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Quinta, 13 Mai 2021

Estudo vai analisar impactos de mudanças climáticas na conservação da onça-pintada na Amazônia

Em risco de extinção, 13 instituições se unem para analisar os impactos da ação humana sob o maior felino das Américas

Recorde de incêndios florestais é maior ameaça para onças-pintadas na Amazônia

No Dia Nacional da Onça-pintada, especialistas comentam sobre a necessidade de prevenir queimadas e fortalecer as áreas de proteção.

Onça-pintada: Um animal que dispensa apresentações!

A espécie Panthera onca, conhecida popularmente como onça-pintada ou pantera, é o maior felino das Américas e uma das espécies mais emblemáticas das nossas florestas

Onça-pintada é encontrada sem cabeça e patas em rodovia de Roraima

Uma onça-pintada foi encontrada morta pela Polícia Militar (PM), na última segunda-feira (6), nas margens da BR-210, no município de São Luiz do Anauá, em Roraima. O animal estava com a cabeça e as duas patas dianteiras cortadas. 
Foto: Divulgação/PM

Segundo a PM, a onça foi encontrada por volta das 23h30, e não havia sangue no local, o que aumenta a suspeita de que o animal tenha sido morto em outro lugar. Ainda de acordo com os policias, a onça aparentava ter cerca de dois anos, e ter sido abatida recentemente, relatando que o corpo estava frio e sem odor, e que além das partes arrancadas, haviam apenas arranhões superficiais.

Foto: Divulgação/PM

Após encontrarem a onça, os policias procuraram as partes do animais, mas não encontraram. Nenhum suspeito foi identificado e o registro foi feito na Delegacia da Polícia Civil de São João da Baliza, município vizinho.


Pesquisadores iniciam campanha de captura científica de onças-pintadas na Amazônia

Barcos, antenas e armadilhas preparadas: os pesquisadores do Instituto Mamirauá estão prontos para a primeira campanha de captura de onças-pintadas deste ano na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), no Amazonas. O trabalho do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia (GP Felinos) do Instituto Mamirauá teve início nesta semana e deve se prolongar pelo período de enchente nas várzeas (florestas alagáveis) da reserva.

As capturas e instalações de colares com rastreadores fazem parte de uma linha de pesquisa do instituto chamada de “Ecologia do Movimento de Felinos na Amazônia”.
 
Pesquisadores iniciam campanha de captura científica de onças-pintadas em reserva na Amazônia. Foto: Bernardo Oliveira/Instituto Mamirauá 
Através da técnica de telemetria, com a qual é possível monitorar, no caso desse estudo, por VHF (um sistema de rádio com frequência muito elevada) e GPS, a posição e movimentação dos animais em vida livre, o GP Felinos tem criado um banco de dados do posicionamento das onças-pintadas na reserva Mamirauá ao longo do tempo. Dessa forma, pode-se compreender melhor o comportamento da espécie nas florestas de várzea da região, cujos ambientes podem ficar até quatro meses do ano debaixo da água.

“A ideia é entender por onde as onças-pintadas se movimentam, por que elas se movimentam nesses locais e qual é a área de vida que elas necessitam para executar suas atividades diárias. ”, comenta Emiliano Esterci Ramalho, líder do GP Felinos e Diretor Técnico-Científico do Instituto Mamirauá, uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Graças às pesquisas, foi possível confirmar uma particularidade possivelmente única às onças de Mamirauá: descobriu-se que esses indivíduos não deixam a região no período da cheia, quando a floresta está alagada. Em vez disso, passam meses em cima das árvores, onde caçam, comem dormem e se reproduzem.

“Constatamos isso há oito anos, quando conseguimos acompanhar pela primeira vez uma fêmea durante o ano todo. Ela ficou aqui na várzea em todo esse período e criou o seu filhote com sucesso. ”, relata Emiliano Ramalho. Isso comprova para a ciência o que o conhecimento tradicional, passado de geração em geração, das comunidades locais já descrevia há muito tempo.
 
Onça-pintada registrada em armadilha fotográfica da pesquisa. Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá 
Apesar da dinâmica da água, o ambiente das várzeas é tão favorável à espécie que a região possui uma das maiores densidades populacionais de onças-pintadas do planeta, com aproximadamente 10 onças a cada 100 km² (quilômetros quadrados). As pesquisas contam com apoio da Fundação Gordon and Betty Moore.

Como acontecem as capturas

Para instalar os colares nos pescoços dos animais, os pesquisadores do instituto utilizam armadilhas de laço, projetadas para prender a pata dos felinos, sem machucá-los. O equipamento é posicionado em trilhas monitoradas pelos pesquisadores. A época enchente é a escolhida por reduzir a área por onde as onças-pintadas caminham.

