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Domingo, 09 Mai 2021

STJ diz que Justiça Federal deve apurar crime ligado a apagão no Amapá

O apagão no Amapá provocou diversos transtornos à população, incluindo a interrupção também no fornecimento de água

Só este ano, Mato Grosso registra 46 crimes de homofobia e quatro mortes

Outro alerta é a quantidade de suicídios entre a população LGBT no último ano no estado. De 2017 para 2018 o número de mortes relacionadas a homofobia aumentou de 14 para 22, sendo que neste último ano sete foram registros de suicídios. A aceitação da própria sexualidade e da expectativa de aprovação pela sociedade é um processo delicado e, algumas vezes, trazem consequências como esta, conforme ressalta o major PM Ricardo Bueno.


“Estamos falando de pessoas emocionalmente vulneráveis, que muitas vezes não têm o apoio da família e da sociedade em geral, por conta do preconceito. Estamos avançando muito, mas infelizmente ainda existem situações que provocam muito sofrimento e podem chegar ao suicídio”.




Esperança iluminada

Passado o Carnaval, escrevo nesta Quarta-Feira de Cinzas e faço uma reflexão sobre os crimes que estão acontecendo em Manaus e no país inteiro. Jovens de classe média e média alta têm frequentado o noticiário policial. Crimes, consumo e tráfico de drogas deixaram de ser uma marca registrada das favelas e da periferia das grandes cidades.

O novo rosto crime, perverso e surpreendente, transita nos bares badalados, estuda nos colégios da moda e vive em elegantes condomínios fechados. O comportamento das gangues bem-nascidas, flagrado em inúmeras matérias, angustia o presente e ensombrece o futuro.

O fenômeno, aparentemente incompreensível, é o reflexo lógico de uma montanha de equívocos. O novo mapa da delinquência não é fruto do acaso. É o resultado acabado da crise da família, da educação permissiva e do bombardeio de certa mídia que se empenha em apagar quaisquer vestígios de valores objetivos.

Os pais da geração transgressora têm grande parcela de culpa. Choram os delitos que prosperaram no terreno fertilizado pelo egoísmo e pela omissão. Compensam a ausência com valores materiais. O delito é, frequentemente, um grito de carência afetiva. Algumas teorias no campo da educação, cultivadas em escolas que renunciaram à missão de educar, estão apresentando seus resultados antissociais.

Uma legião de desajustados, crescida à sombra do dogma da educação não-traumatizante, está mostrando sua cara. A despersonalização da culpa e o anonimato da responsabilidade, características da psicologia acovardada, estão gerando mauricinhos do crime. O saldo da educação permissiva é uma geração desnorteada, desfibrada, incapacitada para assumir seu papel na comunidade.

A formação do caráter, compatível com um ambiente de tolerância e autêntica liberdade, começa a ganhar contornos de solução válida. É a sístole e a diástole da história. A pena é que tenhamos de pagar um preço tão alto para redescobrir o óbvio. Alguns setores da mídia, sobretudo a televisão, estão na outra ponta do problema. O culto à violência e a apresentação de aberrações num clima de normalidade são um convite diário à transgressão.

Algumas matérias de comportamento, carregadas de frivolidade, transmitem uma falsa visão da felicidade. Os conceitos de sacrifício e trabalho, pré-requisitos de uma vida digna, foram sendo substituídos pelo afã desmedido de dinheiro e pela glamourização da malandragem. O inchaço do ego e o emagrecimento da solidariedade estão na raiz de inúmeras patologias comportamentais.

O fecho destas considerações não é pessimista. Os problemas existem, mas não esgotam toda a realidade. Na verdade, outra juventude emerge dos escombros. Toda uma geração, perfilada em dados de várias pesquisas, está percorrendo um itinerário promissor. Notável é o entusiasmo dos adolescentes com inúmeras iniciativas no campo do voluntariado. O engajamento dos jovens na batalha da qualificação profissional é indiscutível.

Há, de fato, um Brasil real que está muito distante da imagem apregoada pelos pessimistas de sempre. Precisamos, não obstante a gravidade dos problemas, recuperar a autoestima. A imprensa que denuncia cumpre um papel ético. Mas, ao mesmo tempo, não deve confundir independência com incapacidade de dar boas notícias. Nossa função não é antinada, mas a favor da informação verdadeira. Por isso, o texto que denuncia a cruel desenvoltura do banditismo bem-nascido é o mesmo que registra o outro lado: o da esperança iluminada.
 

MT tem 40% dos crimes com motivação homofóbica solucionados

Mato Grosso registrou, no ano passado, 15 crimes de homicídio motivados por homofobia, um a mais que em 2017. Naquele ano, sete dos autores foram identificados e presos. Em 2018 foram nove prisões, o que representa solução em 40% dos casos. Os dados são do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Um dos casos recentes aconteceu no fim do ano passado. O corpo do professor universitário Francisco Moacir Pinheiro Garcia, 53, foi encontrado às margens de uma rodovia entre os municípios de Claudia e União do Sul, no dia 15 de dezembro. Segundo a Polícia Judiciária Civil (PJC), a vítima teria sido morta com um tiro de calibre 22.

Três suspeitos de envolvimento no crime foram identificados e presos. A prisão mais recente foi a de um menor de 16 anos, na manhã desta segunda-feira (07). Ele confessou a participação no crime e aponta que o Rodrigo Pozzer, 32, teria contratado ele juntamente com Victor Fernando de Oliveira, 20, para executarem o roubo à vítima, que acabou percebendo que Rodrigo, com quem tinha relacionamento afetivo, estava envolvido e por conta disso acabou morta. 


Foto: Reprodução/Shutterstock

Os homicídios de vítimas LGBTs (lésbica, gay, bissexual, travestis e transexuais) aumentaram em 66% de 2016 para 2018. As mortes motivadas por homofobia foram de sete, em 2016, para 14 no ano seguinte. Em 2018 foram 15. Já em 2011, os casos eram nove, seis em 2013 e 10 em 2014. O ano de 2015 registrou sete homicídios por motivação homofóbica em Mato Grosso.

As ocorrências de crimes contra a honra (injúria mediante preconceito, ofensa e calúnia) com motivação homofobia também cresceram. De 2016 para 2018, o aumento foi de 59%. Saindo de 69, em 2016, para 114 em 2017; e uma leve queda de 3% em se comparar 2017 com o ano passado, quando foram registradas 110 ocorrências.

Desde 2009 o estado conta com a motivação homofobia nos boletins de ocorrências. Em 2010, foi implantado o campo nome social em respeito aos travestis e transexuais e, em 2016, foi implementando o campo orientação sexual. A implementação desses campos permite à segurança pública fazer um recorte e dar um devido acompanhamento dos casos de violência.

Ações preventivas

O GECCH considera a informação como uma ferramenta importante para o combate à discriminação e ao preconceito. Por isso o grupo realiza palestras para orientar os profissionais da segurança pública e também de estabelecimentos privados quanto ao atendimento das vítimas LGBTs.

Em 2017, as capacitações alçaram 300 pessoas, e já em 2018 esse número saltou para 870. Segundo o coordenador do GECCH, major PM Ricardo Bueno, a ideia é continuar expandindo as orientações. "Vamos continuar com a capacitações e promover debates para que se possa entender o papel da segurança pública acerca da violência e discriminação contra LGBTs”, explicou.

O major ainda ressaltou que os LGBTs são pessoas que não buscam privilégios na sociedade, mas querem exercer o seu direito de cidadania como qualquer outra pessoa. “São pessoas que não querem privilégios, elas trabalham e contribuem com seus impostos e tem por garantia receber a proteção do estado”, destacou.

Taxa de homicídios cai 65% nos 20 primeiros dias de novembro

Segundo o setor de Análise Criminal do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), o Acre registrou 23 homicídios a menos na comparação dos 20 dias de novembro com o mesmo período do ano passado. Ao todo, o indicador reduziu 65,71% na somatória dos 22 municípios. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 20.

Em 2017, de 1º janeiro a 20 de novembro, foram registrados 445 assassinatos. Já no mesmo período deste ano, o quantitativo total de casos caiu para 359, uma redução de 19,33%.

Foto: Reprodução/SECOM

Já na capital Rio Branco, foram 75 casos a menos, quando comparados os períodos de 1º janeiro a 20 de novembro de 2017 e 2018, resultando em um decréscimo de 26,79% nos homicídios em Rio Branco.

