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Sábado, 08 Mai 2021

Recorde de incêndios florestais é maior ameaça para onças-pintadas na Amazônia

No Dia Nacional da Onça-pintada, especialistas comentam sobre a necessidade de prevenir queimadas e fortalecer as áreas de proteção.

Onça-preta rara é flagrada tomando banho em rio de Rondônia

O clique raro da onça foi feito pelo administrador Santiago Pereira, de 28 anos. Ele conta que no fim de semana foi ao rio com um amigo, para pescar, quando em determinado momento eles perceberam o felino na margem

Mato Grosso: força-tarefa resgata onça vítima de incêndios florestais

Para fugir da fumaça e do fogo, o animal procurou abrigo na casa de um pantaneiro. Com o apoio de médicos veterinários, o felino foi sedado e recebeu os primeiros socorros

Onça-pintada: Um animal que dispensa apresentações!

A espécie Panthera onca, conhecida popularmente como onça-pintada ou pantera, é o maior felino das Américas e uma das espécies mais emblemáticas das nossas florestas

Estudo vai analisar impactos de mudanças climáticas na conservação da onça-pintada na Amazônia

A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e também uma das mais de mil espécies sob risco de extinção no Brasil.  Visando a conservação da espécie e a melhoria da qualidade de vida das populações que convivem com ela, 13 instituições formaram a Aliança para a Conservação da Onça-Pintada (Aliança Onça-Pintada), cujo segundo encontro foi realizado nos dias 7 e 8 de maio, na região do Rio Negro, em Manaus, no estado do Amazonas.

Onça-preta é resgatada em condomínio de Belém

Agentes do Batalhão de Polícia Ambiental do Pará e do Ibama resgataram nessa terça-feira (4) uma onça-preta. O animal foi avistado no final da noite de segunda-feira (3), nas dependências do condomínio Alphaville, localizado no distrito de Outeiro, a cerca de 25 quilômetros do centro de Belém.

Imagens feitas por um morador mostram a onça circulando em áreas comuns do condomínio.
Foto: Divulgação
De acordo com a Polícia Militar (PM), policiais do Batalhão Ambiental permaneceram na área, para garantir a integridade física do animal e fazer o acompanhamento do felídeo, impedindo que ele se aproximasse mais ainda das áreas habitadas, evitando qualquer risco de acidente.

A onça-preta é um espécime de onça-pintada e está na lista de animais ameaçados de extinção. Nessa terça-feira (4), uma força tarefa foi montada com o Ibama. Os agentes usaram tranquilizante para realizar o resgate.
Foto: Divulgação/IBAMA
O Ibama fará a avaliação clínica e sanitária do animal. A onça foi levada ao Museu Emilio Goeldi, onde há um Parque Zoobotânico.

Foto: Divulgação/IBAMA

Filhote de onça é abandonado em pet shop de Sorriso, no Mato Grosso

Um filhote de onça-pintada foi abandonado em um pet shop do município de Sorriso (distante 420 quilômetros de Cuiabá) em Mato Grosso. Segundo os funcionários, uma pessoa deixou o animal e ao constatarem ser um filhote de onça, acionaram o Corpo de Bombeiros para o resgate.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Segundo os Bombeiros, o animal que tem entre entre 2 e 3 de meses, e há suspeita de quem deixou o animal tenha cometido crime ambiental ao retirar o filhote da mãe.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Após o resgate, a onça foi levada para um centro veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Sinop, para que seja feita avaliação veterinária e a devolução do filhote à natureza.

Instituto Mamirauá monitora onça-preta da Amazônia

Com o estrondoso sucesso do filme de super-herói “Pantera Negra” nos cinemas, os grandes felinos com pelagem preta estão na moda. As onça-pretas (ou melânicas) são as representantes “nacionais” desse grupo, habitando diversos biomas do país, incluindo a Amazônia. Jacques, é a mais nova onça-pintada preta monitorada pelo Instituto Mamirauá.

