Hábitos de higiene na manipulação de alimentos evitam infecções graves, orienta Sesau-RO

Um dos erros mais frequentes apontados pelos especialistas ouvidos pela reportagem é a lavagem de carnes cruas, especialmente o frango.

Foto: Daiane Mendonça/Secom RO

A importância da adoção de hábitos rigorosos de higiene na manipulação de alimentos é reforçada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de Rondônia para evitar infecções graves que podem levar a internações hospitalares. Práticas comuns do cotidiano, muitas vezes consideradas inofensivas, estão entre as principais causas de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) no estado.

Um dos erros mais frequentes apontados pelos especialistas é a lavagem de carnes cruas, especialmente o frango. Segundo a nutricionista da Sesau, Adriana Herrig de Castro, a prática é um importante vetor de contaminação cruzada.

“Ao lavar o frango na pia, a água não elimina as bactérias, pelo contrário, espalha microrganismos, como a Salmonella, pela bancada, torneira e utensílios. O único método seguro para eliminar esses agentes é o cozimento em temperaturas adequadas”, explicou.

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Além da manipulação das carnes, a higienização de vegetais também exige atenção. A recomendação técnica é que frutas, verduras e legumes sejam lavados em água corrente e, em seguida, sejam imersos em solução clorada: uma colher de sopa de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, por 15 minutos, garantindo a eliminação de parasitas e bactérias.

10 hábitos de higiene na cozinha que protegem a saúde:

  1. Lavar as mãos antes de manipular e consumir os alimentos: utilizar água e sabão, especialmente antes de iniciar o preparo e após manusear alimentos crus. Antes de fazer as refeições, também lavar bem as mãos;
  2. Não lavar carnes cruas na pia: o cozimento adequado é o único método seguro para eliminar bactérias como a salmonella;
  3. Separar alimentos crus dos alimentos prontos para consumo: evitar o contato direto para reduzir o risco de contaminação cruzada. Por exemplo, não corte salada na tábua em que cortou carnes;
  4. Utilizar tábuas e utensílios diferentes: dar preferência aos utensílios específicos para carnes cruas e outros para alimentos já higienizados ou que já foram cozidos;
  5. Higienizar corretamente utensílios e superfícies: lavar com água e detergente após cada uso e manter as bancadas de sua cozinha sempre limpas;
  6. Manter a geladeira limpa e organizada: a limpeza periódica evita a proliferação de microrganismos e odores indesejáveis;
  7. Armazenar os alimentos de forma adequada: utilizar recipientes fechados e respeitar as orientações de refrigeração;
  8. Respeitar o prazo de validade dos alimentos: nunca consumir produtos vencidos ou com sinais de alteração (por exemplo: embalagem estufada, enferrujada ou amassada);
  9. Cozinhar bem os alimentos: certificar-se de que carnes, ovos e outros alimentos estejam completamente cozidos;
  10. Higienizar frutas, verduras e legumes antes do consumo: lavar em água corrente e utilizar solução clorada para a desinfecção.

Leia também: Autoridades reforçam cuidados para prevenir doenças típicas do inverno amazônico

Como identificar uma infecção alimentar

As infecções alimentares ocorrem após o consumo de alimentos ou água contaminados por bactérias, vírus ou parasitas. O quadro clínico pode variar de leve a grave, dependendo do agente causador e do estado de saúde da pessoa (idosos, gestantes, crianças e pessoas com imunidade comprometida têm maior risco).

Os sintomas mais comuns incluem:

  • náuseas e vômitos persistentes;
  • dores e cólicas abdominais;
  • diarreia, que pode ser acompanhada de muco ou sangue;
  • febre e calafrios;
  • e sinais de desidratação, como boca seca e sede excessiva.

Onde buscar atendimento

A orientação para a população é observar a gravidade dos sintomas para buscar o local adequado:

  • Casos leves: pacientes com poucos episódios de diarreia ou vômitos, sem febre alta, devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.
  • Casos moderados a graves: se houver febre persistente, sinais de desidratação, prostração ou se o paciente fizer parte de grupos de risco, como crianças, idosos e gestantes, a recomendação é buscar as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou serviços de pronto-socorro.

O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, ressaltou que buscar atendimento médico é essencial para o diagnóstico correto e para evitar o agravamento do quadro clínico, como casos de desidratação severa e outras complicações.

“A prevenção começa em casa, mas diante do surgimento de sintomas é fundamental procurar uma unidade de saúde”.

*Com informações do Governo de Rondônia

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