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Terça, 11 Agosto 2020

Vice-presidente da República recebe carta com sugestões de políticas públicas para Amazônia Legal

A Associação PanAmazônia enviou uma carta ao General Hamilton Mourão, vice-presidente da República, na qual manifesta preocupação com encaminhamentos no âmbito do Conselho Nacional da Amazônia Legal. O documento, subscrito por entidades de classe empresarial e por dezenas de empresários e executivos dos estados da Amazônia brasileira, pede por encaminhamentos de debates e formulação de políticas públicas para a Amazônia Legal.

De acordo com o presidente da PanAmazônia, Belisário Arce, membros da associação tiveram uma reunião virtual com o General Hamilton Mourão, no dia 10 de julho, onde o vice-presidente explicou sobre atividades do Conselho Nacional da Amazônia Legal, em que é presidente. Durante a reunião, ele falou sobre uma preocupação do Governo Federal de pressão que o Brasil sofre tanto de investidores e governos estrangeiros, quanto de setores empresariais do Centro-Sul do país contra o desmatamento na Amazônia.

Foto: Divulgação

"Em razão dessa pressão contra o desmatamento, o Conselho da Amazônia começou a formular respostas para isso. A preocupação da PanAmazônia é que essas respostas que o Conselho da Amazônia está oferecendo para os críticos acabem prejudicando a economia regional. A gente considera que essa pressão é indevida, pois o desmatamento aqui não está maior do que sempre foi. Nos parece que isso é uma desculpa para diminuir nossa competitividade e acreditamos que não é correto que o Governo Brasileiro ceda essas questões", disse.

Após a reunião virtual, a associação PanAmazônia fez a carta em que apontou a preocupação pelo desenvolvimento regional e ideias para balizar as atividades do Conselho da Amazônia, além de listar dez pontos prioritários para uma agenda que permita a ativação da economia regional.

Entre os assuntos citados pela associação na carta, estão a ideia de que a prioridade para qualquer política pública para a Amazônia deva ser a promoção da prosperidade econômica, o que seria a solução dos problemas socioambientais da região, de acordo com o presidente da Associação PanAmazônia.

"Para que nós tenhamos a conservação das florestas, nós precisamos, antes, desenvolver o setor socioeconômico da região. Se você não resolve a questão das populações amazônicas, como oferecer oportunidades de emprego, renda, você não vai conseguir resolver a situação ambiental. A melhor estratégia para resolver a situação ambiental da Amazônia é começarmos a promover a economia", informou Arce.

A associação alega, ainda, que deve ser proposto aos governos de países estrangeiros e a empresários que invistam na Amazônia com empreendimentos produtivos que gerem empregos, renda e dignidade para as populações da região.

Ainda na carta, a PanAmazônia pede que o Governo Federal também ouça os "amazônidas" em processos decisórios sobre o próprio destino regional. Segundo a associação, "é indispensável que qualquer instância que se dedique à formulação de políticas públicas para a região conte com a participação de representantes das sociedades amazônicas".

Por fim, dez pontos para consideração de uma agenda para o desenvolvimento da economia regional foram propostos pela PanAmazônia. Entre eles, a priorização de vocações econômicas regionais, diversificação da economia, apoio de modelos de desenvolvimento que tiveram bom êxito, com a Zona Franca de Manaus.

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