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Domingo, 18 Abril 2021

Artigo: Ação decisiva da retomada da economia

Recentemente, em uma conversa rotineira com minhas irmãs pois estamos separados geograficamente, onde a mais velha está no sul do país, líder de atendimento ao cliente a 15 anos em uma das maiores cooperativas médicas do Brasil; A segunda mais velha gerente de uma rede de escolas de idioma na região nordeste, e eu o caçula mercadólogo por natureza, apaixonado pelo mundo empresarial, assessor de publicidade na prefeitura de Porto Velho e empresário no ramo de comunicação na região norte.

Quando percebemos estávamos fazendo da rede de escolas de idiomas um hotseat (processo onde em um grupo de empresários e especialistas, colocam à mesa os problemas e desafios de um dos empresários, e os demais vão discutindo soluções e estratégias a sanar) e um brainstorm (processo criativo para solução de determinado problema) totalmente espontâneo, de uma conversa entre irmãos surgiu uma reunião executiva de 3 setores que em teoria não se conversam, mas estão internamente ligados por um único ponto, HUMANOS.
Foto: Reprodução / Internet

A conversa pode ser estranha, mas em pleno 2021 posso afirmar que o mercado em que atuamos está carente de estratégias assertivas para o único ser que importa dentro de um negócio, o ser humano. Em um momento de nossa conversa, minha irmã mais velha abriu uma nova estratégia que a cooperativa está realizando que me deixou novamente incomodado, o foco na experiência do usuário. Sim está correto, porém no time errado!

Não estou condenando ou colocando pedra em cima, mas pense que não é normal esperar a "tendência" passar para adotar estratégias por uma grande corporação, pois geralmente nós analisamos as grandes empresas (benchmarking) o que elas estão trazendo de novo, e não é de hoje que se fala em clientecentrismo (o ato de pensar todos movimentos da empresa com o cliente no centro das decisões), creio que o time está atrasado, já podemos tirar a primeira lição disto: Não se basear apenas em grandes corporações.

Desde quando Philip Kotler institucionalizou o marketing, já se falava em criar estratégias de negócios olhando para as necessidades humanas e satisfazê-las, de mesmo modo o Peter Drucker incentivava estudar seu produto, aliar criatividade e apresentar como ninguém apresenta, tudo para tornar o esforço de venda supérfluo.

Segundo Kotler, o marketing 1.0 surgiu nos anos 20 para atender uma demanda natural do ser humano, trecho de um artigo que escrevi em 2017 - a ênfase era no produto, já que tudo que era produzido era consumido e vendia-se só. A atenção aos fabricantes era apenas com a qualidade dos seus produtos, reduzindo o máximo de custos de produção para lucrar em larga escala, por mais primitivo que sejam as estratégias o foco sempre foi atender aos anseios do ser humano.

Subsequente, o marketing 2.0 o foco era nas vendas, pois a produção e criação de novos produtos (para satisfazer o ser humano) cresceu diante do avanço da revolução industrial, incentivos de governos, bancos etc. E o marketing 3.0 veio com o foco (estranhamente) no consumidor, com parcela importante de tecnologia, novas mídias, novas formas de consumo e afins. Recentemente a era digital foi intitulada marketing 4.0, onde a 3.0 foi um pré estágio para a nova forma de consumo do ser humano, tornou inclusive o Delivery o setor que mais movimenta a economia mundial, seguido pelo setor financeiro e petróleo.

É público e notório que o marketing sempre veio olhar para o ser humano, e criar estratégias com base em nossas vontades, nos comportamentos humanos e claro, no mercado. Tudo que ouvir ou ler que seja o inverso disso é um erro e precisa ser bem analisado. Segunda lição!

Voltando à conversa com minhas irmãs, todo o foco do hotseat, do brainstorm, das estratégias gerais era voltado à experiência do usuário, isso tem sido resultado de uma mudança de ótica com base no que entendemos, testamos, pesquisamos, estudamos, etc.

Então como ação decisiva da retomada da economia pós crise, quero reforçar a importância da ótica que trouxe acima, procure focar suas ações internas e externas para resolver problemas como por exemplo, na criação de novos produtos sanando dores dos cliente. Na facilitação do processo de compra do cliente, principalmente com muita tecnologia, atendimento de qualidade, eficiente e humano (sim, um dos maiores problemas de crescimento nas empresas, é o tratamento indiferente com os clientes).

O cliente necessita de facilitação no processo de compra, nosso cérebro cria hábitos para economizar energia e essa teoria é retratada no livro de Charles Duhigg, O Poder do Hábito. Neste livro, Duhigg mostra os motivos e como todos cérebros criam hábitos para economizar energia, então foque neste processo como um grande aliado à sua empresa.

Tendo em vista esta necessidade e não tendo condições de contratar algum consultor estratégico, aconselho o uso de uma ferramenta poderosa chamada pesquisa. Em uma pesquisa focada em entender os problemas que nossos clientes enfrentam, pode mudar drasticamente a forma como levamos nossos negócios, pois a nossa opinião em relação aos processos não importa, e sim de quem está comprando. Pense nisso!

Eu entendo que essa conversa é muito densa para ser absorvida rapidamente, mas preciso que você entenda que o mundo tem mudado muito rapidamente, e quem não consegue acompanhar, é engolido pela concorrência, pelo digital, por empresas que estão fazendo publicidade e aparecendo mais, engolidas por processos burocráticos, engolidas por péssimas relações com fornecedores, engolidas por baixa barreira de entrada etc.

Espero que entenda mais essa conversa, sendo mais um degrau que subimos no marketing, e para maiores dúvidas estou à disposição para sanar. Lembre-se que o mercado não espera! 


Aldo Melo

É Mercadólogo, Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, MBA Executivo em Administração e Negócios, Esp. em Neuromarketing. Fundador da Agência Conectar - Comunicação e Marketing.

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