Para cada laço, duas armadilhas fotográficas – câmeras utilizadas para registrar o momento em que o animal cai no laço e observar remotamente o comportamento dos felinos na floresta – são colocadas em árvores próximas para registrar o momento em que o animal cai no laço e observar seu comportamento. Um transmissor de rádio é conectado à armadilha para que os pesquisadores chequem à distância, através de uma antena, se algum dos aparelhos foi ativado.

Com a onça no laço, um dardo carregado com substância anestésica é disparado no animal, através de um rifle próprio para esse uso. Após o verificar o animal no laço, o animal é anestesiado utilizando dardos, aplicados através de rifle. Assim é realizado o processo de coleta de material biológico, exame clínico, pesagem, biometria, e instalação do colar. O trabalho leva cerca de uma hora para ser concluído.

A perspectiva para as capturas deste ano é desafiadora, mas tem também aspectos positivos. “[O rio] está enchendo muito rápido. Isso é ruim porque diminui a área na qual as armadilhas podem ser posicionadas. Por outro lado, também limita o espaço por onde as onças podem circular. ”, afirma o pesquisador.
 
Pesquisadores iniciam campanha de captura científica de onças-pintadas em reserva na Amazônia. Foto: Bernardo Oliveira/Instituto Mamirauá 
Um modelo de sucesso

Há 10 anos, os pesquisadores do Instituto Mamirauá vêm capturando onças-pintadas e instalando colares com rastreadores, que, depois de um ano, automaticamente se soltam dos animais. Ao todo, mais de 25 onças já foram acompanhadas pela pesquisa.

“As informações coletadas são muito valiosas porque nos permitem conhecer melhor a ecologia do animal e saber quais são as necessidades dessa espécie. ”, explica Emiliano Ramalho.  “O trabalho é essencial para que determinemos as áreas prioritárias para a conservação e qual é o tamanho de área que precisamos conservar para proteger populações viáveis dessa espécie.”

Além disso, com os colares instalados, as onças podem ser encontradas com facilidade e passam a fazer parte das ações do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, que apoia a gestão da Pousada Uacari – projeto de ecoturismo gerido em parceria entre o instituto e dez comunidades da reserva Mamirauá. Anualmente, um pequeno grupo de turistas acompanha os pesquisadores do instituto à procura do maior felino das Américas na “Expedição Onça-Pintada”, gerando renda para as comunidades locais.

Segundo Emiliano Ramalho, o sucesso da pesquisa com onças-pintadas do instituto está em sintonia com os objetivos do Instituto Mamirauá: conservação da biodiversidade regional, através de ciência bem-feita, e melhoria da qualidade de vida das populações humanas locais. “Isso mostra que o modelo criado por Márcio Ayres (biólogo e um dos idealizadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e do Instituto Mamirauá) funciona.”
 

Onça pintada é resgatada por Batalhão Ambiental em Itacoatiara, no interior do Amazonas

O Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB), realizou nesta quinta-feira, (24), em parceria com projeto de Extensão Observatório de Imprensa Avistamentos e Ataques de Onças (Oiaa Onça), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o resgate de uma onça pintada no município de Itacoatiara (distante a 165 quilômetros de Manaus).


Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Em entrevista a Rede Amazônica, o chefe da Divisão Técnico Ambiental do Ibama em Manaus, Hugo Loss, relatou sobre o estado de saúde do animal. 
Segundo a Polícia Militar, o animal foi capturado inicialmente por ribeirinhos, que mantiveram o felino em um lugar seguro até a chegada das autoridades. Em seguida, a equipe levou a onça ao Ibama para procedimentos veterinários. 

Foto: Divulgação

De acordo com Loss, a onça é um filhote de cinco meses e pesa 15 quilos. O felino foi entregue ao Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e passou por uma rigorosa bateria de exames. “Aparentemente está bem, não tem sinais de maus tratos, o único problema até o momento é a alimentação da onça, já que passou um bom tempo sendo criada por comunitários”, revelou.

Na opinião do profissional, o maior desafio para a onça será se adaptar a vida selvagem. “Ela viveu como um animal de estimação, ou seja, em condições adversas ao seu comportamento natural e provavelmente terá dificuldades em se adaptar a vida selvagem”, explicou.


Dados alarmantes

Em 2018, os municípios campeões por denúncias de abates de onças foram Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, além disso, o Ibama recebeu várias notificações de animais que foram atropelados nas estradas próximas a capital. “As pessoas costumam comercializar partes da onça, como a cabeça ou o couro. O animal sofre também com o avanço do desmatamento, por isso, devemos ficar alertas”, assegurou Loss.

Informações e denúncias sobre crimes ambientais podem ser feitas diretamente ao Batalhão Ambiental da Polícia Militar por meio do telefone (92) 98842-1547, ou diretamente no endereço da unidade na Vila Olímpica, acesso pela rua  Álvaro Maia, Alvorada 1, zona Oeste.

