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Quinta, 04 Março 2021

MP acusa governo de Rondônia de ter fraudado número de vagas de UTI

O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) instaurou um inquérito civil para apurar supostas fraudes nos relatórios diários de leitos existentes para enfrentamento da Covid-19 em Rondônia. Segundo denúncia da promotoria, o governo estadual escondeu o real número vagas de UTI para evitar que fosse obrigado a decretar medidas mais rígidas de isolamento social (Fase 1). A assessoria do governo não se manifestou sobre a denúncia.

Foto: Governo de RO/Divulgação

No documento, assinado pelo promotor Geraldo Henrique Ramos Guimar, são apontados vários dias com as supostas fraudes no boletim diário de leitos.

No dia 6 de janeiro de 2021, por exemplo, o MP afirma que o relatório 'apontava falsamente a disponibilização de 44 leitos de UTI, com ocupação de de 67,50%'. Dois dias depois, o estado divulgou existir apenas 20 leitos de UTI disponíveis.

"Isso somente ocorreu porque inseriram, indevidamente, 30 leitos de UTI do Cero [em Porto Velho], Hospital de Campanha da Zona Leste, os quais nunca estiveram realmente disponíveis por falta de médicos", diz o inquérito.

Ainda segundo a promotoria de Justiça, o estado, "de forma maliciosa", usou os dados inverídicos do dia 6 de janeiro para regredir a capital Porto Velho da Fase 3 para a 2.

"Se utilizassem os dados reais, deveriam ter regredido diretamente para a Fase 1, que é mais restritiva", afirma a denúncia do MP.
Ainda segundo o inquérito da promotoria, no dia 20 de janeiro, pela noite, o relatório de leitos indicava 14 vagas de UTI's disponíveis (sendo 11 em Porto Velho e 2 em Cacoal).

"Mas daí, passadas apenas poucas horas da divulgação do relatório (já na madrugada do dia 21), inexplicavelmente tínhamos 39 pacientes na fila aguardando leitos de UTI's", denuncia o promotor.

Devido a essas supostas fraudes, o promotor Geraldo Henrique Ramos Guimar instaurou inquérito a fim de apurar possíveis crimes de falsidade ideológica e improbidades administrativas cometidas pelo governo de Rondônia.

A Rede Amazônica entrou em contato com a assessoria do governo do estado, às 10h59 desta terça-feira (26), mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem sobre a denúncia da promotoria. 

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