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Sábado, 24 Outubro 2020

Meta do Amazonas é qualificar 168 mil trabalhadores

Meta do Amazonas é qualificar 168 mil trabalhadores
O Amazonas terá que qualificar 168 mil trabalhadores em ocupação industrial para o período de 2017 a 2020. Os dados constam no Mapa do Trabalho Industrial produzido pelo Serviço de Aprendizagem Nacional Industrial (Senai). Segundo os dados, são mais de 11 mil trabalhadores que precisarão ser qualificados para novas vagas visando atender a demanda por formação inicial. Em relação a demanda de aperfeiçoamento serão mais de 156 mil trabalhadores que já ocupam cargos em setores industriais que precisarão se requalificar.
Mapa do Trabalho Industrial mostra necessidade de qualificação. Foto: Walter Mendes/Jornal do Commercio
“Uma parte das vagas serão abertas nos próximos anos e outra serão de trabalhadores ocupados que precisarão se requalificar para continuar atuando no mercado”, explica a gerente geral de Educação Profissional do Senai, Sílvia Barros. Entre os setores que mais demandarão profissionais nos próximos anos, tanto para formação inicial quanto aperfeiçoamento estão construção (42.616), meio ambiente e produção (35.224), energia (28.876), metalomecânica (23.832), alimentos (10.533), veículos (8.568), petroquímica e química (5.356), entre outros.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Amazonas (ABRH-AM), Kátia Andrade, no panorama local os setores de meio ambiente e produção, além de metalmecânica se encaixam melhor devido o Polo Industrial do Amazonas (PIM). Ela conta que há uma nova matriz sendo desenhada no Estado. “Os segmentos de alimentos, madeira e móveis, novas alternativas de energia e a própria química são elementos da bioeconomia, que é uma economia sustentável baseada nos setores que utilizam recursos biológicos. Esses empreendimentos na escala industrial são pequenos, mas somados ao movimento sendo feito governo do Estado devem fortalecer a demanda”, explica Kátia.

Segundo ela, mesmo diante do cenário recessivo da economia do país que aumentou a quantidade de desempregados no Amazonas, há empregos que não são ocupados por falta de qualificação profissional dos candidatos. “As pessoas têm qualificação, mas não atendem ao mercado devido a sua rápida velocidade, o diferencial antes não é mais hoje, é preciso acompanhar as inovações na carreira e a empresas estão buscando esses profissionais. Independente da profissão, pede-se qualificações para atender as novas demandas do mercado atual”, afirma. Entre as profissões mais procuradas no mercado industrial amazonense com formação técnica e qualificação profissional estão os profissionais na área da engenharia.

Na avaliação da presidente, o profissional qualificado tem mais chances de manter o emprego e também pode conseguir uma nova vaga mais facilmente. “Em ambiente de escassez econômica a empresa tem que produzir mais e melhor em menos tempo.

Com isso, ela tem de conseguir se cercar de melhores profissionais com agilidade, produtividade e qualificação”, disse. Além da qualificação técnica e profissional, o trabalhador que tiver estagnado do ponto de vista de conhecimento perderá espaço no mercado.

Formação e qualificação

De acordo com Kátia Andrade a área de Meio Ambiente e Produção destaca-se na demanda por formação técnica, entre outros fatores, porque as empresas passaram a ter maior controle sobre os impactos ambientais dos processos produtivos diante de mudanças recentes na legislação. “O cuidado com o meio ambiente é uma exigência mundial e as indústrias tem se preocupado e mantido o compromisso com a preservação da floresta. No Amazonas, por exemplo, o PIM é responsável por manter 98% da floresta em pé, porque os empregos estão aqui”, afirma.

Na avaliação da presidente, referente a qualificação profissional, o segmento de metalmecânico é um setor de base da indústria que mais atende a nossa realidade e tende a crescer à medida que os setores de bens de consumo duráveis voltarem a ter uma demanda mais forte. “Esse segmento se destaca por conta do segmento de duas rodas que é bastante forte no PIM”, ressalta. Já a necessidade de profissionais no setor de alimentos no Amazonas está direcionada para área de processamentos e serviços. Conforme ela, entre as profissões mais procuradas no mercado industrial com formação técnica e qualificação profissional estão os profissionais na área da engenharia.

Nacional

De acordo com a projeção do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado pelo Senai que aponta que a indústria terá que qualificar 13 milhões de trabalhadores nos níveis superior, técnico e de qualificação até 2020. Entre os setores que mais demandarão profissionais nos próximos anos estão construção, meio ambiente e produção, metalmecânica, alimentos, tecnologia de informação e comunicação, energia, petróleo e química. De acordo com os dados do Senai, será necessário formar 1,8 milhão de técnicos e 3,3 milhões com média qualificação. A demanda por formação inclui a requalificação de profissionais que já estão empregados e aqueles que precisam de capacitação para ingressar em novas oportunidades no mercado.

Segundo o estudo, seis áreas se destacam na demanda por formação de técnicos: meio ambiente e produção; Metalmecânica; Energia; Tecnologias de Informação e Comunicação; Construção; e Petroquímica e Química. Já referente a qualificação profissional, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020 serão: Alimentos, Metalmecânica, Vestuário e Calçados, Construção, Veículos e Energia.

Cenário

Referente ao Norte ser a última região em necessidade de profissionais capacitados em ocupações industriais, Kátia argumenta que, a indústria local representa um número pequeno na produção nacional. A maior demanda se concentra no Sudeste e no Sul do Brasil, alinhada com a participação das regiões no Produto Interno Bruto (PIB). “Essas regiões abrangem os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que são as maiores populações do país. O Norte representa 5,5% do PIB e se for olhar apenas o Amazonas o percentual é menos de 2% da indústria nacional. A indústria é importante para a nossa região, mas se for comparar com o resto do país se torna pequeno”, conclui a presidente da ABRH-AM.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o país inteiro carece de profissionais qualificados em qualquer setor. Ele explica que, desde a educação básica até as academias, muitas pessoas saem sem formação adequada. “Muitos candidatos sentem dificuldades em testes simples de português e matemática, com isso observamos uma deficiência em assimilar informações importantes. O país precisa de mão de obra especializada para assumir cargos”, afirma.

Segundo Azevedo, conhecer as necessidades do mercado é fundamental para o planejamento da oferta de formação profissional. “Ter estatísticas permite suprir a carência de mão de obra através de capacitações independente do setor para atender a demanda do mercado como um todo. Temos instituições de ensino preparando esses profissionais e as empresas estão cada vez mais investindo em seus trabalhadores”, finaliza o vice-presidente da Fieam.

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