Segundo o Sisp, as constantes operações das polícias Militar e Civil, em conjunto com o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), têm sido determinantes nesse cenário.

Investimento na polícia

Nos últimos anos, a Polícia Militar tem recebido uma série de investimentos com dezenas de novos veículos, armamento e coletes balísticos, além da criação da Companhia Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), que fortalece as operações com o grupamento em motos. O Estado aplicou só em 2017 cerca de R$ 500 milhões na Segurança Pública, pagando salários em dia e valorizando a tropa com reajustes, tornando-a a quinta mais bem paga do Brasil.

Recentemente, a Segurança Pública ganhou ainda mais um reforço: a criação do Grupamento de Rondas Ostensivas Motorizadas (Rotam), da PM. Agora, o Rotam se une à Companhia Raio, trabalhando no policiamento motorizado, o que confere às ações maior agilidade e eficiência no trabalho diário de policiamento.
Foto: Reprodução/SECOM

Já a Polícia Civil intensificou o calendário de operação de cumprimento de mandados judiciais em todo o Acre e criou a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), um grupo altamente preparado para pronto emprego em ações de risco.

O medo embota a consciência

A insegurança atingiu índices alarmantes, em Manaus e em todo o Brasil. Imaginem uma senhora de 61 anos internada no Hospital Santa Marta, o maior de Niterói no Rio de Janeiro, foi atingida no rosto por uma bala perdida. E o crescimento ocorre desde o furto, pouco mais do que ocasional, ao caco de vidro na mão. Deste, à arma em punho. Em seguida, ao dedo no gatilho. Em tão curto espaço de tempo social, um salto gigantesco foi dado: de trombadinha a latrocida.

Foto:Reprodução/Shutterstock
No automatismo do ato, o automatismo da vida. Não se encontrando, esta, presa a quase nada, exceto a um tênue fio social que tem se revelado inútil. Corpos esquálidos hiperinflados de si mesmos, sem noção de limites e possuídos por um misto de alucinação e vertigem, saem à cata das suas vítimas pelas ruas e avenidas das cidades.

São os meninos-caranguejos, os adolescentes-guabirus, e os adultos jovens-guarás, sempre à espreita da próxima presa, em cada esquina. Uma abordagem repentina, várias ordens de comando, alguns gritos, e escutam-se estampidos. Vidas estão sendo ceifadas a céu aberto. O clamor é geral. Nem poderia ser diferente. A perda e o luto dilaceram a carne e roem os ossos de quem fica.

A sangria afetiva revela-se sem fim. E deixa a todos em estado de estupor permanente, acuados, aterrorizados e perplexos. Exigem-se respostas imediatas e ações efetivas no combate a criminalidade, o que é de se esperar em qualquer sociedade minimamente civilizada. Todavia, a vida em sua dimensão única é seccionada em duas partes distintas: a dos que matam alucinadamente e a dos que se mantêm ainda vivos a prantear os seus mortos. Tudo se torna muito simples e fácil de explicar. O medo embota a consciência, é sabido. E o pensamento binário se constitui em sua lógica imediata. E igualmente perversa.

De um lado, vidas produtivas embaladas em berço esplêndido ou forjadas pelo esforço próprio. Do outro, dejetos humanos prontos para serem lançados nos esgotos, os seus possíveis lugares de origem. Mas, de lá, eles teimam em voltar. Espalhando medo e gerando pânico. Criaturas desnaturadas, abortos da vida, comenta-se à boca miúda e graúda – verdadeiros monstros, também dizem. Há, ainda, quem abra bem os olhos para um dos lados da questão, é quando falam em inversão de valores, assim como há, também, quem os feche, na mesma proporção, no que concerne ao outro lado da mesma – para esses, a inversão de valores não passa de um arraigado preconceito de classe.

O que não remove, nem uns nem outros, do pensamento binário. Mas tão-somente os coloca num beco social e político sem saída. Para pôr fim a tal binarismo, cujos efeitos são socialmente desastrosos, é preciso que nós nos olhemos mais de perto no espelho. Sem medo e sem pejo do que o mesmo poderá vir a refletir ou a nos dizer: a vida é sempre única, embora existam múltiplas formas de expressão da vida. Em sendo única, todos nós somos co-partícipes do que dela fazemos de melhor e de pior, em termos da sociedade que construímos para nós mesmos. O que exige muito mais do que um simples se ater à esperança quanto ao futuro, imediato ou longínquo. E um bom começo para tal é romper com o pensamento binário e os sentimentos dele decorrentes – quer sejam de amor ou de ódio. 