O encontro com o felino aconteceu na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Localizada no estado do Amazonas, no médio curso do Rio Solimões, é na reserva onde pesquisadores do Instituto Mamirauá investigam a ecologia de onças-pintadas em ambientes de várzea, as florestas alagáveis da Amazônia.
Foto:Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá
Jacques é um jovem macho da espécie, em boas condições físicas. Com idade estimada entre seis e oito anos, pesa por volta de 55 quilos. A inspiração para o nome Jacques veio do oceanógrafo e conservacionista francês Jacques-Yves Cousteau (1910-1997).
Foto:Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá
Preta ou pintada?

Essa é a quinta onça-preta monitorada pelo Instituto Mamirauá em mais de dez anos de pesquisas com felinos. Esse tipo de animal é um caso raro na natureza, correspondendo a uma baixa percentagem entre onças-pintadas. O melanismo acontece por uma mutação genética que causa alta concentração de melanina no pelo do animal, o pigmento que lhe dá a cor preta.

Por causa disso, há quem acredite que a onça-preta não é uma onça-pintada, mas sim outra espécie de felino. O mal-entendido é revelado quando se olha imagens noturnas do animal, registradas com câmeras infravermelho. Nelas, é possível ver as “pintas” debaixo da pelagem escura.
Foto:Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá
De olho nas onças-pintadas para a conservação da espécie

O Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia realiza, todos os anos, a captura de onças-pintadas. Elas são capturadas com o uso de armadilhas de laço, instaladas em trilhas na floresta. Em sequência, os especialistas ajustam um colar de telemetria e fazem exames clínicos e coletas de material biológico para avaliar a saúde do animal.
Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá
“A captura dessa onça-pintada foi muito tranquila, é um animal que se mostrou quase dócil. O procedimento durou aproximadamente uma hora, para colocar o colar e coletar as amostras biológicas”, informa Emiliano Ramalho, líder do grupo de pesquisa em felinos do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Os colares de telemetria possuem um sistema GPS que permite acompanhar a locomoção das onças durante o ano inteiro. A partir dos dados levantados pelo monitoramento, nos últimos anos os cientistas têm descoberto novas informações sobre as onças-pintadas na Amazônia, que são importantes para a conservação da espécie.

As pesquisas com onças-pintadas do Instituto Mamirauá contam com financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore.

Mini Zoológico é opção de lazer em Roraima

Boa Vista (RR) também tem opções para acolher as crianças no dia delas. Os pais podem levar seus filhos e aproveitarem para ter um dia de lazer diferente.


Foto: Reprodução / Rede Amazônica
Segundo informações do Portal de Notícias G1 - Roraima, uma das opções é o Mini Zoológico do 7º BIS, que funcionará normalmente neste feriado (12). No Mini Zoológico os visitantes podem encontrar onça-pintada, serpentes, macacos, araras, tartarugas, e outros animais da flora amazônica.


É importante lembrar que crianças e adolescentes só podem visitar o Mini Zoológico acompanhados dos pais ou pessoas responsáveis, e não é permitida a entrada com alimentos.


Foto: Reprodução / Rede Amazônica


As escolas ou organizações que queiram fazer visitas em grupo devem fazer agendamento prévio, ligando para (95) 3212 3312.


Serviço

Mini Zoológico do 7º BIS
ONDE: 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7º BIS), na avenida Gen. Sampaio, s/n, 13 de Setembro, zona Sul - Boa Vista/RR
QUANTO: Entrada gratuita
QUANDO: Terça a domingo, de 7h30 às 16h30
INFORMAÇÕES: (95) 3112-3312

Genoma da onça-pintada é decodificado com ajuda do Instituto Mamirauá

Pela primeira vez, pesquisadores decodificaram o genoma da onça-pintada (Panthera onca) e do leopardo, jogando luz sobre o passado evolutivo desse grupo de animais, cuja história de sobrevivência e adaptação é pouco conhecida. Quedas significativas de suas populações, períodos severos de frio e muitas mudanças fizeram parte da vida dos ancestrais do gênero Panthera.
Foto:Reprodução/Instituto Mamirauá
A pesquisa foi publicada na edição de julho da revista científica Science Advances e mobilizou uma equipe internacional de instituições (leia o artigo).

Com mais de 15 anos de investigação da ecologia de felinos na Amazônia Central, o Instituto Mamirauá contribuiu para o trabalho com dados genéticos de onças-pintadas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, estado do Amazonas.

