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Perdeu o Arraiá do Povo no Amapá? Assista todas as apresentações

Evento reuniu mais de 60 apresentações de quadrilhas tradicionais e estilizadas. Foto: Márcia do Carmo/GEA

Entre os dias 27 de junho e 2 de julho, a Cidade Junina instalada no pátio do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM), no bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá (AP), foi o palco do Arraiá do Povo 2025. O evento, promovido pelo Governo do Amapá reuniu as principais competições juninas do estado e promoveu mais de 60 apresentações de quadrilhas tradicionais e estilizadas, além de shows e atividades culturais.

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Com estrutura cenográfica especial, a Cidade Junina contou com arena de apresentações, palco, praça de alimentação, arquibancadas e barracas temáticas. A proposta foi valorizar a cultura popular, movimentar a economia criativa e fortalecer tradições regionais.

Perdeu alguma coisa ou quer assistir de novo? Confira:

27 de junho – Abertura oficial e primeira noite de apresentações

A festa começou com o show da banda Bonde do Forró, em comemoração ao Dia Nacional do Quadrilheiro. O espaço lotado já dava o tom da animação que tomaria conta da cidade nos dias seguintes.

28 de junho – 6º Festival Municipal Sandro Rogério

Promovido pela Liga Junina de Macapá (Ligajum), o festival premiou os três melhores grupos nas categorias estilizada e tradicional. Na noite, quadrilhas como Estrela Dourada, Raízes Culturais, Simpatia da Juventude e Luar do Sertão brilharam na arena.

29 de junho – 7º Forrozão do Primo Sebastian

Organizado pela Fejufap, o Forrozão teve como objetivo selecionar a quadrilha representante do Amapá no Campeonato Brasileiro da CONAQJ, que ocorrerá em julho, em Alagoas. O destaque da noite foi a apresentação da Simpatia da Juventude, que ficou com o primeiro lugar e garantiu vaga no nacional.

30 de junho a 2 de julho – 16º Arraiá no Meio do Mundo

Com seletivas realizadas previamente em Santana-Mazagão, Tartarugazinho e Macapá, o festival teve suas finais nos três últimos dias do Arraiá do Povo. Os grupos se apresentaram em sequência até a madrugada, com destaques como Bagunçados dos Matutos, Estrela do Norte, Reino de São João, Sensação Amapaense, Encanto Junino, entre outros.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Sauim-de-coleira: macaco encontrado em Manaus é um dos mais ameaçados do mundo

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Sauim-de-Coleira. Foto: Marcelo Gordo

O Sauim-de-coleira, espécie que só pode ser encontrada no Brasil, faz parte da lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo. Em busca do que sobrou das florestas primárias, secundárias e campinaranas, a espécie vive nas redondezas dos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, no Amazonas.

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O primata, que pertencente à família dos micos Callitrichidae, é um animal de pequeno porte que normalmente anda em grupos de 2 à 12 animais, em que apenas uma fêmea reproduz, dando à luz apenas à um ou dois filhotes de cada vez.

Além disso, outra característica dessa espécie é a forte territorialidade dos grupos, já que defendem seus territórios de forma bastante agressiva contra outros grupos.

“É uma espécie importante para as florestas principalmente por serem grandes dispersores de sementes de plantas desses diferentes ambientes. Como é uma espécie que transita entre floresta primária e secundária, ajuda a levar sementes da floresta primária para a secundária e vice-versa, colaborando e acelerando o processo de restauração dos ambientes”, declarou o Doutor em Zootecnia, Marcelo Gordo, ao Portal Amazônia.

A perda de habitat é considerada uma das principais ameaças à sobrevivência das espécies, uma vez que sem vegetação adequada, a espécie não consegue sobreviver. Quando combinada com fatores como a caça, o tráfico de animais, doenças, a competição com espécies invasoras e eventos climáticos extremos, a situação se agrava ainda mais.

De acordo com Marcelo Gordo, os maiores riscos à espécie estão relacionados ao desmatamento e à fragmentação das florestas, que andam lado a lado com a degradação da vegetação. Além disso, poluição, atropelamentos, choques em redes elétricas e ataques de cães e gatos domésticos também representam sérias ameaças à biodiversidade.

