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Terça, 04 Agosto 2020

Agricultoras do Acre garantem renda com feira digital durante a pandemia

Como medida para fugir da crise durante a pandemia do novo coronavírus, um grupo de pelo menos 20 produtoras de dois projetos de assentamentos, em Rio Branco, resolveu criar uma feira virtual para que pudessem continuar vendendo os produtos de hortifrutigranjeiros que vendiam nas feiras livres, antes da pandemia.

Com o decreto de isolamento social e restrição de algumas atividades consideradas não essenciais, elas viram o prejuízo bater à porta e as vendas no início caíram drasticamente, já que não podiam mais ir para os pontos de vendas, conforme conta a produtora rural e Coordenadora Estadual do Movimento de Mulheres Camponesas, Geovana Castelo Branco, de 49 anos.

Foto: Arquivo pessoal

Ela conta que o grupo já tinha um projeto para fazer as vendas de forma virtual, mas era algo para o futuro, sem previsão de quando ia começar a ser executado. Mas, elas participaram de um encontro de mulheres produtoras que mudou o rumo das coisas.

"Com a pandemia, a gente se viu obrigada a colocar um plano que ainda estávamos mastigando em prática, pegamos a ideia e a CDSA nos apoiou para criar a plataforma. Nós somos camponesas e não tínhamos esse acesso e pra gente era uma coisa nova. Nós éramos feirantes e, de repente, estávamos num ambiente virtual", contou.

Adaptação

"As vendas com a plataforma mudaram bastante. Aumentamos nossa capacidade de venda. No início, foi dificultoso, a gente não tinha costume. Mas, agora reajustamos tudo e está organizado e as nossas vendas aumentaram. Recuperamos o que tinha caído, uns 70%, e estamos vendendo um pouco mais. Está maior", ressalta.

Os prejuízos chegaram a 70% das vendas, produtoras que vendiam em média R$ 400 por semana viram o valor cair para pouco mais de R$ 100 e voltar para casa com os produtos e algumas vezes sem conseguir vender nada.

Foto: Arquivo Pessoal

Jesuíta Alves, de 56 anos, trabalha no setor há mais de 25 anos e contou que no início a situação ficou difícil e teve semana que não vendeu nada. Ela conta sobre o prejuízo e como isso estimulou para ela pensasse em alternativas.

"Na minha feira semanal eu fazia uma média de R$ 400. Hoje, não faço menos de R$ 800 e já cheguei a RS 1,1 mil. No início teve semana de ficarmos sem renda. Mas, como tínhamos clientes fixos, eles começaram a entrar em contato e pediram para que a gente não deixasse eles sem os produtos, foi quando começamos as entregas", contou sobre a mudança.

Foto: Arquivo Pessoal

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