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Nova rota marítima que conecta Amapá à China fortalece economia regional

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Nova rota permite economia nos custos e redução no tempo para transportar cargas entre Brasil e China. Foto: Márcio Pinheiro/MIDR

O Amapá passa a ter destaque na rota marítima internacional, com a inauguração da rota de conexão entre o Porto de Gaolan, em Zhuhai, na China, e o Porto do município amapaense de Santana. A interligação é parte da articulação do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), para fortalecer o comércio bilateral.

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Nova rota marítima conecta Amapá à China
Brasil e China inauguram rota marítima direta com passagem pelo Porto de Santana. Foto: Reprodução/Acervo PMS

Com a nova rota, o Amapá amplia a visibilidade e abre novas possibilidades para o crescimento na movimentação portuária, na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. 

“É resultado das articulações do governo brasileiro na agenda de cooperação com a China. A rota promove benefícios mútuos, uma vez que facilita a entrada de produtos chineses para alavancar atividades comerciais e industriais no estado, como também garante que os chineses possam consumir produtos do nosso agro e da bioeconomia”, explicou o ministro Waldez Góes. A conexão reduz em aproximadamente 14 dias o tempo de transporte em comparação às rotas tradicionais, em geral pelo Porto de Santos (SP).

Produtos amazônicos devem ter envio acelerado ao mercado chinês com a nova rota. Canal Dourado, na China. Foto: Divulgação/MIDR

Segundo o ministro, a nova rota permite economia nos custos e redução no tempo para transportar cargas entre os dois países. “Se você sair hoje com o produto do Centro-Oeste, comparado com o Porto de Santos, para a Europa, você diminui, por exemplo, a soja, o custo de 14 dólares por tonelada. E se for para a China, 7,8 dólares por tonelada. Além do tempo de viagem que diminui. Isso agrega na recompensa ao produtor, seja ele da Amazônia ou do Centro-Oeste”, destacou Góes ao Bom Dia, Ministro.

É resultado das articulações do governo brasileiro na agenda de cooperação com a China. A rota promove benefícios mútuos, uma vez que facilita a entrada de produtos chineses para alavancar atividades comerciais e industriais no estado, como também garante que os chineses possam consumir produtos do nosso agro e da bioeconomia” Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional

Porto de Santana fica na foz do Rio Amazonas — Foto: CDSA/Divulgação

Leia também: Produtos da Amazônia passam a ter rota direta para a China via Porto de Santana, no Amapá

Primeiro carregamento

Durante a inauguração, houve o primeiro descarregamento de produtos chineses na área de alimentos e equipamentos de energia solar. As mercadorias, vindas de Zhuhai, região chinesa conhecida como Grande Baía, foram recebidas em containers pela Companhia Docas de Santana (CDSA).

Referência Amazônica

O governador do Amapá, Clécio Luís, enfatizou o papel estratégico do estado no processo logístico, que passa a ter mais protagonismo com a criação da nova rota. “Seremos referência para outras regiões da Amazônia e para o Centro-Oeste. O estado será corredor de importação de toneladas de produtos que serão transportados e serão beneficiados por meio das políticas de livre comércio e Suframa. É um marco histórico para o Amapá”, acrescentou.

Mais negócios

O presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil – China, Fábio Hu, destacou a aproximação do Amapá com a China para o fechamento de novos acordos de cooperação. “A partir de hoje, podemos fechar mais negócios com o Amapá. A China está disposta a cooperar de forma significativa para o desenvolvimento do estado, focando na sustentabilidade e boas práticas”.

Empregos

O prefeito do município de Santana, Bala Rocha, apontou o potencial de geração de empregos e desenvolvimento com a rota. “Nosso Porto de Santana ficará mais estruturado para esse maior fluxo de mercadorias. É a possibilidade de contratação de mais mão de obra e mais benefícios para a população da nossa cidade”, concluiu.

Avó se diverte ao empinar pipas com os netos durante festival na 54ª Expofeira do Amapá

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Avó participa de festival de pipas com os netos na 54ª edição da Expofeira. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Uma avó se divertiu junto com os netos na 54ª Expofeira do Amapá durante o festival de pipas. Edna Sacramento, de 67 anos, levou os netos e o bisneto para o festival realizado nesta segunda-feira (1º), na pista de motocross. Ela contou que o passeio foi feito especialmente para atender ao pedido das crianças.

