Home Blog Page 139

Saiba onde estão os pontos de hidratação para o público da 54ª Expofeira do Amapá

0

Foto: Gabriel Maciel/Sesa AP

Beber água é fundamental para manter a energia, regular a temperatura corporal e evitar mal-estar. Com uma programação extensa e cheia de atrações durante nove dias, a 54ª Expofeira do Amapá disponibiliza pontos de hidratação aos visitantes este ano.

De acordo com o Governo do Estado, são seis pontos de hidratação gratuitos em todo o Parque de Exposições da Fazendinha, instalados em parceria com a empresa Águas da Amazônia – fornecedora oficial do evento.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Pontos de hidratação - expofeira amapá
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa AP

Além disso, frutas refrescantes como melancia, abacaxi ou laranja, também são ótimas opções entre um show e outro, pois são ricas em água e ajudam a manter o corpo hidratado naturalmente, além de fornecerem vitaminas essenciais para o sistema imunológico.

O médico Clodoaldo Nascimento, que atua nos postos de atendimento montado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), alerta que manter o consumo regular de água ajuda a prevenir casos de desidratação, comuns em ambientes de grande público, especialmente shows.

“A água regula a temperatura corporal, mantém a disposição e ajuda a evitar tonturas e fadiga. Crianças e idosos precisam de atenção redobrada, já que são mais suscetíveis aos efeitos da desidratação”, explicou.

Leia também: 5 lugares para aproveitar no Amapá além da Expofeira

Ele também reforça a atenção em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. “Um ponto de atenção é o consumo de bebidas alcoólicas. Como o álcool tem efeito diurético, aumenta a perda de líquidos no organismo, o que reforça a necessidade de intercalar a ingestão com água”, explicou.

A distribuição de água é considerada uma medida de saúde pública, que ajuda a prevenir casos de desidratação, especialmente em ambientes de grande aglomeração. Para trabalhadores que atuam em diferentes áreas da feira, a hidratação próxima também é essencial.

Juan Tenório destacou que o acesso facilitado faz diferença na rotina. “Muito importante o ponto de abastecimento de água. Dessa forma eu me hidrato e todos que estão participando do evento também. Eu faço uma venda e já venho tomar água, são horas de trabalho pra deixar tudo organizado e receber os clientes então tem que beber água”, disse.

Confira onde estão os pontos de hidratação na 54ª Expofeira do Amapá:

  • Açaiódromo;
  • Setor produtivo;
  • Parque de diversões;
  • Área posterior do Parque de Exposições;
  • Pavilhão de negócios;
  • Estande da Águas da Amazônia, na área temática “Água da Amazônia”.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Estudo identifica cerca de 190 organizações e empresas atuando com restauração florestal na Amazônia

0

Projeto Dinâmica de Fragmentos Florestais. Foto: Joao Gabriel de Almeida

O estudo, conduzido pelo WRI Brasil, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), e Aliança, revela a estrutura de governança da restauração de paisagens e florestas na região. O estudo mapeou 187 atores e 348 conexões entre instituições que atuam direta ou indiretamente com restauração florestal na Amazônia.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Estudo na Amazônia
IA, inventário Florestal. Foto: Caio Santos

A publicação “Atores da Restauração na Amazônia: desafios e oportunidades da governança da Restauração de Paisagens e Florestas”revela que, para além das técnicas e da disponibilidade de recursos, a restauração em larga escala na Amazônia depende de como os diferentes atores se conectam, compartilham saberes, recursos e tomam decisões coletivas em uma estrutura de governança inovadora.

“Para que a restauração florestal alcance escala e gere benefícios reais, é essencial compreender como os atores se articulam, compartilham saberes e acessam recursos. Este estudo mostra que redes bem estruturadas ampliam a efetividade das ações, mas também evidencia lacunas críticas na inclusão territorial e social”, afirma Marcelo Ferronato, da Aliança pela Restauração da Amazônia.

O relatório analisou quatro redes de governança na restauração: informações técnicas, insumos e materiais, monitoramento e financiamento. Elas formam uma teia complexa de relações entre organizações da sociedade civil, instituições públicas, empresas privadas, fundo, programas e comunidades locais.

