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Quinta, 23 Setembro 2021

Artista revela segredos das alegorias do Festival de Parintins com réplicas em miniatura

Alegorias que desfilaram durante os rituais no Festival Folclórico de Parintins ganharam versões em miniatura tridimensional pelas mãos de Marialvo Brandão. A curiosidade despertada nos espectadores pelas criaturas míticas no Bumbódromo levou o artista plástico a criar a exposição "Rituais Indígenas – Desvendando Segredos Alegóricos", que fica aberta ao público no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, em Parintins, desta quinta-feira (16/09) até o dia 25 de setembro.

Com 30 anos de experiência atuando no Boi-Bumbá Garantido, Marialvo chegou a conceber 24 alegorias em toda a sua carreira. Para a exposição, o artista criou réplicas fiéis em miniatura das últimas dez alegorias que produziu. Todas participaram de encenações de rituais no festival. O projeto foi contemplado pelo Prêmio Feliciano Lana, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, como ação da Lei Aldir Blanc no Estado.


Foto: Divulgação

"Além das alegorias em miniatura, também mostrarei em oficinas, o processo de construção, dimensões, rascunhos, como fazer o corte do isopor, a forma de ampliar a estrutura de ferro e até mostrar as engrenagens que permitem o movimento delas", detalha Marialvo.

As oficinas também serão realizadas no Liceu Claudio Santoro, voltadas a alunos de Artes Visuais. Tanto a exposição como as ações formativas serão realizadas durante a programação de aniversário de oito anos do Liceu em Parintins.

De acordo com o artista, todo o projeto foi motivado pelo interesse do público nas alegorias. "Pensei nesse projeto para matar a curiosidade do público que vem assistir aos festivais e fica encantando com as construções", declara o artista plástico.


Foto: Divulgação

Entre as miniaturas que ficarão disponíveis ao público, Marialvo destaca a que representa o "Ritual Kawahiva", que estreou no festival de 2019, uma das maiores alegorias que o artista já concebeu. O ritual é da cosmologia Kawahiwa-Parintintin, na qual índios caçadores da tribo são preparados, física e espiritualmente, pelo Pajé antes das caçadas na floresta. A alegoria apresentava as criaturas Serpentum – o homem-cobra, e o Acangaçu – a onça preta dente-de-sabre, entre outras.

"Esta é especial para mim, foi a última que eu fiz, em 2019, e foi a mais desafiadora, porque continha 34 esculturas, quase o dobro das últimas nove alegorias que fiz, foi uma das maiores que já desfilou no festival, com 23 metros. A equipe não mediu esforços para concluí-la", explicou Marialvo.

Além de Marialvo, outros 25 artistas, entre escultores, soldadores, pintores e aderecistas, foram beneficiados com o projeto.

"São artistas renomados que trabalharam comigo no Festival Folclórico nesses 30 anos, e também no eixo Rio-São Paulo. Eles pararam suas atividades por conta da pandemia, e eu fico feliz que pude ajudá-los nesse projeto", contou. "Outra recompensa que tive foi ter materializado esses últimos dez anos de trabalho, porque é a minha história. Queria fazer algo que ficasse", declarou. 

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