“Eu sou vó e bisavó, eles queriam vir pra cá e não tinha quem trouxesse, pra fazer a vontade de neto e bisneto. Eu tô achando muito divertido. Meu bisneto é autista e ele tá muito feliz empinando a pipa dele”, disse Edna, que tem três netos e bisnetos.

O festival de pipas é uma das atrações da expofeira e acontece novamente no domingo (7), o Dia da Família. Serão distribuídas 750 pipas e 750 carretéis de linhas.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

“É muito importante tirar o foco da comunidade de outras atividades e trazer as crianças para o lazer. O esporte salva vidas, então esse incentivo é essencial”, afirmou Venilton Teixeira, representante da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer do Amapá (Sedel).

Festival de pipas da 54ª Expofeira do Amapá reúne famílias

O jovem Idaison Batista, de 25 anos, também participou do evento e aproveitou uma folga no trabalho para se divertir. Ele trabalha como autônomo vendendo pipoca, algodão doce e batata frita na feira.

“É um evento legal, tem várias pessoas se divertindo e empinar pipa é algo que a gente faz desde criança. Tive um tempo livre agora e é bom aproveitar pra uma diversão e depois trabalhar de novo”, disse.

Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

Esta é a primeira edição do evento promovido pela Sedel, que tem como objetivo oferecer lazer seguro para crianças e famílias.

“Hoje estamos realizando o primeiro festival de pipas. Distribuímos 250 pipas e 250 carretéis com linha branca, que são do tipo sem cerol, mais seguras para quem participa e para quem circula pelo local”, explicou Venilton.

Além do festival de pipas, a Sedel também organiza outras atividades na Expofeira. No estande da secretaria, funciona a Tenda Olímpica, com exposição de atletas olímpicos e paralímpicos do estado.

A programação começou no domingo (31) e segue até o dia 7 de setembro. Estão previstos aulões de beach tennis, na quadra de areia, e de jiu-jitsu, na quadra coberta.

*Com informações da matéria de Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Parque Cemitério Soledade: patrimônio histórico é espaço vivo de cultura e aprendizado

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Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

A segunda etapa do projeto de conservação e restauro do Parque Cemitério Soledade, em Belém, foi entregue à população este ano em um trabalho conjunto entre a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Secretaria de Cultura do Estado Pará.

Os trabalhos, conduzidos pelo Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (Lacore) e pela Faculdade de Conservação e Restauro da UFPA, resultaram na recuperação de 150 túmulos, mausoléus e espaços históricos remanescentes de irmandades, devolvendo à população um dos mais importantes marcos históricos da capital paraense.

O processo foi conduzido por equipes da UFPA sob a coordenação do professor Alexandre Loureiro, com a participação das professoras Rose Norat, Flávia Palácios e Thais Sanjad, além de técnicos e estudantes do faculdade de Conservação e Restauro. As atividades incluíram desde diagnósticos do estado de conservação, as recomendações técnicas de restauro e a execução dos trabalhos. A UFPA tem colaborado desde o início do projeto. Na primeira fase, concluída em 2023, cerca de 130 estruturas foram restauradas.

Leia também: Com mais de 400 túmulos, Cemitério da Soledade em Belém é transformado em parque

parque cemitério soledade
Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

A cerimônia de assinatura referente à Etapa II da Restauração de Bens da Arquitetura Mortuária do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade foi realizada no dia 30 de agosto, em frente à capela do Parque Cemitério, e reuniu o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva; a vice-reitora da UFPA, Loiane Prado Verbicaro;  a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos Nunes; o secretário-adjunto de Cultura do Pará, Bruno Chagas; o diretor-executivo da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), Riberto Ferraz; e o coordenador da Segunda Etapa do Projeto de Restauro, professor Alexandre Máximo Silva Loureiro, que conduziu parte dos trabalhos de pesquisa e acompanhamento da obra. 

Para o reitor da UFPA, o projeto reafirma a relevância da Universidade na preservação do patrimônio cultural da Amazônia. “Este é um momento de grande alegria para nós. A UFPA trouxe sua expertise técnica, por meio do nosso Laboratório e dos cursos da área, para garantir a recuperação desse espaço histórico. É uma conquista para toda a sociedade e um legado para as futuras gerações. A Universidade permanece à disposição para continuar contribuindo com iniciativas que preservem a memória e a cultura do nosso povo”, destacou.

