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Recuperação do Polo Industrial de Manaus fica para o segundo semestre de 2017

Recuperação do Polo Industrial de Manaus fica para o segundo  semestre de 2017
O desequilíbrio econômico nacional ainda reflete negativamente na atividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). De janeiro a julho deste ano o polo registrou faturamento de R$40,4 bilhões, uma queda de 8,4% em relação ao volume faturado no mesmo período de 2015 (R$ 44,1 bilhões). No mesmo intervalo, os resultados negativos ainda foram contabilizados na redução de 10,16% das exportações.

Enquanto em julho, houve diminuição de 19,05% no quantitativo da mão de obra industrial, em comparação a igual mês do ano anterior. Os dados são dos Indicadores de Desempenho do PIM divulgados pela  Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), ontem. Para os empresários, o cenário negativo é resultante da crise econômica nacional. Há expectativas, segundo eles, de melhores resultados a partir do segundo semestre de 2017. 
Foto: Divulgação
 De acordo com o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas(Cieam), Wilson Périco, o parque fabril amazonense ainda sente o impacto da desaceleração econômica que atingiu o país somada à instabilidade política. Ele explica que o aumento no índice de desemprego acarretou a redução no poder de compra, e consequentemente, na menor produtividade das fábricas.

Périco afirma que a expectativa é que no final deste ano a situação comece a melhorar com uma retomada expressiva na produção a partir do segundo semestre de 2017. “As indústrias do PIM atendem ao mercado interno. Mas, o alto índice de desemprego reduziu o poder de compra do consumidor e quem está empregado ainda não retomou a confiança de que vai se manter na vaga. Isso reflete na demanda por novos produtos e principalmente nas linhas de produção”, disse. “A expectativa é que tenhamos um período de estabilização”, completou.

O presidente ressalta que a gravidade da situação não foi resultante de um equívoco, mas sim, de uma série de medidas equivocadas. Ele considera que a necessidade de mais uma série de medidas, mas agora, acertadas, para recuperar a atividade industrial no Amazonas. “Não foi um equívoco que nos trouxe a esta situação, mas uma série de medidas equivocadas. Para reverter esse cenário serão necessárias medidas acertadas na busca de estabilização seguida de uma retomada da produção. Acredito que tenhamos uma melhora nos índices industriais no final deste ano e a recupe ração no segundo semestre de 2017", disse.

Périco também ressaltou que atualmente, o PIM opera com aproximadamente 60% da capacidade instalada para atuação. Conforme os indicadores, o faturamento, analisado em dólar também aponta retração de 22,71%, US$ 11.4 bilhões faturados nos sete primeiros meses deste ano contra US$ 14.7 bilhões no mesmo intervalo de 2015.

Nos sete meses do ano também houve queda nas exportações totalizando R$ 969,3 milhões (US$ 269.4 milhões) entre janeiro e julho, o que indica uma queda de 10,16% (24,51% em dólar) em relação aos resultados de vendas externas apurados no mesmo intervalo de 2015. Quanto à mão de obra, o polo industrial fechou o mês de junho deste ano com o saldo de 82.981 trabalhadores, entre efetivos (77.540), temporários (1.783) e terceirizados (3.658). Em julho de 2015 o parque fabril contava com 102.518 colaboradores. Houve diminuição de 19,05%.

Segmentos e produtos

Os cinco maiores segmentos do PIM no mês de julho, com base no percentual de participação em relação ao faturamento global do Polo, foram Eletroeletrônico (27,05% de participação), Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (18,35%), Duas Rodas (15,60%), Químico (15,34%) e Termoplástico (6,04%). Na comparação do faturamento em reais apresentado por esses segmentos entre janeiro e julho deste ano com o mesmo período do ano passado, chama atenção, principalmente, o desempenho dos setores Químico e de Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico, que apresentaram, respectivamente, variações positivas de 4,13% e 3,99%.

Outros segmentos que também apresentaram crescimento, em reais, no mesmo período comparativo, foram Relojoeiro (0,36%), Madeireiro (14,64%), Beneficiamento de Borracha (27,75%), Brinquedos -exceto Bens de Informática (18,87%) e Isqueiros, Canetas e Barbeadores Descartáveis (12,19%). Os dez principais produtos do PIM no período de janeiro a julho de 2016, por ordem de faturamento, foram televisores com tela de LCD; motocicletas, motonetas e ciclomotos; telefones celulares; condicionadores de ar split system; receptores de sinal de televisão; relógios de pulso e de bolso; aparelhos de barbear; fornos micro-ondas; autorrádios e aparelhos reprodutores de áudio; e microcomputadores portáteis.

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