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Sexta, 07 Mai 2021

HOL alerta sobre sintomas e tratamentos para doença de Parkinson

Pará oferece atendimento para casos da doença, encaminhados pela Central de Regulação, no Ambulatório de Distúrbios do Movimento do Hospital Ophir Loyola

SES-AM alerta para que população busque atendimento aos primeiros sintomas de Covid-19

Caso surjam sintomas como tosse seca, cansaço, febre e dores no corpo, a população deve se encaminhar às unidades de atenção básica

Secretaria de Saúde orienta municípios no combate e prevenção à hanseníase

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) inicia o ano de 2020 estimulando a conscientização da população quanto à necessidade de prevenção e combate à Hanseníase, por meio da campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo a promoção do diagnóstico precoce, o tratamento, a prevenção e a quebra de preconceitos.



Neste contexto, a SES-MT conclama a sociedade em geral para utilizar a cor roxa, internacionalmente adotada nas fachadas de prédios e repartições públicas e/ou de sedes com grande circulação de pessoas.



As Coordenadorias de Atenção às Doenças Crônicas (COAC) e de Promoção e Humanização da Saúde (COPHS) chamam a atenção para o lema da Campanha Nacional de 2020, adotado pela Sociedade Brasileira de Hansenologia: “Todos Contra a Hanseníase”. 

Foto: Divulgação

Para o Janeiro Roxo, a SES alerta para a importância dos municípios intensificarem as ações e discussões acerca da hanseníase, em especial nos programas Saúde na Escola, Bolsa Família, Estadual Pró-Família e demais ações intersetoriais das Secretarias Municipais de Educação, Assistência Social e outras. A iniciativa tem foco na intra e intersetorialidade destas ações, ressaltando a importância do diagnóstico precoce de pessoas com hanseníase e a avaliação de seus contatos (familiares de convívio próximo e prolongado). 
“A avaliação dos contatos das pessoas acometidas pela hanseníase durante, pelo menos, cinco anos após o diagnóstico é outra iniciativa de primordial importância”, ressalta Edriane Cristhina Catarin, servidora da Coordenadoria de Atenção às Doenças Crônicas da SES.



De acordo com os profissionais especializados, é prioritário o desenvolvimento de estratégias para a busca ativa dos contatos pelas equipes de atenção primária da Saúde em articulação com os demais setores do poder público. Também é fundamental a ampla divulgação de informações relacionadas à doença, visto que a hanseníase tem cura e o tratamento é feito no Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: Divulgação

Estatísticas



O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking entre os países que registram casos novos, ficando atrás somente da Índia. O Estado de Mato Grosso detém as maiores taxas de detecção de hanseníase do país e, por esse motivo, é reconhecido como hiperendêmico. 
Segundo os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no ano de 2016, foram registrados 2.658 casos novos em Mato Grosso, correspondendo a uma taxa de detecção de 80,4/100.000 habitantes.
No ano de 2017, foram registrados 3.477 casos novos, correspondendo a uma taxa de detecção de 105,2/100.000 habitantes. Em 2018, foram registrados 4.713 casos novos correspondendo a uma taxa de detecção de 134,1/100.000 habitantes. Destes, 199 casos novos ocorreram em menores de 15 anos.


Os dados disponíveis no SINAN para o Estado de Mato Grosso reforçam a presença de focos de infecção sem diagnóstico e de cadeias de transmissão recentes da doença.
Para enfrentar a hanseníase, a partir da consciência plena de Estado Hiperendêmico, a SES construiu o Plano Estadual Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase – PEHAN 2018-2020 –, enfatizando estratégias possíveis para a redução da carga da hanseníase no Estado, pautadas nos direitos humanos fundamentais de respeito à vida e à dignidade humana, na humanização das práticas e na promoção da saúde.

