Moradores e biólogos se unem para proteger e mapear animais em reserva no Amapá. Foto: Reprodução/Arquivo Sema AP
Animais como borboletas frutívoras, aves terrestres, primatas, roedores e tatus foram mapeados durante a segunda expedição de monitoramento de biodiversidade de 2026 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru (RDSI), no Amapá. Os dados foram apresentados no dia 13 de outubro. O levantamento integra o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e dá sequência ao estudo iniciado em agosto.
📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp
O trabalho em campo reuniu biólogos e moradores das comunidades vizinhas, que atuam como monitores locais com suporte do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e coordenação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Para estudar as borboletas que se alimentam de frutas, os pesquisadores espalharam 48 armadilhas ao longo de três trilhas da reserva. Para os mamíferos e aves, foram feitas caminhadas padronizadas em áreas delimitadas da floresta.
“Cada expedição dá continuidade a um trabalho que precisa ser realizado de forma sistemática. Quando repetimos as coletas nas mesmas estações amostrais, conseguimos comparar os registros e compreender melhor a ocorrência das espécies na reserva”, explica Maíra Lopes, chefe da Unidade de Conservação e analista de meio ambiente.
Leia também: Memória da flora: herbário reúne mais de 10 mil plantas em universidade no Amapá
A gestora ressalta ainda o papel dos moradores da região no projeto. “A participação dos monitores das comunidades também é fundamental, porque contribui para o trabalho de campo e fortalece o envolvimento local na conservação da biodiversidade do Rio Iratapuru”, disse.
Trabalho comunitário e próximas etapas para proteção dos animais
A repetição do monitoramento nos mesmos locais permite comparar os dados ao longo do tempo e mapear as transformações na floresta.

A próxima etapa do estudo está agendada para ocorrer entre 18 de novembro e 5 de dezembro. O novo grupo focará na contagem de dos animais – mamíferos e aves – completando cinco anos de acompanhamento contínuo da fauna na reserva.
“Investir no monitoramento da biodiversidade é fortalecer a capacidade de conhecer e proteger nossas riquezas naturais. A coleta contínua de dados permite acompanhar mudanças ao longo dos anos e produzir informações que contribuem para decisões mais seguras na gestão das unidades de conservação. É um trabalho de longo prazo, essencial para preservar a floresta e sua biodiversidade para as próximas gerações”, afirma Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente.
*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP
