Árvore na Floresta Nacional do Amapá. Foto: Rafael Aleixo.
Uma série de audiências públicas no Amapá que aconteceram do dia 12 a 15 de agosto, debateu um projeto de concessão de áreas florestais. A proposta prevê o uso sustentável da floresta e pode gerar até 2 mil empregos diretos em cinco municípios, são eles:
Floresta Nacional do Amapá — Foto: Rafael Aleixo/g1
O projeto abrange 607 mil hectares de floresta, divididos em 11 Unidades de Manejo Florestal (UMFs). A proposta busca equilibrar indicadores sociais e econômicos por meio do manejo sustentável, com geração de renda e preservação ambiental.
Os documentos técnicos do projeto podem ser consultados no site de Sema, além de detalhes como o inventário florestal e a descrição das áreas de manejo.
Empresas, pesquisadores, povos tradicionais e demais interessados podem enviar sugestões até 25 de agosto, por meio de formulário eletrônico.
A primeira audiência foi realizada na Assembleia Legislativa do Amapá, em Macapá. O evento contou com a participação de representantes da sociedade civil, setor público e iniciativa privada. A ação é coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Marcos Almeida, diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, destacou o impacto econômico do projeto.
“Para cada vaga direta, estimamos mais duas indiretas. Além disso, a arrecadação anual deve ultrapassar R$ 30 milhões para o Estado, valor que será distribuído com os municípios onde as áreas estão localizadas. Esta é uma política de desenvolvimento econômico e social que une proteção das florestas com geração de renda para o nosso povo”, disse o diretor.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Governo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os contratos terão duração de 30 anos, período em que as empresas deverão seguir práticas sustentáveis, aliando conservação ambiental à geração de emprego e renda.
*O conteúdo foi originalmente publicado no g1 e escrito por Isadora Pereira.
Debate ocorreu na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços. Foto: Reprodução/Agência Câmara de Notícias.
Em audiência da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados no dia 12 de agosto, o Ministério de Minas e Energia defendeu os esforços por novos blocos exploratórios de petróleo e gás natural, mesmo diante da transição energética para fontes menos poluentes.
O diretor da área no ministério, Carlos Agenor Cabral, afirmou que o mundo vai continuar precisando de petróleo até 2050 e que “o Brasil não pode deixar o luxo de ser autossuficiente”.
Atualmente, o Brasil é o oitavo maior produtor de petróleo bruto do mundo, com projeção de chegar ao quarto lugar em 2031. No ano passado, a média de produção diária foi de 3,3 milhões de barris e as reservas (16,8 bilhões de barris) cresceram 6% em relação a 2023. Houve ainda a produção de 153 MMm3 por dia de gás natural. Os dois combustíveis fósseis foram responsáveis por quase R$ 100 bilhões de arrecadação em royalties e participação especial.
Carlos Cabral: autossuficiência vai depender das novas reservas ainda em fase de pesquisa. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Porém, Cabral alertou que, no futuro, essa autossuficiência vai depender das novas reservas ainda em fase de pesquisa.
“É o apelo que a gente faz, porque se nós não conseguirmos desbravar as nossas novas fronteiras, o país vai voltar a ser importador de petróleo a partir de 2040. E o que é que nós precisamos para reverter essa curva? Mais investimento: investimento centrado em novas fronteiras, como a Margem Equatorial e Pelotas”.
A Bacia de Pelotas, no litoral do Rio Grande do Sul, tem contratos para cerca de 50 blocos de exploração de petróleo. A chamada Margem Equatorial envolve a Bacia do Rio Amazonas. Por lá, há estimativas de reservas de 10 bilhões de barris de petróleo, investimentos de US$ 56 bilhões e arrecadação estatal em torno de US$ 200 bilhões. Também há muita polêmica por causa dos riscos para uma área ambientalmente sensível.
Em julho, o Ibama aprovou o Projeto do Plano de Proteção à Fauna e aguarda-se agora a data para a Avaliação Pré-Operacional (APO), última etapa antes de eventual licença ambiental para a perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas.
