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FVS-RCP reforça orientações sobre Doença de Chagas na Amazônia

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Foto: Cândido Miranda / FVS-RCP

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), no dia 14 de abril, o Dia Mundial de Combate à Doença de Chagas, reforçou a importância da informação atualizada e da adoção de medidas de prevenção.

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No Amazonas, a realidade ambiental favorece a presença de diversos insetos que podem atuar como vetores de doenças. Entre essas doenças está a Doença de Chagas, cujos sintomas podem ser confundidos com outras doenças, mas se não tratadas podem trazer complicações sérias para a saúde ao longo do tempo.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que o enfrentamento à doença exige ações integradas de vigilância e conscientização da população.

Leia também: Doença de Chagas: saiba identificar os sintomas e como se prevenir

FVS-RCP reforça orientações sobre Doença de Chagas na Amazônia
Insetor vetor da Doença de Chagas. Foto: Reprodução/ Centro de Vigilância em Saúde

“Nosso trabalho envolve tanto o monitoramento dos casos quanto a orientação da população, além de ações contínuas de vigilância em saúde em todo o estado. A informação é uma das principais ferramentas de prevenção, porque permite que as pessoas reconheçam os riscos e adotem cuidados no dia a dia”, destaca a diretora-presidente da FVS-RCP.

O diretor de vigilância sanitária da FVS-RCP, Jackson Alagoas, destaca que a segurança alimentar é uma das frentes importantes nesse processo. “Estamos na fase final de uma portaria voltada para os batedores de açaí, que vai orientar as vigilâncias sanitárias dos municípios e melhorar o monitoramento desse processo”, afirma.

De acordo com a fiscal sanitária da FVS-RCP, a nutricionista Thabata Padilha, o objetivo dessa portaria é reduzir riscos em alimentos amplamente consumidos na região. “A ideia é garantir mais segurança na produção, já que é um alimento muito consumido e que exige cuidados específicos”, frisa.

O que é a Doença de Chagas

Foto: Reprodução/ Fiocruz

A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. No início, pode apresentar sintomas muito característicos de outras doenças e, sem o tratamento correto, pode evoluir para a fase crônica e causar complicações graves, principalmente no coração e no sistema digestivo. Por esse motivo, é importante conhecer as formas de transmissão dessa doença.

Transmissão por vetor: ocorre por meio dos insetos conhecidos como barbeiros, que vivem em áreas de mata e também próximos às residências. Ao picar, podem deixar resíduos contaminados na pele, e o parasita entra no organismo ao coçar ou tocar a região.

Transmissão oral: acontece pela ingestão de alimentos contaminados durante o preparo. No Amazonas, itens como açaí e cana-de-açúcar estão entre os mais associados a esse tipo de transmissão.

Leia também: Casos de Doença de Chagas mostram importância do manejo de alimentos à base de frutos amazônicos

Como se prevenir

Para evitar a transmissão pelo vetor, é importante impedir a presença do barbeiro nas residências, mantendo a casa limpa, vedando frestas em paredes, telhados e pisos, utilizando telas em janelas e evitando o acúmulo de entulhos. Também podem ser adotadas medidas como o uso de inseticidas, quando orientado pelos serviços de saúde.

Inseto barbeiro, causador da Doença de Chagas. Foto: Divulgação/ Saúde

Para prevenir a contaminação oral, é essencial garantir a segurança dos alimentos, com atenção à higienização, ao processamento adequado e à procedência. É importante redobrar os cuidados com alimentos como açaí e cana-de-açúcar, verificando as condições de preparo para reduzir o risco de contaminação.

*Com informações da Agência Amazonas.

Tocantins alcança 2ª posição nacional em potencial de mercado e reforça ambiente econômico competitivo

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No Ranking de Competitividade dos Estados, o Tocantins ocupa a 2ª posição nacional em Potencial de Mercado, indicador que avalia crescimento econômico, força de trabalho e acesso ao crédito. Foto: Divulgação

Com programas de fortalecimento da economia e geração de emprego, o Governo do Tocantins alcançou a 2ª colocação nacional no pilar Potencial de Mercado do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

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O avanço no cenário econômico nacional evidencia a consolidação de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, ao incentivo ao empreendedorismo e à ampliação das oportunidades de trabalho, posicionando o estado como um ambiente cada vez mais competitivo e favorável ao desenvolvimento sustentável.

O indicador avalia a capacidade de crescimento sustentável das economias estaduais, considerando fatores como dinamismo econômico, expansão da força de trabalho e condições do mercado de crédito. Na metodologia do ranking, também são analisadas variáveis como o tamanho do mercado, a taxa de crescimento econômico e indicadores do sistema financeiro, como volume de crédito, comprometimento de renda, qualidade do crédito para pessoa física e níveis de inadimplência, fatores que influenciam diretamente a atração de investimentos e a competitividade dos estados.

Leia também: De olho no mercado, produtor investe no cultivo de pitaya no Tocantins

Governador Wanderlei Barbosa destaca que o estado avança com trabalho, obras nos municípios e investimentos que fortalecem a economia e geram oportunidades. Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que o reconhecimento reflete o planejamento adotado pela gestão estadual.