Leia também: Símbolo de Manaus e gravemente ameaçado de extinção, sauim-de-coleira tem habitat reduzido a cada ano

Situação atual do sauim-de-coleira

Sauim-de-Coleira
Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor). Foto: Robson Czaban

Atualmente, a espécie vive em quase todos os fragmentos florestais da cidade de Manaus, o que representa uma pequena parcela da população como um todo, já que é na zona rural que a maioria dos indivíduos habita. A população total está estimada em torno de 36 mil animais, contudo cada grupo possui apenas uma fêmea reprodutiva.

Se o desmatamento continuar progredindo, a espécie continuará diminuindo em número, e as populações podem ficar cada vez mais isoladas demais e com número de indivíduos insuficiente para garantir a sobrevivência a longo prazo.

De acordo com o especialista, embora a reversão do quadro de extinção da espécie não seja viável, ainda há esperança para mitigar os danos, tanto futuros quanto já ocorridos.

“Não vejo perspectiva para reversão do quadro, mas há esperanças de mitigação dos estragos que estão por vir e até mesmo dos que já ocorreram, com a restauração de APPs, Áreas verdes e criação de conectividade, aumentando a chance de sobrevivência dos animais, principalmente na zona urbana. Na zona rural, a esperança está na preservação de grandes blocos de florestas que ainda existem e na parceria com os produtores rurais, para a conectividade dos habitats e respeito às leis ambientais’’, afirma o professor.

Leia também: Sauim-de-Coleira: conheça o símbolo de Manaus ameaçado de extinção

Iniciativas de preservação da espécie

Sauim-de-Coleira
Foto: Mauricio Noronha

Proteger o Sauim-de-coleira é essencial para a restauração do ambiente florestal. Para isso, diversas iniciativas de proteção e conservação da espécie têm sido criadas, como o programa de conservação ex situ, que possui o reconhecimento de vários criadouros e zoológicos no Brasil e no exterior.

Essa iniciativa é coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com a participação do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-coleira (PAN Sauim).

Leia Mais: Refúgio de Vida Silvestre é criado para proteção do sauim-de-coleira no Amazonas

Dentro desse programa, foram realizadas algumas tentativas de reintrodução e translocação da espécie. No entanto, a maioria dessas ações não obteve sucesso, pois o sauim é uma espécie bastante sensível e suscetível ao estresse.

Além disso, sua alta territorialidade representa um desafio adicional, dificultando essas iniciativas, especialmente em áreas onde já existam grupos residentes.

*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar

Rio Acre registra 3º pior nível para o início de julho nos últimos 10 anos na capital

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Rio Acre registrou 1,03 metros na manhã de terça-feira (1º), em Rio Branco. Foto: Seronilson Marinheiro

O Rio Acre registrou o terceiro pior nível dos últimos dos dez anos para o início de julho na capital acreana. O dado é da Defesa Civil de Rio Branco e corresponde a medição feita no dia 1º de julho de 2015 até este ano.

Na terça-feira (1º), o manancial marcou 2,03 metros. No copilado da Defesa Civil Municipal, apenas a medição feita no mesmo dia em 2016 (1,92 metros) e em 2024 (1,77 metros) ficam a frente do nível deste ano.

E o manancial segue com o nível das águas descendo. Nesta quarta (2), o rio marcou 2 metros. Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o coordenador do órgão municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, contou que as chuvas ficaram mais escassas a partir de maio e o cenário começou a se agravar.

“Nós monitoramos toda a bacia do Rio Acre diariamente. No mês de junho também houve um agravamento, haja visto a ausência de chuvas em toda a região, que fez com que o Rio Acre baixasse bastante”, confirmou.

De acordo com dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em maio deste ano já havia sido registrado o surgimento de seca no estado acreano.

Ainda conforme a Defesa Civil Municipal, o trimestre de julho a setembro deve ser o pior do ano em relação a seca do Rio Acre.

“Estamos adentrando no terceiro trimestre, que é o pior de seca em todos os anos. Esse monitoramento nos norteia para praticarmos as ações necessárias de socorro e de resposta em relação a parte seca, seja na zona rural, seja na zona urbana de Rio Branco”, disse o coordenador.

Prejuízo

Os produtores rurais começam a sentir os impactos redução significativa do nível do Rio Acre. A seca não só afeta a navegação, mas também dificulta o escoamento da produção na capital.

“Quando chega julho, agosto, a gente tem que vir por terra, porque o Rio Acre não dá acesso porque tem pedra, pau, e não podemos passar. A produção nesse período a gente para”, disse a produtora rural Maria Giselda.

No último dia 18 de junho, representantes da Defesa Civil Estadual, da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas do Estado (Sepi), estiveram reunidos para discutir ações para conter impactos durante período de estiagem no Acre.