Agentes agroflorestais indigenas. Foto: Acervo/Secom

“O mapeamento mostra que a governança da restauração na Amazônia é robusta, mas também expôs gargalos”, explica Camila Franco, analista de projetos e pesquisa do WRI Brasil e uma das autoras do estudo. “Entre os gargalos, estão a baixa representação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores/as familiares, que aparecem nas redes enquanto atores relevantes, mas não participaram efetivamente dos espaços de escuta e articulação usados para desenhar a rede”, afirma.

O estudo identificou que a limitação de acesso à infraestrutura digital é um dos principais fatores que compromete a participação plena desses grupos em processos colaborativos, sendo fundamental a implantação de metodologias mais inclusivas para garantir a representatividade desses atores.

A análise das redes revelou ainda que instituições privadas sem fins lucrativos (como ONGs nacionais e internacionais; e centros de pesquisa) ocupam posições centrais nas trocas de informações técnicas, recursos financeiros e monitoramento. Essa centralidade reflete o histórico de atuação dessas instituições na restauração amazônica, seja pelo acúmulo de conhecimento técnico, seja pela capacidade de mobilizar recursos internacionais. No entanto, essa mesma concentração é também um ponto de atenção: mudanças políticas ou cortes de financiamento podem fragilizar essas conexões e comprometer o avanço das iniciativas.

Reflorestamento em comunidade de Manaus. Foto: Tiago Correa

Com base nos dados, o estudo propõe recomendações práticas para aprimorar a governança da restauração, como: ampliar a presença de atores locais nas redes e nas decisões; fortalecer o financiamento de longo prazo e as capacidades institucionais nos territórios; articular políticas públicas estaduais e federais com a atuação de iniciativas comunitárias e produtivas e integrar saberes técnicos e tradicionais para restaurar com base na realidade amazônica.

O estudo é uma contribuição para fortalecer não apenas os membros da Aliança pela Restauração na Amazônia e outras iniciativas voltadas à restauração, mas também pode influenciar os tomadores de decisão na alocação de recursos de modo a sanar os gargalos apontados pelos especialistas.

Leia também: Pesquisadores identificam alta concentração de terras raras no interior de Roraima

Sobre o WRI Brasil

O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que trabalha em parceria para gerar transformação. Atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções para que as pessoas tenham o essencial para viver, para proteger e restaurar a natureza, pelo equilíbrio do clima e por comunidades resilientes. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha com governos, empresas, academia e sociedade civil.

O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI). Fundado em 1982, o WRI conta com cerca de 1,7 mil profissionais pelo mundo, com escritórios em Brasil, China, Colômbia, Índia, Indonésia, México e Estados Unidos, além de escritórios regionais na África e na Europa.

*Com informações da WRIBrasil

Dia da Amazônia: fiscalização para a integridade do bioma precisa ser reforçada, alerta especialista

0

Amazônia. Reprodução/Freepik

No dia 5 de setembro, o Brasil celebra o Dia da Amazônia, data que busca conscientizar sobre a importância da floresta para a região e outros ecossistemas do continente. Na avaliação de Henrique Pereira, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), as políticas de fiscalização precisam ser intensificadas para garantir a integridade do bioma. Esse é o tema da seção “Ciência” do Informativo nº 69 do Observatório BR-319 (OBR-319).

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Orlando K. Júnior/OBR-319

Com mais de sete milhões de quilômetros quadrados (km²), o bioma abriga milhares de espécies de animais e plantas que compõem uma rica biodiversidade, além de diversas etnias de povos originários.

Henrique Pereira, doutor em Ecologia e diretor do INPA, explica que o bioma tem papel fundamental no equilíbrio climático.

“[…]. Cerca de 20% da água doce que chega ao Oceano Atlântico sai do Rio Amazonas. Toda a chuva na região, em parte, é produzida pela própria floresta através do vapor do Oceano Atlântico que passa por uma reciclagem. Então, a floresta é uma grande ‘bomba d’água’ com a sua evaporação e transpiração, e parte dessa quantidade de vapor é exportada para outros biomas da América do Sul através dos rios voadores”, pontua.