A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, comemorou a entrega.

“O Soledade representa muito mais que um cemitério. Aqui falamos de história, de contextualização, de patrimônio. O Cemitério da Soledade é um dos patrimônios mais representativos do nosso estado, pois evidencia um momento da história que precisamos trazer conosco e relembrar. Essa segunda etapa significa revitalizar a nossa história”, disse.

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“O Soledade faz parte de um contexto de transformação da cidade de Belém, e o compromisso que o governo do Estado vem assumindo nos últimos anos é de resgatar a memória e restaurar o nosso patrimônio”, complementou o secretário-adjunto de Estado de Cultura, Bruno Chagas.

A programação do evento incluiu aula pública com o historiador Michel Pinho, oficinas de conservação realizadas pelo Lacore, feira criativa e apresentação musical do Quinteto Caxangá. 

“Somente quem conhece o seu passado e reconhece a sua importância pode saber que o futuro precisa de memórias, sem elas não há histórias e se não há história nos tornamos objeto. Que o restauro desse lugar nos permita compreender melhor nossas próprias histórias”, saudou o diretor executivo da Fadesp.  

Foto: Alexandre de Moraes/UFPA

Restauro e conservação do parque

O coordenador do Lacore, Alexandre Loureiro, ressaltou a complexidade do trabalho e o orgulho pelo trabalho. “Enfrentamos desafios técnicos que exigiram precisão e planejamento. Juntamente com nossos estudantes, trabalhamos desde a catalogação de material fóssil, reestabelecimento de volumetrias perdidas, trabalho de réplicas. Ver o resultado final e saber que esse esforço contribui para a valorização cultural de Belém é extremamente gratificante destacou coordenador da Segunda Etapa do Projeto de Restauro.

Os trabalhos desta etapa incluíram a continuidade das ações de restauração e conservação de bens da arquitetura mortuária do Parque Cemitério da Soledade; de qualificação e formação de mão de obra especializada para a conservação e restauro de bens culturais e aquisição de equipamentos para as atividades de restauro. 

Como resultado das intervenções, a UFPA incentiva a produção científica, a divulgação do conhecimento produzido no estado do Pará, assim como estimula a valorização do patrimônio cultural, o fomento à indústria ao turismo e à economia regional.

*Com informações da UFPA

Serviços eleitorais, treinamento com a urna eletrônica e mais: TRE marca presença na Expofeira do Amapá 2025

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) também marca presença na 54ª Expofeira com estande de atendimentos ao eleitorado. Serviços eleitorais, treinamento com a urna eletrônica e mais serviços são oferecidos no estande localizado no Pavilhão Institucional.

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A presença do Tribunal na maior feira do estado tem como objetivo aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da população, facilitando o acesso aos serviços e garantindo que eleitoras e eleitores estejam em dia com suas obrigações eleitorais.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Bactéria descoberta na Amazônia é do mesmo gênero de causadora da bartonelose humana

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Bactéria foi descoberta na Amazônia. Foto: Jennifer Salgado/Acervo pessoal

Uma nova espécie de bactéria do gênero Bartonella foi encontrada no Parque Nacional da Amazônia, no Pará, em insetos flebotomíneos, também conhecidos como mosquitos-palha. Geralmente, esse tipo de inseto é associado à transmissão da leishmaniose, mas, segundo os pesquisadores, o DNA encontrado apresentou semelhança com patógenos de outras duas espécies de bactérias dos Andes, B. bacilliformis e B. ancashensis, que causam a doença de Carrión, chamada de verruga-peruana e febre de Oroya, ambas transmitidas por flebotomíneos.

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No Brasil ainda não há indícios de que essa nova espécie de bactéria possa causar alguma doença, mas como espécies do gênero Bartonella são responsáveis por diversas doenças em outros países, é preciso que os estudos tenham continuidade.

Bactéria descoberta na Amazônia
Foto: Greenpeace Brasil

A pesquisa foi conduzida por Marcos Rogério André, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (FCAV-Unesp), campus de Jaboticabal, em parceria com Eunice Aparecida Bianchi Galati, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). O estudo recebeu apoio da FAPESP.

