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Aberta nova temporada de feiras do pirarucu a partir desta sexta na sede da FAS

Aberta nova temporada de feiras do pirarucu a partir desta sexta na sede da FAS
Uma nova temporada de feiras do pirarucu manejado inicia nesta sexta-feira (27) na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em Manaus, na rua Álvaro Braga, 351, Parque Dez. Pescadores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá, na região do Médio-Solimões, vêm à capital amazonense comercializar um total de 30 toneladas de pirarucu manejado pelos próximos quatro meses, a preços que variam de R$ 5 a R$ 22 o quilo.



Ao todo serão quatro feiras de pirarucu até o fim do ano, uma em cada mês. A primeira acontece nesta sexta (27) e sábado (28), a partir das 7h30, com seis toneladas de pirarucu manejado à disposição do público, vendidas a R$ 5 o quilo da carcaça, R$ 14 o quilo da ventrecha, R$ 17 o quilo da manta e R$ 22 o quilo do filé do pirarucu. Serão aceitos pagamentos em dinheiro, cartão de débito e crédito.

Foto: Divulgação

Todo o pescado é oriundo de rios e lagos da RDS Mamirauá, na zona rural de Fonte Boa, a 678 quilômetros de Manaus. “O objetivo é promover o manejo do pirarucu e o comércio justo, aproximar o comprador dos manejadores e fazer com que os pescadores tenham oportunidade de oferecer seus produtos em Manaus sem a participação de atravessadores ou distribuidores”, explica Edvaldo Corrêa, coordenador do Programa Geração de Renda.


Geração de Renda


É por meio do Geração de Renda, e com recursos do Fundo Amazônia/BDNES, que a fundação apoia o manejo do pirarucu em Unidades de Conservação (UC) do Estado, como a RDS Mamirauá. Pelo programa, uma política pública de pagamentos por serviços ambientais, os pescadores recebem assistência social e incentivo à geração de renda e empoderamento comunitário para atuar na pesca manejada de pirarucu.


As seis toneladas de pirarucu comercializadas nessa primeira feira são do setor Solimões do Baixo, da Associação de Moradores e Usuários da RDS Mamirauá Antônio Martins (Amurmam), e todo o lucro da venda do pescado é revertido diretamente aos pescadores. “Ano passado foi comercializado mais de R$ 268 mil em quatro feiras de pirarucu. Esse ano temos a previsão de chegar a mais de R$ 300 mil”, reforçou Edvaldo Corrêa.


Qualidade de vida


A comercialização do pirarucu na sede da FAS, em Manaus, tem autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e a pesca manejada de peixe também tem anuência dos órgãos ambientais e acontece dentro do prazo estabelecido pela legislação.
“O apoio que a gente recebe da FAS é muito importante porque fortalece o nosso trabalho. A gente consegue vender o produto por um valor melhor e também melhorar a qualidade de vida das pessoas da comunidade, não só das famílias pescadoras beneficiadas diretamente, mas de toda uma cadeia de comércio que é estabelecida”, explica Rodrigo Pinto, manejador da comunidade ribeirinha Novo Remanso, do setor Solimões de Baixo. “A gente consegue chegar no consumidor final e vender nosso produto, fazer a divulgação dele e oferecer um produto de qualidade para a alimentação das pessoas”.

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