Uma das estratégias dos órgãos é a Operação Estiagem, que leva água para as comunidades rurais. A ação deve começar na segunda-feira (7). “Estamos fazendo as vistorias para iniciar em seguida. Creio que conseguiremos iniciar na segunda-feira”, completou Falcão.

Leia também: Com perda de 40% de mata ciliar em 55 anos, Rio Acre corre risco de colapso ambiental

Mais de 64% do território em seca

Ainda segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), mais de 64% do território do estado ficou em situação de seca em maio. Um aumento de 24% em relação ao mês anterior.

Ainda conforme a agência, o Acre aparece como o estado com o maior percentual de área seca da Região Norte. Entre abril e maio, a seca moderada também cresceu: de 18% para 20% do território.

A falta de água em comunidades isoladas, rios secos já trazem prejuízos no campo. Em Rio Branco, produtores de banana têm enfrentado dificuldades para escoar a produção. O volume de chuvas ficou abaixo do esperado em maio.

*Por Taiane Lima, da Rede Amazônica AC

Arraiá do Povo fortalece economia popular no Amapá ao movimentar mais de R$ 700 mil em seis dias de festa

Evento gerou aproximadamente 300 empregos temporários diretos e indiretos, envolvendo desde os vendedores fixos nas barracas até os circulantes com carrinhos de comida e artesanato. Foto: Rafaela Pereira/GEA

Durante os seis dias do Arraiá do Povo, realizado de 27 de junho a 2 de julho, a economia popular ganhou fôlego com a movimentação de R$ 710 mil em vendas realizadas por empreendedores de diversos segmentos.

O evento, promovido pelo Governo do Amapá, ocorreu na Cidade Junina, estrutura cenográfica montada no pátio do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), no bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá, e reuniu gastronomia, cultura e tradição em uma celebração marcada por grandes apresentações e oportunidades de geração de renda.

De acordo com a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete), responsável pela aplicação da Pesquisa de Satisfação e Faturamento, o levantamento indicou ainda a criação de aproximadamente 300 empregos temporários diretos e indiretos, envolvendo desde os vendedores fixos nas barracas até os circulantes com carrinhos de comida e artesanato.

“São números bastante expressivos em vendas de alimentos, bebidas, artesanato e espaços de lazer, além dos empregos temporários diretos e indiretos, pois cada empreendedor tinha ao menos dois ou mais auxiliares”, avaliou o secretário de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, Marcelino Flexa.

Leia também: Arraiá do Povo 2025 reúne tradição e cultura com segurança no Amapá

Segundo ele, o desempenho reforça a importância de políticas públicas que apostam na economia criativa como forma de inclusão. “Isto é reflexo da política de Governo de promover grandes eventos, como é o caso do Arraiá do Povo, para movimentar a economia e gerar oportunidades de emprego e renda aos empreendedores populares”, completou.

Somente no primeiro dia de evento, no dia 27 de junho, os empreendedores movimentaram mais de R$ 300 mil. Os números são da pesquisa de comercialização de produtos aplicada pela Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

Na Cidade Junina, a população pôde aproveitar a culinária regional com comidas típicas, churrasco, maçã do amor, sanduíches e demais alimentos deste período. Também teve parque infantil com a cama elástica, pula-pula, balões e touro mecânico. Os empreendedores dos Carrinhos de Oportunidades também estiveram presentes com a venda de bebidas e alimentos, além de uma Feira de Artesanato.

Economia criativa no coração da festa

Ao todo, 75 empreendedores foram selecionados pelo Governo do Estado para atuarem diretamente na Cidade Junina. O destaque, no entanto, ficou por conta do projeto Carrinho de Oportunidades, que permitiu que vendedores circulassem pelo evento com carrinhos adaptados, oferecendo desde pipoca e doces até peças artesanais.

“Nunca tínhamos participado de um evento tão grande com essa estrutura. Com o carrinho, a gente alcançou mais gente e vendeu bem todos os dias”, relatou Tereza Silva, empreendedora que comercializou cocadas e bombons caseiros.