O trabalho foi publicado na revista científica Acta Tropica e contou com a participação dos pesquisadores Paulo Vitor Cadina Arantes, Israel de Souza Pinto, Daniel Antônio Braga Lee, Anna Cláudia Baumel Mongruel e Rosângela Zacarias Machado.

Leia também: Produtores usam fungos e bactérias para combater pragas e doenças em lavouras de soja em Roraima

O que é a doença

O termo “bartonelose” se refere a um grupo de doenças causadas por bactérias do gênero Bartonella, transmitidas por diversos vetores. Além do mosquito-palha, elas também podem ser transmitidas por pulgas e piolhos.

Geralmente, os sintomas incluem infecções que demoram a passar, tanto nos humanos quanto nos animais. Como essas bactérias ficam por um longo período no organismo sem serem detectadas, acabam prejudicando os pacientes que já estão com problemas de imunidade.

Foto: Eduardo Cesar/Pesquisa FAPESP

“As bartoneloses são doenças negligenciadas. A enfermidade mais conhecida pelos profissionais de saúde é a doença da arranhadura do gato, causada por Bartonella henselae. É importante entender a real prevalência dessas enfermidades, principalmente em regiões isoladas e com baixo índice de desenvolvimento humano, onde as populações não têm fácil acesso aos serviços de saúde”, explica André.

O objetivo da pesquisa foi investigar a presença do DNA da Bartonella spp. em 297 espécimes de fêmeas de flebotomíneos, ou mosquitos-palha (Diptera: Psychodidae) coletados no Parque Nacional da Amazônia, no Estado do Pará. “Este parque possui cavernas e recebe muitos visitantes, por isso é importante estudá-lo”, destaca o pesquisador.

As coletas dos flebotomíneos foram feitas de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023. Todos os meses, os pesquisadores coletavam amostras ao longo de duas trilhas próximas às bases dos rios Uruá e Tracoá, localizados dentro da unidade de conservação.

“O encontro de espécies de Bartonella em flebotomíneos aqui do Brasil pode ser um indicativo de que B. bacilliformis e B. ancashensis, que causam a doença de Carrión ou verruga-peruana, podem se adaptar a espécies não andinas e serem transmitidas em áreas fora dos Andes. Isso não é muita extrapolação, pois duas espécies que foram apontadas como vetores da B. bacilliformis, Pintomyia robusta e Pintomyia maranonensis no Peru, são muito próximas a espécies que ocorrem no Brasil, respectivamente, Pintomyia serrana e Pintomyia nevesi”, explica Galati.

Nos últimos anos, o grupo vem tentando estudar a diversidade das bactérias encontradas nesse gênero e as doenças que elas causam, tanto nos humanos quanto nos animais. De acordo com os cientistas, as sequências encontradas na Amazônia são diferentes das encontradas no Peru, mas os resultados corroboram dados coletados em um estudo anterior.

Conforme André, este segundo artigo do grupo de pesquisa confirma indícios que eles haviam encontrado em outros estudos, de novas espécies de Bartonella no Acre, por exemplo. Por isso, decidiram ampliar a investigação para analisar amostras do Pará e de outros locais.

Foto: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP

“Estamos detectando uma linhagem aqui no Brasil que nunca foi descrita e que é muito próxima a de duas espécies do gênero Bartonella que causam doenças nos países andinos. Apesar dessa proximidade, não temos ainda informação sobre se ela pode causar doença com quadro distinto. Por isso, precisamos estudá-las ainda mais”, ressalva o professor.

Para continuar mapeando os insetos e as bactérias com as quais eles estão possivelmente infectados, os pesquisadores estão coletando amostras em diversos biomas.

“Os próximos passos são continuar as investigações envolvendo mais populações de flebotomíneos e outros dípteros de diferentes biomas na busca dessas linhagens encontradas, além de buscar outras linhagens”, adianta Galati.

Conforme a pesquisadora, um passo seguinte seria investigar em que animais esses insetos estariam se alimentando na busca de “reservatórios”.

