A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA) consolidou, no dia 16 de setembro, um novo acordo de cooperação com a Alcoa, o ZooUnama e o Instituto Igarapé Nhamundá para ampliar as ações de conservação do peixe-boi na região.
A iniciativa integra o componente de biodiversidade do licenciamento ambiental e prevê apoio direto a políticas públicas de proteção da espécie e de ordenamento territorial.
Uma das frentes da parceria envolve o ZooUnama, em Santarém, instituição ligada à Universidade da Amazônia que atua no resgate e reabilitação de animais silvestres. O projeto prevê a implantação de uma estrutura flutuante dedicada ao peixe-boi no Igarapé do Costa, com dois tanques de reabilitação aquática, maloca para apoio veterinário, píer de atracação e aquisição de veículo. O espaço será destinado ao cuidado dos animais nos últimos anos de tratamento, antes da reintegração ao habitat natural.
“Estamos fortalecendo estruturas existentes, como o ZooUnama, e apoiando novas bases, como a do Instituto Nhamundá, ampliando a capacidade de resgate, reabilitação e proteção da espécie em regiões do Baixo Amazonas. A cooperação com a Alcoa e essas instituições garante que os esforços sejam mais eficientes e que o trabalho de conservação se fortaleça no Estado”, afirmou Rodolpho Zahluth Bastos, secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas.
O professor Hipócrates Chalkidis, supervisor administrativo do ZooUnama, destacou que a parceria amplia a capacidade de atuação da instituição.
“É um divisor de águas em nossa trajetória. Mais de uma centena de animais já passaram por nossos cuidados, e essa cooperação agora forma uma força-tarefa essencial para proteger uma espécie ameaçada de extinção, beneficiando também outros animais silvestres da região”, ressaltou.
Foto: Jamille Leão/Semas PA
Projeto SOS peixe-boi da Amazônia em Oriximiná
O acordo também contempla o Instituto Igarapé Nhamundá, em Oriximiná, com o fortalecimento do Projeto SOS peixe-boi da Amazônia. A iniciativa atua no resgate, reabilitação e destinação de filhotes órfãos, além de promover atividades educativas com comunidades ribeirinhas. O projeto está estruturado em três eixos: construção de uma base física, manejo especializado de filhotes e ações de educação ambiental, reforçando a integração entre conservação da biodiversidade e participação comunitária.
“É uma honra participar deste projeto e contribuir para a preservação de um dos principais ícones da região, o peixe-boi. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a proteção de espécies tão relevantes para o Pará”, destacou Lucila Ribeiro, diretora de Relações Governamentais e Comunicação da Alcoa no Brasil.
Segundo a Semas, a união de esforços entre governo estadual, empresas e instituições de pesquisa fortalece as políticas públicas ambientais do Pará e garante avanços significativos na conservação do peixe-boi, espécie ameaçada de extinção e símbolo da biodiversidade amazônica.
Historicamente, o cultivo de uvas é tradicionalmente relacionado a regiões de clima temperado ou semiárido, como o Vale do São Francisco no nordeste do Brasil. No entanto, na Amazônia Legal, esse tipo de cultivo tem ganhado força, com avanços que sinalizam um potencial na fruticultura regional.
Em uma iniciativa destacada no Maranhão, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, na cidade de Caxias (Distante 367 quilômetros de São Luiz), onde está uma região de transição entre os biomas do Cerrado e da Floresta Amazônica, está liderando um relevante avanço no cultivo da fruta.
É o que aponta o estudo ‘Cultivo de uvas no Maranhão: IFMA Caxias desenvolve protocolo de produção de mudas’, projeto que busca “viabilizar a introdução da viticultura comercial e fomentar a fruticultura regional”.
O trabalho abrange produção de mudas em laboratório, casa de vegetação e campo experimental, com cultivares de copa em combinação com três porta-enxertos diferentes, além do manejo fitossanitário adequado para controle de pragas como a Xanthomonas campestris pv. vitícola, causadora do cancro bacteriano da videira.
