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Domingo, 09 Mai 2021

Conheça nove quadrinhos que têm a Amazônia como cenário

Claro, que as belezas da região já foram homenageadas pelos quadrinistas

Artistas locais lançam campanha de financiamento para promover HQ "Jungle Comix"

A proposta da revista é apresentar histórias de ficção científica que se passam na Amazônia ou que envolvem o contexto amazônico

Professores da Amazônia inovam e ensinam ciência por meio de quadrinhos

Ao falarmos sobre histórias em quadrinhos, lembramos daquelas fantásticas e divertidas trazidas pelos gibis. Mas já imaginou ser informado e aprender ciência por meio delas? É o que o professor da Universidade Federal do Pará Bruno Spacek Godoy, em parceria com o cientista Luciano Lopes Queiroz, começou a fazer. O primeiro quadrinho de nome “Ciclos” foi publicado este mês e já está disponível, em inglês e português, no site do cientista.

Foi por meio das tirinhas que os autores acharam uma forma de inovar na propagação das informações cientificas que têm sido produzidas diariamente no ambiente acadêmico e não são de conhecimento da comunidade externa. “Produzir os quadrinhos possibilitou uma reflexão do nosso grupo de trabalho,para a simplificação de nossas ideias. Para conseguirmos colocar o conteúdo no formato de quadrinho, é necessário que as informações sejam simples e claras, sem linguajar científico ou técnico. Isso nos ajuda muito, pois permite um momento para entendermos bem o que estamos fazendo”, ressalta Bruno Godoy.
 
Foto: Reprodução 
Por se tratar de uma história em quadrinhos, que facilita o aprendizado por meio do desenho, o conteúdo alcança leitores de todas as idades e leva o conhecimento científico até quem não era alcançado anteriormente. “Eu vejo essa expansão com bons olhos, pois, no Brasil, o trabalho de fazer ciência é visto como algo distante da realidade. Podemos mostrar ao grande público que ciência é algo simples, ao mesmo tempo que pode ser divertido aprender e construir conhecimentos”, explica Bruno Godoy.

Quadrinhos

O quadrinho intitulado “Ciclos” está disponível, em português e inglês, no site do cientista Luciano Queiroz. O roteiro das tirinhas de “Ciclos” foi criado por Luciano Lopes Queiroz e a ilustração, por Marco Merlin, que viram na forma que os quadrinhos são compartilhados uma boa alternativa para a divulgação científica. “As pessoas adoram o formato de tirinhas e ainda compartilham, marcam amigos e comentam”, lembra Luciano Queiroz.

E mesmo com pouco tempo da divulgação inicial, a inicitiva já tem repercurtido por todo o país, o que anima a equipe a continuar trabalhando neste tipo de divulgação. “No mesmo dia em que publicamos o quadrinho, vários conhecidos vieram parabenizar e comentar o material. Toda essa visualização nos fortaleceu para continuarmos e elaborarmos mais conteúdo nesse sentido”, comenta o professor da UFPA.

Sobre a pesquisa

O estudo de Bruno Godoy, professor do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares, objetiva entender como ocorrer a colonização de riachos por insetos aquáticos. Ele foi realizado por meio do financiamento da UFPA pelo Programa de Apoio à Publicação Qualificada (PAPQ), que busca fomentar a publicação de artigos científicos de autoria de docentes, técnicos e discentes dos Programas de Pós-Graduação, em revistas estrangeiras.

Para ter acesso ao artigo completo, escrito por Bruno Spacek Godoy, Luciano Lopes Queiroz, Sara Lodi, Jhonathan Diego Nascimento de Jesus e Leandro Gonçalves Oliveira, clique aqui.
 