“Tenho um projeto com financiamento da FAPESP em que consegui armazenar muitos espécimes de flebotomíneos da Mata Atlântica de São Paulo, e a ideia é explorar esse material em parceria com o professor André”, revela Galati.

Para os pesquisadores, embora os resultados sejam preliminares, o projeto ajudou a descortinar a possibilidade de encontrar agentes de doenças que ainda não tinham sido detectados.

Segundo André, como se trata de algo novo, seria muito interessante que médicos e pesquisadores se unissem para investigar esse grupo de bactérias em pessoas que apresentam febre de origem desconhecida.

“Será que pessoas com febre que são mandadas muitas vezes para casa, e que têm repetições de episódios febris, não estariam infectadas com esse patógeno? Será que os pacientes com leishmania não estariam também coinfectados com essa nova espécie de Bartonella?”, questiona o professor.

O artigo Molecular evidence of Bartonella spp. in sand flies (Diptera: Psychodidae) from the Brazilian Amazon pode ser lido AQUI.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por Cristiane Paião

Detran Amapá leva serviços para a 54ª Expofeira; confira a lista

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Um espaço dedicado do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP) está com serviços de habilitação, veículos e orientações do leilão para a 54ª Expofeira. O órgão oferece atendimento completo no Núcleo de Prova Prática durante o evento, incluindo emissão de documentos, início de processos de habilitação e informações sobre leilão on-line.

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O espaço também oferecerá uma experiência prática e educativa. Dois veículos oficiais utilizados na prova prática de direção estarão em exposição para que os visitantes possam conhecer o sistema de telemetria, que monitora o candidato durante o exame prático.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Se Rasgum: festival completa 20 anos e amplia compromissos ambientais na Amazônia

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Foto: Mariana Almeida

O Festival Se Rasgum completa duas décadas em 2025 reafirmando um princípio que já faz parte de sua identidade: celebrar a música e a cultura amazônica com responsabilidade climática. O evento, que se tornou referência em inovação cultural no Norte do Brasil, expande este ano sua Plataforma de Sustentabilidade com novas metas, parcerias internacionais e ações de impacto que dialogam diretamente com a COP 30, que será realizada em Belém em novembro.

Leia também: PSICA: há mais de uma década festival celebra multicultura amazônica

As iniciativas seguem os parâmetros da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e buscam elevar o patamar de atuação do festival. A meta é desviar 90% dos resíduos do aterro sanitário e garantir 100% de destinação correta.

Isso inclui a separação integrada entre recicláveis e orgânicos, a logística reversa e o reaproveitamento criativo de materiais, como banners e lonas, transformados em novos produtos.

A compostagem é um dos destaques, com estações que tratarão os resíduos orgânicos produzidos no evento, reduzindo emissões de gases de efeito estufa e gerando insumos que podem retornar como adubo para a cidade. O público encontrará sinalizações claras para descarte, além de ativações lúdicas que transformam a experiência em aprendizado coletivo.

Além disso, um inventário detalhado medirá todas as emissões geradas pelo festival, desde o transporte de público e artistas até o consumo de energia. A neutralização será feita com créditos de carbono certificados.

O festival realizará ainda ações de plantio de mudas em áreas estratégicas, ampliando a biodiversidade, combatendo as mudanças climáticas e deixando marcas positivas para as próximas gerações.

Inovação e circularidade

A Plataforma ganha novo fôlego com a entrada do Regenera Project, iniciativa que une tecnologia, economia circular e design regenerativo para transformar resíduos em oportunidades. A parceria aproxima ciência, inovação e arte, mostrando que grandes eventos podem ser laboratórios vivos de práticas sustentáveis.

Todas essas ações são coordenadas pela Composta Belém, startup socioambiental reconhecida por sua expertise em transformar grandes eventos em experiências sustentáveis. A integração de cooperativas de catadores formalizados garante não apenas eficiência na gestão de resíduos, mas também inclusão social e geração de renda, valorizando trabalhadores que estão na linha de frente da reciclagem.

Cultura e clima em diálogo global

O Se Rasgum também reforça sua dimensão internacional ao receber o projeto Earth Sonic, da ONG britânica In Place of War (IPOW), em colaboração com a British Council. A iniciativa conecta artistas amazônidas e britânicos em criações musicais que traduzem os impactos da crise climática em linguagem artística.

