Robô é utilizado na reabilitação de alunos com implante coclear, em Manaus

A Prefeitura de Manaus realizou na tarde desta segunda-feira (9), a terceira sessão de atendimento do Programa de Reabilitação Auditiva para Crianças Usuárias de Implante Coclear (PIC) em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ação consiste em melhorar a comunicação de crianças e adolescentes do programa de reabilitação auditiva com o uso de um robô de tecnologia francesa, o Nao, do núcleo de tecnologia assistiva da UEA.

A terceira e última sessão deste ano ocorreu na sala do Núcleo de Tecnologia Assistiva, na Escola Superior de Tecnologia (EST) da UEA, zona Centro-Sul. No total, foram atendidas 15 crianças e adolescentes, sendo aproximadamente cinco pessoas por sessão, além dos pais ou responsáveis.

Foto:Eliton Santos/Semed Manaus

 

O Nao é um robô de tecnologia francesa, humanoide, ou seja, tem a aparência semelhante ao corpo humano. Ele possui diversas funções, sendo uma delas um programa para trabalhar com a acessibilidade, comunicação e interação para crianças com autismo, além de trabalhar a questão de órteses e próteses.

 

Foi durante um simpósio relacionado ao autismo na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que a fonoaudióloga Mariana dos Santos Pedrete, responsável pelo PIC, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), conheceu o programa.

 

“Quando conheci o projeto no simpósio, entrei no site da EST, peguei o telefone da responsável e entrei em contato. Fui convidada para conhecer o projeto e em seguida eu fiz a proposta de fazermos uma parceria, já que notamos a possibilidade de adaptá-lo para crianças com surdez. O PIC realizaria sessões de comunicação relacionando-as à fonoaudiologia e à reabilitação auditiva, e eles entrariam com a programação de sons”, comentou a fonoaudióloga.

 

Durante as sessões, um datashow projeta as imagens ou vídeos, enquanto o robô e algumas caixas de som reproduzem os sons, como o de um bebê chorando, um cachorro, um gorila, além de imitar os movimentos realizados pelos animais, como o da tromba do elefante.

 

Os grupos atendidos foram divididos por faixa etária, sendo dois grupos de crianças de 5 a 6 anos, e um de adolescentes de 13 e 14 anos de idade. A seleção para participar das sessões ocorreu durante os atendimentos do PIC no Centro Municipal de Educação Especial (CMEE) André Vidal de Araújo, na zona Centro-Sul.

 

Além de imitar os animais, o robô também dança, senta, e simula uma corrida, se aquece e anda em cima da mesa da sala do projeto com os movimentos semelhantes de um corredor.

 

A coordenadora do Núcleo de Tecnologia Assistiva, Marlene Araújo de Faria, comentou que trabalha muito com tecnologia para pessoas com deficiência, e que o Nao pode ajudar muito no desenvolvimento das crianças.

 

“É um robô que fala, brinca e dança, possibilitando a realização de inúmeras atividades. Ele atrai muito as crianças por ser um equipamento humanoide. Todas as atividades que o Nao conduzir com as crianças, independentemente das diferenças ou das dificuldades que elas possam apresentar, serão bem-sucedidas”, observou.

 

Ela também destacou que o robô, além de colaborar para a reabilitação, proporciona a possibilidade de as crianças terem contato com esse tipo de tecnologia.

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