Arraiá do Povo 2025 contou com barracas montadas e também carrinhos adaptados. Foto: Lidiane Lima/GEA

Com resultados expressivos tanto no aspecto cultural quanto econômico, o Arraiá do Povo 2025 se consolidou como uma política pública de sucesso. “Não é apenas sobre dançar quadrilha. É sobre girar a economia, valorizar o que é nosso e projetar o Amapá no cenário nacional das festas juninas”, concluiu Marcelino Flexa.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Em seis dias de evento, Arraiá do Povo no Amapá gerou inclusão e fortalecimento cultural

Arraiá do Povo contou com diversas ações além da promoção cultural. Foto: Israel Cardoso/GEA

Mais do que uma celebração das tradições juninas, o Arraiá do Povo 2025, realizado na Zona Norte de Macapá, no Amapá, consolidou-se como um espaço de inclusão social, valorização cultural e cidadania. Com apresentações de mais de 60 grupos de quadrilhas, o evento promovido pelo Governo do Amapá não apenas resgatou elementos da cultura popular, como também abriu espaço para ações voltadas a públicos historicamente marginalizados.

A proposta de inclusão foi materializada em diferentes frentes do evento, desde o acesso gratuito ao espaço até a integração de projetos sociais e ações educativas. Um dos destaques é o projeto Arraiá Amazônico, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), que contou com a presença da Central Única das Favelas (CUFA) e de instituições como o Lar Betânia e a Casa da Hospitalidade – Acolhendo a Vida, para participarem ativamente da programação, garantindo a inclusão de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Cultura e cidadania na mesma arena

A programação especial do Arraial da Inclusão, braço social do evento, também garantiu que moradores de favelas da capital tivessem acesso gratuito à Cidade Junina, montada no quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). O espaço recebeu decoração temática, estrutura de acessibilidade, segurança reforçada e transporte organizado para acolher os participantes.

Durante as atividades, o público participou de brincadeiras juninas, apresentações de quadrilhas e rodas de conversa sobre meio ambiente e cidadania, em parceria com a Fundação Rede Amazônica (FRAM) e empresas como a Tratalyx Serviços Ambientais. A ação reforçou o papel da cultura como ferramenta de transformação social e inclusão, especialmente para comunidades periféricas.

“Ao unir manifestações populares a ações de sustentabilidade, como a coleta seletiva e a educação ambiental, mostramos que é possível celebrar nossas raízes cuidando do nosso território e das pessoas que fazem parte dele”, destacou Matheus Aquino, especialista da FRAM.

Leia também: Arraiá do Povo reúne os três principais festivais juninos do Amapá; saiba quais

Imagem colorida mostra integrantes da Central única das Favelas no Arraiá do Povo
Jovens da CUFA participam de evento junino em Macapá. Foto: Reprodução/Instagram-fundacaoredeamazonica

Quadrilhas com temáticas sociais

Na terceira noite do evento, durante a final do 7º Forrozão do Primo Sebastian, duas apresentações emocionaram o público pela abordagem de temáticas de impacto social. A quadrilha Simpatia da Juventude, de Macapá, levou ao palco o tema “Autismo, o Mundo Azul da Fera”, destacando a importância da inclusão e respeito às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com figurinos nas cores azul e rosa — referências aos dados estatísticos de diagnósticos de TEA e à sensibilidade no cuidado —, a coreografia abordou comportamentos como hiperfoco e repetição, chamando atenção para o cotidiano de crianças e adultos com autismo.

Já o grupo Encanto Junino, de Laranjal do Jari, apresentou um espetáculo voltado ao empoderamento feminino, com narrativas que exaltaram a luta das mulheres por autonomia e respeito. A proposta foi além da performance estética, provocando reflexão e empatia no público presente.

Ações nas escolas e sustentabilidade

Outro eixo de atuação da Fundação Rede Amazônica integrou seis grandes ações voltadas à educação e inclusão social. Entre elas, o ‘Arraiá Amazônico nas Escolas’, que levou oficinas e apresentações culturais a instituições públicas de ensino, conectando estudantes com as tradições juninas e seus significados sociais e históricos.

As atividades também abrangeram a campanha ‘Cultura Transforma’, que defendeu a cultura como vetor de desenvolvimento e inclusão. A coleta de resíduos e a educação ambiental foram promovidas durante os eventos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Ações da FRAM também foram realizadas nas escolas. Foto: Divulgação

Territórios integrados à cultura

A presença de jovens da CUFA Amapá nas atividades de conscientização ambiental, realizadas na Cidade Junina, simbolizou o esforço do projeto em levar a cultura para além do centro urbano, atingindo territórios vulneráveis e promovendo o pertencimento social. A participação desses grupos reforçou o papel do Arraiá do Povo como uma política pública de cultura plural, acessível e democrática.