O resultado será um EP colaborativo, performances ao vivo em Belém e apresentações durante a COP30 e em Londres, projetando a Amazônia para o mundo como fonte de inovação cultural e ativismo climático.

Esse intercâmbio ocorre dentro da Conferência ALMA (Amazônia Legal Música & Arte), realizada de 3 a 5 de setembro, que antecede o festival e se consolida como espaço de diálogo e formação. A ALMA propõe mesas, oficinas e encontros gratuitos que conectam artistas, pesquisadores, lideranças comunitárias e o público em debates sobre meio ambiente, economia criativa e o papel da cultura como ferramenta de transformação social.

Amazônia no centro das soluções

Com a COP 30 se aproximando, Belém se prepara para receber chefes de Estado, cientistas e organizações de todo o planeta. O Se Rasgum, que nasceu e cresceu na cidade, entende esse momento como oportunidade única para mostrar que a região não é apenas palco de discussões, mas produtora de soluções concretas.

Ao completar vinte anos, o festival reafirma que promover música na Amazônia é também afirmar compromissos ambientais. Sua Plataforma de Sustentabilidade conecta economia circular, neutralização de carbono, inovação social e diálogo cultural, mostrando que o futuro pode ser desenhado a partir da floresta.

Em 2025, o Se Rasgum celebra a música, mas também planta sementes, literais e simbólicas, de um amanhã mais justo, consciente e sustentável para Belém, para a Amazônia e para o mundo.

Pesquisa de Mato Grosso apresenta tratamento inovador com fotobiomodulação em humanos

Tratamento com fotobiomodulação em humanos. Foto: Reprodução

Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) acaba de registrar um marco na literatura científica. O primeiro relato de caso humano tratado com fotobiomodulação a laser para fístula vesico-cutânea (anormalidade entre a bexiga urinária e a pele). Até então, os trabalhos publicados sobre o tema estavam restritos a modelos experimentais com camundongos e ratos.

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Pesquisa apresenta tratamento inovador com fotobiomodulação
Imagem ilustrativa de fotobiomodulação. Foto: Reprodução/fisioterapeutaclaudia.com.br

Leia também: Arqueologia no Coração da Amazônia: pesquisa destaca a contribuição de comunidades tradicionais para a arqueologia

De acordo com a professora e pesquisadora, a fístula vesico-cutânea é uma condição rara e de difícil tratamento, caracterizada pela saída de urina pela pele, o que provoca dor, risco de infecção e impacto significativo na qualidade de vida. Os tratamentos tradicionais envolvem cateterismo vesical ou cirurgia, muitas vezes invasivos e com risco de recidiva.

No estudo, o paciente foi tratado com laser vermelho (658 nm) e infravermelho (830 nm), alcançando o fechamento completo da fístula em apenas 17 dias, sem recorrência após um ano de acompanhamento. O artigo, publicado na revista científica Desafios, classificada como Qualis A4 (alto padrão acadêmico), reforça o potencial da fotobiomodulação como alternativa terapêutica menos invasiva, segura e eficaz.

Leia também: Pesquisadores de Mato Grosso e parceiros criam bioinsumo contra percevejos

Imagem ilustrativa de fotobiomodulação. Foto: Reprodução/fisioterapeutaclaudia.com.br

Segundo as autoras, o resultado abre caminho para novas pesquisas clínicas e para a ampliação do uso da laserterapia no cuidado a pacientes com condições complexas, representando uma importante contribuição da UFMT para a ciência e para a prática em saúde.

A fotobiomodulação

Imagem ilustrativa de fotobiomodulação

A terapia com fotobiomodulação (FBM) é uma técnica que utiliza luz em comprimentos de onda específicos, como o vermelho e o infravermelho, para estimular respostas biológicas nas células do corpo humano.

A pesquisa

O estudo que foi desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Sinop, foi conduzida pela professora do curso de Enfermagem do Campus Sinop, Patrícia Reis de Souza Garcia, em parceria com a professora Jeane de Oliveira (Campus Cuiabá), médicos urologista e radiologista, além de outros pesquisadores do Grupo de Estudo e Pesquisa em Feridas e Curativos (GEPFeC).

O artigo completo pode ser acessado AQUI.

*Com informações da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Acre tem queda de mais de 82% no número de focos de incêndios em 1 ano, aponta pesquisa

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Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) suspendeu a autorização para queima controlada no Acre. Foto: Reprodução/Arquivo CBM-AC

Com 342 chamados, agosto apresentou uma queda de 82,87% no número de ocorrências de focos de incêndios registrados no Acre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2024, o Corpo de Bombeiros do Acre disse que foram 1.997 ocorrências.

A redução também é similar aos registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), através do satélite de referência Aqua. De 1º de janeiro até 30 de agosto, foram identificados 577 focos, enquanto no mesmo período do ano passado foram 2.654, uma queda de 78%.

“Apesar de atendermos pouco mais de 500 focos de incêndio em 2025, já foram 1.471 ocorrências atendidas. Isso porque inclui as atividades preventivas, as rondas e o combate aos incêndios em vegetação. Então, mesmo que o número de focos seja pequeno, nós estamos indo lá trabalhando e sendo efetivos, se não for no combate, é na prevenção”, informou o órgão.

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Em maio de 2024 foram atendidas 11 ocorrências e, em 2025, foram 8, uma diminuição de 27,27%. Em junho do ano passado, os bombeiros foram chamados em 101 ocorrências de focos de incêndio. No mesmo mês em 2025, os bombeiros só precisaram se deslocar 21 vezes, uma diminuição de 79,21%.

Em julho, a diminuição foi ainda maior, de 72,97%, isso porque em 2024 foram atendidos 603 focos de incêndio e em 2025, apenas 163.

Queima controlada

No dia 13 de agosto, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) suspendeu a autorização para queima controlada no estado por 180 dias.

A decisão considerou a situação de emergência provocada pela estiagem prolongada e pelo baixo nível dos rios, que aumenta o risco de incêndios florestais e compromete o abastecimento de água no estado.

incêndios na amazônia
Incêndio na Amazônia. Foto: Christian Braga/Greenpeace

Com a suspensão das autorizações, o Imac orienta que qualquer uso de fogo em áreas rurais e urbanas seja evitado, mesmo que para fins de limpeza de terreno. A suspensão é uma medida preventiva para evitar que a situação piore.

Segundo o órgão, quem descumprir a decisão pode ser responsabilizado criminalmente com base na legislação ambiental.

Motivos

A suspensão das autorizações para queima controlada não afeta apenas produtores e proprietários de terras, a medida tem impacto na preservação ambiental, no abastecimento de água e na saúde pública.

  • Risco elevado de incêndios: a queda da umidade do ar e o aumento da temperatura tornam qualquer queima mais fácil à chamas descontroladas.
  • Preservação dos recursos hídricos: com os rios em níveis críticos, o uso controlado do fogo pode agravar ainda mais a crise de abastecimento para a população.
  • Proteção à saúde: as queimadas afetam a qualidade do ar e podem desencadear problemas respiratórios, especialmente em populações vulneráveis.

Acre em emergência

além de incêndios, seca também preocupa no acre
Rio Acre segue em situação crítica e preocupa autoridades. Foto: Jhenyfer de Souza

O Acre enfrenta neste ano uma das secas mais severas dos últimos tempos, com temperaturas elevadas, baixa umidade e previsão de chuvas abaixo da média, em julho por exemplo, choveu apenas 8 milímetros na capital.

O governo do Acre sancionou, no dia 6 de agosto, o decreto que coloca o Acre em situação de emergência por causa da seca nos rios que cortam o estado. No mesmo dia, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, também assinou o decreto de situação de emergência por conta da seca do Rio Acre.

Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).

Leia também: Rio Branco é o último município acreano a ter emergência reconhecida por conta da seca

*Por Hellen Monteiro, da Rede Amazônica AC

Saiba como acessar a programação no aplicativo da 54ª Expofeira do Amapá 

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Com uma programação extensa, a 54ª Expofeira do Amapá conta com um aplicativo para ajudar a população. A plataforma oficial é gratuita, disponível em três idiomas e funciona como um centro de comunicação integrado da maior vitrine de negócios da Amazônia.

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O aplicativo reúne a programação completa do evento, localização dos estandes, além de enviar notificações em tempo real sobre as principais atividades.

BAIXE O APP AQUI: Android / iOS

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.