Entre agosto de 2024 e junho deste ano, o desmatamento alcançou 3.959 km², segundo o sistema DETER do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Já a quantidade de focos de calor superou 120,5 mil, conforme o Programa Queimadas, também do INPE.

Amazônia
Reprodução/Freepik

Outro ponto de preocupação é a recente aprovação da Lei 15.190/2025 (Lei Geral de Licenciamento Ambiental). Na opinião de especialistas, ela pode fragilizar os instrumentos de fiscalização na Amazônia, inclusive na rodovia BR-319.

O diretor do INPA enfatiza que há necessidade de um novo licenciamento, considerando os impactos que surgirão. “A preocupação é de que a nova Lei do Licenciamento Ambiental fragilize este instrumento, abrindo caminho para que a reconstrução da estrada se dê sem a devida qualidade ambiental necessária”, afirma.

O Brasil pretende zerar o desmatamento até 2030, mas as políticas ambientais precisam ser intensificadas para alcançar esse objetivo. “As medidas essenciais são redobrar as ações de fiscalização de órgãos federais, estaduais e municipais, mas não apenas com penalidades. É necessário também pensar em soluções de recuperação das áreas degradadas, reintegrando-as ao processo produtivo. E na Amazônia, [fortalecer] políticas de ordenamento territorial, regularização fundiária e a destinação das terras públicas”, finaliza.

Leia também: Estados da Amazônia Legal se articulam para acelerar regularização ambiental na região

Notícias da BR-319

Informativo nº 69 do OBR-319 traz novas notícias socioambientais ligadas à região de influência da rodovia.

A seção “Destaque do Mês” aborda a movimentação dos três senadores do Amazonas para dar continuidade às obras na estrada, usando a recém-aprovada Lei 15.190/2025 (Lei Geral do Licenciamento Ambiental), oriunda do Projeto de Lei (PL) 2.159/2021 — mais conhecido como “PL da Devastação”. Apesar dos 63 trechos vetados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos dispositivos criados pela legislação é a Lei Ambiental Especial (LAE), que na prática autoriza obras e empreendimentos considerados “estratégicos” pelo Poder Executivo a avançarem com mais agilidade, com prazos e procedimentos específicos.

Reprodução/Freepik

Já em “Interior em Foco”, o destaque é a primeira Oficina de Turismo de Base Comunitária (TBC) realizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Igapó-Açu, beneficiando moradores e lideranças de seis comunidades do entorno. O objetivo é fortalecer o protagonismo local no desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis e alinhadas aos valores socioculturais da região.

A seção “Diálogos da BR” trata do Decreto 52.216/2025, instituído pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que reduz de 80% para 50% a área de vegetação nativa que precisa ser mantida dentro de propriedade ou posse rural localizada no Estado. Para o governo, a medida facilitará a recomposição florestal em áreas privadas com passivos ambientais. Para ambientalistas, porém, ela representa uma brecha para o desmatamento legalizado.

A nova edição também traz infográficos com dados atualizados de julho sobre desmatamento e focos de calor nos 13 municípios da BR-319, 42 Unidades de Conservação (UCs) e em 69 Terras Indígenas (TIs) da região, com base na plataforma DETER e no Programa Queimadas, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Leia também: Pesquisador do Acre ganha reconhecimento internacional por estudo sobre a Doença de Chagas na Amazônia

O informativo

O informativo da seção “Ciência” do Informativo nº 69 do Observatório BR-319 está disponível gratuitamente no site do OBR-319 ou abaixo: 

Aguce o paladar: confira os pratos típicos que você pode encontrar 54ª Expofeira do Amapá

0

A programação da 54ª Expofeira do Amapá segue até o dia 7 de setembro, no Parque de Exposições da Fazendinha, na Zona Sul de Macapá. Além de atividades culturais e de negócios, um dos pontos mais explorados do evento é a área gastronômica, que reúne pratos tradicionais da culinária amazônica.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Que tal aproveitar para degustar alguns dos pratos mais famosos da Amazônia, como a maniçoba, enquanto se diverte nos shows da Expofeira? Confira alguns dos destaques que os visitantes poderão provar:

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Roraima é destaque em boletim do Ministério do Turismo como destino promissor da pesca esportiva

0

Foto: Divulgação/Acervo Secult RR

O turismo de pesca em Roraima ganhou destaque nacional com o lançamento da 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo (BIMT), publicação do Ministério do Turismo apresentada durante a Fishing Show 2025, maior feira de pesca, náutica e vida ao ar livre da América Latina, realizada nos dias 28 e 29 de agosto, em São Paulo (SP).