“Com a decodificação do genoma da onça-pintada, foi possível descobrir aspectos sobre a interação da onça com outras espécies de felinos, que, ao longo de milhões de anos, deram vigor à espécie”, afirma Emiliano Ramalho, líder do Grupo de Pesquisa Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia do Instituto Mamirauá e co-autor do artigo.

Decifrando o genoma

O material genético da onça-pintada para a análise foi extraído de um macho da espécie, resgatado ainda filhote no Pantanal e que vivia no Zoológico Municipal de Sorocaba (SP). Feita a decodificação, os pesquisadores compararam os genomas da onça-pintada e do leopardo com os das outras espécies do gênero Panthera, que abrange também leões, leopardos-das-neves e tigres.

Foi possível então estimar o tempo de separação entre as espécies na “árvore” evolutiva (veja o gráfico acima da notícia). Com base nos dados, calcula-se que o grupo de felinos que originou as onças se separou dos felinos ancestrais dos leões e leopardos há aproximadamente 3,5 milhões de anos.Cruzamentos “recentes”

Mas a análise de DNA aponta que, mesmo depois da separação, membros de espécies diferentes continuaram cruzando entre si. De acordo com os cientistas, a sobrevivência é uma das respostas para esse comportamento. Durante a Era do Gelo, na época do Pleistoceno, as mudanças climáticas e a falta de presas causaram uma redução considerável na população de felinos.

Nesse cenário, o cruzamento com outras espécies ajudou na troca de material genético que foi proveitoso para a perpetuação dos animais. Esses acasalamentos mistos também foram importantes para moldar os genomas dos felinos atuais. “Essas descobertas indicam que a mistura de pós-especiação contribuiu com material genético que facilitou a evolução adaptativa das linhagens de grandes felinos”, escrevem os autores na pesquisa.

Adaptação na Amazônia

“É curioso que dessa hibridização tenha resultado em um genoma como o da onça-pintada, que é um animal com uma ecologia super flexível, como observamos na Reserva Mamirauá”, considera o pesquisador Emiliano Ramalho. Ele se refere à adaptação das onças-pintadas que vivem nessa região de florestas alagadas na Amazônia. Na época da cheia dos rios, quando as águas inundam as florestas, as onças buscam abrigo e moradia na copa das árvores e adequam sua dieta, predando preguiças, macacos e ocasionalmente animais aquáticos, como o jacaré. O comportamento, único, é estudado pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

As pesquisas sobre a ecologia e conservação de onças-pintadas no Instituto Mamirauá têm financiamento da Fundação Gordon and Betty Moore.

Segundo filhote de onça é encaminhado de Mato Grosso para São Paulo

Um filhote macho de onça-pintada de sete meses foi encaminhado nesta terça-feira (4) do Mato Grosso para a Associação Mata Ciliar (AMC), localizada em Jundiaí, em São Paulo. O animal passará por um processo de reabilitação para aprender a desenvolver o comportamento natural da espécie, como a caça. Este é o segundo animal encaminhado para a associação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O primeiro foi uma onça parda de seis meses.

De acordo com a médica veterinária da Sema, Isabela Ferreira, “a equipe da Associação estará no embarque esperando o filhote e seguirá com ele para Jundiaí”. A onça foi resgatada em fevereiro, no município de Querência (945 km de Cuiabá), pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), em parceria com a Sema. 
Foto: Fernando Rodrigues/Governo do Mato Grosso
O sargento do Batalhão, Juracy Medeiros, explicou que trabalhadores rurais a encontraram em uma fazenda da cidade e acionaram as entidades competentes. A suspeita é de que a mãe do filhote tenha sido morta. 

Na época, o animal estava desidratado e com apenas dois quilos. Atualmente está com 36 quilos e o sargento explica que o peso é acima do ideal para a sua idade. “A onça engordou por falta de exercícios. A expectativa é de que ela perca peso porque na associação haverá um espaço maior onde ela poderá se movimentar e ainda ir atrás da sua presa”, afirmou.