Sites de compras são usados para aplicar golpes pela internet

Sites de compras tem sido cada vez mais usados para aplicar golpes pela internet. Criminosos tem usado sites pra vender produtos roubados e o consumidor precisa ter cuidados e atenção, pois quem adquire produto furtado ou roubado pode responder por receptação.

Suposto chefe de facção criminosa no Amazonas é preso e volta para Manaus

Clemilson dos Santos Farias, suposto chefe de facção criminosa no Amazonas, foi preso em Pernambuco e voltou para Manaus. Ele foi apresentado pela polícia nesta terça-feira (19). A reportagem é de Roberta Bindá, com narração de Ana Maria Reis.

No Maranhão, assaltante atira na própria perna durante crime

Na tentativa de assaltar uma casa, um assaltante acabou atingindo a própria perna ao entrar em luta corporal com pessoas da mesma família. O suspeito atingiu a própria virilha durante  a briga. Foram três tiros disparados e uma mulher da família acabou sendo atingida, de raspão, próximo ao peito. O casal aconteceu em Santa Inês, no Maranhão. As informações são do G1 Maranhão.

Foto:Reprodução/iBahia
O outro assaltante tentou fugir em uma moto, mas foi impedido pela população. A Polícia Militar foi chamada e conduziu o detido pela população à delegacia. O outro, ficou caído na calçada da casa que ele tentou assaltar e recebeu os primeiros socorros ali mesmo. Depois, foi encaminhado para o Hospital Macrorregional de Santa Inês.

“Ele estava com o revólver engatilhado na cara do meu neto”, disse o senhor que estava terminando de almoçar quando se assustou com o assaltante.

Manifestantes que fecharam avenida em Manaus devem responder por apologia ao crime

Uma manifestação que fechou a Avenida André Araújo, em frente ao Fórum Ministro Henoc Reis, em Manaus (AM), nesta quarta-feira (9), pedia o retorno de chefe de uma facção criminosa para cumprir pena no Amazonas. 
As cerca de 30 pessoas que participaram devem responder por apologia ao crime.

Após a manifestação, a Secretaria de Segurança Pública fez uma operação no Conjunto Viver Melhor. A reportagem é de Roberta Bindá e narração de Ana Maria Reis. Ouça:

Região metropolitana de Belém teve cerca de 30 mortes desde domingo

Cerca de 30 pessoas foram assassinadas no Pará desde o último domingo (29). Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), as execuções podem estar associadas à morte da cabo Maria de Fátima dos Santos na tarde daquele dia, dentro da própria casa, na cidade de Ananindeua, região metropolitana de Belém.

Dados oficiais da secretaria confirmam a morte de 28 pessoas até a tarde da última terça-feira (1), a maior parte moradora da região metropolitana de Belém. Hoje, os números não foram atualizados devido à manutenção no banco de dados da Secretaria de Inteligência e Analise Criminal (Siac), mas a assessoria do órgão informou que novos casos ocorreram. A imprensa local contabiliza 34 mortes. Parte das pessoas foi morta em unidades de saúde, como postos e pronto socorros.
Cabo Maria de Fátima dos Santos | Foto: Divulgação/PMPA
Em nota, a Segup informou que está tomando novas medidas para o enfrentamento da insegurança no Pará, especialmente na região metropolitana de Belém. As ações incluem ampliação do número de policiais militares em atividade. Cerca de 800 agentes fortalecerão a rotina de policiamento, de acordo com a secretaria. Outra medida é a troca da empresa responsável pelo bloqueio de sinais de celulares em presídios, para efetivamente evitar que presos usem o equipamento para ordenar ataques.

A situação de violência preocupa a sociedade civil. A coordenadora de uma organização que atua na defesa dos direitos humanos conversou com a Agência Brasil, mas pediu para não ser identificada por medo de represálias. Apenas no último mês, três chacinas foram registradas, com suspeita de participação de facções criminosas. “Aqui, não tem mais aquela fala sobre sensação [de medo], é violência mesmo. Você sai e não sabe se volta”, diz a defensora, que aponta que a insegurança cresceu, sobretudo, nos últimos quatro anos.

“De 2014 para cá, as coisas têm acontecido dessa forma. Tomba um agente, aí tem uma reação de um grupo. Eu não estou afirmando que é um grupo de agentes que vai fazer represália ou coisa parecida, mas essa dinâmica tem sido verificada nos últimos anos”. De acordo com ela,  os mais atingidos são jovens negros moradores da periferia. "É a marca que todos nós vemos. Mas nós também olhamos o outro lado. Os agentes não merecem [morrer], eles precisam ser qualificados, valorizados, inclusive para que a gente possa ter segurança pública de fato. O tombamento dos agentes é uma violação de direitos humanos também”.

A Segup informou que a investigação sobre a morte da policial militar está a cargo da Divisão de Homicídios. As demais investigações estão sendo compartilhadas entre a Divisão de Homicídios e as delegacias dos bairros em que os fatos foram registrados. O Ministério Público do Pará (MP-PA) também informou que apura se houve omissão e negligência do Comando Geral da Polícia Militar na segurança da cabo. Isto porque, a policial já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte, mas não chegou a receber proteção, segundo o MP. Se comprovada a omissão, a autoridade da PM encarregada da segurança da militar poderá ser processada por homicídio culposo.

Belém registra 50 homicídios em uma semana

Entre o último domingo (8) e esta sexta-feira (13), Belém do Pará registrou a ocorrência de 40 homicídios. Outros 10 casos de assassinato foram registrados na região metropolitana. Os números foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Segundo a Secretaria, desde segunda-feira (9) está em funcionamento uma sala de situação para integrar os órgãos de segurança e avaliar com mais rapidez as operações policiais. Naquele dia, uma chacina na cidade deixou 12 vítimas, após a morte de um policial militar.

Desde quinta-feira (12), todos os policiais que atuam em áreas administrativas foram deslocados para atuar em operações nas ruas da região metropolitana de Belém. O reforço permanece pelo menos até a próxima quinta-feira (19).

Paolla Oliveira denuncia vazamento de fotos nos bastidores de gravação

Foto:Reprodução/Instagram
Na quinta-feira (1º) começaram a circular na internet algumas fotos íntimas de Paolla Oliveira, clicadas e divulgadas sem o consentimento da atriz, durante as gravações de sua nova série da Globo em parceria com a O2 Filmes, intitulada Assédio. Nas imagens ela aparece de costas tirando a lingerie.
Em seu Instagram, a atriz publicou um pronunciamento rechaçando a atitude, que é crime. "Até quando? Até quando a invasão da privacidade de um ser humano, o desrespeito a um ambiente de trabalho e a atitude desonesta de trair a confiança de colegas de trabalho serão tratados como um ato de esperteza em nossa sociedade? Esta é a pergunta que me faço e gostaria de compartilhar com todos", disse a atriz.
"Em um ambiente controlado, fechado e profissional, um criminoso (não há outra palavra que o defina, pois o que foi feito é crime) resolveu fazer fotos clandestinas de um momento mais sensual da série e divulgar em redes sociais. O que para mim é trabalho se transformou em oportunidade para alguém tentar tirar vantagens. O que esta pessoa ganhou com isso? Dinheiro, fama, cliques, likes, popularidade? Pouco importa. Pois o que ele (ou ela) fez para obter isso é crime previsto na lei. Em um momento em que todos estamos buscando uma sociedade mais correta, não há mais espaço para considerarmos esperteza o que é um desrespeito", continuou.

Sina inevitável

Foto:Reprodução/Shutterstock
Os sequestros e suas torturantes modalidades; homicídios em linha desafiadoramente ascendente; "clonagem" de cartão de crédito; quadrilhas especializadas em saques eletrônicos e fraudes afins; corrupção em todos os níveis nos poderes públicos: o cenário social brasileiro é de pura desesperança, dada a onipresença do fenômeno do crime a demandar prementes soluções políticas para a sua erradicação ou, ao menos, para obrigatória diminuição.