“O Tocantins vem avançando com trabalho, investimento e organização. Estamos fortalecendo a economia, gerando oportunidades e criando um ambiente melhor para quem quer investir e produzir. Esse resultado mostra que o estado está preparado para crescer de forma consistente nos próximos anos”, afirma o governador.

Investimentos fortalecem desenvolvimento regional

Entre os fatores que explicam o desempenho do Tocantins está o Programa de Fortalecimento da Economia e Geração de Emprego, que destina R$ 278 milhões em investimentos para obras de infraestrutura nos 139 municípios, com mais de 90% dos recursos já executados.

As ações contemplam pavimentação urbana, melhoria da infraestrutura viária e construção de espaços públicos, contribuindo diretamente para a geração de empregos, o fortalecimento da economia local e a ampliação da circulação de renda.

Leia também: Novas rotas turísticas são criadas para estimular o desenvolvimento da região central de Tocantins

Governo do Tocantins alcança 2ª posição nacional em potencial de mercado e reforça ambiente econômico competitivo
Programa de Fortalecimento da Economia e Geração de Emprego fortalece economia com investimentos nos 139 municípios tocantinenses. Foto: Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins

Os investimentos também alcançam áreas estratégicas como logística, educação, saúde e segurança, criando condições mais favoráveis para o crescimento econômico e a atração de novos empreendimentos.

Para os próximos anos

O pilar Potencial de Mercado considera não apenas o cenário atual, mas também a capacidade de crescimento das economias no médio e longo prazo, especialmente a expansão da força de trabalho na próxima década.

Nesse contexto, o desempenho do Tocantins demonstra que as políticas adotadas pelo Governo do Estado estão alinhadas a uma estratégia de desenvolvimento sustentável, com foco na geração de oportunidades, no fortalecimento do ambiente de negócios e na preparação do estado para novos ciclos de crescimento.

*Com informações da Agência Tocantins.

Rondônia destaca-se na Amazônia ao conquistar parceria com a ONU e recurso internacional para bioeconomia

Foto: Ésio Mendes

Em um marco histórico para o desenvolvimento sustentável, o governo de Rondônia consolidou seu protagonismo na agenda global ao lançar, nesta segunda-feira (13), o projeto ‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia’, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). O evento, realizado no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, oficializa a conquista de investimento de quase R$ 10 milhões, resultado da iniciativa do governo em uma disputa que envolveu a Amazônia Legal.

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A conquista do recurso não foi por acaso; o governo de Rondônia elaborou uma proposta de qualidade que atraiu essa resposta da ONU. Rondônia liderou um processo de seleção extremamente rigoroso promovido pelo Fundo Brasil-ONU. Das 21 propostas apresentadas por estados da Amazônia Legal, apenas cinco conseguiram aprovação — e o projeto rondoniense está em destaque O governador Marcos Rocha explicou que esse resultado é a prova de que o Estado amadureceu sua gestão para atrair investimentos que priorizam a conservação da Amazônia com foco em melhorar a vida das pessoas.

“Rondônia vem avançando e, quando vemos um projeto desse sendo validado pela ONU, com doação de recurso do Canadá, é a certeza de que Rondônia está no caminho certo. É um estado que prospera e, ao mesmo tempo, reduz impactos ambientais, e isso tem sido visto pela ONU. Não estamos falando apenas da conservação da floresta, da sustentabilidade, mas de investir nas pessoas. Este projeto será o modelo para toda a Amazônia de como unir preservação ambiental com prosperidade econômica”, pontuou o governador.

O secretário de Integração do Estado de Rondônia em Brasília (Sibra), Augusto Leonel, complementou que este projeto foi uma construção feita com união e objetivo comum. “O governo do estado não fica esperando o recurso chegar; sai na frente para apresentar Rondônia ao mundo e conquistar condição de melhorar a vida da população. E esse projeto hoje se torna realidade por meio de vários atores e setores. O desenvolvimento pensado pelo governo de Rondônia foca nas pessoas. Com o recurso do Canadá chegando por meio da ONU e o trabalho integrado de diversas secretarias do governo e parceiros, Rondônia prova que já produz o futuro, com desenvolvimento social e sustentável.”

Assinatura da carta oficial do projeto ‘‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia”

Protagonismo

O protagonismo do governo de Rondônia também foi enfatizado pela coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, destacou que a visão estratégica do governo foi o diferencial para garantir o aporte financeiro.

“A bioeconomia, aqui em Rondônia, deixa de ser um conceito e se torna uma realidade concreta capaz de transformar vidas. O governo demonstrou uma liderança admirável ao desenhar uma iniciativa que alcança quem está na ponta. Escolhemos esta proposta porque valoriza o conhecimento local e promove práticas produtivas regenerativas. Ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento sustentável com igualdade de gênero, que é a estratégia mais inteligente para que toda a sociedade avance”, declarou Silvia Rucks.

Leia também: Bioeconomia ganha destaque como estratégia de desenvolvimento sustentável no Amazonas

Rondônia destaca-se na Amazônia ao conquistar parceria com a ONU e recurso internacional para bioeconomia
Assinatura da carta oficial do projeto ‘‘Inclusão e Empoderamento de Mulheres Empreendedoras e de Agricultores Familiares por meio da Bioeconomia”. Foto: Ésio Mendes

A secretária-executiva do Consórcio Amazônia Legal, Vanessa Duarte, detalhou o mérito da equipe estadual e o rigor da seleção vencida: “Nós recebemos nessa rodada 21 projetos avaliados. Desses 21, apenas nove atendiam aos requisitos do fundo. E, desses nove, apenas cinco foram aprovados, e este projeto que foi lançando  em Rondônia é um desses cinco. O Estado, mais uma vez, demonstra essa capacidade de ser um governo que não apenas fala em desenvolvimento, mas que apresenta questões concretas para conquistar recursos internacionais”.