Carlos Agenor Cabral argumentou que a produção nacional já é de baixo carbono (10 kg a 13 kg CO2e/boe) quando comparada com a média mundial (19 kg CO2e/boe). Além disso, citou os compromissos do país com a implantação de tecnologias de descarbonização e de sequestro de carbono (BECCS, CCS e CCUS) a fim se chegar à neutralidade de carbono até 2050.
Lindenmeyer: qualificação profissional e geração de renda para trabalhadores do setor. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados.
“No mundo todo, ninguém tem essa característica da matriz energética brasileira altamente concentrada em biocombustíveis. Se eu sequestro esse carbono, ele vira negativo. Então, por isso que nós temos o potencial de ter emissões negativas do setor de energia no Brasil”.
Gerente de política industrial do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Pedro Alem também alertou sobre outros riscos caso o Brasil se torne um país importador a partir de 2040.
“Caso não encontremos novas reservas, nós enfrentaremos um problema fiscal muito pior do que o potencial problema de comércio exterior que se vislumbra. Então, temos que ter isso muito claro na mente, também trabalhando sempre com responsabilidade, com respeito às normas ambientais e com segurança operacional”.
Analista da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Jorge Boeira reforçou esses argumentos.
“Existe uma discussão muito equivocada hoje dentro da sociedade de que petróleo e gás não fazem parte da transição energética. As transições não ocorrem de um dia para o outro. É muito difícil desmontar uma estrutura de produção e uso de energia de quase 100 milhões de barris por um dia de um dia para o outro”.
A audiência ainda contou com representantes de vários setores industriais que agradeceram ao Congresso Nacional por avanços na legislação em torno dos combustíveis do futuro e do hidrogênio verde.
Organizador do debate, o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) aposta em otimizar oportunidades, também com foco na qualificação profissional e na geração de renda para os trabalhadores do setor.
“Por mais que seja complexo o momento que a gente está vivendo, talvez seja uma oportunidade de a gente fortalecer a indústria nacional para fazer frente a esses desafios que a gente tem hoje em âmbito global”.
O Ministério do Desenvolvimento mapeou investimentos de R$ 3,8 trilhões para o setor de energia até 2034, entre eles R$ 2,5 trilhões em petróleo e gás, R$ 260 bilhões em combustíveis do futuro e R$ 130 bilhões em eletromobilidade.
*O conteúdo foi originalmente publicado na Agência Câmara de Notícias.
Durante coletiva de imprensa na última semana, especialistas, parlamentares e lideranças indígenas pediram medidas urgentes para conter a expansão de combustíveis fósseis na Amazônia. A ação antecedeu a V Cúpula Presidencial da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), marcada para o dia 22 de agosto em Bogotá, na Colômbia.
O debate, transmitido online, reuniu o físico Paulo Artaxo, integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC); o deputado colombiano Andrés Cancimance; a pesquisadora Paola Yanguas Parra, do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD); e a líder indígena peruana Olivia Bisa. A mediação foi do jornalista André Borges, da Folha de São Paulo.
A conversa levantou pontos como os verdadeiros custos sociais, ambientais e econômicos da expansão de combustíveis fósseis na Amazônia, bem como a importância de marcos regulatórios que permitam avançar para uma transição energética justa.
Também foi discutido o papel estratégico da OTCA e seu potencial para alinhar os países amazônicos diante de desafios comuns como a expansão dos combustíveis, mas especialmente em preparação para a COP30, que será realizada em novembro na cidade de Belém, no Brasil.
Andrés Cancimance, deputado colombiano, disse: “Não é segredo que há uma forte tensão em torno da ideia de eliminar gradualmente os fósseis na Amazônia, porque, apesar da intenção da Colômbia, países como o Brasil não concordam. Por isso, os parlamentares enviamos uma carta ao presidente Petro, incentivando-o a apresentar o tema mesmo que a OTCA não o priorize devido à falta de consenso. É preciso insistir agora em Bogotá e depois na COP30, para que o tema seja central nessas conferências. A omissão em relação ao problema dos fósseis é gravíssima. Temos muito a fazer no nível multilateral, mas principalmente no parlamentar; precisamos de legislação e regulamentação mais fortes. Referendos e declarações de zonas de exclusão não estão sendo eficazes. São urgentes leis nacionais, alinhadas com propostas legislativas já em debate na Colômbia, Brasil, Peru e Equador, que permitam avançar”.
