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Domingo, 18 Abril 2021

Rondônia completa um ano na pandemia da Covid-19 com recorde de mortes, hospitais lotados e menos de 5% vacinados

20 de março de 2020 foi o dia que marcou o início da pandemia da Covid-19 em Rondônia com o primeiro caso da doença confirmado pelo Governo do Estado. Um dia antes esse mesmo caso já havia sido informado pela prefeitura de Ji-Paraná (RO). Neste sábado (20), um ano após esse registro, Rondônia contabiliza 173.099 casos e 3.589 mortes em decorrência do novo coronavírus. Mais de 850 pessoas estão internadas com a doença.

Em um ano, diversos decretos com normas para o combate ao vírus foram publicados, o número de leitos e de profissionais da saúde aumentou e vacinas contra a doença foram disponibilizadas para parte da população.

Foto: Daiane Mendonça

 Ainda assim, o número de casos e mortes têm crescido de forma alarmante, os hospitais públicos estão lotados, pacientes graves precisaram ser enviados para outros estados, dezenas de pessoas aguardam por uma vaga em uma UTI e menos de 4% dos moradores começaram a ser imunizados contra o vírus.

Desde o início da pandemia, janeiro de 2021 foi o mês em que mais casos de Covid-19 foram registrados (28.934), uma média de 933 novos diagnósticos da doença por dia. No entanto, apesar desse número estar diminuindo desde então, o número de mortes não parou de crescer.

Em março de 2021, mês em que foi registrado o recorde de 66 óbitos em um dia, Rondônia contabilizou 739 vítimas fatais da Covid-19 em apenas 19 dias. São em média 39 pessoas que perdem a batalha para o vírus a cada dia.

*Os dados de março foram calculados apenas nos 19 primeiros dias do mês.

Internações

Em 2021 Rondônia registrou os maiores números de internados devido o novo coronavírus. O estado encerrou 2020 com 307 pessoas em leitos clínicos ou de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto neste sábado (20) pelo menos 850 pacientes estão ocupando leitos de hospitais municipais e estaduais.

Vacina

A vacinação contra a Covid-19 teve início em Rondônia em janeiro de 2020, após liberação da Anvisa para o uso emergencial da vacina Coronav, produzida em parceria com o Instituto Butatan. Nesses dois meses os imunizantes de outros laboratórios foram liberados no Brasil.

A campanha de vacinação teve início com indígenas, profissionais da saúde e idosos acima de 80 anos nos grupos prioritários, pois as doses enviadas pelo Ministério da Saúde ainda não são suficientes para toda a população.

Em dois meses de campanha 62.468 pessoas receberam pelo menos uma das doses da vacina, sendo 32.291 profissionais da saúde, 5.227 indígenas e 24.777 idosos. O número equivale a 3,48% da população do estado. Alguns municípios estão incluindo outros grupos entre os prioritários de acordo com a necessidade, como por exemplo idosos acima de 70 anos.

Para acelerar o processo de imunização, e por conta do baixo número de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde, pouco menos de 170 mil até o momento, alguns municípios optaram por comprar doses por conta própria.

Porto Velho e Ariquemes realizaram na última semana o anúncio da compra. Outros 45 municípios também se reuniram para definir como será feita a aquisição de mais doses. Ao todo, os 47 municípios devem receber cerca de 1 milhão de vacinas até o próximo mês.

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