“Estamos muito felizes por participar da festa junina. Realmente, a gente tem que valorizar a cultura brasileira e, com toda certeza, as nossas acolhidas vão guardar esse momento com muito carinho”, disse Hermelinda Maria Buí, responsável por uma das instituições participantes.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Veja quais temas foram apresentados pela quadrilhas juninas no 16º Arraiá no Meio do Mundo no Amapá

Durante três noites, o 16º Arraiá no Meio do Mundo encerrou a temporada do Arraiá do Povo 2025, em Macapá (AP), entre os dias 30 de junho e 2 de julho. A competição foi a última das três que realizadas durante a programação promovida pelo Governo do Amapá no Corpo de Bombeiros Milita, na Zona Norte da capital.

Leia também: Arraiá do Povo reúne os três principais festivais juninos do Amapá; saiba quais

No total, 36 quadrilhas juninas se apresentaram levando temas tradicionais, inusitados e surpreendentes para a arena de competição.

Veja o tema de cada uma:

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Arraiá do Povo 2025 reúne tradição e cultura com segurança no Amapá

Agentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros garantiram segurança do evento. Foto: Jhon Martins/GEA

Comemorando o Dia Nacional do Quadrilheiro, o Arraiá do Povo 2025 aconteceu dos dias 27 de junho até 2 de julho, levando à Cidade Junina, na Zona Norte de Macapá (AP), uma multidão apaixonada pelas festas juninas.

Promovido pelo Governo do Amapá, o evento gratuito teve apresentações de mais de 60 grupos juninos de todos os 16 municípios do estado. Além da celebração cultural, o grande destaque deste ano foi o esquema de segurança pública, que garantiu tranquilidade aos visitantes com mais de 300 agentes por noite, entre policiais militares, bombeiros e equipe do Detran-AP.

Segurança em todos os detalhes

A segurança no Arraiá do Povo 2025 é fruto de um planejamento integrado entre as forças de segurança estaduais. O efetivo contou com policiais militares diariamente, atuando de forma ostensiva com viaturas, motocicletas e policiamento a pé.

“O patrulhamento interno permite uma resposta rápida a qualquer situação, ao mesmo tempo em que aproxima o agente da comunidade”, explicou o tenente-coronel Iran Andrade, responsável pela primeira noite da operação.

Para reforçar a vigilância, a Polícia Militar contou com drones e um ônibus de videomonitoramento equipado com câmeras de visão 360º.

Presença estratégica do Detran-AP

O Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP) também marcou presença em todas as noites da festa, com um estande na entrada da Cidade Junina. O espaço ofereceu atividades educativas e interativas, como o desafio dos óculos simuladores de embriaguez, que mostram os efeitos do álcool na condução de veículos.

“A experiência foi surreal, você perde totalmente o equilíbrio e a noção de distância”, relatou o visitante Edmar Ribeiro, após participar da dinâmica. “A mensagem que fica é: se for beber, não dirija. Chame um amigo, pegue um táxi, mas preserve a sua vida e a dos outros”, reforçou.

Edmar Ribeiro (direita) participou de dinâmica do Detran-AP. Foto: Fabiano Menezes/Detran-AP

As crianças também participaram de atividades lúdicas com foco na educação no trânsito, como a Trilha do Trânsito Infantil, que garantiu aprendizado e diversão com brindes educativos. Além disso, o Detran-AP realizou orientações sobre o uso do nome social na CNH, como parte das ações do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+.

“O Governo do Amapá tem um compromisso com a vida, e levar educação para o trânsito a um evento como o Arraiá do Povo é essencial”, declarou Emmanuel Dante, diretor-presidente interino do Detran-AP. “Essa é uma forma de reduzir acidentes e construir um trânsito mais seguro”, completou.

Corpo de Bombeiros: prevenção e atendimento emergencial

Com efetivo superior a 150 militares por noite, o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP) também desenvolveu um plano estratégico durante todo o evento. “Temos observadores de risco espalhados por toda a área. São militares treinados para oferecer os primeiros atendimentos e garantir o bem-estar da população”, explicou o tenente-coronel Sandro Sanches, da coordenação de grandes eventos do Governo, antes do evento.

Viaturas especializadas, atendimento pré-hospitalar e ambulâncias do CBM e do Samu estiveram a postos para socorrer casos de desmaios, quedas e outros sinistros. A estrutura ainda incluiu um posto fixo de saúde montado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), onde os primeiros atendimentos seriam realizados antes de um possível encaminhamento a unidades hospitalares.

População aprovou

Morador do bairro São Lázaro, José Ramos Feitosa, de 81 anos, foi um dos primeiros a chegar no evento. Vestido a caráter, ele fez questão de destacar o impacto positivo da presença das forças de segurança.

“Eu moro aqui atrás do prédio do Corpo de Bombeiros. Dei uma andada por aqui, vi muita polícia. Isso faz a gente se sentir seguro, muito bacana”, disse.

José Ramos Ferreira de 81 anos falou que se sentiu seguro no Arraiá do Povo 2025. Foto: Jhon Martins/ GEA

Educação, inclusão e segurança

Outra ação educativa, dessa vez realizada pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), foi o projeto Arraiá Amazônico. A proposta era unir tradição, cultura popular e responsabilidade social, aproximando os estudantes das manifestações culturais típicas da região Norte.

Durante a programação, os alunos e a comunidade escolar puderam prestigiar apresentações de quadrilhas juninas como ferramenta de inclusão e conscientização com toda segurança oferecida pelo evento.

Saiba mais: Arraiá Amazônico leva jovens acolhidas pelo Lar Betânia para assistir apresentações de quadrilhas juninas em Macapá

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Mostra Cine Paricá estreia com cinema amazônico na Vila de Paricatuba

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Da Silva Da Selva. Foto: Divulgação

A Vila de Paricatuba, localizada a 30 km de Manaus (AM), será palco de um evento especial no próximo sábado, 5 de julho: a primeira edição da Mostra Cine Paricá, que acontece a partir das 18h30 no Restaurante da Mara Lins. A programação é gratuita e aberta ao público.

Realizada pela produtora Audiovisual Mendes, sob curadoria do cineasta Anderson Mendes, a mostra apresenta quatro curtas-metragens que refletem a potência criativa e a diversidade cultural do Amazonas. São eles: DaSilva DaSelva (de Anderson Mendes), Jiupá (Márcio Nascimento), e as pré-estreias de Solo Verde um faroeste caboclo (Lucas Martins, Max Michel / Branca3 Filmes), e Fantasmas na Floresta (Manoel Castro Júnior).

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Três dos filmes exibidos — DaSilva DaSelva, Solo Verde e Jiupá — tiveram cenas rodadas em Iranduba, fortalecendo os laços entre o cinema produzido na região e o território que o inspira.

“A mostra Cine Paricá nasce do desejo de aproximar o cinema das pessoas. Paricatuba sempre foi generosa com os artistas, e nada mais justo do que retribuir levando os filmes de volta para onde nasceram ou passaram. É também uma forma de incentivar o pertencimento cultural e valorizar o interior do Amazonas como espaço de criação e exibição”, afirma o idealizador Anderson Mendes.

Leia também: Documentário recria mundo imaginário do artista amazonense Da Silva da Selva

A proposta é que o Cine Paricá se torne um evento contínuo, com edições bimestrais, sempre destacando produções locais e promovendo debates e encontros com realizadores e moradores.

Para Jacqueline Lins, presidente da comunidade da Vila de Paricatuba, a mostra representa um passo importante para a valorização cultural do território: “Paricatuba é rica em histórias, paisagens e talentos. Ter um evento como esse aqui, acessível e com filmes feitos por gente da terra, nos dá orgulho. É bonito ver a comunidade se enxergar na tela e saber que fazemos parte dessa arte”, celebra Jacqueline.

A Mostra Cine Paricá é um convite para que o público vivencie o cinema em sua forma mais comunitária e afetiva — em contato direto com o lugar, as pessoas e as narrativas que compõem o imaginário amazônico.

Mostra Cine Paricá – classificação indicativa: 14 anos

Vila de Paricatuba – Distrito de Iranduba
Restaurante Mara Lins, a partir das 18h30

5 de julho de 2025 – entrada gratuita

DASILVA DASELVA

Gênero: documentário
Classificação indicativa: Livre
Duração: 17 minutos
Direção: Anderson Mendes
Sinopse: Um artista amazonense recria a Amazônia com os próprios olhos — e depois, com a própria lembrança. Em DaSilva DaSelva, a trajetória e a obra de Da Silva da Selva são contadas por ele mesmo, em um mergulho poético e sensorial em seu universo criativo. Autodidata e visionário, Da Silva transforma sua memória em matéria-prima para construir um mundo visual fantástico, onde ciência, espiritualidade e imaginação se entrelaçam. Mesmo diante da perda progressiva da visão seguiu produzindo com intensidade, evocando seres, formas e paisagens que nascem de um tempo interior — o tempo da arte. Um filme que propõe uma experiência de escuta, contemplação e permanência, uma travessia estética por uma Amazônia subjetiva, íntima e inventada — onde o legado artístico é também resistência, afeto e reinvenção do olhar.