Como funcionará?

As ações têm como alvo duas cadeias produtivas consideradas estratégicas para o estado: café e cacau. Com execução no biênio 2026-2027. Serão beneficiadas nesta primeira fase 600 pessoas, sendo 450 mulheres e 150 homens:

  • Mulheres empreendedoras em municípios como Alta Floresta d’Oeste, Cacoal e Novo Horizonte d’Oeste, em cultivo de café;
  • Agricultores familiares de Jaru, Ariquemes e Ouro Preto do Oeste serão contemplados na cadeia do cacau.

A iniciativa irá revolucionar a bioeconomia de Rondônia, com inovação e aperfeiçoamento da produção por meio de orientações e capacitações, criação e fortalecimento de cooperativas e bioindústrias locais e conexão com o mercado internacional. A proposta é que mais recursos sejam doados e mais pessoas sejam alcançadas, a partir do sucesso deste projeto.

A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas

Segurança alimentar e protagonismo feminino

A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas, como a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e a ONU Mulheres.

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) no Brasil, Jorge Meza, reforçou o impacto técnico e econômico para os agricultores familiares.

“Este é um combo muito positivo que traz orientação, capacitação e direcionamento de mercado. Queremos que os agricultores familiares possam entender o potencial que têm e multiplicar esse potencial para levar o café e o cacau para fora do Brasil, com selo de sustentabilidade”.

Leia também: Potencial de produtos amazônicos da bioeconomia é analisado em estudo realizado no Amazonas

A iniciativa será executada com liderança do governo, combinada ao apoio das agências da Organização das Nações Unidas. Foto: Ésio Mendes

Já a representante da ONU Mulheres, Gillianne Palayret, pontuou o impacto social e a quebra de barreiras: “As mulheres são protagonistas silenciosas dentro dessa economia rural. Poder contribuir para que elas acessem mais crédito, capacitação e espaço será fundamental para o desenvolvimento sustentável da região e para garantir que a participação feminina seja valorizada como o motor de transformação que realmente é”.

A titular da Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, finalizou conectando o progresso econômico à dignidade humana: ” As nossas mulheres são uma base forte dentro da agricultura familiar, desde a parte operacional até a parte da gestão. Vamos poder fortalecer a proteção e o cuidado, somando esforços com o que já acontece no programa Mulher Protegida, em que elas recebem auxílio financeiro para poder sair da dependência financeira que, na maioria dos casos, é por onde a violência acontece”.

Cadeias produtivas em destaque no projeto

  • Café
  • Cacau

Participantes

Além do governo de Rondônia e da ONU, o projeto também deve mobilizar apoio de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Rondônia, a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e do Desenvolvimento Agrário, além da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e investidores privados.

*Com informações da Secom – Governo de Rondônia.

Super Terminais participa da NN Logística como patrocinador master e destaca investimentos em energia e expansão

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Foto: Divulgação/Super Terminais

O Super Terminais participará da feira NN Logística como expositor e patrocinador master, entre os dias 22 e 24 de abril em Manaus (AM), no Centro de Convenções Vasco Vasques. A empresa leva ao evento sua agenda de investimentos em infraestrutura, energia e expansão das operações na região Norte.

Em 2025, o Super Terminais foi reconhecido com a categoria ouro por ter o melhor estande do evento. A Navegistic Navalshore Amazônia é resultado da fusão das feiras Navegistic Manaus e Navalshore Amazônia, ambas realizadas em sua primeira edição em 2023. Hoje, a NN é a maior feira fluvial da América Latina.

O Super Terminais estruturou um planejamento focado em impulsionar a logística regional. A empresa prevê investir cerca de R$ 400 milhões em 2026 na modernização de ativos, ampliação de capacidade e adoção de tecnologias mais limpas, incluindo a aquisição de novos guindastes e a eletrificação gradual da frota de caminhões. Entre os projetos em andamento, está a implantação da primeira usina de gás natural voltada a operações portuárias da região Norte.

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Com investimento de R$ 30 milhões, a usina fornecerá energia para dez guindastes elétricos. Os três primeiros estão previstos para entrar em operação ainda neste ano. Os equipamentos poderão reduzir aproximadamente 17 mil toneladas de emissões de CO₂ por ano.

“Essa iniciativa busca aumentar a previsibilidade energética e reduzir custos operacionais, além de alinhar a operação às exigências de descarbonização do setor logístico”, afirma Marcello Di Gregorio, diretor-geral do Super Terminais.

A companhia também avança na expansão de sua atuação no Norte do país. Está em implantação um novo porto em Itacoatiara, voltado ao transbordo de grãos, com foco no atendimento à demanda do Arco Norte e no escoamento da produção agrícola.

