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Moradores de Mamirauá sofrem com pesca ilegal e o desmatamento na região

Em reunião com o deputado Luiz Castro, comunitários pediram ajuda no monitoramento da área de proteção

Isaac Guerreiro

jornalismo@portalamazonia.com


Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
 
As reservas de Mamirauá e Amanã ficam localizadas próximas ao município de Tefé. Conhecidas mundialmente pelo seu trabalho com a preservação de espécies amazônicas, atualmente segundo comunitários da Associação de Agentes Ambientais Voluntários a região vem sendo dominada pela pesca ilegal e pelo desmatamento. Quatro agentes ambientais voluntários vieram até Manaus dialogar com representantes e órgãos ambientais para tentar chegar a uma solução.

As duas reservas estão localizadas a cerca de 600 km a oeste de Manaus. Elas abrangem mais de 3,4 milhões de hectares de terras. Entretanto, toda essa área tem apenas a presença de 122 agentes ambientais voluntários da própria comunidade que trabalham orientando a população com relação a preservação e manutenção dos recursos ambientais das reservas.

Segundo o agente ambiental, Muniz Correia Torga, uma das principais preocupações é referente à pesca ilegal do pirarucu. “Praticamente todo mundo que mora nessas regiões depende do manejo do pirarucu. Entretanto a falta de fiscalização tem trazido várias pessoas de fora da região atrás de pescado ilegal, fora das regras do manejo. Isso faz com que o nosso preço caia bastante e está ficando cada vez mais difícil sustentar a família”, afirma.

Segundo os próprios comunitários, enquanto em Tefé o quilo do pirarucu fresco fica em torno de R$17,00, os atravessadores compram dos pescadores da reserva a R$3,00 o quilo, aproximadamente R$13,00 mais barato. Um dos motivos é a compra ilegal de pescado na própria reserva.

O também agente ambiental voluntário Luiz Sérgio afirma que o desmatamento também tem sido uma das preocupações. “A gente sabe que existe desmatamento na reserva. Entretanto somos apenas agentes e não temos poder de polícia. Por isso viemos até Manaus falar com os órgãos ambientais e ver se conseguimos ser ouvidos, a comunidade está esperando de nós essa resposta”, afirmou Luiz.
Os agentes se reuniram hoje com o deputado Luiz Castro, presidente da Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Segundo o parlamentar todas as reivindicações perpassam pela responsabilidade do Estado. “De uma maneira ou de outra, com os cortes de verbas para os órgãos de meio ambiente o Estado do Amazonas acabou deixando que sérias situações acontecessem em Mamirauá”, afirma o deputado.

Os agentes ambientais estão em Manaus ainda essa semana e tem agenda marcada com representantes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas. Luiz Sérgio acredita que o diálogo pessoal pode trazer grandes frutos. “Mamirauá é uma das mais conhecidas áreas de preservação do país. Turistas de todo o mundo se encantam com nossas belezas naturais. Mesmo num período de crise é importante continuarmos mantendo essas regiões”, finalizou o agente.
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Moradores de Mamirauá sofrem com pesca ilegal e o desmatamento na região

Em reunião com o deputado Luiz Castro, comunitários pediram ajuda no monitoramento da área de proteção


Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
 
As reservas de Mamirauá e Amanã ficam localizadas próximas ao município de Tefé. Conhecidas mundialmente pelo seu trabalho com a preservação de espécies amazônicas, atualmente segundo comunitários da Associação de Agentes Ambientais Voluntários a região vem sendo dominada pela pesca ilegal e pelo desmatamento. Quatro agentes ambientais voluntários vieram até Manaus dialogar com representantes e órgãos ambientais para tentar chegar a uma solução.

As duas reservas estão localizadas a cerca de 600 km a oeste de Manaus. Elas abrangem mais de 3,4 milhões de hectares de terras. Entretanto, toda essa área tem apenas a presença de 122 agentes ambientais voluntários da própria comunidade que trabalham orientando a população com relação a preservação e manutenção dos recursos ambientais das reservas.

Segundo o agente ambiental, Muniz Correia Torga, uma das principais preocupações é referente à pesca ilegal do pirarucu. “Praticamente todo mundo que mora nessas regiões depende do manejo do pirarucu. Entretanto a falta de fiscalização tem trazido várias pessoas de fora da região atrás de pescado ilegal, fora das regras do manejo. Isso faz com que o nosso preço caia bastante e está ficando cada vez mais difícil sustentar a família”, afirma.

Segundo os próprios comunitários, enquanto em Tefé o quilo do pirarucu fresco fica em torno de R$17,00, os atravessadores compram dos pescadores da reserva a R$3,00 o quilo, aproximadamente R$13,00 mais barato. Um dos motivos é a compra ilegal de pescado na própria reserva.

O também agente ambiental voluntário Luiz Sérgio afirma que o desmatamento também tem sido uma das preocupações. “A gente sabe que existe desmatamento na reserva. Entretanto somos apenas agentes e não temos poder de polícia. Por isso viemos até Manaus falar com os órgãos ambientais e ver se conseguimos ser ouvidos, a comunidade está esperando de nós essa resposta”, afirmou Luiz.
Os agentes se reuniram hoje com o deputado Luiz Castro, presidente da Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Segundo o parlamentar todas as reivindicações perpassam pela responsabilidade do Estado. “De uma maneira ou de outra, com os cortes de verbas para os órgãos de meio ambiente o Estado do Amazonas acabou deixando que sérias situações acontecessem em Mamirauá”, afirma o deputado.

Os agentes ambientais estão em Manaus ainda essa semana e tem agenda marcada com representantes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amazonas. Luiz Sérgio acredita que o diálogo pessoal pode trazer grandes frutos. “Mamirauá é uma das mais conhecidas áreas de preservação do país. Turistas de todo o mundo se encantam com nossas belezas naturais. Mesmo num período de crise é importante continuarmos mantendo essas regiões”, finalizou o agente.

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