Da Silva Da Selva. Foto: Divulgação

Jiupá

Gênero: ficção
Classificação indicativa: 10 anos
Duração: 15 minutos
Direção: Márcio Nascimento
Sinopse: Kiara vive com seu filho Anauê distante da comunidade Fé em Cristo interior do amazonas, apesar da cegueira de seu filho, os dois vivem seus dias tranquilos, até o aparecimento de Jiupá que lhe faz uma proposta que irá mudar suas vidas para sempre.

Jiupá. Foto: Divulgação

Fantasmas na floresta

Gênero: Drama / Terror
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 20 minutos
Direção: Manoel Castro Junior
Sinopse: Carlinhos está em profunda depressão após a morte de sua esposa. Durante uma viagem solitária, ele acaba isolado em uma estrada deserta no meio da selva. Ao encontrar uma velha casa e buscar ajuda, eventos estranhos e perturbadores começam a atormentá-lo, fazendo-o questionar o que é real e o que é sobrenatural.

Fantasmas na floresta. Foto: Divulgação

Solo Verde – um faroeste caboclo

Gênero: Drama / Terror
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 13 minutos
Direção: Lucas Martins , Max Michel
Sinopse: Durante uma noite, a casa dos xerifes Marcos e Jorge, recebe uma visita inesperada, um pistoleiro, velho conhecido da vila, amaldiçoado por um pajé local, chega no terreno dos irmãos em sua motocicleta trazendo caos ao local. A situação se complica mais ainda quando Jorge acaba sendo infectado pela maldição do pistoleiro. Marcos agora precisa enfrentar sozinho o dilema de lutar contra seu irmão e enfrentar uma maldição que invade a casa deles.

Solo verde. Foto: Divulgação

Peixe-balão na Amazônia: espécie de baiacu venenoso infla o corpo para intimidar predadores

Foto: Reprodução

Um peixinho com talento peculiar de inflar o próprio corpo para espantar predadores é personagem marcado nos filmes de animações. Mas se engana quem pensa que ele é exclusivo dos mares e das telinhas. O baiacu, popularmente conhecido como peixe-balão, também é encontrado nos rios amazônicos.

Segundo o biólogo Fernando Dagosta, o peixe pertence à família Tetraodontidae, que reúne cerca de 190 espécies encontradas nos oceanos tropicais de todo o mundo. Dessas, quase 30 podem viver em águas doces da América do Sul, África e Sudeste Asiático.

“As espécies amazônicas são: Sphoeroides-tocantinensis e Sphoeroides-sellus. A primeira ocorre nos rios da Amazônia Oriental, como Uatumã, Trombetas, Tapajós, Xingu e Tocantins, enquanto a segunda ocorre na na Amazônia Ocidental nos rios Madeira, Juruá, Solimões etc”, explica o especialista.

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As espécies do norte possuem características próprias, tem cerca de 15 centímetros e os traços que misturam amarelo esverdeado e preto.

Mas você sabe por que e como o baiacu infla?

A capacidade de inflar o corpo é uma adaptação evolutiva. Quando se sente ameaçado, o peixe se infla para assustar e confundir os predadores, ganhando tempo para fugir.

Ao engolirem rapidamente água, ou ar, os peixes expandem seu volume corporal de maneira súbita, tornando-se difíceis de engolir ou manipular”, explica o biólogo.

Esse mecanismo é possível graças à ausência de costelas, à musculatura especial e à flexibilidade da pele, coluna e tecidos internos.

Eles são venenosos?

Os baiacus amazônicos possuem toxinas em partes do corpo, principalmente no fígado e nos ovários. Por isso, o consumo desses peixes deve ser evitado. Assim como ocorre com outros tipos de baiacu no mundo, o veneno pode representar risco à saúde humana.

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Sphoeroides-sellus. Foto: José Biridelli

Peculiaridade ao nadar

A característica que chama atenção no baiacu da Amazônia é a forma com que se locomove no seu habitat. Enquanto a maioria das espécies de peixe fazem movimentos ondulatórios, o baiacu nada de forma mais rígida, movimentando apenas as nadadeiras dorsal, anal e peitoral para se impulsionar. Enquanto a nadadeira caudal praticamente serve apenas como um leme que coordena a direção.