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Município de Itacoatiara, no interior do Amazonas. Foto: Reprodução/Acervo Rede Amazônica AM

Super Terminais na NN Logística 2026

A participação na NN Logística ocorre em um momento de crescimento operacional da empresa. Em 2025, o Super Terminais movimentou 300.723 TEUs, alta de 13% em relação ao ano anterior, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

No mesmo período, a movimentação total de cargas avançou de 1,8 milhão para 2,4 milhões de toneladas, crescimento de 33,3%.

O desempenho do Super Terminais acompanha a expansão do Polo Industrial de Manaus, que registrou faturamento de R$ 227,6 bilhões em 2025, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus.

“Com mais de 550 fábricas em operação e novos projetos em expansão, o PIM conta com uma base industrial robusta, que exige soluções logísticas cada vez mais eficientes e sustentáveis. E nós estamos nos preparando para atender as demandas com a máxima eficiência operacional”, finaliza Di Gregorio.

Leia também: BR-319 deve impulsionar chegada de novas fábricas ao PIM, diz superintendente da Suframa

A NN Logística 2026 será de 22 a 24 de abril, 14h às 22h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, localizado na Avenida Constantino Nery, n°. 5001, no bairro Flores, em Manaus (AM). Para o credenciamento, acesse AQUI.

Sobre o Super Terminais

Super Terminais é um dos principais hubs logísticos da região Norte, com atuação estratégica no modal portuário. Sua missão é impulsionar exportações e importações com qualidade, agregando valor aos clientes e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Amazonas e do Brasil. Operando há 30 anos em Manaus, é reconhecido como o primeiro porto verde do Brasil, destacando-se por sua liderança em sustentabilidade, inovação energética e eficiência operacional.

Opera cargas conteinerizadas, cargas de projetos e cargas soltas sejam nacionais ou de importação, com equipamentos modernos e rigorosos padrões de manutenção e segurança. Entre os projetos futuros, estão a operação do Porto de Itacoatiara (AM), aportes em modernização de ativos e uma parceria com o Governo do Amazonas na implantação da primeira usina de gás voltada ao maquinário portuário, ampliando o uso de energia mais limpa nas operações.

Cloro é importante para manter qualidade da água e garantir saúde à população; saiba mais

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Foto de capa: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Desde a captação em lagos e mananciais até chegada nas torneiras, o processo de tratamento e distribuição de água potável à população inclui uma série de etapas. Uma delas é a desinfecção do líquido através da cloração, que consiste na adição de cloro para eliminar microrganismos causadores de doenças.

Conhecido por sua alta capacidade de descontaminação, o cloro é um elemento químico amplamente utilizado como desifetante potente para água potável e obrigatório nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) para garantir a segurança microbiológica até a chegada da água ao consumidor.

Para a engenheira química Cristiane Costa, o cloro é essencial para a saúde pública. “Digo, sem exagero nenhum, que o cloro é uma elemento químico que salva e tem salvado vidas ao longo da história da humanidade. Não é nenhum medicamento de última geração, é simplesmente um vetor importante para o combate de doenças mortais e preservação da água que consumimos”, reforçou.

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A especialista destaca que a utilização do cloro durante o tratamento de água potável contribui para a eliminação de agentes patológicos causadores de doenças que já foram consideradas preocupantes pelas autoridades sanitárias nas últimas décadas.

“O cloro é tão fundamental no tratamento da água porque previne uma série de doenças como cólera, febre tifoide e hepatite A, que foi precursor de várias pandemias no passado. Mas graças à cloração sistemática da água, essas doenças foram praticamente extintas. Então, o cloro não é uma ameaça, e sim um escudo de proteção à nossa saúde”, destacou a especialista.

Cloro é importante para manter qualidade da água e garantir saúde à população
Foto: Reprodução/Quimitec

Critérios para uso do cloro na água

Segundo Cristiane, o uso do cloro na água atende à critérios estabelecidos na Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

A norma determina uma quantidade concentrada mínima e máxima de cloro na água para assegurar uma proteção contínua durante todo o seu percurso na rede de abastecimento.

“A regulamentação do Ministério da Saúde estabelece uma concentração mínima de cloro residual na saída do tratamento de água, que é em torno de 0,2 mg/l e no máximo 5 mg/l. A rede de distribuição de água tem que ter esse mínimo necessário, muitas das vezes a população fica receosa quando ela sente um pouco do cheiro de cloro, mas isso é chamado de residual. No entanto, esse cloro residual é sinônimo de que a água foi tratada e que ela apresenta qualidade para ser consumida”, explicou.

Segurança e saúde

A engenheira química destacou também a importância do profissional responsável pelo controle do cloro para a garantia da saúde pública.

“Se tem cloro insuficiente, a gente tem um risco biológico imediato que são as doenças infecciosas. Já o cloro em excesso tem o risco químico a longo prazo, então a segurança está na dosagem precisa do monitoramento técnico do cloro. Por isso a importância do profissional de química ligado diretamente a esse controle, não só da quantidade, mas sim dos parâmetros corretos como pH, alcalinidade, a própria turbidez da água, e por aí vai. É extremamente importante ter atenção a todos esses fatores”, alertou.

Águas que Transformam

A entrevista com Cristiane Costa faz parte do quadro ‘Águas que transformam’, do programa Estação CBN Belém, da rádio CBN Amazônia, na edição de 15 de abril.

Imagem: Reprodução/Youtube-CBN Amazônia

O especial visa ampliar o diálogo com a população e a melhoria do serviço do fornecimento de água no estado.

Com apresentação da jornalista Ize Sena, o quadro vai ao ar toda quarta-feira no Estação CBN Belém, na 102.3 FM e no YouTube. Confira a entrevista completa (a partir de 1:17):

Confira mais episódios do especial ‘Águas que transformam’ AQUI.

Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares

Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Com um cocar ancestral na cabeça, feito com penas de maritaca e de arara, o artesão Tapurumã Pataxó, de 32 anos, aproveitou o Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF), para alertar que o cenário dos territórios indígenas tem sido de menos aves no céu. Com menos pássaros, a produção artesanal de cocares é impactada.

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A mudança de cenário tem relação com desmatamento, queimadas e agrotóxicos implementados por grileiros e invasores não-indígenas, segundo reclamam as lideranças indígenas.

Tapurumã recorda que aprendeu a produzir os cocares na infância com os avós.

“Os fazendeiros estão acabando não só com o nosso território, mas com o Brasil todo”, lamentou o artista que vive na Aldeia Barra Velha, em Porto Seguro (BA). 

Tapurumã Pataxó aprendeu a produzir cocares com os avós. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Leia também: O colorido dos ‘cocares emoldurados’ do artista parintinense Alessandro Oliveira

“Somos o primeiro povo que teve contato com os portugueses. E somos desmatados desde 1500”. Ele recorda que, na infância, via muito mais araras do que hoje, por exemplo. Tapurumã diz que a comunidade conta com projetos ambientais para reinserir as aves no ecossistema. 

O artista explica que os artesãos fazem os cocares a partir das penas que caem dos animais. “Há muitos animais da minha infância que já desapareceram porque tem muita queimada criminosa”.

Falta de consciência

Outra artesã pataxó, Ahnã, de 45 anos, que vive na Aldeia Velha, também em Porto Seguro (BA), diz que está sendo preciso recorrer até ao zoológico para buscar penas de animais.

“É uma tristeza muito grande você ver que os animais que eram livres estão hoje em uma área fechada por causa do desmatamento e da falta de consciência ambiental do ser humano”.

Leia também: Mãe e filha transformam sabores regionais em espaço inspirado nos povos indígenas

Ahnã Pataxó relata que tem que recorrer ao zoológico para recolher penas para os cocares. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

No dia a dia, ela sente falta do gavião real, da arara e até do papagaio. “Papagaio também está ficando bem escasso e a gente precisa promover mais ações de consciência ambiental.”.

Mudanças climáticas

O impacto ambiental é também sentido pelo artesão Keno Fulni-ô, de 40 anos, que vive na aldeia próxima à cidade de Águas Belas (PE). “Onde a gente mora, temos a presença do gavião, do caracará, da garça e do anu”.

 As mudanças climáticas têm feito as aves se comportarem de outras formas, explica.

Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares
Indígenas relatam que desmatamento impacta produção de cocares. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A artesã Ahnã Pataxó ressalta que em encontros, como o que ocorreu no Acampamento Terra Livre, os artesãos aproveitam para fazerem as trocas de materiais (as penas), em vista de que há aves típicas de cada habitat. Algumas mais e outras menos resilientes aos impactos ambientais.  

Símbolos

O artista Tapurumã Pataxó explica que o cocar simboliza a identidade e a proteção do povo.

“O cocar tem o sentido de nossa resistência. É o que nos protege e nos dá força pra lutar pelos nossos direitos, pela educação e pela demarcação do nosso território”.

Até pelo que significa, o artista pataxó entende que os não-indígenas que adquirem o cocar devem ter respeito e guardar num quadro, emoldurar e colocar em casa para protegê-la.

“Um não indígena comprar para ficar usando como se fosse um indígena não é legal”.

Leia também: Trançados indígenas são uma forma de transmissão de conhecimento na região amazônica

Aaloa Fulni-o se destaca pela habilidade com que produz os cocares. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Da mesma forma, Keno Fulni-ô pede que os não-indígenas tenham muito respeito pela simbologia do cocar. “Esperamos que uma pessoa não coloque um cocar na cabeça e vá beber, por exemplo. Ir para carnaval. Não é o que o nosso povo espera”.

Ahnã Pataxó explica que o cocar consiste em um símbolo de aliança.

“Quando nós vamos fazer nossos casamentos tradicionais, a gente não troca uma aliança de metal. A gente troca o cocar”. Inclusive, a costura por trás do objeto artístico, há costura das penas. “É como se a gente estivesse unindo todo o nosso povo”, compara.

Pena a pena

Foi a união do povo Fulni-ô que fez o jovem Aalôa, de 21 anos, que vive também em aldeia na cidade de Águas Belas aprender a fazer o cocar quando tinha 14 anos. Os amigos que o rodeavam no Acampamento Terra Livre disseram que a habilidade do rapaz na produção da arte chama atenção de todos. 

Ele costurava um cocar com penas de papagaio e esperava terminar a arte em menos de 30 minutos. Ele pendurava o cordão e costurava uma a uma, depois de limpar e tingir.

“Eu me sinto muito bem em fazer. Acaba com estresse, me relaxa. Somos a voz do nosso povo e uma só família”

*Por Luiz Cláudio Ferreira, Agência Brasil.