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Amazônia Legal, esse tipo de iniciativa representa pioneirismo, considerando as restrições ambientais, o clima predominantemente equatorial e a ausência de tradição vitícola na região.
O órgão destaca ainda que cultivo de uvas nessa área requer adaptações específicas, incluindo seleção de variedades resistentes e protocolos de manejo adequados às condições locais.
De acordo com o estudo do IFMA, diversos fatores limitam a adoção do cultivo de uvas na Amazônia Legal. A diversidade climática da região implica alta umidade, chuvas intensas e solos frequentemente pobres em fósforo e matéria orgânica. Estudos diversos que embasaram a pesquisa destacam que sobre a produção de uvas orgânicas no Brasil há um grande desafio em se cultivar uvas sem agrotóxicos, uma demanda que exige amplo conhecimento técnico, tempo, infraestrutura e apoio institucional — elementos escassos em regiões não tradicionais de viticultura.
Adicionalmente os autores destacam, as normas federais para a Agronomia têm avançado. A Instrução Normativa nº 21, em vigor desde julho de 2024, estabelece requisitos técnicos para a produção integrada de uvas em processamento, com foco na redução de insumos e maior rastreabilidade. Esse tipo de regulamentação oferece suporte para práticas mais sustentáveis, ainda que sua adoção na Amazônia Legal esteja apenas em fase inicial.
Pesquisadores da UFMA em pesquisa de campo de plantio de uvas. Foto: Divulgação/UFMA
Outro ponto de atenção refere-se ao elevado custo das mudas e à dificuldade de aquisição em grandes volumes, como destacou o coordenador do projeto no Maranhão. “A obtenção de mudas para a implantação de parreirais em níveis comerciais no Maranhão é um grande desafio, não só pela dificuldade de contratar grandes volumes, mas também pelo elevado custo, que impacta diretamente os agricultores”, explicou. Para superar esse obstáculo, o IFMA trabalha no desenvolvimento de um catálogo com os principais agentes patogênicos e orientações sobre manejo adaptado às condições locais.
Alternativas regionais: a uva-da-Amazônia
Paralelamente à introdução de espécies como Vitis vinifera, pesquisadores da região têm valorizado espécies nativas com características semelhantes às uvas. O mapati, conhecido popularmente como “uva-da-Amazônia”, tem despertado interesse científico e comercial. O fruto apresenta polpa suculenta, sabor adocicado e é rico em minerais como cálcio, fósforo e potássio.
Estudos feitos por órgãos como a Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) indicam que o mapati pode ser cultivado em áreas com solo bem drenado e adubação orgânica, características que se adaptam melhor ao clima tropical úmido da região da Amazônia. Além do consumo in natura, pesquisas exploram seu uso na produção de vinhos, geleias, chás e até cosméticos, ampliando o potencial de aproveitamento dessa espécie nativa.
Em 2022, pesquisadores do Amazonas e de São Paulo desenvolveram um vinho tinto a partir do mapati. O produto experimental demonstrou viabilidade tecnológica e destacou-se pela cor intensa e aroma característico. A pesquisa que teve o fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) mostrou que a biodiversidade amazônica pode fornecer alternativas sustentáveis para diversificação da fruticultura regional, valorizando espécies locais com potencial econômico.
Sob a coordenação do doutor em Fitotecnia-Horticultura, Valdely Ferreira Kinupp, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam); e da doutora em Ciências de Alimentos Gláucia Maria Pastore, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os mapatis usados no estudo foram coletados em Manaus e nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga.
Valdely Kinupp mostrando uma coleta de mapati para produção de vinhos em 2022. Foto: Divulgação
Segundo Kinupp, pesquisas sobre as plantas alimentícias não convencionais (PANC) frutíferas da Amazônia podem permitir elevados impactos e variados desdobramentos ambientais e econômicos, que vão desde a contribuição para conservação da natureza até estimular a produção de diferentes alimentos não conhecidos e consumidos pela maioria da população.
