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Weki, o Índio do Amazonas, afirma que voltaria a trabalhar na Suframa

Por 42 anos, Wekifield trabalhou na superintendência como vigilante e, posteriormente, na área de divulgação

Evaldo Ferreira

eferreira@jcam.com.br


 
 
A TV ajuricaba, o primeiro canal de televisão de Manaus, entrou no ar em 5 de setembro de 1967, mesmo ano em que a Suframa foi criada. Da mesma forma que a instituição foi crescendo e tomando forma, o canal de TV também o foi e quem presenciou de maneira muito presente esses dois momentos importantes para a cidade foi Wekifield Batalha Pinheiro, o Weki.

Desde os 19 anos, em 1960, Weki frequentava academias onde praticava o fisiculturismo. Quando a Suframa foi criada sete anos depois, o rapaz já contava com um porte físico bastante avantajado, por isso não lhe foi difícil, em 1969, conseguir um emprego de vigilante na instituição, sem falar que já tinha experiência como guarda portuário.  
 
Foto: Walter Mendes
 
  "A Suframa funcionava num prédio na Avenida Eduardo Ribeiro, em frente ao Ideal Clube, que está lá até hoje, mas anteriormente havia funcionado num outro, na Henrique Martins. Quando fui trabalhar lá, o superintendente era o Floriano Pacheco, um paizão, amigo de todos os funcionários. Lembro que no Natal ele costumava reunir todos os funcionários para festejar. Em termos de companheirismo, pra mim, ele foi o melhor superintendente que a Suframa teve", garantiu.

E Weki tem autoridade para falar sobre esse assunto, afinal, com 42 anos trabalhando na instituição, completados em 2011 quando se aposentou, o ex-vigilante conheceu pessoalmente todos os superintendentes da Suframa, 17 no total, até Flávia grosso, sem falar das autoridades que visitavam o local.

"Lembro do ministro Rangel Reis (ministro do interior durante o governo de Ernesto Geisel, de 1974 a 1979), dos governadores Danilo Areosa (1967 a 1971, o governador que viu a implantação da Suframa) e João Walter de Andrade (1971 a 1975). Quando essas autoridades vinham visitar a Suframa, tínhamos que vestir um uniforme de gala, mais parecido a um uniforme militar", lembrou.

Astro da luta livre

Em 1973 a Suframa mudou para um prédio novo, esse que está até hoje, no Distrito Industrial, obra do arquiteto Severiano Porto, cuja característica são as cúpulas piramidais ocas de base quadrada. "Mas eu não pude comparecer à inauguração porque estava trabalhando no prédio da Eduardo Ribeiro", lamentou.

Naquele ano, Weki também tinha outra ocupação, na TV. A TV Ajuricaba, como a Suframa, já se desenvolvera bastante e apresentava programas locais, ao vivo, que faziam muito sucesso. Um deles era o Tele Ringue, no qual eram exibidos espetáculos de luta livre com rapazes das academias locais, entre eles Weki, cujo codinome era Índio do Amazonas.

Se até hoje as lutas de José Aldo atraem a atenção de toda Manaus, imagine há mais de 40 anos quando existia apenas um único canal de TV na cidade e a televisão ainda era uma novidade à qual poucos tinham acesso. De 1972 a 1974 o Tele Ringue  foi campeão de audiência na capital amazonense e os lutadores que do programa faziam parte se tornaram verdadeiros astros na cidade. "Diria que foi a melhor fase da minha vida", recordou.

Weki lembrou que nos primeiros anos na Suframa havia um contingente de ao menos 50 vigilantes na instituição. "Além do prédio, no Distrito, também fazíamos vigilância na casa do superintendente. Só nesse posto fiquei uns oito anos. Também vigiávamos armazéns e uma vez fui tirar serviço num conjunto na ainda distante e isolada Ponta Negra, onde ficariam hospedadas algumas pessoas que vinham trabalhar na Suframa", contou.   
 
Foto: Wekifield Pinheiro/Cedida
 
  Somente nos últimos três anos na instituição foi que Weki mostrou seu lado artístico de desenhista, e a superintendente Flávia Grosso o colocou para trabalhar no setor de artes onde produziu vários trabalhos de divulgação da Suframa. Até hoje, aos 75 anos, Weki mantém o corpo atlético graças a uma pequena academia montada nos fundos de sua casa onde "malha" diariamente, da mesma forma como começou há 56 anos. "E se fosse preciso, até hoje seria vigilante", riu, fazendo pose de atleta.

O paizão Floriano Pacheco

Floriano Pacheco foi o primeiro superintendente da Suframa, nomeado em 19 de abril de 1967 e empossado em 12 de maio seguinte, pelo ministro do Interior, Afonso de Albuquerque Lima, em Manaus. Paulista e coronel da reserva do exército brasileiro, permaneceu no cargo até 15 de agosto de 1972. Na sua gestão foi aprovado o primeiro projeto industrial, o da Beta S/A, e lançada a pedra fundamental do Distrito Industrial, em 30 de setembro de 1968.

Quando deixou o cargo, as primeiras indústrias estavam se instalando no Distrito, a companhia Industrial Amazonense (CIA) e a Springer e a sede da Suframa estava em construção sendo inaugurada no ano seguinte.

Oficialmente, o primeiro superintendente da Suframa foi seu idealizador, o deputado federal Francisco Pereira da Silva, o Pereirinha, empossado em abril de 1960 e ficando no cargo até setembro do mesmo ano, bem antes de a instituição ser criada.

