O pudor

Foto: Divulgação

Em passado recente, um dinamarquês, em cemitério de Copenhagen, ergueu um túmulo como protesto para simbolizar a morte do pudor em seu país, o qual havia liberado (verdadeira “legalização”) a pornografia, com base na ingênua e falsa tese de que não sendo “proibida”, sendo “permitida” ninguém teria interesse ou motivo mais para praticá-la, pois a tendência da natureza humana é somente fazer o que é proibido, argumentava-se.

Atualmente, com o “liberou geral”, com a permissividade sexual – tudo é “natural”, “não há nada demais no que se faz” – com o amoralismo dos costumes, a erotização precoce de crianças e adolescentes, com a gravidez cada vez maior entre 14 e 18 anos, conforme as estatísticas, com a transformação do homem e da mulher somente em termos de “macho” e de “fêmea” em uma sociedade moralmente decadente, não haveria estoque de material suficiente para a construção de túmulos de tal espécie ou finalidade em todas as nações pois o pudor está morto e enterrado, “sem choro e sem vela”, inteiramente esquecido.

Em geral, hoje não é mais sentido nem eticamente e nem psicologicamente o denominado “senso de pudor” ou “sentimento de pudor” – o “sentir vergonha” da expressão popular -, muitos não sabem sequer o seu significado no vernáculo, ou nunca ouviram falar em tal vocábulo, outros pensam ser o mesmo pertencente a um curioso museu de palavras perdidas no tempo ou é simples termo de gramática histórica…

Fatos que ocorrem em nossos dias são bem expressivos da morte do pudor como (entre inúmeros outros) a pedofilia como fenômeno universal, usado até na internet; os crimes sexuais são mais cometidos dentro de casa, por familiares da vítima que na rua por estranhos, tanto nos países pobres como nos ricos; a apologia do adultério, a sua descriminalização (que é jurídico-penalmente o termo correto e não “discriminação”, diferente ainda de “despenalização”), sustentando-se até agora, absurdamente e maliciosamente a existência de um “direito de trair” (ou” a trair”), “direito de infidelidade” (ou “à infidelidade”), no casamento(!) em nome da “liberdade” que se torna assim sinônima de “libertinagem”; o Ministério da Saúde em vez de preocupar-se com a saúde do povo (sem educação e saúde nenhuma nação será desenvolvida), está mais transformado em um verdadeiro “Ministério do Aborto” ao buscar como obsessão legalizá-lo de qualquer modo, ou então em “Ministério do Amor Livre” quando em sua publicidade subliminarmente incentiva os jovens a relações sexuais sem nenhum compromisso desde que usem preservativos.

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