Associação

A AMC fica em um cenário florestal e possui uma metodologia de trabalho voltada para a reabilitação dos animais silvestres. Nesse processo, os animais são destinados para recintos de pré-soltura, onde exercitam seus músculos, caçam e são estimulados a desenvolver o comportamento natural da espécie. Alguns indivíduos são monitorados via rádio-colar com GPS, fornecendo importantes dados científicos.

Assim que as onças estiverem reabilitadas, voltarão para o Estado de origem para serem reintroduzidas na natureza. “Muitos bichos que resgatamos não possuem mais as habilidades de um animal silvestre e a ida para estas entidades é importante para que eles saibam sobreviver em seu habitat natural, caso contrário, se forem soltos como estão, eles correm risco de morte”, explicou Isabela.

A associação nasceu em 1987 com a preocupação pela conservação dos cursos de água no interior do estado de São Paulo. Em 1997, ela iniciou os trabalhos com a fauna através do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e com o Centro para Conservação dos Felinos Neotropicais (Centro de Felinos).

Lista de extinção

No Brasil, a onça-pintada é listada pelo Ibama (2003) como ameaçada de extinção. Globalmente é classificada como ‘quase ameaçada’. A conversão de seu habitat natural para atividades agropecuárias é a principal causa da redução de 50% de sua distribuição original, sendo que a espécie foi extinta em dois (Uruguai e El Salvador) dos 21 países em que ocorria historicamente. O peso de uma onça-pintada adulta pode variar entre 35 kg e 130 kg, conforme a idade, e geralmente os machos são mais pesados que as fêmeas. Sua expectativa de vida vária entre dez e 20 anos.

Balanço

Em dois anos, a Sema em parceria com o BPMA resgatou 1.420 animais silvestres em Mato Grosso. Desse total, cerca de 150 estão no centro de triagem da sede do Batalhão, em Várzea Grande, outros 1.075 foram soltos na natureza, 49 destinados para criadouros ou guarda provisória e cerca de 140 vieram a óbito.

Embora neste caso os trabalhadores rurais tenham feito o resgate do filhote, a Sema orienta que quem presenciar atropelamentos ou outras situações como esta, de abandono, tenha cuidado. Alguns animais silvestres oferecem riscos, especialmente quando machucados. Para outras informações ou mesmo resgate, a Sema orienta ligar para o número 190 da Polícia Militar. Em caso de dúvida, fale na Coordenadoria de Fauna: (65) 3613-7291.

Onças resgatadas no Pará ganham novo lar

Foto:Divulgação/Semas-PA
Duas onças-pretas (Panthera onca) que foram resgatadas durante a Operação SOS Gavião Real, realizada no final do mês de maio no Pará, ganharam um novo lar. Esta semana uma equipe de fiscalização ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) foi até o município de Capitão Poço, no nordeste paraense, para recolher os animais que estavam sendo mantidos em local não autorizado e transportá-los até o Zoológico Park das Montanhas, no Espírito Santo.

Os felinos foram examinados pela veterinária Ana Paula Gering, da Universidade Federal do Tocantins, que fez os procedimentos anestésicos para que os animais pudessem ser transportados em segurança. Devido ao confinamento em recinto impróprio, eles precisaram de cuidados que foram prestados por uma equipe médica no local.
Foto:Divulgação/Semas-PA
Além das duas onças, outros 157 animais silvestres também foram resgatados durante a Operação SOS Gavião Real, realizada em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio) e a Universidade Federal do Pará (UFPA). Entre as espécies estavam gaviões, macacos, quatis e quelônios, que foram destinados para instituições como o Mangal das Garças, Parque Zoobotânico de Carajás e Centro Nacional de Primatas, cumprindo determinação judicial.

Orientações

O resgate de animais silvestre é uma das muitas frentes de atuação da fiscalização ambiental da Semas, que sempre orienta a população a buscar auxílio do órgão nos casos de animais encontrados em áreas urbanas, atropelados em estradas ou em condições de maus tratos e aprisionamento. O Batalhão de Policiamento Ambiental e a Delegacia de Meio Ambiente do Pará também atuam no resgate e fiscalização.

Onça-pintada é encontrada morta em rodovia de Mato Grosso

Foto: William Neto/Cedida
Uma onça-pintada foi encontrada morta perto da entrada do município de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, na MT-351, no Mato Grosso, na manhã desta segunda-feira (1º). A suspeita é que ela tenha sido atropelada.

"Estava indo para Poconé e, por volta das 6h, quanto estava a uns 800 metros da entrada de Livramento, vi essa onça. Acho que foi atingida por algum veículo", disse William Neto.

Ele contou que chegou a ligar para a Polícia Militar Ambiental, mas ninguém atendeu. Disse também que quando passou de volta no local, por volta das 8h30, a onça-pintada ainda estava na pista.

Jaguatirica é resgatada no Tocantins após ser atropelada em rodovia estadual

Foto: Divulgação/PM Ambiental-TO
Uma jaguatirica foi atropelada na manhã desta terça-feira (25) na rodovia TO-080 próximo de Divinópolis do Tocantins, região oeste do Estado. O animal teve alguns ferimentos e foi retirado da pista pelos motoristas que passavam no local. A Polícia Militar foi acionada e fez o resgate.
Conforme a polícia, a jaguatirica foi levada para a sede do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) em Palmas, onde será feita uma avaliação dos ferimentos. O bicho deve receber cuidados no Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e, se for preciso, pode ser levado para centro de tratamento em Araguaína, norte do Estado. Assim que estiver recuperada, a jaguatirica será devolvida para a natureza.

Jaguatirica é resgatada no Tocantins após ser atropelada em rodovia estadual

Foto: Divulgação/PM Ambiental-TO
Uma jaguatirica foi atropelada na manhã desta terça-feira (25) na rodovia TO-080 próximo de Divinópolis do Tocantins, região oeste do Estado. O animal teve alguns ferimentos e foi retirado da pista pelos motoristas que passavam no local. A Polícia Militar foi acionada e fez o resgate.

Conforme a polícia, a jaguatirica foi levada para a sede do Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) em Palmas, onde será feita uma avaliação dos ferimentos. O bicho deve receber cuidados no Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e, se for preciso, pode ser levado para centro de tratamento em Araguaína, norte do Estado. Assim que estiver recuperada, a jaguatirica será devolvida para a natureza.

Onça é morta com um tiro após atacar gado em fazenda no Amazonas

Uma onça-pintada foi abatida na Zona Rural de Carauari (município distante a 787 quilômetros de Manaus). Segundo os habitantes da cidade, o felino foi morto vários ataques ao gado de uma fazenda. Ao todo, cinco bois teriam sido mortos pelo felino. O caso ocorreu no dia 20, em uma área situada a cerca de 15 quilômetros da cidade. As informações são do G1 Amazonas.

De acordo com os moradores de Carauari, cinco bois teriam sido mortos. Os fazendeiros começaram a suspeitar de ataques de onças na região. A onça - que está em extinção - foi encontrada e morta por um tiro na região do abdômen. A reportagem não teve informações do local para onde o animal foi levado após o abate.
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que ataques de onças devem ser comunicados ao Instituto, que realiza uma avaliação técnica que pode resultar na realocação do animal e outras medidas para evitar o abate.

Segundo moradores, ataques de onça são comuns na localidade. Em novembro de 2015 uma criança de 1 ano e 9 meses foi atacada enquanto brincada na margem de um rio, em Carauari. A onça se aproximou e deu uma patada na cabeça dela. A mãe da menina tentou defender a filha e também foi mordida pelo animal.

*Com informações do G1

Instituto Mamirauá registra a maior onça-pintada na várzea amazônica

A enorme onça-pintada foi registrada por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá (Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá)
Pesando 72Kg, Galego é a maior onça-pintada já registrada por cientistas na várzea amazônica. O animal foi encontrado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas, e surpreendeu os especialistas. O felino é um macho de aproximadamente seis anos de idade e está em excelentes condições físicas.

"Essa é a maior onça que nós capturamos em quase dez anos de pesquisas com esses animais na Reserva Mamirauá. Ela tem cerca de 11 quilos a mais que o macho mais pesado que registramos até hoje", conta o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho. Veja fotos do animal feitas por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá, momentos antes da captura. As imagens foram feitas com flashes infravermelhos.

Galego estava contido em uma das armadilhas de laço instaladas em trilhas da floresta. Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam, via satélite, a posição dos animais.

Com 17 kg acima da média dos outros sete machos de onça-pintada atualmente monitorados pelo Grupo de Pesquisa (GP) de Felinos do Instituto Mamirauá, Galego também se diferencia em outro aspecto, que adiciona mais mistério a sua ocorrência nas florestas alagadas da Amazônia: em seu corpo foram identificadas cinco larvas de um tipo de mosca raramente visto na várzea.

"O acompanhamento do Galego será muito interessante para sabermos qual é o limite de tamanho de uma onça-pintada que é energeticamente viável para a várzea", afirma.
Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam via satélite, a posição dos animais (Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá) 
Preservando espécie

As pesquisas com onças-pintadas desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá têm por objetivo entender a ecologia da onça-pintada nas Florestas de Várzea da Amazônia. Com os resultados, subsidiar ações efetivas de conservação da espécie e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com este grande felino. Em quase uma década de atuação, as pesquisas já descobriram que as florestas de várzea da Amazônia têm altas densidades de onças-pintadas com mais de 10 onças a cada 100 Km².

Outra descoberta é a de que as onças-pintadas que vivem nas florestas de várzea da Reserva Mamirauá exibem um comportamento único entre os grandes felinos. Durante a inundação, vivem durante cerca de quatro meses do ano em cima de árvores, onde criam os seus filhotes e se alimentam, nadando de uma árvore para a outra para procurar presas. A pesquisa é desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Fundação Gordon and Betty Moore.
Turismo científico
Com a comprovação científica de que as onças de Mamirauá permanecem na copa das árvores, a Pousada Flutuante Uacari, em parceria com a equipe do GP Felinos do Instituto Mamirauá, iniciou em 2014 a operacionalização de expedições científicas para turistas avistarem esses animais. As expedições são parte de uma estratégia de conservação que tem o objetivo de aumentar o valor da onça-pintada para as comunidades ribeirinhas. O recurso das expedições é utilizado para gerar benefícios econômicos para as comunidades locais e para apoiar a continuidade do projeto de pesquisa com onças-pintadas visando reduzir o conflito entre onças e comunidades locais. A Pousada Uacari é um projeto de turismo de base comunitária, cuja gestão é compartilhada entre o Instituto Mamirauá e comunidades da Reserva Mamirauá.

Instituto Mamirauá registra a maior onça-pintada na várzea amazônica

A enorme onça-pintada foi registrada por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá (Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá)
Pesando 72Kg, Galego é a maior onça-pintada já registrada por cientistas na várzea amazônica. O animal foi encontrado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas, e surpreendeu os especialistas. O felino é um macho de aproximadamente seis anos de idade e está em excelentes condições físicas. 
"Essa é a maior onça que nós capturamos em quase dez anos de pesquisas com esses animais na Reserva Mamirauá. Ela tem cerca de 11 quilos a mais que o macho mais pesado que registramos até hoje", conta o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho. Veja fotos do animal feitas por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá, momentos antes da captura. As imagens foram feitas com flashes infravermelhos.
Galego estava contido em uma das armadilhas de laço instaladas em trilhas da floresta. Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam, via satélite, a posição dos animais.
Com 17 kg acima da média dos outros sete machos de onça-pintada atualmente monitorados pelo Grupo de Pesquisa (GP) de Felinos do Instituto Mamirauá, Galego também se diferencia em outro aspecto, que adiciona mais mistério a sua ocorrência nas florestas alagadas da Amazônia: em seu corpo foram identificadas cinco larvas de um tipo de mosca raramente visto na várzea.
"O acompanhamento do Galego será muito interessante para sabermos qual é o limite de tamanho de uma onça-pintada que é energeticamente viável para a várzea", afirma.
Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam via satélite, a posição dos animais (Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá)
Preservando a espécie
As pesquisas com onças-pintadas desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá têm por objetivo entender a ecologia da onça-pintada nas Florestas de Várzea da Amazônia. Com os resultados, subsidiar ações efetivas de conservação da espécie e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com este grande felino. Em quase uma década de atuação, as pesquisas já descobriram que as florestas de várzea da Amazônia têm altas densidades de onças-pintadas com mais de 10 onças a cada 100 Km².
Outra descoberta é a de que as onças-pintadas que vivem nas florestas de várzea da Reserva Mamirauá exibem um comportamento único entre os grandes felinos. Durante a inundação, vivem durante cerca de quatro meses do ano em cima de árvores, onde criam os seus filhotes e se alimentam, nadando de uma árvore para a outra para procurar presas. A pesquisa é desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Fundação Gordon and Betty Moore.
Turismo científico
Com a comprovação científica de que as onças de Mamirauá permanecem na copa das árvores, a Pousada Flutuante Uacari, em parceria com a equipe do GP Felinos do Instituto Mamirauá, iniciou em 2014 a operacionalização de expedições científicas para turistas avistarem esses animais. As expedições são parte de uma estratégia de conservação que tem o objetivo de aumentar o valor da onça-pintada para as comunidades ribeirinhas. O recurso das expedições é utilizado para gerar benefícios econômicos para as comunidades locais e para apoiar a continuidade do projeto de pesquisa com onças-pintadas visando reduzir o conflito entre onças e comunidades locais. A Pousada Uacari é um projeto de turismo de base comunitária, cuja gestão é compartilhada entre o Instituto Mamirauá e comunidades da Reserva Mamirauá.

Instituto Mamirauá registra a maior onça-pintada na várzea amazônica

A enorme onça-pintada foi registrada por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá (Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá)
Pesando 72Kg, Galego é a maior onça-pintada já registrada por cientistas na várzea amazônica. O animal foi encontrado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas, e surpreendeu os especialistas. O felino é um macho de aproximadamente seis anos de idade e está em excelentes condições físicas. 
"Essa é a maior onça que nós capturamos em quase dez anos de pesquisas com esses animais na Reserva Mamirauá. Ela tem cerca de 11 quilos a mais que o macho mais pesado que registramos até hoje", conta o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho. Veja fotos do animal feitas por uma armadilha fotográfica do Instituto Mamirauá, momentos antes da captura. As imagens foram feitas com flashes infravermelhos.
Galego estava contido em uma das armadilhas de laço instaladas em trilhas da floresta. Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam, via satélite, a posição dos animais.
Com 17 kg acima da média dos outros sete machos de onça-pintada atualmente monitorados pelo Grupo de Pesquisa (GP) de Felinos do Instituto Mamirauá, Galego também se diferencia em outro aspecto, que adiciona mais mistério a sua ocorrência nas florestas alagadas da Amazônia: em seu corpo foram identificadas cinco larvas de um tipo de mosca raramente visto na várzea.
"O acompanhamento do Galego será muito interessante para sabermos qual é o limite de tamanho de uma onça-pintada que é energeticamente viável para a várzea", afirma.
Depois de capturadas, as onças-pintadas são monitoradas por meio de colares de telemetria, que informam via satélite, a posição dos animais (Foto:Divulgação/Instituto Mamirauá)
Preservando a espécie
As pesquisas com onças-pintadas desenvolvidas pelo Instituto Mamirauá têm por objetivo entender a ecologia da onça-pintada nas Florestas de Várzea da Amazônia. Com os resultados, subsidiar ações efetivas de conservação da espécie e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com este grande felino. Em quase uma década de atuação, as pesquisas já descobriram que as florestas de várzea da Amazônia têm altas densidades de onças-pintadas com mais de 10 onças a cada 100 Km².
Outra descoberta é a de que as onças-pintadas que vivem nas florestas de várzea da Reserva Mamirauá exibem um comportamento único entre os grandes felinos. Durante a inundação, vivem durante cerca de quatro meses do ano em cima de árvores, onde criam os seus filhotes e se alimentam, nadando de uma árvore para a outra para procurar presas. A pesquisa é desenvolvida pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Fundação Gordon and Betty Moore.
Turismo científico
Com a comprovação científica de que as onças de Mamirauá permanecem na copa das árvores, a Pousada Flutuante Uacari, em parceria com a equipe do GP Felinos do Instituto Mamirauá, iniciou em 2014 a operacionalização de expedições científicas para turistas avistarem esses animais. As expedições são parte de uma estratégia de conservação que tem o objetivo de aumentar o valor da onça-pintada para as comunidades ribeirinhas. O recurso das expedições é utilizado para gerar benefícios econômicos para as comunidades locais e para apoiar a continuidade do projeto de pesquisa com onças-pintadas visando reduzir o conflito entre onças e comunidades locais. A Pousada Uacari é um projeto de turismo de base comunitária, cuja gestão é compartilhada entre o Instituto Mamirauá e comunidades da Reserva Mamirauá.