O boletim traz um panorama inédito da pesca esportiva no Brasil, identificando 202 destinos em 18 Estados e no Distrito Federal. Entre eles, Roraima aparece com potencial de destaque na região da bacia do Rio Branco, com áreas propícias para a atividade nos rios Uraricoera, Tacutu, Mucajaí, Anauá e Catrimani, especialmente nos municípios de Caracaraí e Rorainópolis.

Leia também: Entenda como funciona a pesca esportiva e como deixar o peixe menos ‘estressado’ durante a pescaria

De acordo com o diretor do Departamento de Turismo da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Bruno Muniz, a publicação valoriza o trabalho desenvolvido pelo Governo de Roraima em parceria com os municípios. Ele lembrou que o Torneio de Pesca Esportiva do Tucunaré, em Caroebe, já consolidado no calendário nacional, reforça a força do segmento no estado.

“Agora nós temos um grande produto para ser trabalhado pelo setor, que vai proporcionar uma melhor experiência de pesca esportiva aqui no Estado”, afirmou o diretor.

pesca esportiva em roraima
Foto: Divulgação/Acervo Secult RR

Pesca esportiva de gigantes dos rios em Roraima

A publicação aponta o tucunaré-açu, o jaú e a pirarara, gigantes dos rios, como espécies mais procuradas, atraindo pescadores de várias regiões do país. O período ideal para a prática é de janeiro a março e de setembro a dezembro. A estrutura turística disponível inclui hotéis, pousadas e barcos-hotéis, oferecendo conforto e serviços de qualidade aos visitantes.

Segundo dados do boletim, o turismo de pesca movimenta todo um ecossistema econômico, com cerca de 9 milhões de pescadores no país, que sustentam uma rede de 3 mil pesqueiros e 1.700 meios de hospedagem, gerando mais de 200 mil empregos diretos e indiretos.

Elaborado em parceria com órgãos estaduais de turismo, o material reforça que a pesca esportiva vai além da prática esportiva, promovendo lazer, cultura e desenvolvimento econômico sustentável.

Confira aqui o boletim completo com todos os estados da Região Norte.

*Com informações da Secult RR

Encantos e Resistência: lendas afro-amazônicas são valorizadas em projeto realizado em Tefé, no Amazonas

0

Foto: Ronildo Cavalcante da Silva

Histórias passadas de geração em geração em comunidades quilombolas e ribeirinhas estão ganhando novos registros por meio do projeto ‘Encantos e Resistência – Lendas Afro-Amazônicas‘, em andamento no município de Tefé, no Amazonas. Idealizada por Oseas Pereira Sena, a iniciativa está em fase de pesquisa de campo, com entrevistas e encontros junto a moradores locais.

A proposta do projeto é reunir relatos, saberes e lendas de matriz africana que, por muito tempo, permaneceram invisibilizados nos registros oficiais da cultura amazônica. O material coletado será transformado em um livro digital multimídia de acesso público, ampliando o alcance das narrativas e garantindo sua preservação para futuras gerações.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com apoio do Fundo Estadual de Cultura (FEC), Conselho Estadual de Cultura do Amazonas (Conec), Ministério da Cultura e Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, bem como do Governo Federal.

Trabalho com lendas afro-amazônicas é inédito
Foto: Ronildo Cavalcante da Silva

Trabalho com lendas afro-amazônicas é inédito

O ‘Encantos e Resistência – Lendas Afro-Amazônicas’ é uma iniciativa autoral e inédita, criada com o propósito de registrar, preservar e divulgar as histórias e lendas afro-amazônicas, que refletem a ancestralidade, resistência e magia do povo negro no interior da Amazônia.

Por meio da criação de um livro digital, o projeto resgata narrativas transmitidas oralmente, compondo um legado cultural que fortalece as identidades negras e promove a inclusão social.

Leia também: Conheça 10 afrodescendentes símbolos de resistência no Amazonas

Composto por dez capítulos, cada um dedicado a uma lenda afro-amazônica, o livro é fruto de uma profunda pesquisa histórica e da coleta de depoimentos diretamente das comunidades. Elementos como músicas tradicionais, histórias de resistência quilombola e representações artísticas enriquecem a obra, conferindo-lhe autenticidade e profundidade. O evento de lançamento comunitário e a disponibilização gratuita do material digital reforçam seu caráter inclusivo e transformador.

Segundo os organizadores Oseas Pereira Sena, mais do que resgatar histórias, a proposta se apresenta como um movimento de resistência e memória, reconhecendo o papel fundamental da população negra na formação da identidade amazônica.

“As lendas afro-amazônicas carregam fé, luta e resiliência. Dar voz a essas memórias é também um ato de justiça histórica”, destacou Sena.

As ações abrangem não apenas Tefé, mas também na comunidade de São Sebastião do Embaú, pertencente ao município de Alvarães, envolvendo os moradores em atividades de coleta de depoimentos, registro de músicas tradicionais e celebrações comunitárias.

O objetivo é dialogar com diferentes públicos, valorizando a diversidade cultural e assegurando a continuidade dessas tradições. Assim, o projeto reafirma a riqueza cultural afro-amazônica, transformando a memória em patrimônio e fortalecendo o sentimento de pertencimento coletivo na região.

*Com informações da Agência Amazonas

Projeto de voo direto fortalece cooperação internacional entre Amapá e Guiana Francesa

Projeto investe em voo direto entre Macapá e Caiena. Foto: Israel Cardoso/GEA

A viabilidade e as condições para implantação de uma linha aérea regular entre Macapá, no Amapá, e Caiena, na Guiana Francesa, foram tema de um encontro entre o governador Clécio Luís, a Câmara de Turismo da Guiana Francesa (CTG) e a empresa Guyane Express Fly. A reunião, que aconteceu no dia 3 de setembro, integra a estratégia de aproximação econômica, turística e cultural entre os dois territórios, fortalecendo o eixo de conectividade amazônica.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Segundo o governador, assim como a coletividade territorial da Guiana Francesa ajudou a viabilizar o voo, o Amapá também fará a sua parte no que estiver sob governabilidade direta do Estado, adotando medidas para viabilizar a operação. Como exemplo, Clécio mencionou a possibilidade de reduzir o ICMS do combustível da aviação para baixar os custos.

“Retomamos essa cooperação há dois anos e todas as pautas caminharam, mas nós ansiávamos muito por ter novamente essas linhas aéreas ligando os dois povos. Eu vejo que é um momento muito importante, no qual cada vez mais guianenses estão vindo para o Amapá e amapaenses estão indo conhecer a Guiana Francesa. Essa linha vai estreitar ainda mais as relações comerciais, as relações diplomáticas, as relações turísticas entre os dois povos irmãos”, destacou o governador.

A operação de voo direto entre as cidades está prevista para iniciar até o final de 2025 e evitará o deslocamento via Belém ou conexões mais longas, o que atualmente encarece e aumenta o tempo das viagens. O modelo da aeronave destinado à rota Macapá–Caiena será o Let L-410 Turbolet, com capacidade para 19 passageiros, em operação com duas unidades. Trata-se de uma aeronave bimotora leve, adequada para curtas distâncias e pistas regionais.

“Apresentamos esse projeto para a CTG, que entrou como investidor. Quando recebermos as aeronaves, estaremos prontos para operar”, afirmou Frank Louidom, CEO da Guyane Express Fly.

Leia também: Portal Amazônia responde: a maior fronteira da França é com o Brasil?

voo direto entre macapa e caiena é negociado. Aeronave Let L-410 Turbolet.
Foto: Israel Cardoso/GEA

Voo direto fortalece relações transfronteiriças

A abertura da rota representa o fortalecimento das relações transfronteiriças, em alinhamento com as diretrizes estratégicas do Acordo de Cooperação Brasil–França. A proposta busca incentivar o turismo regional, de eventos e negócios, ao reduzir barreiras logísticas para investidores e empresários, especialmente nos setores de comércio exterior, mineração, agronegócio e serviços, integrando o Platô das Guianas como um corredor econômico internacional.