Desde a criação da Suframa, 21 superintendentes já a administraram, sendo Flávia Grosso a primeira mulher no cargo e a que mais tempo o ocupou, oito anos e seis meses.
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Weki, o Índio do Amazonas, afirma que voltaria a trabalhar na Suframa

Por 42 anos, Wekifield trabalhou na superintendência como vigilante e, posteriormente, na área de divulgação

Evaldo Ferreira

eferreira@jcam.com.br


 
 
A TV ajuricaba, o primeiro canal de televisão de Manaus, entrou no ar em 5 de setembro de 1967, mesmo ano em que a Suframa foi criada. Da mesma forma que a instituição foi crescendo e tomando forma, o canal de TV também o foi e quem presenciou de maneira muito presente esses dois momentos importantes para a cidade foi Wekifield Batalha Pinheiro, o Weki.

Desde os 19 anos, em 1960, Weki frequentava academias onde praticava o fisiculturismo. Quando a Suframa foi criada sete anos depois, o rapaz já contava com um porte físico bastante avantajado, por isso não lhe foi difícil, em 1969, conseguir um emprego de vigilante na instituição, sem falar que já tinha experiência como guarda portuário.  
 
Foto: Walter Mendes
 
  "A Suframa funcionava num prédio na Avenida Eduardo Ribeiro, em frente ao Ideal Clube, que está lá até hoje, mas anteriormente havia funcionado num outro, na Henrique Martins. Quando fui trabalhar lá, o superintendente era o Floriano Pacheco, um paizão, amigo de todos os funcionários. Lembro que no Natal ele costumava reunir todos os funcionários para festejar. Em termos de companheirismo, pra mim, ele foi o melhor superintendente que a Suframa teve", garantiu.

E Weki tem autoridade para falar sobre esse assunto, afinal, com 42 anos trabalhando na instituição, completados em 2011 quando se aposentou, o ex-vigilante conheceu pessoalmente todos os superintendentes da Suframa, 17 no total, até Flávia grosso, sem falar das autoridades que visitavam o local.

"Lembro do ministro Rangel Reis (ministro do interior durante o governo de Ernesto Geisel, de 1974 a 1979), dos governadores Danilo Areosa (1967 a 1971, o governador que viu a implantação da Suframa) e João Walter de Andrade (1971 a 1975). Quando essas autoridades vinham visitar a Suframa, tínhamos que vestir um uniforme de gala, mais parecido a um uniforme militar", lembrou.

Astro da luta livre

Em 1973 a Suframa mudou para um prédio novo, esse que está até hoje, no Distrito Industrial, obra do arquiteto Severiano Porto, cuja característica são as cúpulas piramidais ocas de base quadrada. "Mas eu não pude comparecer à inauguração porque estava trabalhando no prédio da Eduardo Ribeiro", lamentou.

Naquele ano, Weki também tinha outra ocupação, na TV. A TV Ajuricaba, como a Suframa, já se desenvolvera bastante e apresentava programas locais, ao vivo, que faziam muito sucesso. Um deles era o Tele Ringue, no qual eram exibidos espetáculos de luta livre com rapazes das academias locais, entre eles Weki, cujo codinome era Índio do Amazonas.

Se até hoje as lutas de José Aldo atraem a atenção de toda Manaus, imagine há mais de 40 anos quando existia apenas um único canal de TV na cidade e a televisão ainda era uma novidade à qual poucos tinham acesso. De 1972 a 1974 o Tele Ringue  foi campeão de audiência na capital amazonense e os lutadores que do programa faziam parte se tornaram verdadeiros astros na cidade. "Diria que foi a melhor fase da minha vida", recordou.

Weki lembrou que nos primeiros anos na Suframa havia um contingente de ao menos 50 vigilantes na instituição. "Além do prédio, no Distrito, também fazíamos vigilância na casa do superintendente. Só nesse posto fiquei uns oito anos. Também vigiávamos armazéns e uma vez fui tirar serviço num conjunto na ainda distante e isolada Ponta Negra, onde ficariam hospedadas algumas pessoas que vinham trabalhar na Suframa", contou.   
 
Foto: Wekifield Pinheiro/Cedida
 
  Somente nos últimos três anos na instituição foi que Weki mostrou seu lado artístico de desenhista, e a superintendente Flávia Grosso o colocou para trabalhar no setor de artes onde produziu vários trabalhos de divulgação da Suframa. Até hoje, aos 75 anos, Weki mantém o corpo atlético graças a uma pequena academia montada nos fundos de sua casa onde "malha" diariamente, da mesma forma como começou há 56 anos. "E se fosse preciso, até hoje seria vigilante", riu, fazendo pose de atleta.

O paizão Floriano Pacheco

Floriano Pacheco foi o primeiro superintendente da Suframa, nomeado em 19 de abril de 1967 e empossado em 12 de maio seguinte, pelo ministro do Interior, Afonso de Albuquerque Lima, em Manaus. Paulista e coronel da reserva do exército brasileiro, permaneceu no cargo até 15 de agosto de 1972. Na sua gestão foi aprovado o primeiro projeto industrial, o da Beta S/A, e lançada a pedra fundamental do Distrito Industrial, em 30 de setembro de 1968.

Quando deixou o cargo, as primeiras indústrias estavam se instalando no Distrito, a companhia Industrial Amazonense (CIA) e a Springer e a sede da Suframa estava em construção sendo inaugurada no ano seguinte.

Oficialmente, o primeiro superintendente da Suframa foi seu idealizador, o deputado federal Francisco Pereira da Silva, o Pereirinha, empossado em abril de 1960 e ficando no cargo até setembro do mesmo ano, bem antes de a instituição ser criada.

Desde a criação da Suframa, 21 superintendentes já a administraram, sendo Flávia Grosso a primeira mulher no cargo e a que mais tempo o ocupou, oito anos e seis meses.

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