“Selecionamos essas plantas com potencial para o preparo de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, fermentadas, vinhos, cervejas, chás, hidroméis, eventualmente geleias ou outros produtos. E, assim, fazer a caracterização química de espécies das PANC da Amazônia”, explicou.
Panorama da viticultura adaptada à Amazônia
Comparativamente, o Brasil hoje concentra sua produção vitícola em regiões como o Rio Grande do Sul e o Vale do São Francisco, que juntos respondem por quase toda a produção de uvas para consumo do país e também para exportação. Essas áreas contam com condições climáticas mais favoráveis, infraestrutura consolidada e forte presença de tecnologias de irrigação
Na Amazônia Legal, as condições são distintas, exigindo inovações no manejo cultural e adaptação das variedades cultivadas. No Maranhão, os experimentos do IFMA Caxias utilizam cultivares como BRS Vitória e BRS Núbia, combinadas a porta-enxertos desenvolvidos no Instituto Agronômico de Campinas. Os resultados iniciais são avaliados em blocos experimentais, com monitoramento de estresses hídricos e nutricionais para compreender a resposta da videira em solos de baixa fertilidade.
O projeto também prevê a elaboração de um calendário de podas baseado no Zoneamento Agrícola de Risco Climático, a fim de orientar agricultores sobre os períodos mais adequados para cada etapa do cultivo. Esse conhecimento técnico é fundamental para reduzir riscos e aumentar as chances de êxito no cultivo de uvas na região.
O Amazonas conquistou um marco histórico ao receber uma medalha de ouro e uma de bronze no concurso internacional de queijo ‘Mondial Du Fromage Tours 2025‘, realizado em Paris, na França. A competição, dedicada a produtores e especialistas do setor de laticínios, ocorreu entre os dias 12 e 14 de setembro e reuniu centenas de participantes de diversos países.
Três queijarias amazonenses representaram o Brasil no evento: a Tradição D’Lourdes e a Queijaria Original, ambas do município de Autazes, a 113 quilômetros de Manaus, e a Leiteria Macurany, localizada em Parintins, a 369 quilômetros da capital.
A coordenação da participação coube ao Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), com apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae/AM).
A Tradição D’Lourdes conquistou a medalha de ouro com o “Queijo Maturado com Café”, produto que combina a tradição da produção artesanal com um ingrediente característico da região amazônica.
Já a Leiteria Macurany recebeu a medalha de bronze com o “Queijo Manteiga Blend”, reconhecido pela textura diferenciada e sabor equilibrado.
Segundo o secretário da Sepror, Daniel Borges, a conquista é resultado de uma articulação para dar visibilidade internacional aos produtos regionais. Durante a cerimônia de premiação, ele destacou o reconhecimento conquistado pelas três queijarias, ressaltando o fortalecimento da produção amazonense no setor de queijo.
A proprietária da Tradição D’Lourdes, Arleane Figueiredo, também destacou a relevância do prêmio em Paris, afirmando que a medalha de ouro simboliza o esforço de produtores de Autazes em oferecer qualidade e inovação.
Já os representantes da Leiteria Macurany enfatizaram que o bronze com o “Queijo Manteiga Blend” demonstra o potencial competitivo do município de Parintins no cenário internacional.
Histórico de conquistas no setor de queijo
As três queijarias amazonenses já acumulam trajetória em premiações nacionais e internacionais. Em junho deste ano, durante a ExpoQueijo 2025 – Araxá International Cheese Awards, realizada em Minas Gerais, o grupo conquistou oito medalhas em diferentes categorias. Além disso, já foram reconhecidas em eventos regionais como a Expoagro, a Feira de Agronegócios da Nilton Lins e as Exposições Agropecuárias de Autazes e Parintins.
Foto: Divulgação/Sepror-AM
De acordo com informações compartilhadas em publicações oficiais, a participação no Mondial Du Fromage envolveu meses de preparação para atender às exigências técnicas do concurso, que avaliou critérios como maturação, textura, aroma, sabor e inovação.
