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Terça, 24 Novembro 2020

Fabricante de Taiwan aposta na Zona Franca de Manaus

Fabricante de Taiwan aposta na Zona Franca de Manaus

Com o intuito de atender aos fabricantes dos segmentos de bens de informática e eletroeletrônicos do Polo Industrial de Manaus (PIM), a empresa Cal-Comp Indústria de Semicondutores, integrante do New Kinpo Group, de Taiwan, aposta, de forma pioneira no Estado, na produção de microchips. Inicialmente, a indústria busca o atendimento à demanda do mercado nacional, sem descartar a possibilidade de acordos que visam a exportação dos insumos.


Para produzir os microchips, a Cal-Comp investiu US$35 milhões, mas pode chegar a US$105 milhões para triplicar produção. Foto: Walter Mendes/Jornal do Commercio

A empresa está instalada na capital há 5 anos operando com a manufatura de produtos de informática, áudio, vídeo, carregadores para celular e injeção plástica. O diretor administrativo da empresa, Jimmy Shih, conta que a iniciativa de trazer uma indústria de semicondutores ao PIM partiu da alta demanda apresentada pelos fabricantes de bem final quanto às memórias necessárias ao funcionamento de produtos eletroeletrônicos como aparelhos de Smart Tv, telejogos (videogames), e ainda aos de informática como celula res, notebook, netbook, computador, tablets, pen drives, entre outros.

Ele relata que a infraes trutura já existente na capital por meio de mais duas unidades da Cal-Comp instaladas no PIM somadas à proximidade à cadeia produtiva dos diversos segmentos industriais serviram como forte incentivo à vinda da indústria para Manaus. A empresa é beneficiada pelos incentivos do governo federal por meio do Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays).

Segundo Shih, os fabricantes de semicondutores nacionais conseguem suprir apenas uma parte da necessidade dos montadores. Enquanto a Cal-Comp deverá atender à necessidade do mercado nacional e até mesmo estrangeiro. A empresa foi inaugurada em junho deste ano após seis meses de construção. Os investimentos iniciais foram contabilizados em US$35 milhões.

“O PPB (Processo Produtivo Básico) obriga os fabricantes a comprarem um determinado percentual de insumos a nível local para preservar as indústrias. Porém, esse fornecimento ainda é insuficiente, por isso tivemos a iniciativa de instalar a fábrica no PIM. Temos plena capacidade de atender a indústria local e nacional. Neste primeiro momento nosso foco é suprir o mercado brasileiro para depois pensarmos na exportação”, disse Shih. “Os maiores fabricantes estão aqui e poderemos atendê-los. Foi um ‘casamento’ perfeito”,completa.

A fábrica tem capacidade máxima de produção de cinco milhões de unidades (dies) mensais. Shih afirma que a empresa tem planos de triplicar esse volume produtivo até 2019. Da mesma forma, a empresa pretende ampliar os investimentos de US$35 milhões para US$105 milhões.

“A ideia é aumentar a capacidade produtiva em mais duas fases, ou seja, vamos triplicar a produção. Hoje, não temos problemas em atender à necessidade da indústria nacional”, comenta. Atualmente a Cal-Comp conta com 70 colaboradores no pro cesso fabril, com a meta de até o final deste ano chegar ao quantitativo de 400 funcionários.

O vice gerente diretor da Cal-Comp, Mike Huang, adianta que a empresa está em fase de homologação da produção piloto fabricada em junho. O material foi enviado à aprovação a um país do exterior. A produção em massa está programada para iniciar em outubro deste ano. “Estamos em busca de novas parcerias tanto em relação às fabricantes locais quanto às empresas nacionais”, informou.

Para a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, a instalação da fabricante de microchips é a possibilidade da fabricação de novos produtos no PIM. Ela afirma estar otimista quanto à nova produção e torce para que haja a consolidação de um novo segmento industrial. “Enxergamos a possibilidade da fabricação de novos produtos no polo industrial. Acredito na possibilidade de uma consolidação de um novo segmento industrial. Temos feito estudos comparativos que mostram que o que uma indústria não consegue produzir no PIM dificilmente é produzido em outro lugar do país em função dos incentivos. Somos competitivos”, afirma.

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