Nova lei prioriza a aquisição do café produzido no Amazonas nos órgãos da administração pública estadual

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Medida fortalece cadeia produtiva do Café Robusta Amazônico, oriundo dos produtores locais. Foto: Isaac Maia/Sepror

O Amazonas deu um passo estratégico para fortalecer o setor primário e valorizar a produção local com a sanção da Lei nº 8.139, de 18 de março de 2026. A medida, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), foi sancionada pelo governador Wilson Lima e determina que órgãos e instituições públicas priorizem a aquisição do café do tipo Robusta Amazônico.

A medida garantiu que recursos antes destinados a fornecedores de outros estados passassem a circular dentro do próprio Amazonas, com potencial de reinjetar milhões de reais por ano na economia rural.

Robustas Amazônicos. Foto: Aliny Melo

Além de estimular a circulação interna de recursos, a nova lei criou um mercado consumidor estável e de grande escala para os produtores locais, oferecendo previsibilidade e segurança para investimentos na produção. A medida fortaleceu especialmente a agricultura familiar, principal base da cadeia produtiva do café no estado.

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A política também consolidou anos de investimentos públicos no setor primário desde 2019, início da gestão de Wilson Lima. Por meio da Secretaria de Produção Rural do Amazonas, o governo estadual intensificou o apoio técnico, logístico e institucional aos agricultores, com destaque para a expansão da cultura do café robusta amazônico como alternativa econômica sustentável.

A nova lei representou uma mudança estrutural na política de compras públicas, ao direcionar o consumo institucional para a produção regional, segundo o secretário de estado de Produção Rural, Daniel Borges.

Foto: Isaac Maia/Sepror

Outro pilar fundamental dessa evolução foi o trabalho do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), responsável pela assistência técnica no campo. Técnicos do instituto foram capacitados em parceria com a Embrapa Amazônia Ocidental, levando inovação, tecnologia e conhecimento diretamente aos produtores rurais.

Esse processo permitiu a adaptação e expansão do cultivo do robusta amazônico, uma variedade desenvolvida com alto desempenho produtivo e qualidade sensorial diferenciada.

Municípios como Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Rio Preto da Eva, Silves e Presidente Figueiredo já se destacam na produção do café robusta, consolidando uma nova fronteira agrícola no sul do estado. Nessas regiões, o café se mostrava uma alternativa viável de renda, com produtividade que podia ultrapassar em mais de 200% outras variedades tradicionais.

Leia também: A história do café adaptado à Amazônia

A legislação também reconheceu e valorizou esse esforço coletivo, premiando os investimentos em pesquisa da Embrapa e o trabalho contínuo de transferência de tecnologia realizado no campo. Ao mesmo tempo, chamou atenção para a qualidade crescente do café produzido pela agricultura familiar amazonense, que vinha ganhando espaço e reconhecimento.

Outro impacto relevante da lei foi o estímulo à organização produtiva. Para atender à demanda do setor público, associações, federações e cooperativas passaram a precisar estar devidamente regularizadas, o que impulsionou a formalização no campo. O destaque é a atuação do Núcleo de Apoio ao Cooperativismo e Associativismo do Setor Primário (Nucap), vinculado à Sepror, que tem sido fundamental na orientação documental e estrutural dessas organizações.

Foto: Isaac Maia/Sepror

Prioridade econômica

Para Daniel Borges, a lei representou um marco histórico. “O café robusta amazônico é uma das maiores potencialidades econômicas do nosso estado. Essa política pública garante mercado, valoriza o produtor e consolida um trabalho que vem sendo construído há anos, com ciência, tecnologia e dedicação no campo”, destacou.

A proposta contou, inclusive, com manifestação técnica favorável da própria Sepror durante sua tramitação, reforçando a viabilidade e os benefícios da medida para o desenvolvimento rural sustentável.

Com a sanção da lei, o Amazonas não apenas fortaleceu sua produção interna, mas também passou a se posicionar como referência nacional na valorização de cadeias produtivas regionais. A iniciativa passou a ser vista como modelo para outros estados brasileiros, ao demonstrar como políticas públicas bem estruturadas podem gerar desenvolvimento econômico, inclusão social e valorização da agricultura familiar.

*O texto foi publicado originalmente no site da Sepror-AM

Alunos de Barreirinha criam sabonete com borra de café

Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

Utilizar a borra de café para criação de sabonete esfoliante foi a base de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O estudo foi desenvolvido por estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas, na Escola Estadual Profª. Maria Belém, em Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus).

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A pesquisa intitulada ‘Produção de sabonete esfoliante a partir do reaproveitamento da borra de café, realizada pelos alunos do 3º ano do Ensino Presencial com Mediação Tecnológica’ foi amparada por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), edital n° 002/2024, e coordenada pela professora de Química Karliany de Souza Lima, da Secretaria de Educação.

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Alunos do Programa Ciência na Escola da Fapeam criam sabonete com borra de café, em Barreirinha
Alunos do Programa Ciência na Escola da Fapeam criam sabonete com borra de café. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

O objetivo principal do projeto foi o reaproveitamento da borra de café na aplicação em cosméticos, devido à grande quantidade de componentes potencialmente valiosos, que trazem benefícios à pele, como os antioxidantes, anti-inflamatórios, antitumorais e capacidade de adsorção.