O “Queijo Maturado com Café”, por exemplo, chamou a atenção por incorporar o grão amazônico ao processo de maturação, resultando em um produto inédito entre os queijos apresentados no evento. Já o “Queijo Manteiga Blend” destacou-se pela cremosidade e versatilidade, características que pesaram na avaliação do júri internacional.
Repercussão e reconhecimento
As imagens compartilhadas em redes sociais, incluindo registros do estande amazonense em Paris, mostraram a movimentação em torno dos produtos do estado. O espaço de exposição recebeu visitantes interessados em conhecer os sabores diferenciados dos queijos da região Norte do Brasil.
Representantes das queijarias ressaltaram a importância de mostrar que a produção amazonense é capaz de competir lado a lado com países tradicionalmente reconhecidos pela excelência em queijo, como França, Itália e Suíça.
A conquista das medalhas de ouro e bronze reforçou a visibilidade do Amazonas no mercado global, colocando o estado entre os protagonistas de uma das principais competições do setor de queijo.
Vista aérea da cidade de Parintins, no Amazonas. Foto: Lucas Silva/Amazonastur
Professor do curso de Educação Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no município de Parintins (AM), o pesquisador Marcelo Rocha Radicchi lançou o livro ‘Os Sateré-Mawé na cidade: Transição nutricional (excesso de peso e inatividade física) em uma população indígena urbana em Parintins, Amazonas’, resultado de uma pesquisa de campo.
O estudo iniciou por meio de projeto de pós-graduação desenvolvido com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-graduados para o Interior do Estado do Amazonas – RH-Interiorização.
Os dados da publicação têm como base a coleta feita durante a pesquisa de campo para o trabalho de doutorado em Epidemiologia em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Rio de Janeiro).
Conteúdo do livro foi apresentado aos indígenas
Segundo o pesquisador, o livro traz uma contextualização histórica, sociocultural e geográfica dos Sateré-Mawé em Parintins. A publicação reúne informações sobre aspectos socioeconômicos, demográficos, étnicos e de saúde. O pesquisador apurou informações referentes ao nível de atividade física, perfil nutricional e a presença de doenças como a hipertensão.
O conteúdo do livro foi compartilhado com os participantes da pesquisa em apresentação pública na presença de lideranças indígenas Sateré-Mawé. O objetivo é que a obra ofereça informações contextualizadas e, assim, promova a inclusão a partir da visibilidade estatística e demográfica desta população.
“Ainda há uma visão estereotipada de que o indígena é somente aquele que está em área rural, na floresta, o que impede que o indígena que reside em áreas urbanas seja considerado nas diversas políticas públicas, dentre elas a política pública de saúde”, explicou Marcelo Radicchi.
O deputado estadual Carlinhos Bessa (PV) voltou a denunciar, na Tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (17/09), a precariedade no fornecimento de energia elétrica no interior do estado. Em seu discurso, o parlamentar citou acidentes graves e as constantes interrupções de energia, que têm causado transtornos e colocado vidas em risco nos municípios.
Bessa relatou um caso recente ocorrido no Lago do Caiambé, no município de Tefé, onde um morador recebeu uma descarga elétrica em razão da má conservação da rede.
“Em alguns locais, as redes estão praticamente na mesma altura de uma pessoa, permitindo que qualquer um encoste ou até tropece nos fios, sofrendo choques que já resultaram em mortes. Isso é criminoso e precisa de providências urgentes”, alertou.
O deputado afirmou que está encaminhando o caso ao Ministério Público para que a empresa seja responsabilizada.
Além dos acidentes, o parlamentar destacou que a Amazonas Energia vem realizando uma “manutenção sem fim”, resultando em 477 interrupções no fornecimento apenas nos últimos meses.
“Houve bairros, como o Abial, no município de Tefé, que ficaram 24 horas sem energia. O Ministério Público já expediu uma recomendação, mas acredito que é preciso ir além. São necessárias punição e medidas mais rígidas contra a empresa”, afirmou.
O parlamentar também criticou a disparidade entre a postura da concessionária diante do consumidor e sua responsabilidade com o serviço.
“Quando o consumidor atrasa alguns dias, o corte é imediato. Mas quando é para garantir energia de qualidade, vemos descaso e negligência. Essa empresa vem causando verdadeiro caos na vida da nossa gente no estado do Amazonas, e não podemos mais aceitar isso”, concluiu.
Carlinhos Bessa disse, ainda, que vai apresentar requerimento para que a empresa traga informações detalhadas sobre as ações da concessionária, a fim de subsidiar a atuação dos órgãos de fiscalização. Ele também pediu apoio dos demais parlamentares para cobrar uma postura mais firme e responsável da Amazonas Energia.
Festival traz palcos grandiosos, maior tonelada de equipamentos de sonorização e iluminação. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
O Parque do Rio Branco já está no clima do Mormaço Cultural 2025, que chegou à sua 4ª edição repleta de novidades. Os palcos Sol e Lua passam por ajustes finais para receber artistas locais e nacionais, que se apresentarão nos dias 19, 20 e 21 de setembro.
Nesta edição, o evento contará com duas entradas e saídas para facilitar o acesso: uma na rua Ajuricaba, em frente à Academia América, e outra na avenida Sebastião Diniz, ao lado do Palco Sol. O espaço vai oferecer complexo gastronômico, área de merenda e de food trucks, garantindo opções de lazer e alimentação. A estrutura inclui uma Feirinha Literária e a Arena Hip Hop.
O palco Lua ganha forma às margens do Rio Branco, pronto para receber incríveis apresentações. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
Festival cresce em conceito, formato e programação
Segundo o presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista (Fetec), Dyego Monnzaho, o Mormaço Cultural 2025, tem redimensionado seu projeto para atender melhor toda a população. Ele destaca que o evento cresceu em todas as suas áreas de trabalho, tanto conceitualmente, no número de atrações e de artistas, de profissionais envolvidos, quanto na estrutura.
“Temos palcos maiores, maior tonelada de equipamentos de sonorização e iluminação, além de um trabalho de cenografia mais aprimorado, mais áreas instragramáveis e mais intervenções artísticas. Ou seja, ao longo dos anos, o festival realmente vem crescendo e se configurando como um dos maiores do Estado, sendo único dentro do seu formato e conceito de programação e atividades artísticas”, disse o presidente da Fetec.
O espaço vai oferecer áreas de gastronomia, de merenda e food trucks, feirinha Literária e a Arena Hip Hop. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
Sobre o Mormaço Cultural
O festival contempla uma line-up diversa, que vai desde o pagode ao rock, do reggae ao pop, passando pelo trap, eletrônico, funk e rap. Além da programação musical, o evento também contará com apresentações de teatro de rua e diversas intervenções culturais.
O deputado Adjuto Afonso (União Brasil) utilizou seu tempo de fala no Pequeno Expediente desta terça-feira (16/09), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para destacar os resultados positivos da II Feira de Negócios e Inovação, realizada pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), nos dias 11 e 12 de setembro, no Centro de Convenções Vasco Vasques.
Nos dois dias de evento, foram liberados mais de R$ 9,6 milhões de crédito em mais de 600 operações realizadas, além da renegociação de 76 contratos com dívidas que somam R$ 1,52 milhão, segundo balanço da Afeam.
Ao todo, a Feira reuniu 82 estandes e atraiu mais de 5 mil visitantes, movimentando a economia local por meio da geração de negócios e oportunidades para empreendedores de diversos segmentos, que gerou aproximadamente R$ 500 mil de reais na comercialização de produtos e serviços, entre os expositores, fora a movimentação de fornecedores.
Para Adjuto Afonso, iniciativas como essa capitaneada pela Afeam são fundamentais para garantir a geração de emprego e renda e manter a população economicamente ativa presente no mercado de trabalho.
“Mais de um milhão e meio de dívidas foram renegociadas durante a Feira. Certamente essas dívidas eram de pessoas que não tinham condições de fazer essa negociação fora da Feira. São pessoas que agora estão voltando ao mercado, com suas dívidas regularizadas e podendo tomar novos créditos, não só na Afeam, mas também em outros agentes financeiros. Isso é muito importante para a saúde econômica do estado como um todo”, avalia o parlamentar.
Ele aproveitou, ainda, a oportunidade para parabenizar ao diretor-presidente, Marcos Vinícius Castro, e a toda a equipe da Agência de Fomento do Amazonas pelo sucesso da II Feira de Negócios e Inovação da Afeam.
“Parabenizo o presidente, os diretores e à toda a equipe da Afeam por mais esse brilhante evento que, sem dúvida nenhuma, foi de extrema importância para toda a população do Amazonas”, finalizou.
Teste rápido de IST no Amazonas. Foto: Divulgação/FVS-AM
Um estudo recente analisou a mortalidade por Aids no Amazonas, destacando o perfil sociodemográfico dos óbitos, a evolução temporal da mortalidade, o padrão de distribuição espacial e temporal, além dos fatores de risco e principais determinantes sociais, durante o período de 2007 a 2023.
A pesquisa foi apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), desenvolvida na Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Intitulada ‘Análise espacial e temporal da mortalidade por Aids no Amazonas: uma abordagem sobre iniquidades’, a pesquisa foi desenvolvida pela graduanda em Medicina da Universidade Nilton Lins, Kaísa Lindomara dos Santos Figueiredo, e premiada com o 2º lugar na 10ª Jornada Científica da FVS-RCP.
O evento reconheceu os trabalhos de maior destaque acadêmico, concedendo menções honrosas aos três primeiros colocados, em celebração à excelência e relevância das pesquisas apresentadas.
Com a coordenação do doutor em Ciências Biológicas (Zoologia), Timoteo Tadashi Watanabe, da FVS-RCP, e sob a orientação do doutor em Epidemiologia em Saúde Pública, Daniel Barros de Castro, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), o estudo investigou os padrões temporais e espaciais dos óbitos e os fatores individuais e sociais associados.
Análise dos dados sobre Aids no estado
“A pesquisa traz uma importante contribuição social ao evidenciar as desigualdades regionais e sociodemográficas que afetam a mortalidade por Aids no Amazonas. Ela mostra claramente quais populações estão mais vulneráveis e aponta caminhos para o fortalecimento das políticas públicas, como a descentralização dos serviços de saúde, a expansão da atenção básica, a ampliação da testagem precoce e o foco em populações-chave”, afirmou Kaísa Figueiredo.
Durante esse período (2007 a 2023), foram registrados 3.829 óbitos por Aids no estado. A análise revelou duas tendências: entre 2007 e 2012 houve um crescimento anual de 15,84%, seguido de uma redução média de 7,32% ao ano entre 2012 e 2023. Nesse aspecto temporal, o estudo observou um crescimento da mortalidade causada por Aids até 2012 e, a partir desse ano, uma queda sustentada.
Foto: Kaísa Lindomara dos Santos Figueiredo/Acervo pessoal
E sob a ótica de uma análise espacial, foi verificado inicialmente a interiorização dos óbitos para municípios, como: Tefé (distante a 523 km da capital) e os da calha do Rio Solimões e Alto Rio Negro. A partir de 2012, houve aumento em regiões do Baixo Solimões e do Baixo Amazonas. Após 2016, as taxas começaram a cair no interior, mas permaneceram elevadas em Manaus, Parintins (369 km) e Autazes (113 km).
O perfil das vítimas da Aids revelou ainda que o maior risco de óbito é em homens (73%), pessoas pretas (90%), jovens adultos (12-39 anos) e residentes da capital (82%). A transmissão sexual foi predominante (99%). Os fatores de risco identificados foram: idade avançada, sexo masculino, uso de drogas injetáveis e, principalmente, o diagnóstico já em estágio de Aids, que aumentou em 34 vezes a chance de óbito.
“É importante reforçar que a luta contra a Aids vai além do diagnóstico e do tratamento. Ela envolve também dimensões sociais, culturais e geográficas. Por isso, é essencial investir em educação, em saúde, redução do estigma e fortalecimento das comunidades mais vulneráveis, para que a resposta à epidemia seja de fato abrangente e eficaz”, observou Kaísa Figueiredo.
O estudo foi realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Para a análise, foi utilizado o modelo Joinpoint na avaliação temporal, mapas temáticos no QGIS (software livre com código-fonte aberto) para a análise espacial e regressão logística multivariada para identificar fatores de risco. Além disso, foi realizado o record linkage entre as bases, o que possibilitou caracterizar melhor os óbitos.
Apoio da Fapeam
“O apoio da Fapeam foi fundamental. A bolsa de iniciação científica viabilizou a execução do projeto, garantiu acesso às bases de dados e possibilitou minha formação acadêmica e científica, fortalecendo também a pesquisa aplicada à saúde pública no Amazonas”, reforçou Kaísa sobre a importância do apoio da Fapeam.
O Paic/Fapeam contribui de forma significativa para o fortalecimento da pesquisa científica no Amazonas, oferecendo bolsas e oportunidades para que estudantes de graduação participem ativamente de projetos desenvolvidos em instituições de ensino e pesquisa, promovendo a formação de novos talentos, a geração de conhecimento e o avanço da ciência na região.
Premiação do Paic
Em 10 anos de Paic/Fapeam na FVS-RCP, 113 pesquisas foram realizadas por 105 bolsistas. A jornada científica contou com a apresentação em pôsteres das pesquisas, avaliação e premiação dos trabalhos desenvolvidos pelos 13 bolsistas da edição de 2024-2025, além da apresentação dos novos bolsistas do Paic da edição 2025-2026.
O primeiro lugar ficou com a bolsista Patrícia dos Santos Souza, pelo desenvolvimento do projeto “Vigilância Epidemiológica de espécie de cândida em efluentes clínicos: avaliação da carga fúngica em um hospital da cidade de Manaus”.
E o terceiro lugar ficou com José Victor Casas dos Santos, com o estudo “Características Sociodemográficas e Clínicas de pessoas vivendo com HIV/AIDS do Amazonas que abandonaram a terapia antirretroviral: estudo resgata Amazonas”.
População da Região Norte passará a receber alertas da Defesa Civil pelo celular. Foto: Divulgação/MIDR
Com 433 alertas enviados para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste desde o início da operacionalização até o momento, o Defesa Civil Alerta, previsto para ser lançado nos estados no Norte no dia 20 de setembro, complementa o grupo de ferramentas da Defesa Civil Nacional para informar a população sobre os riscos de um desastre iminente e amplia a capacidade de resposta das autoridades. O Centro-Oeste receberá o sistema na próxima semana.
Além da nova tecnologia, também são utilizados outros canais de comunicação de risco, como SMS, TV por assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts, via Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap).
A diferença das ferramentas anteriores para o Defesa Civil Alerta é que o novo sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco iminente.
Como funciona?
Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem soar mesmo em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito.
A abrangência depende da cobertura de telefonia móvel e da compatibilidade dos dispositivos com as redes 4G ou 5G.
A Interface de Divulgação de Alertas Públicos é uma plataforma do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), operada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), que permite o envio estruturado de mensagens de risco para a população.
A ferramenta reúne e organiza informações e permite que os alertas cheguem por diversos canais, como:
SMS: basta enviar o CEP para 40199. O serviço é gratuito.
Telegram: por meio de chatbot da Defesa Civil Nacional.
Google: alertas são exibidos ao buscar temas de desastres ou navegar em áreas de risco no Google Maps.
TV por assinatura: mensagens são exibidas diretamente na tela em situações de risco alto.
WhatsApp: para se cadastrar, basta interagir com o número (61) 2034-4611.