Ufam sedia primeira edição do Festival Amazônico de Quadrinhos

Aconteceu nesta sexta feira (09) a 1ª Edição do Festival Amazônico de Quadrinhos. Sediado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o evento reuniu vários nomes dos quadrinhos locais e nacionais, como por exemplo, Evaldo Vasconcelos e Luiz Andrade, além do quadrinista Gustavo Borges, que veio divulgar sua nova graphic novel 'Cebolinha: Recuperação'. A equipe do Portal Amazônia acompanhou o festival; confira na videorreportagem:

Editora amazonense lança selo especializado no dia do quadrinho nacional

A editora Lendari, do Amazonas, escolheu o dia do Quadrinho Nacional, celebrado em 30 de janeiro, para anunciar seu novo selo especializado: PULP!, para histórias em quadrinhos nacionais. Para o editor-chefe, Mário Bentes, esse é o primeiro passo para se tornar um grupo editorial com selos temáticos. 'Capirotinho', 'Ângulo de Vista' e 'Tirinhas do Rex' são os primeiros lançamentos previstos para 2018.

Turma do Açaí fará parte da exposição 'Humor em Quadrinhos'

A Turma do Açaí fará parte da programação da Semana do Quadrinho Nacional, que será promovida pela Fundação Cultural do Pará (FCP) entre os dias 30 de janeiro e 02 de fevereiro. Além da exposição, o evento também contará com palestras, workshops, sessão de autógrafos e uma feira de quadrinhos. A programação é aberta ao público e tem entrada franca.

De acordo com o quadrinista Rosinaldo Pinheiro, a criação do grupo foi inspirada na cidade onde nasceu e passou a infância. Um dos exemplos é o personagem inspirado no seu avô, que se chama “Migué”. “Como sou de Igarapé-Miri, município conhecido por ser a ‘terra do açaí’, resolvi fazer uma homenagem ao lugar de onde vim. Então, a maioria dos personagens é inspirada em parentes e amigos. Alguns deles descendem de negros e mulatos e usam o linguajar típico das cidades do interior”, comenta.
Foto: Divulgação

O autor diz que se espelhou em alguns expoentes do cartunismo nacional para seguir nesse caminho, entre eles o criador da Turma da Mônica, Maurício de Sousa. “Eu era apaixonado pelos quadrinhos infantis, como os da Disney e da Marvel, e também pelos nacionais. Isso me inspirou a querer atuar nesse meio. Comecei a desenhar ainda quando criança, mas eu comecei lendo gibis e vendo referências de quadrinistas”, afirma.

Mas os quadrinhos de Rosinaldo não tem como cenário apenas a sua terra natal. Eles narram a história do personagem principal e que dá nome à turma composta por personagens infantis inspirados na cultura do Pará. “As tirinhas giram em torno do Açaí, de um menino de oito anos, que vive em uma comunidade ribeirinha do outro lado da capital e mora em uma típica moradia ribeirinha. O universo dele é a Amazônia”, diz.

Rosinaldo Pinheiro é quadrinista, designer gráfico, animador e criador da Turma do Açaí. Além disso, já lançou dois curtas de animação: “A turma do Açaí no Círio” e “A Turma do Açaí: Fiasco é essencial”. Chegou a participar do Anima Mundi 2015 na Casa das Artes, do Rio de Janeiro, e foi premiado no Congresso Internacional Rio+20.

House 137 lança Almanaque 'Zombie', em Manaus

Quê: Lançamento do Almanaque Zombie (Side)
Quando: 21 de janeiro
Onde: Paço da Liberdade, Praça Dom Pedro II, Centro Histórico de Manaus
Horário: 10h às 13h
Valor: Gratuito


Foto: Reprodução


Feira reúne apaixonados por quadrinhos em Belém

Quê: Segunda Feira do Gibi
Quando: 14 de janeiro
Onde: Espaço Palmeira, Entrada pela Rua Manoel Barata
Horário: 15h
Valor: Entrada franca
Foto: Reprodução

Cartunista Samuel de Goes lança livro em Manaus

A tristeza é tema central do livro 'O que era nuvem ficou chuva/ o que era seco ficou despedaçado' que será lançado nesta sexta-feira (7), às 19h30, na loja de arte colaborativa 'Jogo de Nós', localizada na Rua Rio Içá, 1012, Conjunto Vieiralves, próximo à esquina com a rua Amapá. O autor do projeto, o quadrinista/cartunista, Samuel de Goes, falou sobre a criação da obra e fez um panorama do mercado de quadrinhos no Amazonas
Capa do livro de Samuel de Goes. Foto: Reprodução
Segundo Goes, a paixão pelos quadrinhos surgiu ainda na infância. Ele fez vários cursos para aperfeiçoar os traços e contou com o apoio dos pais. "Desenho desde criança e meus pais sempre me incentivaram a continuar fazendo o que me faz feliz. Eu sou um cara timido, então isso foi um bom atalho social nas escolas. Também fiz cursos, mas é importante que o cartunista desenvolva a personalidade do próprio traço e não se prenda a regras que existem nas escolas de artes", contou.