Paulo Artaxo, físico integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) declarou que:
“A questão central na crise climática é a exploração e o uso de combustíveis fósseis, responsáveis por 85% a 90% das emissões globais de gases de efeito estufa. Se a COP30 não implementar políticas efetivas para acabar com o uso de combustíveis fósseis, haverá pouco a ser feito. A segunda maior fonte de gases de efeito estufa é o desmatamento de florestas tropicais, do qual a Amazônia é o componente principal. Vários países têm estratégias para eliminar o desmatamento até 2030, meta que todos devemos alcançar. Mas há um problema importante: a floresta amazônica está sofrendo degradação florestal devido ao aumento da temperatura global e à redução das chuvas, gerando estresse hídrico. A floresta perde carbono não apenas pelo desmatamento, mas basicamente pelo uso e exploração de combustíveis fósseis. Além de implementar efetivamente a transição energética nos países da OTCA, precisamos pressionar os países responsáveis pela maior parte das emissões para acelerar sua transição energética e alcançar um mundo livre de fósseis nas próximas décadas”.
Já a líder indígena peruana Olivia Bisa afirmou que “como nação Chapra, temos 97% da nossa biodiversidade intacta, o que significa que nossa governança é legítima e exemplar nacional e internacionalmente. No entanto, o Estado peruano tenta explorar nosso território há anos. Resistimos à entrada de cinco empresas transnacionais, pressionamos nossos parlamentares e apresentamos um projeto de lei para declarar a Amazônia intocável, livre de atividade petrolífera e de todo tipo de extrativismo. Espero que na reunião da OTCA e na COP30 os líderes se comprometam a declarar a Amazônia livre de combustíveis fósseis. A floresta é uma esperança de vida. Se queremos um futuro para nossos filhos, é hora de protegê-la e agir”.
A pesquisadora do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), Paola Yanguas Parra, disse que a expansão da “fronteira petrolífera na Amazônia colombiana não faz sentido: o custo econômico de extração e transporte é altíssimo, estão em risco sumidouros de carbono fundamentais para a Colômbia e para o mundo, e o impacto sobre comunidades e ecossistemas locais é irreversível. Ganharíamos muito mais ao interromper a exploração e planejar uma saída ordenada onde já existe produção”.
Veja a prévia do novo relatório sobre a inviabilidade econômica da exploração fóssil na Amazônia colombiana, elaborado pela Earth Insight em parceria com o IISD.
Salão nobre do Teatro Amazonas. Foto: Aguilar Abecassis.
Um dos maiores símbolos do Amazonas, o Teatro Amazonas está de portas abertas para receber visitantes do mundo inteiro. Localizado no Centro Histórico de Manaus. Com funcionamento de terça a domingo, as visitações guiadas são uma ótima opção para quem deseja conhecer a história por trás do monumento mais icônico da capital.
As visitas acontecem de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 13h. A entrada é gratuita para amazonenses, mediante apresentação de documento de identidade com foto. Para visitantes de outros estados ou países, o ingresso custa R$20 (inteira) e R$10 (meia).
Durante o percurso, os visitantes conhecem o luxuoso Salão de Espetáculos, onde ocorrem apresentações líricas, sinfônicas e teatrais, e também o Salão Nobre, considerado o espaço mais original do teatro, com lustres, pinturas e mobiliário do final do século XIX que impressionam pela beleza e preservação.
Outro ponto alto da visita é o Museu do Teatro, que reúne espaços como a Sala dos 125 Anos de História, com peças e fotografias que narram a trajetória do teatro desde sua inauguração em 1896, e a Sala Zezinho Corrêa, dedicada à música e à dança. Nesta sala, o público encontra um painel em homenagem ao artista amazonense, além de bustos de músicos brasileiros, sapatilhas de balé e registros históricos.