“Produzimos dois tipos de sabonetes esfoliantes em barra com composições diferentes, a fim de demonstrar que o reaproveitamento da borra pode ser realizado do modo mais simples para uso doméstico e para fins de comercialização”, explicou a coordenadora do projeto.

Produção do sabonete

Para a confecção do sabonete, os alunos realizaram trabalhos escritos e vídeos sobre como é feito a produção do sabonete, além disso realizados diversos experimentos, juntamente com o professor, até chegar na qualidade desejada do item de higiene pessoal.

O tempo de produção final do item de limpeza foi de 24 horas, e foram usados óleo de amêndoas, sabonete glicerinado, base de glicerina, glicerina líquida, álcool de cereais e lauril (sulfato de sódio), além da borra do café. Tantos os alunos quanto a comunidade escolar foram incentivados a investigar soluções para problemas socioambientais, e colocar em prática alternativas sustentáveis para preservação e conservação ambiental.

A avaliação do sabonete esfoliante foi realizada por 20 voluntários da comunidade, os quais observaram aspectos como: cremosidade de espuma, sedosidade durante o uso, cheiro, dureza e durabilidade.

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Alunos do Programa Ciência na Escola da Fapeam criam sabonete com borra de café. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

E, em seguida, responderam a um questionário sobre o produto: muito boa; boa; indiferente e ruim. Sobre o uso do sabonete esfoliante: gostou muito; gostou e não gostou. E também sugestões durante o processo de produção. Ao fim do questionário 12 voluntários disseram que gostaram muito do produto.

Apoio da Fapeam

Para a coordenadora do projeto, o apoio da Fapeam é primordial para a formação dos alunos que desejarem ingressar nas carreiras ligadas às ciências.

“As bolsas fornecidas pela Fundação não só cobrem custos, mas também servem de incentivo aos alunos a participarem de projetos científicos, tornando-os protagonistas”, disse Karliany de Souza Lima.

Programa Ciência na Escola

O PCE é uma ação criada pela Fapeam, com o objetivo de apoiar a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do ensino médio e suas modalidades: educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica, a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipais de Manaus, Coari, Manacapuru e Uarini (respectivamente, a 363, 68 e 565 quilômetros de Manaus).

*Com informações da Agência Amazonas.

Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas

Foto: Divulgação/Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) publicou a Instrução Normativa nº 003/2026, que estabelece regras para o cadastro obrigatório de pessoas físicas e jurídicas que exercem atividades com potencial de impacto ambiental no estado e disciplina a cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA/AM).

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Na prática, a norma se aplica a quem desenvolve atividades que possam causar algum tipo de poluição ou utilizar recursos naturais, como produção, transporte, armazenamento ou comercialização de produtos potencialmente poluentes. A regulamentação consta na edição do Diário Oficial do Estado (DOE-AM) do dia 8 de abril.

De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a medida fortalece o controle ambiental e facilita a regularização dos empreendimentos ao unificar procedimentos com o sistema federal.

“A medida traz mais clareza sobre as obrigações dos empreendimentos, simplifica procedimentos com a integração ao sistema do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e amplia a capacidade de monitoramento do Estado. Com isso, conseguimos tornar a fiscalização mais eficiente e aumentar a conformidade ambiental no exercício das atividades econômicas”, afirmou o gestor.

Cadastro unificado e obrigatório

O registro passa a ser feito de forma integrada ao sistema do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP). Com isso, as informações são reunidas em um único sistema, válido para os níveis estadual e federal.

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Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas. Foto: Divulgação/Ipaam

A inscrição deve ser realizada por estabelecimento e incluir todas as atividades desenvolvidas, mesmo aquelas que não constam no objeto social. A ausência de cadastro é considerada infração administrativa e pode resultar em multas e outras sanções previstas na legislação ambiental.

O cadastro é feito exclusivamente pela internet, no sistema do Ibama, por meio dos endereços: Serviços para pessoas jurídicas , e Serviços para pessoas físicas. Após o preenchimento, os dados são automaticamente integrados ao Cadastro Técnico Estadual.

Regras da taxa ambiental

A norma também estabelece as regras da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental do Estado do Amazonas. De acordo com a Instrução Normativa nº 003/2026, o valor da TCFA/AM corresponde a 60% da taxa federal cobrada pelo Ibama, sendo calculado conforme o porte do empreendimento e o potencial de impacto ambiental da atividade.

Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas. Foto: Divulgação/Ipaam

Como referência, no âmbito federal, os valores da taxa variam, atualmente, de R$ 128,90 a R$ 5.796,73 por trimestre. No Amazonas, a cobrança segue esse parâmetro, com aplicação do percentual definido na legislação estadual.

O recolhimento é feito por meio da Guia de Recolhimento da União, emitida no sistema do Ibama, reunindo em um único documento a cobrança estadual e federal. A taxa é devida por estabelecimento e cobrada trimestralmente.

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Obrigações e isenções

A norma também determina a obrigatoriedade de envio anual do Relatório de Atividades Potencialmente Poluidoras, conforme regras estabelecidas na legislação ambiental.

Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas
Ipaam define novas regras para cadastro ambiental obrigatório no Amazonas. Foto: Divulgação/Ipaam

Estão isentos do pagamento da taxa órgãos públicos, entidades filantrópicas, agricultores de subsistência e populações tradicionais.