A obra 'O que era nuvem ficou chuva/ o que era seco ficou despedaçado' nasceu de uma série de tiras e cartuns produzidos por Goes entre 2014 e 2015. "Confirmei a minha participação de última hora no Festival Internacional de Quadrinhos 2015. E tinha poucos dias para produzir algo, decidi focar em uma coletânea temática. Percebi que a maioria das tiras que eu havia acumulado era sobre tristeza e investi na ideia", revelou o artista.
Samuel aperfeiçoa os traços desde a infância. Foto: Reprodução
O livro de Goes reúne 40 páginas e 30 tiras/cartuns. O projeto conta com prefácio da quadrinista Thaïs Gualberto (Folha de São Paulo) e revisão de Larissa Pollari. É uma das primeiras publicações com o selo 'QUADRILHA', formada pelos autores paraibanos samueldegois, Thaïs Gualberto e Igor Tadeu. Além do livro de lançamento, poderão ser encontrados outros produtos e quadrinhos relacionados ao autor, como as revistas sanitário 1 e 2, a coletânea Fronteira Livre e pôsteres.

Goes que é natural de João Pessoa, na Paraíba, diz admirar o trabalho com artistas do Amazonas e sempre que pode acompanha os trabalhos dos colegas. "Muitos deles fazem material para jornal, outros produzem para fora. Existem projetos coletivos bem legais também, como o pessoal do '99 Balões', 'Pupa Piarata', entre outros. Mas fazer quadrinhos no Brasil de um modo geral é uma atividade difícil, devido ao pouco reconhecimento e retorno financeiro. As Regiões Norte e Nordeste sofrem mais com isso, principalmente por causa da distância com os grandes centros e eventos", contou.

7 Dicas de Quadrinhos para quem amou Stranger Things

Que tal ler sete quadrinhos enquanto espera a volta da série. Se você não assistiu, vale apena ler as HQs assim mesmo.

Paper Girls
Foto: Garotas Geeks

Um dos escritores de Paper Girls brincou no seu twitter que a série é “quase um reboot com meninos da HQ”, e poxa, ele não está longe de acertar. A história de suspensa tem diversos elementos de ficção científica, e tem tantas viradas de narrativa que eu nem quero comentar profundamente sobre o roteiro. E, sim, ela vai parar em um lugar incrível e fabuloso. Certamente uma das leituras mais próximas do que Stranger Things nos oferecer nas telas.

Sweet Tooth
Foto: Garotas Geeks

Jeff Lemire narra o conto de Gus, um menino que nasceu com chifres e vive sozinho na floresta, até que conhece um cara mais velho. O vínculo entre os dois não é o único foco da HQ, mas o interessante é o pano de fundo da narrativa: um mundo pós-apocalíptico e distópico. O quadrinho vai ressoar com a história contada entre Eleven e o Doutor Brenner, e a história se passa em apenas seis edições.

Runaways
Foto: Garotas Geeks

Se o que você curtiu mesmo em Stranger Things é o foco no bando de adolescentes que passa por situações de desobediência civil, você vai curtir Runaways. Claro, além de adolescentes, eles também devem se preocupar com outros temas que a gente ama, como viagem no tempo e superpoderes. E, sim, os temas adolescentes tem bastante a ver com a série. Runaways vai ganhar sua própria adaptação live-action no Hulu.

Plutona
Foto: Garotas Geeks

A influência de Stephen King está mais do que marcada em Stranger Things, e também na HQ Plutona (e se você não conhece, pode ler o livro The Body). Nesse quadrinho, um grupo de adolescentes encontra o corpo de uma super-heroína na floresta, depois de um dia normal a escola. A partir daí, a história passa a narrar uma caminhada para o amadurecimento, e aponta vários tópicos sobre amizade.