“O assunto que nos reúne hoje é o restabelecimento de uma linha entre Macapá e Caiena. A abertura dessa linha fortalece o turismo, economia e interação cultural entre as nações. Nossa vontade é unir o espaço aéreo da Guiana e do Amapá seguindo todas as etapas e regras necessárias”, ressaltou Jean-Lu Le West, presidente da CTG, responsável pelo Desenvolvimento Econômico e Turismo e também presidente do Comitê de Turismo da Guiana Francesa.

Leia também: 3 lugares diferentes para conhecer na Guiana Francesa

Também estiveram presentes no encontro os secretários de Estado da Casa Civil, Lucas Abrahao; das Relações Internacionais e Comércio Exterior, Fabrício Pernafort; da Comunicação, Ana Girlene; além do diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá), Wandenberg Pitaluga.

*Com informações da Agência Amapá

Ex-instrumentista do Carrapicho, Rosivaldo Cordeiro conquista a França com sua musicalidade

0

Produzindo dois novos álbuns, Rosivaldo Cordeiro, ex-integrante da banda Carrapicho, é embaixador oficial da Amazônia na Europa. Foto: Divulgação

O som amazônico ecoa além das fronteiras brasileiras pelas mãos de um instrumentista nascido em Manaus (AM). Rosivaldo Cordeiro, que integrou a banda Carrapicho nos anos 1990, vive há nove anos na França e vem se destacando por projetos culturais que unem tradição regional e inovação musical.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Entre os instrumentos que carrega como identidade estão o bandolim, o cavaquinho e o violão de sete cordas. Cordeiro é pioneiro em iniciativas que divulgam ritmos amazônicos, como a guitarrada, em território europeu. Em 2018, recebeu o título de embaixador oficial da Amazônia na França, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), reconhecimento que consolidou sua trajetória internacional.

“Quando se fala de Amazônia, todo mundo se remete diretamente à floresta, mas a nossa cultura é muito ímpar, principalmente quando se fala da música também, porque nós temos a tríplice fronteira. Então, são encontros de muitas vertentes através do rio. Eu trago isso na minha musicalidade. Não só do lado mais clássico, mas também na música de salão”, declarou o músico.

Viral nas redes sociais

o instrumentista fez parte de uma das fases mais marcantes da música amazonense, ao integrar a banda Carrapicho. O grupo ganhou projeção internacional com a música “Tic, Tic, Tac”, lançada na década de 1990 e regravada em diferentes países.

Leia também: Confira 10 versões do hit ‘Tic Tic Tac’, da banda Carrapicho

O sucesso atravessou décadas e voltou a ganhar força nas redes sociais. O single foi remixado e lançado na França em 1996, alcançando posições de destaque nas paradas musicais da Bélgica, Suíça e outros países. Mais de 2 milhões de cópias foram vendidas, consolidando a canção como um marco da música popular.

“É uma música que levou tanta alegria e leva até hoje para as pessoas. Na época, eu trabalhava com músicos como Klinger Araújo e nosso saudoso Zezinho Corrêa, que marcaram gerações”, relembrou o instrumentista.

Imagem colorida mostra o instrumentista Rosivaldo Cordeiro tocando um banjo e olhando para pessoas que estão a sua frente aprendendo sobre o instrumento
Foto: Divulgação

Meio século de vida e quase quatro décadas de carreira

No dia 3 de setembro, Rosivaldo comemora 50 anos de idade, sendo 39 deles dedicados à música. A trajetória inclui momentos importantes no Amazonas, como a atuação no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, onde foi responsável pela criação do primeiro curso público de choro no Brasil.

Além das apresentações internacionais, ele mantém a dedicação ao ensino. Na França, ministra aulas utilizando instrumentos típicos brasileiros, aproximando estudantes europeus da sonoridade amazônica.

“O reconhecimento de ser um músico brasileiro, de Manaus, na Europa, eu acho que é o grande presente que eu trago nesse meio século de vida”, ressaltou.