A vitimização diuturna imposta a toda uma apavorada sociedade retira, lamentavelmente, o caráter de excepcionalidade do fato delituoso, para convertê-lo em mero lugar-comum nas relações sociais do cotidiano, tudo pela sua continuidade apavorante que impõe a todos um pseudo estado fleumático, mais de medo e perplexidade, ressalte-se, do que complacência.

Parece que conviver com o espectro do crime a rondar os mais comezinhos hábitos da população tornou-se a sina inevitável das pessoas: fomos ou seremos as próximas vítimas. Assombrosas e apocalípticas estatísticas criminais revelam o recrudescimento desmesurado da violência nas metrópoles, como também em longínquos e pacatos distritos interioranos, onde outrora e raramente a quietude do lugar era surpreendida por um delito isolado, no mais das vezes de natureza passional.

É patente que os finais de semana e feriados transformaram-se em autêntica guerra civil, face aos morticínios e avalanches de roubos. Os inúmeros programas televisivos unicamente voltados para a temática do crime atingem grande audiência, mormente quando veiculados em "horário nobre", e alguns, como que substituindo a obrigação estatal de persecução de periculosos delinquentes, contam com a interação e o concurso dos cidadãos espectadores para um ofício de ordem eminentemente público: identificar, através de fotos repetidamente mostradas, o paradeiro daqueles que o Estado policial já perdeu de vista.

Conduta juridicamente punível, fato é que o crime está se tornando um episódio banal em nossas vidas, dada a repetição de sua prática por um rol de homo violens dos mais diversos estratos sociais, importando no correspondente descrédito do povo quanto aos mecanismos institucionais de sua prevenção, controle e punição, sendo certo residir neste intrigante aspecto a grande problemática da sua erradicação, pela desproporção mesma da adoção de políticas e investimentos públicos específicos sempre aquém do mínimo tecnicamente necessário, daí o florescimento e multiplicação de empresas particulares de segurança. E não adianta criar Ministério de Segurança Pública, porque os criminosos não estão preocupados com estrutura hierárquica.

Pai tenta matar filha de 13 anos em Rondônia

Uma jovem de 13 anos foi esfaqueada pelo pai, identificado como Alex Lima do Nascimento, em Porto Velho (RO) nesta quinta-feira (22). Ele tentou suicídio após o ocorrido. Vizinhos acionaram a polícia. Ela o acusou de cometer abuso sexual. Uma carta de despedida dele foi encontrada.

Homem é baleado e morre em lanchonete no Centro de Manaus

Um homem de 49 anos foi morto a tiros em uma lanchonete no Centro de Manaus (AM) na noite desta terça-feira (6). Segundo a polícia, ele é de São Paulo e os autores do crime teriam chegado ao local em um táxi. Um dos suspeitos efetuou os disparos contra a vítima, que foi alvejada por dois tiros no tórax.

Brasil lidera ranking de assassinatos de ambientalistas em 2017

Com 46 mortes, o Brasil lidera o ranking de países com maior número de assassinatos de ativistas ambientais em 2017, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (2) pela ONG Global Witness e pelo jornal The Guardian.
Foto:Reprodução/Shutterstock
Ao longo do ano de 2017, foram mortos 197 ativistas ambientais em todo o mundo, a maioria na América Latina, onde o Brasil lidera as estatísticas, com 46 vítimas, seguido por Colômbia (32) e México (15). Em segundo lugar do ranking global, estão as Filipinas (41).

Segundo o estudo, as áreas de mineração e atividades agrícolas são onde acontecem a maioria dos assassinatos de ambientalistas.

As vítimas são, na maioria das vezes, de comunidades indígenas que se opõem às novas atividades econômicas em suas terras. Já os crimes, constantemente, ficam sem resolução, ou seja, os envolvidos ficam impunes.

Diversos militantes do Peru e da Colômbia morreram em campanhas contra instalação e exploração de minas. No Brasil e no continente asiático, grande número dos ambientalistas eram contrários às novas plantações de soja, café, palmeiras, cana de açúcar e ao desmatamento para abrir caminho para pastagens para gado.

Suspeita de furtar celular em RR, dupla publica selfie no Instagram da vítima

Após ter o celular roubado, uma empresária de Boa Vista, teve uma surpresa nada agradável ao acessar as redes sociais: os supostos ladrões não só tiraram selfies com telefone da vítima, como também publicaram uma foto no perfil dela no Instagram.
Foto:Reprodução/Rede Amazônica
De acordo com reportagem publicada no G1 Roraima, Auricelia Rosa, de 29 anos, é dona de uma pizzaria no bairro Caimbé, zona Oeste de Boa Vista. Segundo a publicação, o roubo aconteceu no último dia 7 de janeiro, mas o Boletim de Ocorrência só foi registrado nesta segunda-feira (22).

A vítima conta que os suspeitos, dois venezuelanos, adentraram o estabelecimento para pedir comida e, na sequência, roubaram os celulares dela e do marido dela.

“Quando fui à cozinha para solicitar que preparassem algo para matar a fome dos dois, esses venezuelanos se aproveitaram e levaram os celulares que estavam no balcão. Foi tudo muito rápido. Eles furtaram na maior cara de pau”, relata. Os suspeitos fugiram de bicicleta.

Dois dias após o furto, a dupla publicou, no perfil de Auricelia no Instagram, uma selfie que tiraram comendo juntos. Revoltada com a ousadia dos suspeitos, ela fez um desabafo relatando o caso no Facebook. A publicação, postada na última sexta-feira (19), viralizou e recebeu mais de 37 compartilhamentos e diversos comentários de internautas. Auricelia se diz revoltada com a 'cara de pau' dos suspeitos, já que sempre ajudou a todos os venezuelanos que pediam comida no restaurante da família.

“Não daremos mais comida para eles [venezuelanos]. Infelizmente, por dois pagarão todos. Na postagem que fiz, no Facebook, peço para as pessoas que têm o costume de ser solidárias terem cuidado, pois podem ser vítimas como eu e meu marido fomos. Estou arrependida”, atenta.

Corpo de amazonense morto na Venezuela é velado em Manaus

O corpo do turista amazonense Amaury Castro da Silva, que foi morto durante um assalto na Venezuela, chegou a Manaus, no Amazonas, nesta segunda-feira (15) e será velado e enterrado nesta terça-feira (16).
De acordo com a secretaria-adjunta da gestão internacional de Roraima, Fátima Araújo, o corpo do turista e seus familiares voltaram ao Brasil em um avião cedido pelo governo venezuelano.
O sepultamento de Amaury deverá ocorrer hoje no Cemitério Parque Tarumã, na capital amazonense.
Amaury estava em viagem com a família e amigos na Venezuela, até que, no meio do caminho para a Ilha de Margarita, o grupo foi assaltado por criminosos. O brasileiro reagiu, levando um tiro no peito e tendo seus pertences roubados.

Deputado da Assembleia Constituinte é morto na Venezuela

Tomas Lucena, membro da Assembleia Constituinte da Venezuela, foi morto a tiros em Trujillo, nesta quarta-feira (10). As informações foram divulgadas no Twitter da presidente da entidade, Delcy Rodriguez, e confirmadas pelos jornais locais.


Segundo informações da ANSA, Henry Rangel Silva, governador de Trujillo, disse que Lucena "foi interceptado por um grupo de motociclistas" e levou quatro tiros no peito, enquanto andava de carro por Valera com sua esposa, após buscar o filho na escola.


Hoje, o governo venezuelano exigiu às autoridades que investiguem a hipótese crime político como a principal causa do assassinato do constituinte de 31 anos. "Exigimos a mais profunda das investigações e que tomemos como 'atiramento político' como principal responsabilidade deste assassinato", disse Jorge Rodríguez, ministro de Comunicação, à uma emissora estatal.


Para o ministro, a morte de Lucena se assemelha a de outros dirigentes oficiais, como o assassinato do deputado Robert Serra, morto a facadas em sua residência em 2014.

Tomas Lucena (a direita)  | Foto: Reprodução / Twitter
A Assembleia Constituinte não é reconhecida pela oposição do país, que acusa o presidente Nicolás Maduro de fazer a instituição do órgão apenas para ter poder também sobre o Legislativo, já que todos os deputados são pró-governo.


Para os opositores - e para a comunidade internacional - é a Assembleia Nacional, eleita no fim de 2015, quem, de fato, representa o desejo dos eleitores. Nesta Casa, três quartos dos deputados são da oposição.