Foto: Divulgação

“Há uma escolha estratégica, por parte do Governo do Estado, pelo diagnóstico precoce da doença e pela execução do Plano Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase. Neste cenário, Mato Grosso faz um grande esforço junto à atenção primária, com um trabalho efetivo de qualificação das equipes de saúde. A busca por pacientes que possivelmente estão contaminados deve ser uma iniciativa de interesse nacional. Muitas pessoas podem, neste momento, transmitir a doença sem nem sequer saberem que estão contaminadas”, explica o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.



O Plano foi elaborado pela SES, conjuntamente ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems), e legitimado como um plano de Estado por meio do cumprimento de uma extensa agenda de capacitações voltadas ao diagnóstico e enfrentamento da doença em vários pontos estratégicos do Estado; a gestão estadual também conta com as parcerias do Instituto Lauro de Souza Lima e Alliance Against Leprosy Institute, que auxiliam no melhor alcance do conhecimento necessário e promovem a melhoria do desempenho clínico e multiprofissional.
A SES também realiza o serviço de orientação permanente aos profissionais de saúde por meio do Núcleo Telessaúde de Mato Grosso, direcionado aos servidores que atuam na atenção primária, com serviços de Teleconsultoria, Telediagnóstico e Tele Educação. Profissionais da atenção primária cadastrados na plataforma do Telessaúde podem solicitar teleconsultorias para auxílio na elucidação diagnóstica de casos clínicos ou outras informações pertinentes sobre a abordagem da doença: https://www.telessaude.mt.gov.br/.
No Telessaúde, também é possível acessar e reproduzir o Manual Informativo nº 1, que trata o tema hanseníase para os agentes comunitários de saúde: https://www.telessaude.mt.gov.br/Arquivo/Download/4201.



O que é hanseníase



A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória e investigação obrigatória em todo o território nacional. A doença acomete homens e mulheres de qualquer idade. Entretanto, para que ocorra a infecção, é necessário um longo período de exposição à bactéria denominada Mycobacterium leprae, por meio de contato próximo e prolongado com uma pessoa acometida pela hanseníase; apenas uma parcela da população infectada realmente adoece.




A doença pode ocasionar lesões neurais, conferindo-lhe um alto poder incapacitante. Esta é a característica principal relacionada ao estigma e discriminação às pessoas acometidas pela hanseníase.

Açaí contaminado assusta acreanos, conheça sintomas e prevenção do mal de Chagas

O mal de Chagas é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que pode ser adquirida por meio do contato com as fezes do barbeiro. Na última sexta-feira, (1º), açaí contaminado foi encontrado no Mercado Elias Mansour, em Rio Branco, após análise feita pela Secretaria Municipal de Saúde. Para tirar as dúvidas dos internautas, o Portal Amazônia, mostra uma série de informações sobre a doença, como por exemplo, a transmissão, sintomas e tratamento

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2016, 69% das infecções registradas em todo o território nacional foram por transmissão oral, 9% por transmissão vetorial e em 21% não foi identificada a forma de inoculação.
A transmissão vetorial geralmente ocorre quando as fezes do inseto, contaminadas com o protozoário, são depositadas na pele enquanto o barbeiro suga o sangue da pessoa. A coceira provocada pela picada facilita a entrada do tripanossomo no organismo.