“Esse tipo de nado confere aos baiacus uma movimentação mais lenta, deixando as espécies mais vulneráveis a predadores, o que é compensado com a presença de um mecanismo de defesa de inflar o corpo”, comenta Fernando.

Características e hábitos da espécie

As duas espécies amazônicas de baiacu são bastante parecidas. Elas têm corpo arredondado, olhos grandes e ausência de nadadeiras pélvicas. As nadadeiras dorsal e anal ficam posicionadas bem atrás e de forma simétrica. Os dentes são unidos em quatro lâminas e os órgãos olfativos aparecem como tubos salientes perto dos olhos.

Ilustração do baiacu da Amazônia. Foto: Fernando Dagosta

Eles se alimentam de pequenos invertebrados aquáticos, como crustáceos, moluscos e outros animais do fundo dos rios, que conseguem esmagar com seus dentes fortes. Ambos costumam nadar sozinhos ou em grupos pequenos, com dois ou três indivíduos.

Como se reproduzem?

Ainda se sabe pouco sobre a reprodução dos baiacus amazônicos. Pesquisadores acreditam que eles desovam perto das margens dos rios, especialmente nas fozes de lagos de várzea e afluentes, durante o período da cheia. As larvas seriam levadas pela correnteza até os lagos, onde encontrariam proteção e alimento.

Essa estratégia é comum entre várias espécies de peixes da Amazônia. As larvas de baiacu costumam ser pequenas e são encontradas em locais específicos, como a foz de canais laterais. Isso indica que os ovos também são pequenos. Ainda não há informações confirmadas sobre migração reprodutiva nessas espécies.

*Por Agaminon Sales, da Rede Amazônica RO

Mangueira promove concurso de samba-enredo no Amapá para carnaval do Rio de Janeiro em 2026

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Carnavalescos da Mangueira selecionam samba-enredo no Amapá. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

A Estação Primeira de Mangueira promove pela primeira vez no Amapá o concurso de samba-enredo. A composição selecionada será cantada na Marquês de Sapucaí, no carnaval do Rio de Janeiro (RJ) em 2026.

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A explicação da sinopse do enredo aconteceu nesta quarta-feira (2) no Museu Sacaca, na Zona Sul de Macapá, aos compositores interessados. Musicistas de todo o Brasil participam do concurso.

A ação é realizada por meio dos representantes da Mangueira em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult). O tema da escola no próximo ano será ‘Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra’.

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Sidney França, carnavalesco da Mangueira, explicou que uma composição amapaense, berço da temática, leva um significado ainda maior à avenida carioca em 2026.

“É a perspectiva do compositor da Terra, daquele que entende a vivência do Amapá, de acordo com a leitura do enredo. O enredo fala especificamente sobre. Tradições e a cultura afroindígena do estado, que tem uma nomenclatura mais ampla como Amazônia Negra. Nós estamos na expectativa de que esses sambas tenham uma densidade, uma poesia muito própria daqui. E essa iniciativa gera visibilidade para os talentos regionais”, disse.

França explicou que o enredo vai exaltar o saber negro e amazônico, celebrando a sabedoria ancestral que cura, protege e resiste, com um desfile de forte impacto político e poético, unindo encantamento visual, ritmos afro-indígenas.

Mangueira divulga seu enredo para 2026. Foto: Divulgação/Estação Primeira de Mangueira

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Sobre a seleção

Após a etapa na região, a melodia ou melodias aprovadas – podendo ser mais de uma, passam para a semifinal. As etapas seguintes são realizadas nos dias 16 e 20 de agosto. A etapa final acontece no dia 23 de agosto, no Rio de Janeiro.

O diretor de carnaval da Mangueira, Dudu Azevedo, explicou que foram selecionadas datas para que os criadores do samba-enredo possam tirar dúvidas, nos dias 9 e 16 de agosto, através de videochamada. O compositor deve ir presencialmente à Secult.

“O compositor vai gravar o seu samba, vai entregar para a Estação Primeira de Mangueira no dia 15 (de agosto), aqui no Museu Sacaca, e no dia 16 ele já canta um lugar a ser definido. Vamos eliminar algumas obras, a gente canta de novo no dia 20, na quarta-feira, e a escolha final no dia 23”, disse.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP