou uma queda de 82,87% no número de ocorrências de focos de incêndios registrados no Acre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2024, o Corpo de Bombeiros do Acre disse que foram 1.997 ocorrências.
A redução também é similar aos registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), através do satélite de referência Aqua. De 1º de janeiro até 30 de agosto, foram identificados 577 focos, enquanto no mesmo período do ano passado foram 2.654, uma queda de 78%.
“Apesar de atendermos pouco mais de 500 focos de incêndio em 2025, já foram 1.471 ocorrências atendidas. Isso porque inclui as atividades preventivas, as rondas e o combate aos incêndios em vegetação. Então, mesmo que o número de focos seja pequeno, nós estamos indo lá trabalhando e sendo efetivos, se não for no combate, é na prevenção”, informou o órgão.
Em maio de 2024 foram atendidas 11 ocorrências e, em 2025, foram 8, uma diminuição de 27,27%. Em junho do ano passado, os bombeiros foram chamados em 101 ocorrências de focos de incêndio. No mesmo mês em 2025, os bombeiros só precisaram se deslocar 21 vezes, uma diminuição de 79,21%.
Em julho, a diminuição foi ainda maior, de 72,97%, isso porque em 2024 foram atendidos 603 focos de incêndio e em 2025, apenas 163.
Queima controlada
No dia 13 de agosto, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) suspendeu a autorização para queima controlada no estado por 180 dias.
A decisão considerou a situação de emergência provocada pela estiagem prolongada e pelo baixo nível dos rios, que aumenta o risco de incêndios florestais e compromete o abastecimento de água no estado.
Incêndio na Amazônia. Foto: Christian Braga/Greenpeace
Com a suspensão das autorizações, o Imac orienta que qualquer uso de fogo em áreas rurais e urbanas seja evitado, mesmo que para fins de limpeza de terreno. A suspensão é uma medida preventiva para evitar que a situação piore.
Segundo o órgão, quem descumprir a decisão pode ser responsabilizado criminalmente com base na legislação ambiental.
Motivos
A suspensão das autorizações para queima controlada não afeta apenas produtores e proprietários de terras, a medida tem impacto na preservação ambiental, no abastecimento de água e na saúde pública.
Risco elevado de incêndios: a queda da umidade do ar e o aumento da temperatura tornam qualquer queima mais fácil à chamas descontroladas.
Preservação dos recursos hídricos: com os rios em níveis críticos, o uso controlado do fogo pode agravar ainda mais a crise de abastecimento para a população.
Proteção à saúde: as queimadas afetam a qualidade do ar e podem desencadear problemas respiratórios, especialmente em populações vulneráveis.
Acre em emergência
Rio Acre segue em situação crítica e preocupa autoridades. Foto: Jhenyfer de Souza
O Acre enfrenta neste ano uma das secas mais severas dos últimos tempos, com temperaturas elevadas, baixa umidade e previsão de chuvas abaixo da média, em julho por exemplo, choveu apenas 8 milímetros na capital.
O governo do Acre sancionou, no dia 6 de agosto, o decreto que coloca o Acre em situação de emergência por causa da seca nos rios que cortam o estado. No mesmo dia, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, também assinou o decreto de situação de emergência por conta da seca do Rio Acre.
Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Com uma programação extensa, a 54ª Expofeira do Amapá conta com um aplicativo para ajudar a população. A plataforma oficial é gratuita, disponível em três idiomas e funciona como um centro de comunicação integrado da maior vitrine de negócios da Amazônia.
O aplicativo reúne a programação completa do evento, localização dos estandes, além de enviar notificações em tempo real sobre as principais atividades.
A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.
O pouso fora feito com segurança e os agentes que representavam a Panair do Brasil em qualquer lugar da Amazônia que se encontravam chegavam a bordo em uma pequena e frágil canoa, era o primeiro contato com aquele enorme avião que trazia passageiros e mercadorias da civilização. Tudo ocorria como previsto, a tripulação permaneceu em seus postos para eventuais emergências e naturalmente fatos inesperados. Havia piranhas em volta da embarcação e naturalmente o perigo era eminente, caso em um acidente a canoa virasse.
Catalina afastava-se lentamente levado pela correnteza, contudo, com auxílio dos motores era feita a correção, a fim de permitir sua atracação para junto da boia e o hidroavião parava novamente no ponto de translado para desembarque de passageiros e mercadorias.
Foram momentos importantes daquele período com o sentimento de desafio e naturalmente o começo de muitas descobertas. Outro fato interessante era a comunicação por rádio com navios estrangeiros que promoviam o diálogo crescente e de cordialidade, na verdade, uma troca de conhecimento, de emoções e de histórias que por muito tempo fariam parte do imaginário daqueles navegantes com os povos da floresta e de seus visitantes.
Normalmente suas chegadas no interior do estado eram no amanhecer, o que permitia aquela população ribeirinha assistir ao transitar frenético de passageiros e tripulantes em direção ao flutuante, em meio de pacotes, mercadorias, malas, baús e gaiolas que amontoavam à espera de acomodação no interior do hidroavião Catalina. Sua tripulação de uniforme azul e branco impecavelmente vestidos, ao mesmo tempo que se ouvia uma passageira contar a lenda do Uirapuru, observava aquelas pessoas que quase isoladas do restante do país aguardavam a lembrança de um parente, uma encomenda, a esperança de um remédio, ou simplesmente a oportunidade de receber notícias de um mundo desconhecido.
Foram muitas as celebrações, que se renovavam a cada passagem da Panair do Brasil desde sua chegada inaugural, em 25 de outubro de 1933, até sua partida três décadas mais tarde. Na verdade, era a celebração da solidariedade, da amizade e principalmente muitas saudades do encontro de porções diferentes de pessoas de um mesmo Brasil.
Catalina atraia os olhares dos moradores da Orla do Amarelinho em Manaus. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
Catalina, o pássaro de aço na Amazônia
A Amazônia recebia a presença da Panair do Brasil como elo de brasilidade perdida na vastidão do território amazônico:
“[…] Quando o caboclo olhava o céu e nele via cruzar a certeza da boa nova, a resposta para sua espera ouvia apenas a marcação do meio dia, aproximação no meio da tarde e o anunciar do entardecer”.
Fonte: As asas da história. Lembranças da história da Panair do Brasil. 1996. Pág.: 13.
“O Amazonas, sob o impacto de nossa vontade e trabalho, deixará de ser um simples capítulo na história do mundo e, tornado equivalente a outros grandes rios transformá-se-a em capítulo na história da civilização. Tudo que foi feito até agora no Amazonas, seja na agricultura ou na indústria extrativista deverá ser transformado em exploração nacional, discursava o Presidente Getúlio Vargas em 1940, quando de sua visita a Manaus”.
“A bem da verdade, a Panair do Brasil antecipou-se a este projeto e com muita sabedoria contribuiu nos idos dos anos 40, quando os Estados Unidos da América entraram na guerra e foi firmado o acordo de Washington (1942), no qual o Brasil se comprometia em fornecer borracha, matéria prima estratégica. A campanha da borracha começava e utilizava a estação de rádio da Panair do Brasil em Canafa, Estado do Amazonas, e os planos de viagem da Bacia Amazônica contratados pela Rubber Development Company”.
Fonte: As asas da história. Lembranças da história da Panair do Brasil. 1996. Pág.: 15.
Ao sabor do balanço das águas os hidroaviões como o Catalina não se perturbavam diante dos novos desafios. Eram pioneiros nos ares da Amazônia, acompanhando o serpenteado do rios até por medida de segurança. E a cada decolagem, a certeza de um pouso mais distante como quem tem a missão de tocar fundo o coração da floresta. A tarde caía e com ela o vento trazia o sabor da tarefa cumprida. Era comum ver os passageiros alegres, experimentando a recepção afetuosa de parentes e amigos em seguida acomodados nas canoas. Sumiam nas curvas do igarapé, levando consigo a lenda de outros pássaros da floresta.