Foto: Divulgação
Já a transmissão oral está associada, na maioria dos casos, ao consumo de açaí contaminado, em razão do uso acentuado da fruta na culinária da região Norte.
Outros tipos de alimentos, entretanto, também podem disseminar o protozoário causador da doença de Chagas. Segundo informações do Instituto Evandro Chagas (IEC), também é possível, ainda que em menor escala, a difusão por transfusão de sangue infectado; transmissão congênita pela placenta (de mãe infectada para o filho); por transplante de órgãos; e a transmissão sexual.
Sintomas
Na maioria das situações, a fase aguda da doença de Chagas, que ocorre dias após a infecção, é assintomática, sendo possível que o portador leve de 20 a 40 anos para apresentar os sintomas – momento em que ocorre a fase crônica da enfermidade. Nos casos em que a doença já se manifesta nesta fase inicial, os sintomas geralmente envolvem febre, mal-estar, inflamação dos gânglios linfáticos e inchaço do fígado e do baço. Já na fase crônica, os pacientes podem apresentar aumento do volume do coração, lesões cardíacas, alterações do ritmo de contração e inchação do esôfago e do estômago.
Tratamento
O tratamento da doença de chagas deve ser indicado por um médico, após a confirmação da doença. O remédio, chamado benznidazol, é fornecido pelo Ministério da Saúde, gratuitamente, mediante solicitação das Secretarias Estaduais de Saúde e deve ser utilizado em pessoas que tenham a doença aguda assim que ela for identificada. Para as pessoas na fase crônica, a indicação desse medicamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso.
Em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol, o Ministério da Saúde disponibiliza o nifurtimox como alternativa de tratamento, conforme indicações estabelecidas em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas.
Independente da indicação do tratamento com benznidazol ou nifurtimox, as pessoas na forma cardíaca e/ou digestiva devem ser acompanhadas e receberem o tratamento adequado para as complicações existentes.
Como prevenir a Doença de Chagas?
A prevenção da doença de Chagas está intimamente relacionada à forma de transmissão. Uma das formas de controle é evitar que o inseto “barbeiro” forme colônias dentro das residências, por meio da utilização de inseticidas residuais por equipe técnica habilitada. Em áreas onde os insetos possam entrar nas casas voando pelas aberturas ou frestas, podem-se usar mosquiteiros ou telas metálicas.
Recomenda-se usar medidas de proteção individual (repelentes, roupas de mangas longas, etc.) durante a realização de atividades noturnas (caçadas, pesca ou pernoite) em áreas de mata.

Surtos de sarampo: saiba mais sobre a doença

Pelo menos três estados brasileiros têm surtos confirmados de sarampo este ano. Amazonas e Roraima, juntos, contabilizam cerca de 500 casos confirmados e mais de 1,5 mil em investigação

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus. A doença, entretanto, voltou a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias em razão das baixas coberturas vacinais identificadas no país e por ser altamente contagiosa.

Em junho, países do Mercosul fizeram um acordo para evitar a reintrodução de doenças já eliminadas na região das Américas, incluindo o sarampo. Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile se comprometeram a reforçar ações de saúde nas fronteiras e a fornecer assistência aos migrantes numa tentativa de manter baixa a transmissão de casos. 

Confira abaixo os principais tópicos sobre sarampo divulgados pelo Ministério da Saúde.

Foto: Divulgação

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano.

A doença é de distribuição universal e apresenta variação sazonal. Nos climas temperados, observa-se o aumento da incidência no período compreendido entre o final do inverno e o início da primavera. Nos climas tropicais, caso do Brasil, a transmissão parece aumentar depois da estação chuvosa. 

O comportamento endêmico do sarampo varia de um local para outro e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área.

Sintomas

Os sintomas do sarampo incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

Diagnóstico

O diagnóstico laboratorial é realizado mediante detecção de anticorpos IgM no sangue na fase aguda da doença, desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento da erupção cutânea.

Transmissão

Ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, a elevada contagiosidade da doença.

A transmissão acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea. 

O sarampo afeta igualmente ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.

Prevenção

A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose da vacina tetra viral aos 15 meses.

Pessoas com suspeita de sarampo, gestantes, crianças com menos de 6 meses e imunocomprometidos não devem receber a dose. A gestante deve esperar para ser vacinada após o parto. 

Caso esteja planejando engravidar, a mulher deve se proteger contra a doença. Um exame de sangue pode dizer se ela já está imune ao sarampo. Se não estiver, ela deve ser vacinada antes da gestação e aguardar pelo menos quatro semanas para engravidar.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, para reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

Para os casos sem complicação, a orientação é manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças precisam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes da doença. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.