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Quinta, 20 Janeiro 2022

Roraima desperdiça mais de 37% das vagas para jovens aprendizes

Roraima desperdiça mais de 37% das vagas para jovens aprendizes
Foto:Reprodução 
O estado de Roraima foi o que mais desperdiçou vagas disponibilizadas a menores aprendizes no mercado de trabalho do norte do país entre janeiro e junho deste ano. A informação foi divulgada pelo Ministério do Trabalho.

Ocupando apenas o quinto lugar no ranking de contratações de jovens aprendizes na região, com o preenchimento de 424 vagas, o estado admitiu 37% dos potenciais jovens profissionais.

O segundo estado que mais desprezou as vagas destinadas a jovens aprendizes foi Rondônia, com o preenchimento de apenas 30,34% das 5.145 potenciais vagas.

Com 4.491 profissionais temporários contratados, o estado do Pará foi o que mais contratou jovens aprendizes no primeiro semestre de 2018. O número, no entanto, representa apenas 25,73% da capacidade de contratação para esse tipo de profissionais no estado.

UF

Potencial*

Admitidos

%

Acre

1.708

395

23,13

Amapá

1.402

208

14,84

Amazonas

11.299

2.933

25,96

Maranhão

11.013

1.637

14,86

Mato Grosso

17.409

3.486

20,02

Pará

17.457

4.491

25,73

Rondônia

5.145

1.561

30,34

Roraima

1.122

424

37,79

Tocantins

4.125

1.010

24,48

Fonte: MTE
*O potencial refere-se à cota mínima (5%) das empresas que devem cumprir a cota de aprendizagem

Brasil

O Brasil contratou mais de 227 mil jovens por meio da Lei da Aprendizagem Profissional no primeiro semestre do ano. Um balanço apresentado pelo Ministério do Trabalho indica a admissão de 227.626 trabalhadores na condição de aprendizes entre janeiro e junho de 2018.

De acordo com a legislação, todas as empresas de médio e grande portes devem manter em seus quadros de funcionários adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos na modalidade de aprendiz. Para os aprendizes com deficiência não há limite máximo de idade. As cotas variam de 5% a 15% por estabelecimento, excluídas as funções que não entram para o cálculo da cota de aprendizagem. O Brasil já contabiliza 3.460.904 aprendizes contratados desde 2005, quando a lei foi regulamentada pelo Decreto 5598.

Setores
e ocupações

Entre os setores que mais contrataram aprendizes no primeiro semestre do ano estão a Indústria da Transformação, com 58.768 admissões, e o comércio, com 57.789. As ocupações com mais oportunidades para os jovens foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas. Tiveram destaque também as funções de vendedor do comércio varejista, repositor de mercadoria e mecânico de manutenção de máquinas.

Gênero

Do total de aprendizes contratados no primeiro semestre do ano, 118.520 são do sexo masculino (52,07%) e 109.106 do sexo feminino (47,93%). Em apenas três unidades da federação o número de mulheres contratadas superou o de homens: Amapá, Pernambuco e Rio Grande no Norte.

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