Mito ou verdade sobre cobras: o “chocalho” da cascavel revela a idade dela?

Ao ouvir o 'guizo', qualquer pessoa na floresta sabe que é hora de manter distância. Mas será que o número de segmentos do chocalho pode indicar a idade da cobra?

Foto: Anderson Rocha/INPA

A cascavel é uma das cobras mais reconhecíveis do mundo por carregar, na ponta da cauda, um chocalho característico que emite um som de alerta inconfundível. Ao ouvir o ‘guizo’, qualquer pessoa na floresta sabe que é hora de manter distância. Mas será que o número de segmentos do chocalho pode indicar a idade do animal?

Leia também: Cobra e serpente são diferentes?

Para esclarecer a dúvida, o Portal Amazônia conversou com Ana Lobo, bióloga e responsável técnica do Laboratório Experimental de Serpentes do MUSA/FMT-HVD. Segundo ela, essa crença é um mito.

“Cada vez que a cascavel troca de pele, um novo anel é formado no chocalho. Porém, isso não acontece em um ritmo fixo: pode ocorrer duas, três, quatro ou até mais vezes ao ano, dependendo de fatores como alimentação, saúde e condições ambientais. Além disso, as pontas do chocalho se quebram com facilidade, o que impossibilita qualquer estimativa precisa”, explica Ana.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

cobra
A cascavel-de-quatro-ventas é uma das espécies encontradas na Amazônia. Foto: Reprodução/MUSA

Leia também: De jiboia à ‘anaconda’, conheça as cinco maiores cobras da região amazônica

Ritmo de crescimento da cobra influencia

A bióloga ressalta ainda que os filhotes apresentam crescimento acelerado, o que faz com que troquem de pele várias vezes no mesmo ano. Dessa forma, os anéis da cobra indicam apenas o número de mudas de pele, não sua idade real.

Portanto, apesar de o som do chocalho ser uma ferramenta eficiente de alerta, ele não funciona como um ‘relógio biológico’ para medir o tempo de vida da cascavel.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Estudo comprova resultados do Bolsa Verde na redução do desmatamento

Desmatamento evitado de 2012 a 2015 soma 22,6 mil hectares; emissões evitadas chegam a 8,3 milhões de toneladas de gás carbônico.

Leia também

Publicidade