Dia Nacional da Onça-pintada: conheça dez curiosidades do maior felino das Américas

O calendário nacional acaba de ganhar uma nova data comemorativa: o Dia Nacional da Onça-pintada será celebrado pela primeira vez nesta quinta-feira (29). O dia foi instituído por uma portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA), e a data passa agora, a prestar homenagem à espécie que é símbolo da biodiversidade nacional.

Para entrar no clima, o Instituto Mamirauá, uma organização social de pesquisa e desenvolvimento sustentável atuante no Amazonas, listou dez fatos que você (talvez) não saiba sobre o maior felino das Américas.


1) Gigante das Américas 
Foto: Brandi Jô Petrônio/Instituo Mamirauá
A onça é um animal típico do continente americano. A atual distribuição geográfica da espécie se estende do México pela maior parte da América Central e América do Sul, até o Paraguai e o norte da Argentina. Da grande família biológica dos felídeos, a onça é a terceira maior espécie do mundo, atrás apenas do tigre e do leão. E nas Américas, a onça-pintada reina absoluta como o maior felino da região.


2) A onça-preta também é uma onça-pintada
   
Foto: André Dib/Instituo Mamirauá
A afirmação pode parecer estranha, mas é isso mesmo: as onças-pretas também são onças-pintadas. É um caso de melanismo, que acontece quando um animal tem uma grande concentração do pigmento chamado melanina na pele, o que dá o tom escuro à pelagem. As onças-pretas são raras, representando cerca de 6% de toda população da espécie. Com a ajuda de câmeras noturnas, é possível enxergar as pintas de uma onça-preta.


3) Na Amazônia, onças-pintadas vivem no topo das árvores
 
Foto: Emiliano Ramalho/Instituo Mamirauá
Se as onças-pintadas já são, naturalmente, animais únicos e impressionantes, a vida nas matas de várzea da Amazônia faz delas ainda mais diferentes. Por conta do sobe e desce do nível dos rios, as onças de lá apresentam um comportamento que, dentro da espécie, não é visto em nenhum outro lugar. Durante a época de cheia, quando os rios transbordam seus limites e enchem as florestas com água, os felinos buscam as partes mais altas das árvores para morar.

Todo esse processo se repete anualmente e pode durar até seis meses. “Esse é um comportamento inédito para grandes felinos, que precisam de grandes quantidades de alimento todos os dias para sobreviver e que até agora eram considerados terrestres”, afirmou o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, responsável pelo Projeto Iauaretê, desenvolvido desde 2004 pelo Instituto Mamirauá, com o objetivo de estudar a ecologia e promover a conservação da onça-pintada na várzea amazônica.


4) Reserva Mamirauá tem uma das maiores densidades de onças no planeta
  
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
A grande quantidade e oferta de presas, aliada ao estado de conservação da Reserva Mamirauá, permite que essa unidade de conservação localizada no centro do estado do Amazonas abrigue uma alta densidade de onças-pintadas. Levantamentos feitos pelo Instituto Mamirauá nos últimos anos estimaram uma concentração de mais de 10 onças/100 km² dentro da reserva, a mais alta densidade de onças registrada até hoje no mundo. Um dos métodos para estimar a população de onças é o uso de armadilhas fotográficas. Pesquisadores do Instituto Mamirauá já registraram uma onça na Reserva Mamirauá interagindo com os equipamentos.


5) Seres humanos não estão na dieta das onças
  
Foto: João Cunha/Instituo Mamirauá
Não tenha medo! Apesar da (má) fama, as onças-pintadas evitam contato com o ser humano. São raros os registros de ataque de onças à nossa espécie, isso pode acontecer quando a onça se sente ameaçada ou quando tenta proteger os filhotes ou o próprio alimento (como uma caça recém-abatida).


6) Preguiças e macacos guariba estão entre alimentos preferidos na floresta amazônica
  
Foto: Anamélia de Souza Jesus/Instituo Mamirauá
Falando em dieta, a onça-pintada encontra um cardápio farto e variado na Amazônia. Na Reserva Mamirauá, estado do Amazonas, o bicho-preguiça, o macaco guariba e o tamanduá-mirim estão entre os animais mais consumidos pelos felinos. O jacaré-tinga e o jacaré-açu também entram na lista de espécies predadas por onças-pintadas na região. Os dados são do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá.


7) As pintas de uma onça são únicas
  
Foto: Amanda Lelis/Instituo Mamirauá
O conjunto de pintas ou manchas em uma onça-pintada é único. É como a impressão digital nos dedos dos seres humanos: quando o assunto são as pintas, não existem duas onças iguais. Inclusive pesquisadores que investigam a espécie usam essa característica especial para identificar os animais.