MPF e Exército firmam acordo sobre manutenção e exposição de animais

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM) assinou nesta sexta-feira (2) termo de ajustamento de conduta ambiental com o Exército Brasileiro para garantir a implementação de medidas corretivas em relação à manutenção e exposição de animais silvestres pela instituição. O acordo foi celebrado como parte da atuação do órgão após a morte da onça Juma, em junho deste ano, durante evento público das Olimpíadas em Manaus
Foto: Isabella Pina/G1 Amazonas
No documento, o Exército assume o compromisso de obter todas as licenças, autorizações e permissões para desenvolver atividades com animais silvestres na área de abrangência do Comando Militar da Amazônia (CMA), no prazo máximo de dois anos. Até obter todos esses documentos, a instituição se compromete a não expor animais silvestres em eventos públicos.

Como parte das medidas compensatórias previstas no acordo, o Exército deverá estabelecer um dia por mês para franquear entrada gratuita ao zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus. A instituição deverá definir a data e informar amplamente à população, estabelecendo ainda o número máximo de pessoas que podem permanecer ao mesmo tempo em visitação ao zoológico para evitar superlotação.

Medidas que já vêm sendo desenvolvidas pelo Exército também foram oficializadas no termo de ajustamento de conduta, como a realização de projetos já existentes e novas atividades culturais, científicas e escolares voltadas à educação ambiental, ações de fiscalização para reprimir e prevenir crimes ambientais na região e acolhimento de animais entregues pela população ou resgatados em ações de fiscalização, provendo cuidados e tratamentos necessários e a devolução à natureza quando possível. Pelo acordo, as iniciativas devem ser mantidas por um prazo não inferior a cinco anos.

Plano de trabalho e previsão de multa – Para que o MPF/AM realize o acompanhamento do cumprimento do acordo, o Exército deverá enviar minuta de plano de trabalho ao órgão até o último dia de março de cada ano, com detalhamento das ações a serem desenvolvidas no ano seguinte. Em caso de descumprimento, há previsão de multa diária no valor de R$ 1 mil para cada obrigação descumprida ou com atraso injustificado.

Para o procurador da República Rafael da Silva Rocha, a celebração de acordo entre as partes do processo garante o cumprimento mais célere das medidas exigidas na ação, que poderiam demorar anos para serem implementadas se não houvesse consenso. "O acordo permite que o Exército continue desenvolvendo atividades fundamentais para a preservação da fauna silvestre e do meio ambiente, dentro da legalidade, com a permanência de animais impossibilitados de reintrodução em seus habitats nas instalações militares. O Exército também se comprometeu a apoiar ações dos órgãos ambientais contra os mais diversos ilícitos que ameaçam a biodiversidade da Amazônia. Quem ganha com isso e a sociedade", disse.

Juma

Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) ingressou com ação civil pública na Justiça Federal para impedir que o Exército utilize animais silvestres em eventos públicos e obrigar a instituição ao pagamento de indenização pela morte da onça Juma.

O animal participou da cerimônia, que também contou com apresentação da onça-pintada Simba, realizada no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), em Manaus, em celebração a passagem da Tocha Olímpica. Após o encerramento da programação, ao ser conduzida pelos tratadores à viatura de transporte, a onça Juma se soltou das correntes.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou ao MPF que a onça Juma foi utilizada no evento da Tocha Olímpica sem autorização para transporte e apresentação na cerimônia. Apuração do MPF apontou que o Exército não possui licença expedida pelo órgão ambiental competente para manter animais silvestres em cativeiro no Comando Militar da Amazônia (CMA), o que motivou o órgão a buscar intervenção da Justiça, que agora homologou o acordo e extinguiu o processo.