Além das exposições e ambientes, o está na própria arquitetura do prédio. Cada detalhe, das cadeiras originais às telhas da cúpula, revela traços do refinamento artístico e da importância cultural do Teatro Amazonas ao longo dos séculos. Embora muitos objetos tenham sido perdidos com o tempo, o que resistiu está em exibição, mantendo viva a memória do espaço.
Seja turista ou morador da cidade, a visita ao Teatro Amazonas é uma oportunidade única de conexão com a arte, a história e o patrimônio do estado.
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), irá convocar, mais uma vez, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amazonas, Orlando Fanaia Machado, para prestar esclarecimentos acerca dos quilômetros que deveriam ser requalificados na BR-319. A convocação ocorre na esteira da decisão federal que mantém suspensas as licenças ambientais sobre a rodovia.
“A pavimentação da BR-319 é fundamental para impulsionar o progresso, fortalecer a economia e garantir o acesso a produtos com preços mais acessíveis. Em abril deste ano, ouvimos do superintendente do DNIT a promessa de que o asfalto seria aplicado na BR-319. O senhor Orlando nos garantiu que seriam pavimentados de 10 a 15 quilômetros do trecho já licenciado. Diante do veto, essa expectativa se desfaz, e retrocedemos. Portanto, é preciso que o representante do Governo Federal venha novamente a esta Casa e nos faça os esclarecimentos necessários. Infelizmente, voltamos à estaca zero”, declarou.
O deputado-presidente pretende ainda compor uma comitiva de parlamentares estaduais para ir a Brasília em busca de articulações que ajudem a destravar os impedimentos em torno da BR-319.
“Diante do veto do presidente da República, que poderia ter mantido o projeto, prevejo dificuldades significativas para a bancada (do Amazonas em Brasília). Não dispomos de uma bancada numerosa, nem da mesma capacidade de influência de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Reconheço o trabalho dos senadores, que buscam articulações no Senado, mas enfrentamos a ausência de maioria. Este é o momento de diálogo. E, assim como demais parlamentares, considero uma viagem a Brasília para que possamos intensificar as tratativas. Mesmo cientes de que a decisão final é federal, não podemos nos manter inertes”, afirmou.
Caravana na BR-319. Foto: Reprodução/Aleam
O parlamentar destacou ainda a falta de equidade no que se refere a investimentos em outros estados brasileiros.
“Observamos investimentos em outros estados, como o Maranhão e o Pará, em obras de grande porte, mesmo em municípios com menor população. Reconheço a importância do desenvolvimento do Pará e desejo que haja investimentos federais em todo o país. Contudo, é essencial que o Amazonas também seja contemplado com investimentos, buscando o progresso e o bem-estar da população. A BR-319 é uma bandeira de todos, é uma bandeira dos deputados estaduais, dos vereadores da cidade de Manaus e de todos os vereadores do interior. É uma bandeira do nosso mandato e também desta Casa”, completou.
Na reunião realizada em 24 de abril deste ano, o superintendente do DNIT no Amazonas informou que o órgão daria início à pavimentação dos primeiros 20 quilômetros do Lote C da BR-319, que compreende 52 quilômetros no total.
De acordo com Fanaia, desde 2011 o Lote C não recebia obras de construção. O restante do chamado “Trecho do Meio” da rodovia, cerca de 350 quilômetros, permaneceria pendente em razão de impasses com o licenciamento ambiental.
Com a chegada do verão amazônico e o aumento das temperaturas, a Prefeitura de Manaus reforça aos frequentadores da praia da Ponta Negra, zona Oeste, a importância de se respeitar as regras de segurança para o uso do balneário, especialmente no período noturno.
O horário autorizado para banho no balneário, nas águas do rio Negro, é das 8h às 17h. Após esse horário, não há presença de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros do Amazonas no local, além da visibilidade do rio Negro ser um fator de risco, especialmente à noite.
Prefeitura orienta população sobre horários de banho na praia da Ponta Negra com a chegada do verão amazônico. Foto: rquivo/ Semcom
“No segundo semestre, com o nosso verão amazônico, é natural as pessoas frequentarem ainda mais a praia da Ponta Negra e são todos bem-vindos. Mas devemos redobrar a atenção para o horário de uso da Ponta Negra, que vai até as 17h, para banho. Depois deste horário, não há guarda-vidas na praia. Tome banho com segurança, dentro do longo período disponível, e a gente pede que não entrem no rio após as 17h ou até mesmo de noite e madrugada”, frisou o vice-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antônio Peixoto.
Recomendação
O vice-presidente reforça ainda que, a segurança começa com cada um de nós. “Respeitar os horários é essencial para evitar acidentes e preservar vidas”, destaca Peixoto. A prefeitura orienta que todos sigam as marcações feitas pelos guarda-vidas, evitem o consumo de bebidas alcoólicas em excesso antes do banho e redobrem a atenção com crianças, idosos e pessoas com saúde mais frágil.
Prefeitura orienta população sobre horários de banho na praia da Ponta Negra com a chegada do verão amazônico. Foto: rquivo/ Semcom
Também é proibido o uso de garrafas de vidro na faixa de areia e na água, para prevenir acidentes. Placas indicativas estão distribuídas ao longo da praia e devem ser respeitadas. O verão amazônico é um convite para aproveitar o sol, a água e a paisagem, mas a segurança depende da consciência e da responsabilidade de cada visitante. Na última sexta-feira, 8/8, a cota do rio Negro estava 28,22 metros.
Guarda-vidas
Os guarda-vidas estão no local para prevenção e possível necessidade de resgate nas águas. Placas indicativas orientam os frequentadores e devem ser respeitadas para conforto e bem-estar de todos. A orientação dos bombeiros militares, que estão todos os dias no balneário Ponta Negra, promovendo a segurança dos banhistas, é de que o banho noturno não é seguro.
Orientações
Para os dias mais quentes, a recomendação é manter-se hidratado, usar proteção solar adequada, preferir estar à sombra e não esquecer de óculos escuros e chapéu. Na praia, a orientação também para os frequentadores é quanto às proibições de consumo de bebidas em garrafas de vidro; brincar de papagaio (pipa); assim como fazer acampamento. Também é proibido o comércio ambulante não autorizado pela prefeitura.
Praia da Ponta Negra, em Manaus. Foto: Ivo Brasil/Amazonastur
O público é abordado e orientado sobre a apreensão de objetos proibidos. E, as medidas de prevenção devem ser individuais, com a colaboração da população. Na praia e no balneário também não é permitido fazer churrasco ou fogueiras.
Os corpos permanentes de segurança, incluindo Guarda Municipal, com ciclopatrulha, a Polícia Militar e bombeiros atuam no monitoramento da praia e na segurança dos banhistas, bem como na segurança e manutenção do patrimônio de todo o complexo. Equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) também reforçam a higiene do calçadão e da praia perene.
Praia
A praia perene da Ponta Negra, que tem 4,8 mil metros quadrados, foi entregue durante a obra de requalificação da primeira etapa do complexo, no ano de 2012.
Nos dias 20 e 21 de agosto, Manaus será palco do Amazon On, encontro que reunirá mais de 40 executivos e especialistas reconhecidos no Brasil e no exterior para discutir soluções de desenvolvimento sustentável na Amazônia com o apoio da tecnologia, da conectividade e da inovação. O evento acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques, com entrada gratuita para inscritos no site . As vagas são limitadas.
Este ano, o Amazon On dará foco à cooperação internacional na transição digital verde, no impacto da inteligência artificial nas mudanças climáticas e no papel da tecnologia no monitoramento e preservação ambiental. Para empresas e investidores, será uma oportunidade de conhecer iniciativas já em prática na Amazônia, firmar parcerias e explorar novos modelos econômicos alinhados à preservação socioambiental. Pesquisadores e especialistas poderão trocar experiências e fortalecer redes de conhecimento que integram ciência, tecnologia e causas socioambientais.
De acordo com o coordenador do evento, Moisés Moreira, a edição deste ano vai movimentar um ecossistema de empresas e instituições comprometidas com a conectividade significativa e soluções digitais sustentáveis para a região. “Vamos gerar conexões reais entre empresas, investidores, centros de pesquisa e representantes do terceiro setor”, afirma.
Amazon On 2024 Foto: Diego Oliveira/Acervo Portal Amazônia
Entre os nomes confirmados no Amazon On 2025 estão:
Patricia Naccache (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial – UNIDO);
Gentil Nogueira de Sá Junior (Ministério de Minas e Energia – MME);
André Ruelli (Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel);
Julián Nájles (Banco Mundial);
Anderson Ribeiro Correia (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT);
Ellen Cristina Acioli (Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID);
Paulo Nobre (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE);
Hajime Sakamoto (Embaixada do Japão);
Leonilde dos Santos (Arctel – CPLP);
Julián Molina Gómez (Ministério das Tecnologias da Informação e das Comunicações da Colômbia);
Julissa Cruz (Instituto Dominicano das Telecomunicações);
Eugênio Garcia (Ministério das Relações Exteriores – MRE);
Johhanes Klingberg (Sociedade Alemã para a Cooperação Internacional);
Tanara Lauschner (reitora da UFAM);
Leandro Costa (Agência de Tecnologia da Informação do Maranhão – ATI-MA);
A primeira edição do Amazon On, realizada em setembro de 2024, conectou lideranças do setor público, empresas e organizações do Brasil e do exterior. Em 2025, a expectativa é receber cerca de 500 participantes por dia, com ampliação dos espaços de interação e um ambiente propício ao desenvolvimento de projetos colaborativos.
Serviço
Data: 20 e 21 de agosto Local: Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques – Av. Constantino Nery, 5001 – Manaus/AM Inscrições: Gratuitas em amazonon.com.br
Com o único reservatório em nível crítico, o município do Bujari, no interior do Acre, decretou situação de emergência por conta da seca dos rios e falta de chuvas. A prefeitura publicou o decreto na segunda-feira (11) no Diário Oficial do Estado (DOE).
O documento destaca que o regime de chuvas no estado, no 1º semestre do ano, foi inferior ao esperado, o que contribuiu para o cenário de seca no município. Conforme o prefeito João Edvaldo Teles de Lima, não há registro de chuvas significativas na cidade há três meses.
Com a falta de chuvas, nível do reservatório municipal está em 3,20 metros, segundo a Defesa Civil do município.
“O problema é que a gente tem que se prevenir, porque lá na frente a situação fica um pouco maior, aí não tem quem ajude porque não decretamos. Ficamos 90 dias sem chuvas, agora deu um sereno, na sexta-feira [8]”, lamentou o prefeito.
De acordo com previsões meteorológicas do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a escassez de chuvas deve continuar pelos próximos 90 dias, o que pode agravar ainda mais o abastecimento e as condições ambientais na região.
No período de maio a novembro, conforme as previsões, costuma registrar pouca chuva e temperaturas elevadas, mas em 2025 o cenário se agravou. A seca já compromete a captação de água e obriga o uso de caminhões-pipa em comunidades onde igarapés e poços secaram.
A prefeitura também alerta para o aumento do número de queimadas e incêndios florestais, que elevam a concentração de fumaça e poluentes no ar, trazendo riscos à saúde, principalmente para idosos e crianças.
“Agora é que vamos ter problema. Estamos em agosto, depois vem setembro e outubro, meses mais secos. Só temos um reservatório, que é o açude e já estamos mandando água para a zona rural”, complementou.
Sala de Situação
Para monitorar e coordenar as ações emergenciais, a prefeitura criou uma Sala de Situação, ainda em fase inicial de implantação. Segundo o coordenador da Defesa Civil do Bujari, Francisco Cleudenir da Silva, o foco está voltado para a organização dos protocolos e para implementação de ferramentas de monitoramento em tempo real.
Reservatório de água de Bujari, interior do Acre. Foto: Arquivo/foto cedida.
”Ainda em fase de implementação, a Sala de Situação mantém contato direto com a Defesa Civil do Estado, e busca apoio para acompanhar os eventos críticos e a emissão de alertas à população”, disse.
Com a medida, órgãos responsáveis por ações de abastecimento serão mobilizados para combater e agir diante dos impactos da seca.
