A empreendedora Carmo Matos iniciou seu negócio reaproveitando fantasias descartadas no Carnaval. Foto: Reprodução/Instagram-carmosoficial
Anualmente, toneladas de fantasias e adereços usados pelas escolas de samba no Carnaval do Amapá são jogados fora. Foi nesse cenário, no Sambódromo de Macapá, que a empreendedora Carmo Matos viu uma chance de criar um negócio: reaproveitar os descartes e transformá-los em decoração para festas.
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Sem dinheiro para investir, Carmo começou recolhendo os materiais abandonados após os desfiles. Com criatividade, passou a transformar o que seria lixo em peças de ornamentação para eventos.
“Eu comecei sem acervo, sem capital para investir, eu não tinha um centavo para investir, então no início eu precisava desenvolver algo que o dinheiro não compra, visão e criatividade. Enquanto muitos viam os restos de carnaval, eu enxergava a matéria-prima”, disse Carmo.

Segundo Carmo, a reutilização não é apenas uma prática sustentável, mas também uma estratégia de negócio. Com essa visão, ela já atua há mais de 10 anos no mercado, sempre apostando no reaproveitamento.
“O que começou como necessidade acabou se tornando estratégia e hoje eu entendo que sustentabilidade no setor de evento não é apenas uma questão ambiental, é também inteligência de negócio. Eu utilizo material caro por poucas horas e quando a gente reaproveita com criatividade, a gente consegue reduzir custos, aumentar a margem de lucro e ainda diminuir o desperdício”, disse a empreendedora.
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Carnaval no Amapá
A Boêmios do Laguinho é a grande campeã do grupo especial do Carnaval 2026 no Amapá com a nota 180,8. Do grupo de acesso, quem levou o título foi a Império da Zona Norte, com 180 pontos.
As conquistas foram divulgadas na apuração no Sambódromo de Macapá na tarde da quarta-feira (18). A apuração aconteceu após horas de atraso devido a imposições de recursos.
A Boêmios do Laguinho, do grupo especial, levou para a Avenida Ivaldo Veras o enredo: ‘Sodoma e Gomorra – do Pecado à Redenção’. A agremiação abordou valores como justiça e hospitalidade, destacando a capacidade humana de errar, cair e renascer mais sábio e forte.
Já a escola do grupo de acesso, Império da Zona Norte levou o enredo: “Amazonas, o que diz a tua Foz? Da preservação ao progresso!”, que destacou os impactos e expectativas da exploração de petróleo.
A Piratas da Batucada, escola campeã de títulos do Amapá foi rebaixada e vai desfilar no grupo de acesso pela primeira vez desde sua fundação em 1962. Com a movimentação, a campeã do grupo de acesso, Império da Zona Norte, ganha uma vaga no grupo especial em 2027.
A escola Solidariedade, do grupo de acesso, foi desclassificada e não esteve entre as escolas pontuadas. A escola do grupo especial Piratas Estilizados foi penalizada e teve perda de décimos.
*Por Luan Coutinho, da Rede Amazônica AP
