Novo Código Penal da Bolívia criminaliza práticas religiosas e gera protestos

Desde que anunciando em dezembro do ano passado, o Novo Código Penal da Bolívia tem causado polêmica, pois alguns artigos passaram a criminalizar práticas religiosas, e as igrejas evangélicas bolivianas e brasileiras já se mobilizam para que haja a anulação do código.

O novo código foi promulgado em 15 de dezembro de 2017 e passa a valer 18 meses depois, e o artigo 88 prevê prisão de 7 a 12 anos e pagamento de multa a quem recrutar pessoas para participar de conflitos armados ou organizações religiosas ou de culto.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Na semana passada, lideranças evangélicas bolivianas foram às ruas com suas igrejas e realizaram protestos em La Paz, capital do país. No Brasil, várias igrejas já emitiram nota a respeito do fato, entre elas, a igreja Adventista. “A Igreja Adventista do Sétimo dia sustenta que a liberdade religiosa é um direito humano, conforme afirmado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em outros instrumentos internacionais e nacionais, e entende que restringir esse direito é uma restrição à dignidade humana”, disse em nota.Pastores da igreja Assembleia de Deus de Corumbá (MS) e Cochabamba (Bolívia) também relataram, em vídeo, a situação de perseguição que está acontecendo no país e pedem a anulação do novo código.

Além da proibição aos evangélicos, outros artigos são polêmicos, como os de faltas contra a dignidade, 309, 310 e 311, que estabelecem punições a quem agir com injúria, calúnia e difamação através dos meios de comunicação, e do artigo 246 que penaliza com prisão de 2 a 4 anos e multa, quem usar dados pessoas ou informações confidenciais com a intenção de afetar a imagem e dignidade da vítima.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Sobrevivência de povos isolados na Amazônia depende de Estado brasileiro adotar novas estratégias, defendem pesquisadores

Artigo publicado por mais de 60 estudiosos defende que solução deve ser transnacional, envolvendo Brasil, Peru e Colômbia.

Leia também

Publicidade