Presidente da Fecomércio-AM analisa impactos do fim da escala 6×1 no comércio e nos serviços

Em entrevista ao programa Tarde de Notícias, Aderson Frota avalia reflexos econômicos da proposta na geração de empregos, nos custos operacionais e na sustentabilidade das empresas

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, participa do programa Tarde de Notícias para comentar o tema “O fim da escala 6×1” e analisar os possíveis impactos da proposta sobre o setor de comércio e serviços. Durante a entrevista, o dirigente ressalta que qualquer mudança na jornada de trabalho precisa considerar a realidade econômica das empresas, especialmente em segmentos que operam com horários estendidos e elevada demanda por mão de obra.

Segundo Frota, o debate exige análise técnica e equilíbrio entre direitos trabalhistas e viabilidade econômica. Para ele, alterações estruturais na jornada podem impactar diretamente os custos operacionais, a manutenção dos postos de trabalho e a competitividade das empresas — sobretudo em estados como o Amazonas, onde o comércio exerce papel estratégico na economia regional.

“O comércio e os serviços funcionam com dinâmica própria e forte dependência de equipes operando em turnos contínuos. Qualquer mudança na jornada precisa considerar o impacto nos custos e na capacidade das empresas de manter empregos”, afirma.

Empregabilidade e sustentabilidade empresarial

Durante a entrevista, o presidente da Fecomércio-AM destaca que o setor é um dos maiores geradores de emprego do país e que medidas que elevem significativamente os custos podem provocar reflexos na contratação de trabalhadores ou no repasse de despesas ao consumidor.

Para Frota, o debate precisa envolver diálogo entre empresários, trabalhadores e poder público, sempre com base em dados econômicos consistentes e projeções responsáveis.

“A geração de empregos depende diretamente da sustentabilidade das empresas. Se os custos aumentam de forma abrupta, isso pode comprometer a capacidade de contratação e de manutenção dos postos de trabalho”, pontua.

Comércio como motor da economia regional

Aderson Frota enfatiza a importância do comércio e dos serviços para o desenvolvimento econômico do Amazonas, setor responsável por movimentar cadeias produtivas, gerar renda e sustentar milhares de famílias.

A Fecomércio-AM atua na defesa de um ambiente de negócios equilibrado, que estimule crescimento, segurança jurídica e estabilidade nas relações de trabalho. A entidade também participa de iniciativas voltadas ao fortalecimento empresarial e à qualificação profissional, contribuindo para a competitividade do setor no estado.

Ao abordar o fim da escala 6×1, Frota reforça que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e visão econômica ampla, considerando seus impactos diretos sobre empresas, trabalhadores e consumidores.

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