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Terça, 26 Outubro 2021

Festival de Cinema de Alter do Chão segue até domingo, com programação gratuita

Festival de Cinema de Alter do Chão segue até domingo, com programação gratuita
O filme  documentário Raízes-Um Piano na Amazônia produção da pianista gaúcha Carla Ruaro foi exibido no nesta sexta-feira (25) no FestAlter. “A proposta  foi desafiadora  e com parceiros e apoiadores foi concluída. Nós ultrapassamos as barreiras da área urbana e de forma inovadora em uma experiência única, que combinou o artístico e o social conseguimos içar um piano ao interior de um barco e percorrer os rios da Amazônia, na área geográfica de Santarém, mais precisamente na Resex Tapajós-Arapiuns", detalhou a diretora artística, a carioca, Tatiana Cobbett. A equipe do filme teve apoio da Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc).
Foto:Divulgação/Tatiana Cobbett


Confira a vasta programação na página oficial do evento


A exibição de 29 minutos foi na tenda Munduruku e mostrou as peculiaridades amazônidas, entre as belezas naturais e o artístico cultural. Entre a plateia, servidores municipais da pasta de Cultura do município, que participaram da trajetória de produção dessa ação inédita a favor da arte e propagação da cultura ribeirinha da Amazônia. “Na tela deste documentário vejo muito amor pela arte à valorização do povo nortista dessa imensa Amazônia. A escolha de Santarém nas filmagens seja de curta, documentários e longa-metragens que propagam e perpetuam a nossa história. E quando fomos procurados, literalmente embarcamos nessa produção e juntos somamos com outros servidores estamos como personagens no filme”, destacou o secretário municipal de cultura, Luis Alberto Figueira.


O prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, presente na exibição do documentário, destaca a explosão de emoções promovidas pelo áudiovisual no destaque a realidade da Amazônia. “É emocionante o filme pelo conjunto de artes envolvidas e principalmente com a criatividade de povos da Amazônia. É gratificante vermos no filme o empenho da pianista gaúcha Carla Ruaro e no apoio da nossa equipe da pasta da Cultura em realizar com louvor essa produção. Ela levou o talento dela e interagiu com os nativos da floresta, que prontamente a receberam e na troca os ribeirinhos mostraram as peculiaridades artísticas e arte de raiz  e resultou na sétima arte no formato documentário. E esse nicho de artes continua a ganhar mais espaços em vários lugares do mundo nas participações em festivais de cinema. E a nossa história ganhando mais espaço no Brasil e exterior", disse o gestor santareno.


Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio Antônio de Sousa Pedroso (Escola Indígena Borari) disseram que se sentiram felizes através das imagens do filme, ao ver a alegria colegas da classe estudantil.


"Através do filme sinto-me representada pelas imagens da vegetação nativa, da cultura, das brincadeiras nos ramais das comunidades, das nossas músicas, dos barcos e canoas e que vemos no documentários. Muito feliz por eles interagirem no aprendizado da música instrumental. Maravilhoso o filme. E parabéns os envolvidos", destacou a estudante Ádria Castro.


O Fest Alter encerrará no domingo (27), sempre das 9h às 22 horas. Na programação as exibições de curtas, médias e longas-metragens, além de documentários, filmes realizados por telefone celular, oficinas, palestras, seminários e show (artistas locais da música, dança, apresentações de etnias indígenas, folclóricas e outras). O evento gratuito, no entanto a coordenação solicita às pessoas que possam levar 1kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades filantrópicas da Vila de Alter do Chão e área urbana de Santarém.


Foto:Divulgação/Agência Santarém



O Projeto Raízes


Um Piano na Amazônia tem como proposta artística, pedagógica e social levar o piano e a música de compositores contemporâneos ao seu próprio povo. Sem patrocínio, o projeto contou com apoio da Secretaria de Cultura de Santarém e financiamento colaborativo através de plataformas de crowdfunding. A ação foi desenvolvida pela pianista Carla Ruaro, brasileira que vive na Europa. O ousado projeto tem a direção artística/produção da cantora, compositora e bailarina Tatiana Cobbett.


Os shows musicais de piano e atividades lúdicas das imagens do filme foram gravados na segunda quinzena de novembro e no inicio de dezembro de 2017. O palco nas localidades foi o  barco Jorge Olinto, dinâmica de exibição incomum nas comunidades da Amazônia, mas foram sim realizados na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (Resex) pelo "Projeto Floresta". Ao todo foram 12 comunidades envolvidas direta e indiretamente com as atividades. Participaram dos bastidores oito servidores da Secretaria Municipal de Cultura, entre eles, o titular da pasta, Luis Alberto Figueira.


Premiação, menção e demais indicações do filme


O filme documentário foi indicado em três grandes festivais de cinema na Europa. Na Finlândia,  o filme foi premiado com menção honrosa e prêmio de melhor fotografia no Festival de Cinema de Kalajoki; em Portugal, na cidade de Matosinhos, o filme concorreu como melhor curta no Festival de Aventura, que ocorreu entre 12  e 15 de setembro; na Itália, concorre ao prêmio de melhor curta metragem no Festival Prisma de Filmes Independentes de Roma.


DVD


O documentário conta a história da pianista que quis se aproximar das raízes da obra que interpreta. Fascinada pelo processo de desconstrução e reconstrução da música e da intérprete e – proporcionando o nascimento de uma nova artista – ela descobre uma trajetória de vida, consciente da sua responsabilidade na arte, dando um maior sentido aa sua carreira. É uma verdadeira e profunda viagem transformando e redescobrindo a música através da experiência, do contato e da troca com compositores, povo e meio ambiente.


A pianista Carla Ruaro, além de exibir o filme nos festivais, ainda realiza concertos para lançar o CD, que traz no repertório inédito obras de compositores contemporâneos da Amazônia.


CD


As músicas contemplam o processo de reconstrução e releitura de obras dos compositores amazônidas entre eles os de Santarém, como o saudoso Maestro Wilson Fonseca.


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