Abastecimento
Apesar de o nível do reservatório municipal marcar 3,20 metros, o coordenador Cleudenir afirma que o risco de secar totalmente é baixo e que teve uma pequena chuva registrada na última sexta-feira (8).
”Porém, não foi suficiente para alterar a situação do reservatório, foi bem pouca. Mas, também é bem difícil de o reservatório secar completamente”, acredita.
Para garantir o abastecimento de água, um caminhão-pipa faz entregas regulares em comunidades e pontos estratégicos do município.
Entre as localidades atendidas estão: Assentamento Walter Arce, Projeto de Assentamento Antônio de Holanda, Comunidade Espinhara, Linha Nova e a Escola José Cesário de Farias, locais que costumam ficar sem água durante o período de seca.
A equipe fez visitas duas vezes na última semana nesses pontos e está preparada para ampliar o atendimento conforme a demanda aumenta. A Defesa Civil municipal informa ainda que mantém um mapeamento constante para identificar novas áreas que possam precisar do serviço de abastecimento.
A cidade de Bujari passou por uma das piores crises hídricas durante a estiagem de 2017. Ao todo, oito carros-pipa foram usados para abastecer a cidade de forma emergencial. A medida foi tomada em setembro do mesmo ano porque o reservatório da cidade não possuía mais água suficiente para atender a população de 9.684 habitantes da época.
Imagem mostra como ficou o reservatório de água no Bujari em 2017. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre.
Os caminhões eram abastecidos na Estação de Tratamento de Água de Rio Branco (ETA 2) e cada um tinha capacidade de levar 20 mil litros. O percurso até a cidade era de 22 km.
Situação de emergência
Ainda em outubro de 2017, o Ministério da Integração Nacional autorizou o repasse de R$ 420 mil para garantir o abastecimento em cidades que enfrentam a estiagem no Acre desde agosto do mesmo ano.
O valor foi usado para amenizar as consequências da seca no estado e aplicado para abastecer a população por meio de carros-pipa em bairros de Rio Branco, Brasileia e Porto Acre.
*O conteúdo foi originalmente publicado no G1 Acre e escrito por Jhenyfer de Souza.
Em alusão ao “Agosto Dourado”, mês dedicado à promoção do aleitamento materno, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) reforça a atuação, por meio da criação de leis e campanhas que incentivam a amamentação e a doação de leite humano.
O presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União Brasil), ressaltou a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento infantil e para a saúde das mães.
“Amamentar é um ato de amor, proteção e cuidado. Vai além do alimento: fortalece o vínculo entre mãe e filho e garante um futuro mais saudável. Na Aleam, temos compromisso com políticas públicas que assegurem esse direito”, afirmou o parlamentar.
Cidade também destacou a importância do apoio às mães durante todo o processo. “Amamentar é natural e exige informação, empatia e respeito”, completou.
Autora da Lei nº 6.085/2022, a deputada Joana Darc (União Brasil) reforçou que garantir condições adequadas para a amamentação é uma medida fundamental para as mães amazonenses.
A lei, segundo a parlamentar, determina a criação de salas específicas para que as mães possam amamentar ou extrair e armazenar o leite com segurança e dignidade.
“Isso contribui para a manutenção do aleitamento materno, essencial nos primeiros meses de vida da criança. Quando não há estrutura nas empresas, a legislação ainda sugere alternativas, como a redução da jornada da lactante. Amamentar é um direito da mãe e da criança, e é dever do poder público e dos empregadores garantir esse direito”, destacou.
A campanha “Agosto Dourado” foi instituída no Amazonas pela Lei nº 5.081/2020, de autoria da ex-deputada Therezinha Ruiz. O termo “dourado” faz referência à classificação do leite materno como “alimento de ouro”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Nos anos seguintes, novas legislações ampliaram a proteção às lactantes, como:
• Lei nº 6.085/2022, de autoria da deputada Joana Darc – garante a instalação de salas exclusivas para amamentação e armazenamento de leite materno;
• Lei nº 6.390/2023, também de Joana Darc – assegura o direito à amamentação em locais públicos e privados, livre de constrangimentos e assédios;
• Lei nº 6.424/2023, de autoria da deputada Mayra Dias (Avante) – obriga unidades públicas de saúde a oferecerem consultoria gratuita sobre amamentação;
• Lei nº 7.494/2025, também de Mayra Dias – institui a Semana Estadual de Doação de Leite Humano, celebrada de 19 a 25 de maio.
Deputada Mayra Dias entrega mil potes de vidro para Banco de Leite do Estado durante campanha. Foto Tadeu Rocha/Aleam
Campanha ‘Amamentação Solidária‘
Entre as ações promovidas pela Aleam está a campanha “Doe Frascos de Vidro – Amamentação Solidária”, idealizada pela deputada Mayra Dias em parceria com a Comissão de Assistência Social e Trabalho (CAST), da qual é presidente.
A iniciativa arrecada frascos de vidro com tampa plástica, como os de café solúvel, que são destinados ao Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga.
Instituída pela Resolução Legislativa nº 990/2023, a campanha é realizada anualmente em maio, mês das mães. Em 2024, mais de 600 frascos foram arrecadados. A meta deste ano é superar esse número.
No dia 06/08, a Aleam realizou uma ação especial com a entrega simbólica de mil frascos arrecadados. A programação inclui ainda uma palestra no plenário Cônego Azevedo, ministrada por uma nutricionista da Maternidade Ana Braga, abordando a importância do aleitamento materno e o cenário da captação de leite humano no estado.
A coordenadora da CAST, Márcia Alamo, destacou o impacto positivo da campanha, tanto na saúde quanto no meio ambiente. “Além de salvar vidas, a ação reaproveita potes que iriam para o lixo. Promovemos ações educativas e oferecemos agendamento para coleta domiciliar”, explicou.
Indígenas do território Erikpatsa. Foto: Reprodução/Secel MT.
Os primeiros Jogos Indígenas de Mato Grosso tiveram início nesta quarta-feira (13.8) e prosseguem até domingo (17.8), na aldeia Curva, terra indígena Erikpatsa, no município de Brasnorte (a 580 km da Capital). Para a realização, o evento conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Jogos indígenas do território Erikpatsa. Foto: Reprodução/Secel MT.
Inédita no Estado, a iniciativa é promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), que é o principal interlocutor dos povos indígenas com a sociedade civil e os órgãos governamentais do Estado.
Estão representadas nos Jogos as sete regionais jurisdicionadas pela Federação (Cerrado/Pantanal, Norte, Médio Araguaia, Noroeste, Xavante, Vale do Guaporé e Xingu). Ao todo, 45 dos 46 povos indígenas de Mato Grosso participam do evento. Apenas o povo Tapirapé não está presente devido ao luto pelo falecimento recente de uma anciã.
Indígenas do território Erikpatsa. Foto: Reprodução/Secel MT.
No primeiro dia de atividades, a programação incluiu apresentações culturais dos povos indígenas, sorteio das partidas e desfile para escolha da rainha dos Jogos. Na quinta-feira (14), o dia está reservado para as partidas de futebol. E, na sexta-feira (15), ocorrem as disputas de natação, canoagem, arco e flecha e arremesso de lança.
As competições continuam no sábado (16), com provas de atletismo de 100 metros e 1.500 metros, cabo de guerra e etapas eliminatórias de futebol. No domingo (17) serão realizadas as disputas finais do futebol e premiações.
Além das disputas masculinas e femininas, o encontro busca promover a união entre os povos, estimulando a troca de saberes e a prática esportiva como ferramentas de resistência cultural e de fortalecimento político-social.
Para o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, os Jogos Indígenas representam um momento histórico para as políticas de fomento ao esporte e à cultura.
“É um momento ímpar de celebrarmos nossa cultura, fortalecer nossos laços identitários, intercambiar nossas histórias e garantir que os povos indígenas possam ter acesso a práticas culturais, esportivas e de lazer tão importantes para a cidadania e o desenvolvimento social. O Governo de Mato Grosso cumpre seu papel e constrói junto aos povos indígenas uma nova e importante história”.
*O conteúdo foi originalmente publicado na Secel MT e escrito por Cida Rodrigues.