Defesa Civil Alerta: iminência de risco muito alto que exige preparação ou evacuação da área. Também gratuito.
Atualmente, cerca de 1.200 agentes em todo o território nacional estão cadastrados e capacitados para operar na Idap. A plataforma segue em constante evolução, com novas funcionalidades sendo integradas gradualmente para ampliar o alcance e a efetividade dos alertas.
De acordo com o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Tiago Schnorr, a Idap é um recurso complementar às ações locais, mas essencial para alcançar um público maior. “Ela não substitui as redes sociais ou mídias locais utilizadas por estados e municípios, mas é um poderoso reforço para garantir que as mensagens cheguem com agilidade e precisão”, afirma.
Balanço Defesa Civil Alerta
Foto: Luís André/Secom RS
Desde o fim do ano passado, quando começou a ser implementado, o Defesa Civil Alerta foi utilizado 433 vezes, sendo:
362 alertas severos (com tempo de preparação);
56 alertas extremos (com necessidade de ação imediata);
15 alertas de demonstração (para treinar a população).
Os estados com o maior número de alertas foram São Paulo (160), Santa Catarina: (160) e Minas Gerais (40).
Pesquisas arqueológicas ajudam a garantir preservação cultural na região. Foto: Divulgação/Governo de Rondônia
A pavimentação da RO-420, realizada pelo governo de Rondônia, por meio do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO), é fundamental para o desenvolvimento regional, especialmente por ser a principal via de ligação entre os municípios de Nova Mamoré e Buritis. A rodovia representa não apenas um eixo de mobilidade para a população e órgãos municipais, estaduais e federais, mas também um canal estratégico para o escoamento da produção agropecuária, fortalecendo a malha viária do estado.
No entanto, além do avanço em infraestrutura, a obra carrega uma responsabilidade cultural: a preservação do patrimônio arqueológico existente na região.
Isso porque, de acordo com a legislação brasileira, todo empreendimento, independente do porte, precisa cumprir exigências de licenciamento ambiental que incluem estudos específicos voltados à avaliação de bens culturais. O órgão responsável por definir os critérios dessas etapas é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem como missão proteger e promover os bens culturais do país.
Pesquisas são essenciais para a preservação cultural
Os estudos arqueológicos são uma etapa primordial para que a obra na RO-420 continue avançando com segurança. Essas informações iniciais obtidas em campo dão o primeiro passo para etapas futuras, como a delimitação de sítios, escavações e emissão das licenças ambientais necessárias para a continuidade das obras, conciliando desenvolvimento socioeconômico com preservação cultural.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, unir progresso e preservação é essencial. “Quando levamos obras para a população, trabalhamos olhando além do presente, preservando a memória histórica e cultural do estado. A pavimentação da RO-420 vai melhorar a vida das pessoas, mas também respeita o passado daqueles que viveram nessa região”, ressaltou.
Pesquisas já revelaram vestígios de cerâmica arqueológica as margens da RO-420. Foto: Divulgação/Governo de Rondônia
Segundo o diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, as pesquisas arqueológicas são uma etapa fundamental para que a obra avance com segurança.
“Cumprimos todas as orientações do Iphan, porque entendemos que é possível trabalhar com eficiência sem deixar de respeitar o patrimônio cultural. O que está sendo feito na Rodovia-420 demonstra que a gestão estadual se preocupa não só com a qualidade das estradas, mas também com a valorização da história e da identidade regional”, afirmou.
O arqueólogo, Igor Andryanws, responsável pelas pesquisas, explicou como são conduzidos os estudos na região:
“Um sítio arqueológico é um espaço em que encontramos sinais de atividades humanas, desde fragmentos cerâmicos até estruturas que revelam modos de vida antigos. Cada vestígio é uma peça fundamental para entendermos como esses povos se organizavam, quais eram seus rituais e como interagiam com o meio. Além disso, nosso trabalho também inclui ouvir as comunidades locais, porque o patrimônio cultural não é feito apenas de objetos, mas de memórias vivas que precisam ser valorizadas”.