Novos projetos musicais

Atualmente, o instrumentista está em fase de produção de dois novos álbuns. O primeiro, “Coração Latino”, reúne ritmos como cumbia, merengue, salsa, forró e carimbó. O lançamento está previsto até o fim de setembro e conta com a colaboração de familiares, que participaram das composições e gravações.

“Vai ter cumbia, merengue, salsa, forró e carimbó nesse álbum. Uma obra feita com a minha família, no período de férias, e cada um deu seu toque especial, com uma composição inclusive em francês”, revelou o artista.

Já o segundo álbum, intitulado “Alma Instrumental”, tem previsão de lançamento em novembro. O trabalho trará releituras de grandes sucessos e também composições próprias, reforçando a versatilidade do músico e sua proposta de valorizar a música amazônica em diálogo com o público europeu.

“Com a idade, vem a maturidade, uma extensa bagagem, e eu tenho certeza de que daqui pra frente o que vem é cada vez mais a representatividade e alegria amazonense para o público europeu”, finalizou.

Legado musical

Com uma carreira marcada por experiências no Brasil e no exterior, Rosivaldo Cordeiro se consolida como um dos principais representantes da cultura regional fora do país. O trabalho do instrumentista reafirma o papel da música como ponte cultural, capaz de conectar diferentes povos por meio de ritmos, melodias e histórias da Amazônia.

Estados da Amazônia Legal se articulam para acelerar regularização ambiental na região

0

Foto: Rafaelle Silva/SECOM CAL

O Governo do Pará participou da primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) Interfederativo de Regularização Ambiental, realizada em Brasília (DF) esta semana. O encontro marca o início de uma articulação entre estados da Amazônia Legal e o governo federal para acelerar a implementação do Código Florestal e ampliar as ações de regularização ambiental na região.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o Código Florestal?

O GT foi instituído no âmbito do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal e reúne representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Casa Civil da Presidência da República, do Serviço Florestal Brasileiro e do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Representando o Estado do Pará, o secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protazio Romão, destacou o potencial da iniciativa para gerar resultados concretos.

“Essa é a nossa primeira reunião, marcando o reforço dessa atuação concreta voltada para entregas e resultados rápidos na agenda da regularização ambiental e da aplicação do Código Florestal”, afirmou Romão, que também é Diretor para assuntos de Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Fórum dos Secretários de Meio Ambiente da Amazônia.

Com uma coordenação compartilhada e definição de responsabilidades técnicas, o grupo busca alinhar diretrizes e acelerar soluções conjuntas que contribuam para a redução dos passivos ambientais e a consolidação dos instrumentos de gestão territorial na Amazônia Legal.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

regularização ambiental estados da amazonia legal

Pará lidera avanços na regularização ambiental

Durante o encontro, foi citado como exemplo positivo a atuação conjunta do Pará e de outros estados amazônicos na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 473, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), na defesa de medidas voltadas ao combate ao desmatamento, às queimadas e à ampliação do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém em novembro de 2025, o Pará já contabiliza importantes resultados no tema. Até o momento, o Estado concluiu a análise de 9,5 milhões de hectares de CAR — área superior ao território de países como Portugal, Hungria, Áustria, República Tcheca, Irlanda e Eslováquia.

Por meio do programa Regulariza Pará, mais de 50,5 mil proprietários ou possuidores de imóveis rurais já se encontram em processo de regularização ambiental. A iniciativa fortalece a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que garante segurança jurídica e sustentabilidade à produção rural no estado.

*Com informações da Semas PA

Você sabe o que são as populares ‘aparelhagens’ da Amazônia?

0

As aparelhagens, fenômeno cultural que nasceu no Pará e rapidamente se expandiu pelo Amapá, são conjuntos de som, luz, efeitos visuais e pirotecnia que animam as festas populares. O fenômeno, ligado a ritmos regionais como brega, tecnobrega e melody, transformou-se em atração cultural que reúne multidões.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Com sistemas de som potentes, jogos de luz, lasers, painéis de LED e efeitos pirotécnicos, cada aparelhagem carrega nome e identidade própria.

No Amapá, o Festival das Aparelhagens reúne DJs e grupos locais em apresentações que misturam tecnologia, música e dança. Na 54ª edição da Expofeira do Amapá, elas são uma atração a parte, que conquista o público:

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.