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Santa Rosa de Lima: Papa Leão XIV entroniza imagem de santa peruana no Vaticano

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Foto: Reprodução/Vatican News

O Papa Leão XIV inaugurou um mosaico da Virgem Maria e a entronização de uma estátua de Santa Rosa de Lima nos Jardins do Vaticano neste sábado (31). O ato é considerado pelo Papa uma reafirmação dos laços históricos, espirituais e culturais entre o Peru e a Santa Sé. 

Durante o discurso, o Papa enfatizou o significado do gesto e sua ligação especial com o povo peruano:

“Este gesto renova os profundos laços de fé e amizade que unem o Peru, como vocês sabem, um país tão querido para mim, à Santa Sé”, disse ele aos presentes, incluindo representantes da Igreja, autoridades do Vaticano e a delegação diplomática peruana.

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O Papa dirigiu uma saudação especial aos membros da Conferência Episcopal Peruana, ao embaixador do Peru junto à Santa Sé, Jorge Ponce San Román, e à presidente do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, Irmã Raffaella Petrini.

Nesse contexto, destacou o entorno natural do local e o trabalho realizado para a conclusão do projeto. “Reunidos neste belo lugar onde tudo nos fala do criador e da beleza da criação, quero agradecer, em primeiro lugar, aos artistas que criaram estas obras e àqueles que tornaram possível que hoje possamos desfrutar deste agradável evento, e a toda a família salesiana, neste dia da festa de São João Bosco, em que estamos aqui reunidos, parabenizando a todos ”, disse ele, agradecendo especialmente aos artesãos de Dom Bosco.

O Papa também refletiu sobre o chamado universal à santidade, invocando as figuras da Virgem Maria e da primeira santa latino-americana.

“Estas duas figuras, nossa Mãe Celestial e a primeira santa latino-americana, Santa Rosa de Lima, lembram-nos o tema da santidade”, recordou, citando o Concílio Vaticano II sobre a vocação de todos os fiéis à plenitude da vida cristã.

Leia também: HABEMUS PAPAM: Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, é cidadão do Peru

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Foto: Reprodução/Vatican News

Embaixador do Peru no Vaticano agradece homenagem à Santa

Por sua vez, o embaixador do Peru junto à Santa Sé, Jorge Ponce San Román, expressou sua gratidão ao Papa e destacou o trabalho realizado pela missão diplomática peruana para concretizar este projeto no Vaticano.

“Certamente, quero agradecer à equipe da embaixada peruana, distribuída por esses jardins neste momento, pelo seu trabalho incansável para concretizar este projeto ”, disse ele, observando também que nas últimas semanas foram desenvolvidas atividades acadêmicas e culturais para promover a figura de Santa Rosa de Lima.

O diplomata lembrou que Santa Rosa é “a primeira santa do chamado ‘Novo Mundo’. A padroeira das Américas e das Filipinas”, cujo testemunho, disse ele, representa uma fé que se traduz em serviço e compromisso com os mais vulneráveis. “Santa Rosa continua sendo um exemplo nos dias de hoje”, enfatizou

Jorge Ponce também expressou os sentimentos do povo peruano e renovou o convite ao Santo Padre para visitar o Peru.

“Quero concluir reiterando a infinita gratidão de todo o povo do Peru ao nosso Papa Leão XIV por esta nova demonstração de afeto, e reiterar que esta terra sagrada, como o Papa Francisco a chamou, o aguarda com esperança e fé. Em nome do povo peruano, muito obrigado, Santo Padre. E como o senhor sabe, esperamos vê-lo muito em breve no Peru”, declarou.

*Com informações da Agência Andina

Dromedários na Amazônia? Grupo de animais do Marrocos vive em fazenda no Tocantins

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Dromedários faziam parte de passei turístico no Rio Grande do Norte antes de serem levados para o Tocantins. Foto: Jorge Bretas via Tripadvisor

Desde 2024 um grupo de dromedários, animais originários da Ásia, África e Oriente Médio, vive no Tocantins. Mas somente no início deste ano os animais chamaram atenção para sua existência na Amazônia, depois de vídeo viralizar nas redes sociais.

Os dromedários vivem em uma fazenda, localizada entre Rio Sono e Lizarda, no leste do Tocantins, próximo ao Jalapão, um dos pontos turísticos brasileiros famosos por suas dunas de areia.

