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Quinta, 01 Outubro 2020

Pesquisadores do Amapá descrevem nova espécie animal que compõe a biodiversidade da Amazônia

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Trata-se do parasito de brânquias descrito no peixe Satanoperca jurupari, popularmente conhecido como acará bicudo, coletado no Rio Curiaú-AP. A nova espécie recebeu o nome de Henneguya sacacaensis, uma homenagem ao Raimundo dos Santos Souza, popularmente conhecido como "Sacaca", devido a sua contribuição à cultura popular amapaense. O artigo com a nova espécie foi publicado no final de junho na Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária (RBPV).

Exemplar de Satanoperca jurupari, acará bicudo, coletado no rio Curiaú-AP.

Essa descrição é fruto da dissertação de mestrado defendida pelo acadêmico Roger Leomar da Silva Ferreira, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, na Universidade Federal do Amapá. O jovem cientista destaca que os parasitos estão presentes na maioria dos ecossistemas e compõem uma importante parte da biodiversidade, tanto pelo número de espécies como pelo papel que desempenham nos processos ecológicos.

Me. Roger Ferreira em análises parasitológicas em peixes no Laboratório de Morfofisiologia e Sanidade Animal (LABMORSA) da UEAP. (Foto:Divulgação/Ueap)

O trabalho apresentou como metodologia as comparações morfológicas e morfométricas entre as espécies de Henneguya spp., da água doce da região amazônica, descritas até o momento, e foi complementado com ferramentas de análise molecular. Segundo a orientadora do trabalho, Prof.ª Dra. Marcela Videira, este é o primeiro parasito do Filo Cnidaria (Subfilo Myxozoa) descrito a nível mundial para este ciclídeo, acrescentando que ainda se tem muito a conhecer sobre esses microparasitos que habitam a ictiofauna amazônica.

Curiosamente, o gênero Henneguya foi destaque recentemente na Revista Galileu, em 25 de fevereiro de 2020, com o título "Primeiro animal que não precisa de oxigênio para sobreviver é descoberto", pois durante o sequenciamento do DNA do Henneguya salmonicola, perceberam que ele não possuía material mitocondrial, e que a sua ausência dessa organela indica que o animal não respira oxigênio.


O êxito do trabalho se deve à parceria UEAP e UFRA. Na UEAP, a pesquisa foi desenvolvida junto ao Grupo de Pesquisa de Sanidade de Organismos Aquáticos (SOAA), no Laboratório de Morfofisiologia e Sanidade Animal (LABMORSA), liderado pela Prof.ª Dra. Marcela Videira; na UFRA, no Laboratório de Pesquisa Carlos Azevedo, liderado pelo Prof. Dr. Edilson Matos e o Laboratório de Genética Aplicada, liderado pelo Prof. Igor Hamoy.

Desenho esquemático da nova espécie descrita, Henneguya sacacaensis. (Foto:Divulgação/Uaap)

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