A tripulação do Catalina tinha sua bagagem arrumada em outra canoa e preparava-se para mais um pernoite, e o rapaz de uniforme impecável percorria com os olhos a paisagem, possivelmente encantado ou à espera de um canto especial. Ao seu lado, um caboclo sorria, apenas sorria, agarrado à um pacote que haviam depositado em suas mãos.
O sol tocava o horizonte em uma cena incomparável e mais uma vez testemunhava as expectativas e sonhos dos povos da floresta embarcados num pássaro de prata, cujo destino estava escrito na sorte de chegar aos lugares esquecidos do Brasil.
O sentimento de desafio daqueles heróis era de grande valia para nossa Amazônia naquele período, sempre cercado por moradores da área que, por curiosidade, permitiam uma crescente cordialidade e naturalmente uma troca de conhecimento, de emoções e histórias que por muito tempo fizeram parte do imaginário dos povos da floresta, em especial do jovem Samuel Isaac Benchimol que acabara de completar seus dezoito anos.
Catalina pousava na água e encantava população. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
Samuel Isaac Benchimol guardava essas lembranças como uma celebração, que se renovava a cada chegada e saída da Panair do Brasil, que fez sua primeira chegada inaugural em 25 de outubro de 1933. A celebração da solidariedade, da amizade e de algumas saudades que ele não cansava de comentar, como se fora ao encontro de poções diferentes de um mesmo Brasil. A presença da Panair do Brasil na Amazônia, de brasilidade perdida na vastidão do nosso território serpenteado pelas águas. Samule Isaac Benchimol na sua juventude, sob o impacto do seu primeiro trabalho descreveu um capitulo da sua história da Panair do Brasil.
Foi um período rico da nossa história, ao sabor do balanço das águas, Catalina era aquele pássaro de alumínio que não se perturbava diante de novos desafios e singrava os céus da Amazônia e o serpentear dos rios e a cada decolagem a certeza de um novo pouso em um espaço mais distante da Amazônia. Foram muitas vezes que a tripulação da Panair do Brasil fazia seu pernoite em alguma cidade da Amazônia e, mais uma vez, testemunhava expectativas e sonhos dos povos das barrancas dos rios, fatos como esses marcaram profundamente o início da carreira profissional do jovem Samuel Isaac Benchimol.
O apego à vida laboriosa mostrava o que seria, mais tarde, aquele jovem. Ele acreditava no itinerário de vida, explorando ações empreendedoras procurando construir o próprio caminho. Rica e intensa foram suas experiências despachante de bagagem da Panair do Brasil.
“[…] Relembro com saudade e emoção que neste tempo eu era humilde despachante de bagagem da Panair do Brasil, exercendo funções no flutuante ao lado Roadway da Manaós Harbour onde atendia os passageiros dos hidros aviões da Panair e da Pan Amarican, que transportavam borracha dos seringais para suplemento das Forças Aliadas na Guerra. Trabalhava no expediente da madrugada, das 3horas às 6horas da manhã. Às 7 horas já estava na Faculdade de Direito assistindo aulas. Era meu companheiro de trabalho Francisco Xavier de Albuquerque, que fora Ministro do Supremo Tribunal Federal. À noite lecionava Economia Política na Escola de Comércio Solon de Lucena”.
Fonte: BENCHIMOL, Samuel. Amazônia: Um Pouco-Antes e Além-Depois. Manaus: Calderaro, 1977. Pág.: 31 e 32.
O porto situado as margens do Rio Negro, era naquele período a porta de entrada daquela cidade. Cercado de prédios construído no período do látex, emoldurado pelo verde da mata. É nesse espaço físico que brota o aprendizado nas vertentes da vida e que proporcionaria uma excelente oportunidade para o desenvolvimento da cidade de Manaus.
Sobre o autor
Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.