Leia também: Dunas do Jalapão: o melhor pôr do sol do Tocantins

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou que os animais estão mantidos dentro das regularidades solicitadas, com fiscalização e documentos atualizados, conforme o Guia de Trânsito Animal (GTA).

De onde vieram?

Os dromedários fizeram parte de uma atração turística nas dunas de Genipabu, em Extremoz (RN), por mais de 20 anos. Segundo a empresa responsável, a Dromedunas, as atividades foram encerradas em 2024 “por causa da baixa demanda”.

Os animais foram trazidos do Marrocos ao Brasil pelo suíço Philippe Landry, que comandou a Dromedunas Turismo, e conseguiram se adaptar ao clima quente e seco do Nordeste.

O passeio de dromedário pelas dunas durava cerca de 15 minutos, com outros serviços como a caracterização dos turistas com turbantes em alusão à experiência árabe.​

dromedunas - dromedários eram usados como atração turística no RN antes de irem para tocantins
Foto: Tati E via Tripadvisor

Em 2013, o empreendimento foi alvo de uma campanha na internet, com mais de 50 mil assinaturas, contra o uso dos dromedários para fins turísticos, porém o passeio era acompanhado por veterinários e órgãos ambientais locais, sendo considerado legal.

Leia também: Você sabia que existe um “Marrocos” na Amazônia?

No comunicado que anunciou o fim dos serviços turísticos na praia nordestina, a empresa informou que os animais seriam levados para a região Norte do país, em uma Fazenda Santuário tocantinense, com clima próximo suficiente dos que os animais estavam acostumados para viverem com conforto.

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A escolha do local foi anunciada pelos administradores com o objetivo de reprodução e descanso para os animais, que não devem ser usados em atividades turísticas.

Camelo ou dromedário?

Muitas páginas nas redes tem se referido aos animais como camelos, mas há diferença. Os camelídeos são mamíferos ruminantes da família Camelidae, divididos entre os do Velho Mundo (com corcovas) – camelos e dromedários – e os da América do Sul (sem corcovas) – lhama, alpaca, guanaco e vicunha.

Visualmente é fácil distinguir as espécies asiáticas, pois o camelo (Camelus bactrianus) possui duas corcovas e pernas curtas, e o dromedário (Camelus dromedarius) possui apenas uma corcova e pernas mais longas.

Digital Amazon integra dados sobre gases de efeito estufa na Amazônia

Foto: Divulgação/Inpa

O Digital Amazon, plataforma que integra dados sobre emissões e absorções de gases de efeito estufa da Floresta Amazônica, já está disponível ao público. Desenvolvida no âmbito do projeto “Emissão de Gases de Efeito Estufa na Amazônia: Sistema de Análise de Dados e Serviço”, do Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa da Universidade de São Paulo (RCGI-USP), a ferramenta reúne informações dos nove países amazônicos e permite analisar, de forma integrada, a dinâmica regional dos GEEs.

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“Trata-se da primeira plataforma a reunir, de forma integrada, dados de satélite, torres de medição e outros sensores sobre o ciclo de carbono na floresta amazônica. Isso representa um avanço fundamental para a ciência e para a formulação de políticas públicas eficazes frente às mudanças climáticas”, afirma Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e coordenador do projeto.

Análises complexas e série temporal

O Digital Amazon organiza dados fundamentais para compreender o papel da Amazônia na dinâmica global dos GEEs — em especial dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄) — a partir de uma base unificada de informações antes dispersas. Essa centralização permite que tarefas que antes exigiam dias de preparação e organização agora sejam concluídas em poucos minutos, aumentando significativamente a produtividade dos pesquisadores.

O sistema também permite resolver disparidades nos dados divulgados por diferentes satélites, que variam em resolução, periodicidade e tecnologia. Algumas análises possíveis incluem:

  • o impacto da degradação florestal nas emissões;
  • os efeitos de El Niño e La Niña nas concentrações atmosféricas de GEEs;
  • o cálculo das emissões de metano em áreas alagadas;
  • e os efeitos da expansão agropecuária e das mudanças no regime de chuvas sobre os processos fotossintéticos da floresta.

Os dados cobrem inicialmente o período entre 2003 e 2017, reunindo informações obtidas por satélites, torres como a ATTO (Amazon Tall Tower Observatory), sensores de superfície e bancos de dados meteorológicos e ambientais. O próximo passo é atualizar a base até 2024, o que ampliará o alcance temporal das análises e reforçará o monitoramento contínuo da região.

Leia também: ATTO: com 325 metros, torre de observação na Amazônia ultrapassa a Torre Eiffel

home do site digital amazon - dados sobre gases do efeito estufa na amazônia
Imagem: Divulgação

Big data ambiental

O Digital Amazon é um data space, ou seja, uma estrutura digital voltada à integração e ao tratamento inteligente de grandes volumes de dados complexos. No caso, integrar e organizar dados ambientais de diferentes origens e formatos — como satélites, sensores terrestres e torres de medição — em um ambiente unificado, com curadoria, rastreabilidade e interoperabilidade.

“Toda essa infraestrutura está hospedada na nuvem da AWS [Amazon Web Services], o que garante acesso remoto, escalabilidade e segurança. Isso permite análises robustas e abre caminho para o uso de inteligência artificial em buscas, inferências e tomada de decisão. Trata-se de uma aplicação concreta dos princípios de big data voltada à complexidade da floresta amazônica”, afirma José Reinaldo Silva, professor da Escola Politécnica da USP e vice-coordenador do projeto.

O projeto, que contou em sua primeira fase com financiamento da Shell Brasil e da FAPESP por meio da cláusula de P&D da ANP, envolve uma rede de instituições de pesquisa, entre elas o Laboratório de Física Atmosférica da USP, o D-Lab (Design Lab da Poli-USP), o C2D (Centro de Ciência de Dados da Poli-USP), o Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP (EESC), o INPE, o IMAZON, o MapBiomas e o CEMADEN, sob a coordenação do RCGI-USP.

Entre os próximos avanços previstos está o desenvolvimento de um visualizador intuitivo, voltado para usuários não especialistas. Como complemento às torres fixas e aos satélites, foram desenvolvidos protótipos de drones capazes de coletar dados atmosféricos em áreas remotas da floresta. A proposta é operar os drones a partir de barcaças na bacia amazônica, ampliando o acesso a regiões de difícil cobertura terrestre.

O sistema já está preparado para sincronizar com outros bancos de dados — e poderá ser integrado, futuramente, a plataformas internacionais como o Global Forest Watch. Também estão previstos relatórios periódicos com análises interpretativas, voltados à formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

“Nosso objetivo é oferecer uma infraestrutura robusta para que pesquisadores, gestores públicos e membros da sociedade civil possam acompanhar em detalhe o papel da floresta amazônica no balanço global de carbono”, afirma José Reinaldo. “Agora que temos uma estrutura tecnológica sólida, buscamos apoio para a continuidade e ampliação do projeto”. 

O Digital Amazon pode ser acessado mediante cadastro no site do Digital Amazon com liberação de diferentes níveis de acesso conforme o perfil do usuário.

60,63% da população do Amazonas integra as classes A, B e C

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De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR

O Amazonas registrou um aumento de 15,21 pontos percentuais das classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos), entre 2022 e 2024. A população nestas faixas de renda passou de 45,42% para 60,63% no estado, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados confirmam a eficácia das ações voltadas à população de baixa renda.

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, disse Wellington Dias.

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Manaus, a capital do Amazonas
Manaus, capital do Amazonas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Em termos nacionais, o estudo da FGV indica que 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, representando um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

Integração de políticas públicas Amazonas

A pesquisa aponta que a alta foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito.

Leia também: Potencial de produtos amazônicos da bioeconomia é analisado em estudo realizado no Amazonas

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Artistas amazônidas viralizam nas redes sociais “por acaso”: como a música revelou talentos da região

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Fotos: Reprodução/Instagram oficial dos artistas

O talento de jovens artistas da região Norte tem conquistado as redes sociais em diferentes cantos do Brasil, como a cantora Milena Santana, de Rondônia, e o músico manauara Jonathas Alves Ribeiro, conhecido como Piter 092, que viralizaram recentemente ao mostrarem sua arte nas ruas do país.

Milena Santana, artista rondôniense
Milena Santana. Foto: Reprodução/Instagram-@mih.sant

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Milena Santana chamou a atenção do público após um vídeo gravado de forma espontânea na orla do Rio de Janeiro.

Durante um passeio à beira da praia, ela foi convidada por um músico para cantar uma canção de Bruno Mars e, ao soltar a voz, Milena surpreendeu quem estava por perto com sua potência vocal e interpretação marcante, arrancando aplausos e elogios do público presente. 

O registro rapidamente se espalhou pelas redes sociais e ajudou a dar visibilidade ao nome de Milena, que é artista independente em Rondônia e sonha em seguir carreira como cantora profissional.

Veja como foi o momento:

Leia também: 10 cantores manauaras que você precisa conhecer

Já em São Paulo, quem tem encantado o público é o artista manauara Piter 092, que tem transformado a Avenida Paulista em palco para o tradicional forró de galeroso, estilo musical marcante na capital amazonense. Todos os domingos, entre outros artistas de rua, o ritmo típico de Manaus no principal cartão-postal da cidade chama a atenção do público.

O forró de galeroso é um subgênero que mistura influências do xote e do forró pé-de-serra, com uma dança mais movimentada e letras populares, que se espalhou por Manaus nos anos 1990.

Com apenas uma caixa de som e um microfone, Piter passou a cantar na avenida sem pretensão de ganhar fama, apenas com o desejo de apresentar a cultura do Amazonas à cidade onde vive há cerca de dois anos e meio.

A repercussão, no entanto, foi além do esperado, já que vídeos gravados por amigos e pelo próprio público começaram a circular nas redes sociais e viralizaram, levando o nome do artista e do forró amazonense para todo o país.

Leia também: 6 artistas que são amazônidas e você nem imagina

Jonathas Alves. Foto: Reprodução/Instagram-@Piter092_

“Pensei ‘vou levar o nosso forró, a nossa cultura, vou cantar no Brás, Avenida Paulista, onde tiver oportunidade’. Vi que na Avenida Paulista grandes artistas se apresentam. Fui pra lá com o intuito só de levar o nosso forró. Não tinha pretensão de gravar, até que os amigos resolveram gravar, outras pessoas gravaram, divulgaram na rede social e trouxe essa explosão”, contou em entrevista ao Grupo Rede Amazônica.

A relação de Jonathas com a música vem desde a infância, quando acompanhava a mãe, que trabalhava como segurança em casas noturnas de Manaus, e foi observando bandas tradicionais da cena local, que nasceu o sonho de viver da música. Ao longo dos anos, integrou grupos conhecidos, mas precisou se afastar dos palcos para sustentar a família. 

Em São Paulo, trabalhando como motorista de aplicativo e produtor musical, decidiu retomar o sonho, e hoje, com mais de 20 mil seguidores nas redes sociais, o artista comemora o reconhecimento e a conexão com o público, especialmente os amazonenses que vivem fora do estado. “Muitos manauaras me mandam mensagem dizendo que se emocionaram. Tem gente que já quer contratar pra tocar em festas. É o forró da antiga, aquele que marcou uma época”, afirmou.

*Com informações da matéria escrita por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

#Série – Nomes populares de doenças na Amazônia: o que é papeira?

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Você, com certeza, já deve pelo menos ter ouvido falar sobre uma doença em que uma pessoa apresenta um inchaço na lateral do rosto, entre as bochechas e a garganta, seguido de febre e muita dor de cabeça. Se sim, saiba que esses são os sintomas de uma das doenças mais comuns do Brasil: a caxumba, mais conhecida como papeira.

Agora, se você ainda não “pegou” essa doença, fica aqui na sexta reportagem da série Nomes populares de doenças que ocorrem na Amazônia, para entender sobre essa doença. O Portal Amazônia conversou com a médica generalista Júlia Edwirges, que informou que a papeira já foi motivo de preocupação, mas hoje é considerada erradicada no país.

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O que é papeira?

Conhecida como caxumba ou parotidite, a papeira é infecção viral aguda e altamente contagiosa, provocada pelo vírus Paramyxovirus, e que ataca as glândulas salivares localizadas na região do rosto, em cada lado da boca.

Vírus causador da papeira se aloja nas glândulas salivares, especialmente na parótida. Foto: Reprodução/Site MD Saúde

Preferencialmente, o vírus da papeira se aloja nas glândulas parótidas, responsáveis pela produção da saliva e situadas à frente das orelhas. Sua ação acaba causando inchaço e muita dor no local, daí o nome de parotidite.

A papeira é uma doença de baixa letalidade e que aparece de forma endêmica ou surtos. Ela foi muito comum no Brasil, mas a criação da vacina e a inclusão do imunizante no calendário dos postos de saúde ajudaram a diminuir drasticamente o número de casos da doença no país.

Leia também: Nos primeiros meses de 2019, Rio Branco registra mais de 200 casos de caxumba

O nome papeira é um derivado popular que associou a doença à localização do inchaço da papada, com é conhecida a área que fica entre o queixo o pescoço.

Transmissão

A papeira é transmitida principalmente por via aérea, por meio da disseminação de gotículas, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. Já a transmissão indireta é menos frequente, mas pode ocorrer pelo contato com objetos e/ou utensílios contaminados com secreção do nariz e/ou boca.

É mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, mas também pode afetar adultos em qualquer idade. Normalmente, a caxumba tem evolução benigna, mas em alguns raros casos pode apresentar complicações resultando em internações e até mesmo em morte. 

O principal sintoma da caxumba é o aumento das glândulas salivares. Foto: Reprodução/MD Saúde

Sintomas

O principal e mais comum sintoma da caxumba é o aumento das glândulas salivares, acompanhado de febre e muita dor de cabeça. O inchaço pode acontecer em ambos os lados do rosto ou apenas um deles. Fraqueza, perda de apetite e dor ao mastigar e engolir alimentos também são sintomas ligados à papeira.

Os indícios da papeira surgem de 16 a 18 dias após a exposição do vírus e geralmente um terço dos casos se apresentam de forma assintomática. Já o período de transmissão da doença varia entre seis e sete dias antes das manifestações clínicas, até nove dias após o surgimento dos sintomas. 

Em crianças, a caxumba costuma se manifestar de forma mais leve do que em adolescentes e adultos, já que estes possuem o risco de desenvolver complicações, especialmente após a puberdade.

Complicações

Em caso do não tratamento adequado, a papeira pode causar complicações em outras partes do corpo, situação conhecida pela população como “a papeira desceu”. Nos homens, pode ocorrer a orquiepididimite, inchaço dos testículos (orquite) que envolve sintomas como dor, náuseas, febre e sensibilidade no local.

Mulheres adultas também podem ter complicações como a ooforite, que é a inflamação dos ovários que causa dor, febre e vômitos. É uma complicação menos comum, mas que afeta 7% do público feminino.

Outro complicador é a pancreatite, que é a inflamação do pâncreas, órgão que desempenha um papel muito importante na digestão e na regulação dos níveis de açúcar no sangue. Meningite, encefalite, surdez e até o aborto podem, em casos raros, ser outros fatores graves decorrentes da papeira.

Diagnóstico

O diagnóstico da papeira é basicamente clínico, com avaliação médica nas glândulas através da observação e exame físico. O profissional de saúde, como o infectologista, pode indicar a coleta de sangue do paciente para confirmar a presença do vírus. 

Diagnóstico da papeira é basicamente clínico, com avaliação médica nas glândulas através da observação e exame físico. Foto: Site MD Saúde

A confirmação da doença vem no resultado do exame, que pode apresentar anticorpos contra o paramyxovirus, vírus responsável pela doença.

Em casos de dúvida ou para obter mais informações acerca do inchaço, o médico pode solicitar uma ultrassonografia, para saber mais sobre o tamanho e a consistência das glândulas afetadas.

Tratamento

A papeira não possui um tratamento específico, e sim a recomendação de medicações prescritos para aliviar os sintomas e no cuidado de evitar as complicações. Por ser uma doença viral, não há indicação para o uso de antibióticos.

Beber bastante água, ficar em repouso, manter uma boa higiene bucal e ter uma alimentação saudável são algumas medidas que ajudam a diminuir o desconforto dos sintomas e evitar que a papeira tenha complicações. Medicação depende da necessidade conforme receitada pelo médico, e em alguns casos, compressas frias ou quentes também pode ser recomendadas.

Na maioria dos casos, a papeira é uma doença autolimitada, com cura espontânea em até duas semanas, sem necessidade de tratamento específico, mas a consulta médica é recomendada para evitar agravamentos.

Prevenção

A vacinação é a única maneira de prevenir a papeira. A imunização contra o vírus da caxumba já faz parte do calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferta gratuitamente a vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, além da vacina Treta Viral, que adiciona a proteção contra a catapora.

A primeira dose geralmente é administrada entre os 12 e 15 meses de idade, e a segunda dose é administrada entre quatro e seis anos. A vacinação de rotina ajuda a criar imunidade na população, reduzindo assim a incidência da caxumba.

Vacinação contra a papeira começa entre os 12 e 15 meses de idade, com a primeira dose. Foto: Reprodução/Delboni Medicina Diagnóstica

Adultos que não foram infectados pelo vírus da caxumba na infância ou na adolescência têm indicação de ser imunizados, com exceção de gestantes e imunodeprimidos graves.

Por fim, é importante lembrar: uma vez infectada e curada da papeira, a pessoa vacinada tem imunidade permanente contra o vírus.

A equipe do Portal Amazônia reitera que qualquer suspeita relacionada à doenças em geral deve ser tratada somente sob a supervisão de um médico devidamente certificado.

Leia mais da série:

Quinto dia do Bella Causa em Roraima encerra com emoção e esperança

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Foto: Willame Sousa

Durante uma semana, cerca de 50 mulheres participaram de rodas de conversa, palestras e oficinas educativas realizadas pelo projeto Bella Causa em Roraima. Pela primeira vez no estado, o projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) criou um espaço de escuta, troca de experiências e incentivo mútuo.

O quinto dia de atividades, nesta sexta-feira (30), foi “emocionante”, segundo o especialista em projetos da Fundação, Denis Carvalho, que tem acompanhado o evento na Casa da Mulher Brasileira. “A transformação foi, sem dúvida, o tema central desta semana”, afirmou.

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O evento encerrou neste sábado com um plantio de mudas.

Confira como foi o quinto dia do Bella Causa:

Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: Willame Sousa
Foto: FRAM

Leia também:

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Projeto Bella Causa fortalece mulheres em Roraima com ações de acolhimento e capacitação

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Foto: Willame Sousa

O Projeto Bella Causa realiza sua primeira edição em Roraima, entre os dias 26 e 31 de janeiro, com uma programação voltada ao fortalecimento de mulheres em situação de violência. As atividades aconteceram na Casa da Mulher Brasileira e reuniram cerca de 50 participantes em ações de desenvolvimento pessoal, gestão financeira e autoconhecimento.

Durante a semana, as mulheres participaram de rodas de conversa, palestras e oficinas educativas, criando um espaço de escuta, troca de experiências e incentivo mútuo. Os encontros possibilitaram o reforço sobre a importância da rede de apoio no enfrentamento da violência física e psicológica.

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Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa

Além da programação presencial, o projeto disponibilizou videoaulas no canal do YouTube da Fundação Rede Amazônica (FRAM), ministradas pela especialista em gestão de pessoas Fabiana Souza. Os conteúdos ampliaram o alcance da iniciativa, levando orientações práticas sobre autonomia, desenvolvimento pessoal e tomada de decisões.

Saiba mais: Assista todas as aulas do projeto Bella Causa 2026

Para Fabiana, o Bella Causa foi além de um projeto e se tornou uma missão, pois ajudou cada mulher presente a se reconhecer e se reinventar.

“No último dia de prática na Casa da Mulher Brasileira, nós vimos a postura de cada mulher, todas com um olhar diferente, com um sorriso, participando de todas as práticas e saindo já com o negócio em mente e isso mostra que o nosso dever foi cumprido”, declara. 

Foto: Willame Sousa

Com foco na conscientização e no empoderamento feminino, o Bella Causa buscou oferecer ferramentas para que cada participante possa reconstruir sua trajetória com mais segurança e dignidade, reforçando o papel da informação e da formação como caminhos para transformar realidades e promover novos começos.

Juliana, uma das cinquenta mulheres que estiveram no evento, afirmou a importância de projetos como o Bella Causa:

“É a primeira vez que eu participo de um projeto grandioso como o Bella Causa. Ele é muito importante para mulheres que passam por situações de violência, tanto psicológica quanto física, e a mulher chegando aqui em busca de apoio emocional, ela entende quais são os tipos de violência. Para mim, está sendo muito transformador e renovador estar aqui, ouvindo relato de outras mulheres que passaram pela mesma situação que eu”, diz a participante.

Já Dalia Carvajal, venezuelana que mora há oito anos em Boa Vista, afirma que o projeto lhe ajudou no seu desenvolvimento pessoal e espiritual:

“Estou participando do Bella Causa, que tem me agradado, encantado e me ajudado pessoalmente e espiritualmente. Estou me sentindo muito melhor com esse projeto e muito grata por essa oportunidade”, conta.

O projeto finalizou suas atividades com um momento especial para os coordenadores do projeto. Para o especialista em projetos da Fundação, Denis Carvalho, o Bella Causa gerou conhecimento e evolução pessoal, não só nas mulheres, mas em toda a equipe participante.

“O projeto Bella Causa foi de grande impacto, representando um trabalho transformador. Consideramos que, ao invés de encerrar, concluímos uma etapa, pois daremos continuidade a estas ações no futuro. A parceria com o governo de Roraima e a Casa da Mulher Brasileira resultou em uma união que promoveu mudanças significativas. A transformação foi, sem dúvida, o tema central desta semana”, afirma Carvalho.

A última atividade da programação é a plantação de mudas em áreas escolhidas no estado, que contam com geolocalização e potencial para gerar benefícios ambientais e sociais, incluindo a possibilidade de geração de renda para a comunidade local.

Essa ação ambiental tem como objetivo contribuir para a compensação da emissão de carbono gerada durante a realização do projeto, além de promover a valorização do território e o cuidado com o meio ambiente. 

Quarto dia do projeto Bella Causa em Roraima incentiva mulheres para a busca da autonomia
Foto: Willame Sousa

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Conheça mulheres que atuam na linha de frente contra o feminicídio em Roraima

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O combate à violência contra a mulher requer mais do que ações isoladas, exige também uma rede de apoio estruturada e humanizada. Esse trabalho ganha força a partir da atuação de profissionais que entendem que o acolhimento é o primeiro passo para salvar vidas e romper os ciclos de violência. 

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O projeto Bella Causa, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), foi criado com o intuito de reforçar a importância de iniciativas que promovam informação, orientação e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional para mulheres vítimas de violência.

A partir disso, o trabalho desenvolvido conta com o apoio de diversas entidades e iniciativas, como as promovidas pela Defensoria Pública e pelas Delegacias Especializadas, que reforçam como a escuta, o suporte jurídico e o acompanhamento psicossocial fazem a diferença na vida de mulheres e crianças vítimas da violência doméstica e do feminicídio.

Entre aqueles que se dispõem a estar à frente de projetos que auxiliam essas vítimas de violência, estão também muitas mulheres. Algumas já passaram por situações parecidas e usam sua experiência para mostrar que é possível sair de relações e locais que prejudicam, agridem ou depreciam mulheres.

Em Roraima, essas mulheres tem liderado ações e entidades em busca de passar essas experiências e realizar orientações e acolhimento necessários. Entre elas estão Graça Policarpo e Lucimara Campaner, referências em suas áreas de atuação e na defesa dos direitos das mulheres.

Conheça essas mulheres que estão à frente de iniciativas em Roraima:

Conheça mulheres que atuam na linha de frente contra o feminicídio em Roraima

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Prefeitura inaugura primeira escola de tempo integral na zona rural de Boa Vista

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A unidade possui área construída de 4.151,75 m², distribuída em cinco blocos. Foto: Richard Messias/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista inaugurou a Escola Municipal de Tempo Integral José David Feitosa, localizada no P.A. Nova Amazônia, região do Murupu, zona rural de Boa Vista. A unidade é a primeira do campo nessa modalidade e integra o pacote de investimentos que fortalecem a educação no início do Ano Letivo de 2026.

Os alunos entram às 7h30 na escola e saem às 16h30, com aulas convencionais e atividades complementares como informática, cultura, música e esportes. A metodologia vai elevar a qualidade do ensino e colocar Boa Vista no topo da educação nacional. De acordo com a secretária adjunta de Educação e Cultura, Meiry Jane Gomes, é um momento histórico para a educação de Boa Vista.

“Estamos entregando novas escolas, todas com padrões de qualidade excelentes, ampliando o acesso e garantindo mais vagas para nossas crianças. Nossos profissionais estão capacitados e preparados para acolher os alunos desde o primeiro dia de aula, com estrutura adequada, material didático, alimentação escolar e um ambiente que favorece o aprendizado. A educação é uma prioridade da gestão e esses investimentos refletem o compromisso da prefeitura com o futuro das nossas crianças e com o desenvolvimento da cidade”, disse.

Leia também: Merenda escolar de Boa Vista é referência nacional em qualidade e nutrição

Os 15 ônibus entregues atenderão 12 escolas indígenas e cinco do campo, ampliando a segurança e o acesso dos estudantes às unidades de ensino. Foto: Richard Messias/PMBV

Estrutura moderna e ensino em tempo integral

Construída do zero com recursos próprios e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), a Escola Municipal José David Feitosa substitui o antigo prédio da unidade e tem capacidade para atender 510 alunos da creche ao ensino fundamental, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A unidade possui área construída de 4.151,75 m², distribuída em cinco blocos: administrativo, creche, dois blocos pedagógicos e bloco de serviços/refeitório, além de quadra coberta, pátio, parquinho, horta, chuveiródromo e redário.

Ao todo, são 16 salas de aula, espaços para descanso dos alunos, laboratórios e áreas de convivência. O funcionamento em tempo integral inclui quatro refeições diárias: café da manhã, colação, almoço e pré-jantar.

A unidade conta com estrutura moderna,quadra coberta, pátio, parquinho, horta, chuveiródromo e redário. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

Reforço no transporte escolar

Durante a inauguração, a prefeitura também entregou 15 novos ônibus escolares, que fazem parte do total de 84 adquiridos no fim de 2025. Os veículos atenderão 12 escolas indígenas e cinco do campo, ampliando a segurança e o acesso dos estudantes às unidades de ensino.

Os ônibus são adaptados para trafegar em áreas rurais, com maior potência e resistência para períodos chuvosos, garantindo o transporte dos alunos mesmo em condições adversas.

Fardamento escolar entregue aos alunos

Outro destaque da inauguração foi a entrega dos kits de fardamento escolar aos alunos da unidade. Os kits incluem camisas, bermudas ou short-saia, jaqueta, calça, meias e tênis, com versões específicas para creche, pré-escola, ensino fundamental e EJA.

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Escola transforma realidade da comunidade

A gestora da unidade, Célia Costa, destacou a transformação vivenciada pela comunidade escolar desde a criação da escola.

“É um momento de muita alegria e gratidão. Começamos como anexo, depois nos tornamos escola. Hoje estamos em uma das melhores estruturas do município. Essa unidade de tempo integral é um sonho da comunidade e vai fazer muita diferença na formação das crianças”, afirmou.

Ela também ressaltou que o projeto foi construído com diálogo com a comunidade. “Os pais abraçaram a ideia e acreditam que essa escola vai somar muito na vida dos alunos do campo”, completou.

Prefeitura inaugura primeira escola de tempo integral na zona rural de Boa Vista
Família celebra a conquista da escola na comunidade. Foto Giovani OliveiraPMBV

Pais e alunos celebram nova escola

O agricultor Eudney de Souza, pai do aluno Thallys Rodolfo, de 7 anos, comemorou a entrega da escola. “Está muito linda. Nossa comunidade estava precisando! Não tive essa oportunidade quando criança e meu filho está tendo. É um momento de muita alegria”, disse.

Empolgado, Thallys já pensa nas atividades. “Gostei muito da escola, principalmente da quadra. Não vejo a hora de jogar futebol com meus amigos”, contou.

Mais escolas serão entregues nos próximos dias

A inauguração da Escola José David Feitosa marca o início de um pacote de novas unidades na rede municipal. Nesta semana, também foi entregue a Escola Municipal Professor Ronilson Silva Nascimento, no bairro Araceli.

Outras escolas serão entregues nos próximos dias:

  • Escola Municipal Professor Fridman da Cunha Nascimento, no bairro Pedra Pintada
  • Escola Municipal Professor Francisco Pedrosa, no bairro Airton Rocha

As quatro novas unidades representam um acréscimo de 3 mil vagas na rede municipal, reforçando o atendimento na educação infantil e no ensino fundamental.

Ano Letivo 2026

Com início na segunda-feira, 2, terá carga horária mínima de 812 horas, distribuídas em 203 dias de atividade escolar, excluídos os períodos de recreio, momentos cívicos e avaliações de recuperação final.