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Quarta, 12 Agosto 2020

Amazônia já contabiliza quase 5 mil casos de sarampo; mortes chegam a 68

Amazônia já contabiliza quase 5 mil casos de sarampo; mortes chegam a 68
Cinco países que compõem a Amazônia registraram, somente este ano, quase 5 mil casos de sarampo. Os números foram divulgados nesta terça-feira (21) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Ao todo, foram confirmados 4.863 casos da doença na região, sendo 1.237 no Brasil (incluindo seis mortes), 60 na Colômbia, 17 no Equador, quatro no Peru e 3.545 na Venezuela (incluindo 62 óbitos). As informações são da Agência Brasil.
Foto:Reprodução
“Tendo em vista a velocidade de propagação da doença pela região, a Opas ampliou as recomendações que já vinham sendo feitas aos países. Entre elas, aumentar a cobertura vacinal e fortalecer a vigilância epidemiológica, a fim de aumentar a imunidade da população e detectar/responder rapidamente a casos suspeitos de sarampo”, informou a entidade, por meio de comunicado.

Na nota, o organismo internacional orienta ainda que, durante surtos, seja estabelecido um manejo correto de casos intra-hospitalares para evitar a transmissão nas próprias unidades de saúde, com um fluxo adequado de pacientes para salas de isolamento – evitando o contato com outros pacientes em salas de espera e/ou locais de internação.

Outras recomendações da Opas:

- Vacinar a população para manter uma cobertura homogênea de 95% com a primeira e a segunda dose da Tríplice Viral em todos os municípios;

- Vacinar populações em risco (sem comprovação de vacinação ou imunidade contra sarampo e rubéola), como profissionais de saúde, pessoas que trabalham com turismo e transporte (hotelaria, aeroportos, motoristas de táxi) e viajantes internacionais;

- Manter uma reserva de vacinas contra sarampo e rubéola e de seringas para controle de casos importados em cada país da região;

- Fortalecer a vigilância epidemiológica para detecção oportuna de todos os casos suspeitos de sarampo e garantir que as amostras sejam recebidas por laboratórios até cinco dias após serem tomadas;

- Fornecer resposta rápida aos casos importados de sarampo, com o objetivo de evitar o restabelecimento da transmissão endêmica (que existe de forma contínua e constante dentro de uma determinada região);

- Identificar fluxos migratórios do exterior (chegada de estrangeiros) e fluxos internos (movimentos de grupos populacionais) em cada país, a fim de facilitar o acesso aos serviços de vacinação, de acordo com os calendários nacionais de imunização.

Brasil

O Ministério da Saúde promove até o dia 31 deste mês a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo. A meta é imunizar pelo menos 95% de 11,2 milhões de crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, independentemente da situação vacinal delas, e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira. Até ontem (20), metade do público-alvo havia sido vacinada.

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