8) Onças têm “pintinhas” dentro de cada pinta
   
Foto: Brandi Jô Petrônio/Instituo Mamirauá
Pintas dentro de uma pinta. Assim são as pintas no tronco das onças-pintadas, e essa é uma diferença desse felino para o leopardo, que não tem tal característica. Uma maneira de diferenciar um leopardo de uma onça-pintada é olhando para as manchas nos troncos desses animais: só as onças têm pintas com pintinhas menores dentro.


9) Na água e nas alturas
   
Foto: Emiliano Ramalho/Instituo Mamirauá
Ágeis e com grande destreza, as onças sobem em árvores tanto para descansar como para abrigar-se ou caçar. Elas também são excelentes nadadoras.


10) Solitárias, mas nem tanto
   
Foto: Emiliano Ramalho/Instituo Mamirauá
Onças-pintadas costumam viver sozinhas. Embora sejam animais solitários a maior parte do tempo, as onças podem ser vistas em grupos no período de reprodução ou no início da vida, quando os filhotes são cuidados pela mãe.

Em busca de alimento, onças pintadas da Amazônia ocupam ilhas fluviais

A dinâmica dos rios na Amazônia forma as ilhas fluviais que, assim como surgem, podem sumir em questão de poucos anos. Preguiças, macacos e outros animais que vivem na copa das árvores são habitantes comuns das ilhas de rio, porém até a onça-pintada, o maior felino das Américas, é visto em pequenos pedaços de terra como esses. Um estudo recente, feito por um pesquisador associado do Instituto Mamirauá, indica que a oferta de alimentos pode determinar a presença de onças em ilhas fluviais na Amazônia Central.

Predadoras de topo de cadeia, as onças-pintadas são animais flexíveis. Esses felinos terrestres conseguem se adaptar bem a ambientes alagáveis, como é o caso das florestas amazônicas de várzea. Na temporada de cheia dos rios, as onças percorrem, a nado, lagos e rios da região e chegam a viver durante meses em copas de árvores, comportamento monitorado e registrado pela primeira vez por uma equipe científica do Instituto Mamirauá. 
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
A mais nova pesquisa associada ao instituto investigou os motivos que levam onças-pintadas a se deslocar pelos corpos d’água e entre diversos habitats da floresta. Foi avaliado se a ocorrência de onças-pintadas em áreas isoladas pela água, como as ilhas, é diferente de áreas florestais contínuas e como a abundância de presas influencia a frequência de onças nesses lugares.

Para isso, o ecólogo Rafael Rabelo, que assina o estudo, fez um levantamento de duas espécies predadas por onças (o macaco guariba – Alouatta juara e a preguiça comum – Bradypus variegatus) em 24 locais na Reserva Mamirauá, dentre eles 15 ilhas fluviais e 9 áreas de floresta contínua.

“A amostragem foi feita por meio de registros de avistamentos e vestígios, tais como pegadas e fezes, ao longo de trilhas, e foi repetida quatro vezes em todos os sítios para obter o histórico de detecção da onça-pintada”, explica o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e associado do Instituto Mamirauá. Com base nos dados coletados, Rafael calculou as probabilidades de detecção e ocorrência de onças-pintadas em cada local.
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
“Descobri que a probabilidade de um local ser utilizado pela onça é de 75%, tanto nas ilhas, quanto na floresta contínua. Ou seja, a chance de encontrar um vestígio de onça em uma ilha é a mesma que na floresta contínua”, afirma Rafael. De acordo com o pesquisador, esses resultados analíticos sugerem que a água que circunda as ilhas fluviais não afeta os padrões de uso do espaço e o movimento de onças-pintadas na paisagem.

“Além disso, encontrei que quanto maior a abundância das presas em um determinado local, maior será a chance de uma onça estar presente nesse local”, ressalta. De acordo com o pesquisador, esse resultado indica que a busca por recursos alimentares pode ser o fator motivacional para as onças usarem as ilhas. 

Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
Preguiças podem ser as presas preferidas 

Os números do estudo também indicam que as duas espécies de presas influenciaram na probabilidade de ocorrência da onça com a mesma intensidade, mesmo que a abundância das preguiças tenha sido menor. “Ainda que a abundância de preguiças seja menor que a de guaribas, ambas espécies tiveram o mesmo efeito na probabilidade de ocorrência das onças, o que pode estar associado a uma preferência da onça-pintada por essa espécie de presa”, afirma.
Foto: Divulgação/Instituto Mamirauá
Estudo em destaque em simpósio de conservação na Amazônia

A pesquisa, chamada “Abundância de presas determina o uso de ilhas fluviais por onça-pintada (Panthera onca) na Amazônia Central”, será apresentada durante os próximos dias 3 a 6 de julho em evento especializado do Instituto Mamirauá. O Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia (Simcon) chega à 15ª edição no município de Tefé, Amazonas, com apresentações e oficinas que dão foco a iniciativas de pesquisa e extensão para a conservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável da região.