Revival
Foto: Garotas Geeks

Em uma pequena cidade rual, começa uma história noir, que envolve o sobrenatural, a religião, uma influência do governo, e zumbis. Sim: os mortos estão voltando à vida, mas o mistério é bem maior do que esse. Os zumbis, contudo, não são corpos decrépitos passeando por aí, eles podem se passar com pessoas aparentemente normais. Imagine o problema que isso traz para a vila, que deve lidar com essas ressurreições.

Survivors’ Club
Foto: Garotas Geeks

Horror misturado a uma teoria da conspiração são as linhas gerais de Survivors’ Club, uma HQ que fala sobre uma lista na internet. Quase todos nessa lista estão mortos, exceto por seis pessoas. Traumas e demônios de um acontecimento de 1987 são trazidos à tona por Chenzira Molenko, uma imigrante Sul Africana que manja de videogames: a protagonista do conto.

We Can Never Go Home
Foto: Garotas Geeks

Duas pessoas que nunca seriam amigas dividem o mesmo segredo: eles têm super poderes, e também não curtem muito seguir as leis (especialmente porque nem todo governo quer o melhor para os seus cidadãos, ainda mais nesse quadrinho). A HQ se passa mais ou menos no mesmo período de Stranger Things, e funciona para aqueles que são fãs Nancy Wheeler ou Jonathan Byers.
Fonte: Garotas Geeks

Esquadrão Amazônia: HQ será lançado na Comic Con Experience 2016

Foto: Divulgação/Esquadrão Amazônia
Dois quadrinistas do Estado do Pará criaram uma crowndfunding para concretizar o projeto Esquadrão Amazônia, grupo de super-heróis inspirados na cultura da Amazônia. A HQ será lançada na Comic Con Experience 2016, que vai acontecer de 01 a 04 de dezembro, em São Paulo. Mas, para isso, os idealizadores precisam de R$16 mil até o dia 20 de setembro e contam com os leitores de quadrinhos para isso.
O grupo de super-heróis inspirados em conceitos e lendas da Amazônia foi criado em 2000, como peça publicitária, pelos paraenses Joe Bennet e Alan Yango, e ilustrada por Allan Patrick e Márcio Loerzer. Os personagens fizeram sucesso, mas o contrato com a empresa foi encerrado e de lá pra cá o projeto ficou parado por causa de trabalhos realizados, pelos criadores, nos Estados Unidos. Agora, após apelos dos fãs, eles resolveram retomar a iniciativa.
O dinheiro será usado para fazer a impressão da revista, que terá 40 páginas, capa cartonada, formato 17x26 centímetros e impressa em cores. A iniciativa está dando certo e alcançando o público-alvo. Cerca de 80% do valor já foi arrecadado, mas o projeto ainda precisa de apoio. Quem ajudar, pode receber recompensas que vão desde a primeira edição do quadrinho até cartazes autografados, chaveiros e camisetas.
Na opinião de Yango, personagens nacionais não são valorizados pelas grandes editoras e através do financiamento coletivo é possível chegar a um público mais seleto. "Existe um público que gosta de quadrinhos mesmo. Eles são os grandes apuradores da comunidade e eles conseguem enxergar a qualidade que nossos artistas tem", explica.
Um dos objetivo da HQ também é provocar reflexão sobre a produção de arte na Amazônia. "Esse é um momento propício e nós esperamos que esse quadrinho possa refletir, mesmo que de maneira ficcional, a realidade e as características que são encontradas na nossa região", diz.
Cobrança
Nos últimos 16 anos a comunidade fã de quadrinhos, principalmente dos mais alternativos, questionou Joe sobre uma nova história dos heróis amazônicos. Neste ano, ele e Alan se reencontraram e resolveram retomar o antigo projeto. A história narra as aventuras de heróis amazônicos uma bionave alienígena atacar a Amazônia brasileira.
O ponto inicial da história é quando o herói Maximus tenta combater os extraterrestres que saem da nau alienígena, mas é derrotado. No entanto, outros indivíduos, dotados de poderes extraordinários e que vivem no anonimato decidem se revelar, unindo forças para deter a ameaça que ronda o planeta. Surge então o Esquadrão Amazônia.