O Ipaam orienta que os responsáveis mantenham os dados atualizados no sistema e acompanhem os prazos estabelecidos para evitar penalidades.

*Com informações da Agência Amazonas.

Pesquisadores lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso

Willian Krause na Unidade Demonstrativa em Lucas de Rio Verde. Foto: Arquivo Pessoal

Após mais de uma década de pesquisas, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Tangará da Serra, colocou no mercado duas novas cultivares de abacaxi desenvolvidas para as condições de cultivo de Mato Grosso: a Unemat Diamantina e a Unemat Rubi. O trabalho, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), priorizou resistência a doenças, desempenho agronômico e estabilidade produtiva para os produtores rurais.

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A iniciativa integra ações do Centro de Pesquisa, Estudos e Desenvolvimento Agroambientais (Cpeda) da Unemat e do programa de extensão MT Horticultura, voltado à difusão de tecnologias para o campo. A cultura do abacaxi tem grande importância no Brasil, tanto no consumo in natura quanto no potencial de exportação, colocando o país entre os quatro maiores produtores mundiais.

O principal gargalo da cadeia, porém, continua sendo a fusariose do abacaxizeiro, causada pelo fungo Fusarium guttiforme. A doença atinge especialmente cultivares tradicionais como Pérola e Jupi, altamente suscetíveis. A enfermidade compromete diferentes fases da planta e pode levar a perdas de até 80% da produção, com redução de crescimento, exsudação e apodrecimento dos tecidos. Nos frutos, o ataque resulta em polpa mole, pegajosa, escurecida, com mau cheiro e alteração de textura e sabor, inviabilizando o consumo.

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Pesquisadores da Unemat lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso
Pesquisadores da Unemat lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso. Foto: Davi Junghans/Embrapa

Frente a esse cenário, o melhoramento genético foi adotado como estratégia para reduzir perdas, diminuir o uso de fungicidas e melhorar o manejo da cultura. Em 2012, pesquisadores da Unemat implantaram um Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de abacaxi, reunindo diferentes materiais genéticos para avaliação. A partir daí, foram conduzidas etapas de análise de incidência de doenças, avaliação de caracterização agronômica, estudos de diversidade genética, cruzamentos controlados, formação de populações e seleção de clones com uso de métodos estatísticos (REML/BLUP), além de testes de campo para resistência à fusariose. O processo culminou na seleção final de materiais promissores e no lançamento, em 2024, das cultivares Unemat Diamantina e Unemat Rubi.

Do ponto de vista agronômico e de qualidade de frutos, as duas cultivares apresentam características bem definidas. A Unemat Rubi se destaca pelo formato cilíndrico, polpa amarela, massa média de 1,4 kg e teor de sólidos solúveis de 14° Brix. Já a outra cultivar atinge massa média de 2,3 kg e 13,5° Brix, indicando maior doçura potencial. Ambas apresentam acidez titulável em torno de 0,4% e relação açúcar/acidez superior a 30, o que garante um bom equilíbrio entre doçura e acidez, atributo valorizado para o consumo in natura.

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Pesquisadores da Unemat lançam duas novas cultivares de abacaxi adaptadas a Mato Grosso. Foto: Luciano Gomes/Seaf-MT

No manejo, a recomendação é o uso de mudas tipo filhote, previamente classificadas por tamanho e submetidas à cura ao sol por cerca de sete dias. O plantio pode ser feito em sulcos ou covas, com organização em mudas para maior uniformidade do estande, em densidade entre 30 mil e 40 mil plantas por hectare. A adubação deve seguir análise de solo, com aplicações anuais e manutenção durante o ciclo. Além disso, recomenda-se o controle de plantas daninhas, que competem por nutrientes e luz, sobretudo nos estágios iniciais. A irrigação recomendada varia entre 60 e 120 mm mensais, de acordo com as condições climáticas e de solo.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor doutor Willian Krause, as duas cultivares apresentam porte ereto e desenvolvimento vegetativo superior a um metro de altura.

“A Unemat Diamantina possui altura média de 1,02 m, enquanto a Rubi atinge cerca de 96,5 cm. Esse porte vertical favorece o fechamento do dossel de folhas e a proteção natural da muda de tipo filhote, o que influencia diretamente na propagação e no manejo da cultura”, explica.

Uma característica que chama a atenção é a ausência de espinhos nas folhas, fator que facilita os tratos culturais, a colheita e o manejo da lavoura, reduzindo o risco de acidentes e aumentando a eficiência operacional. As principais diferenças entre as cultivares estão na coloração das folhas: a Diamantina apresenta folhas verdes, enquanto a Rubi possui folhas com tonalidade arroxeada.

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Foto: Lucas Diego/Seaf-MT

No campo fitossanitário, Diamantina e Rubi se destacam pela resistência à fusariose, o que reduz a necessidade de defensivos químicos e contribui para maior estabilidade produtiva.

“O desenvolvimento das cultivares Diamantina e Rubi representa uma alternativa tecnológica para os produtores alcançarem resistência genética a doenças, melhoria no manejo, maior padronização da produção e redução de custos com insumos. Além disso, evidencia a importância da pesquisa pública na geração e difusão de tecnologia para o fortalecimento da agricultura em Mato Grosso”, ressalta Krause.

*Com informações da Universidade do Estado do Mato Grosso.