Mãos à obra e Let it Be

A execução, como disse, é a nossa parte, mas ela também não é suficiente. Será preciso que após fazermos o que precisa ser feito, sejamos capazes de algo que costuma ser difícil: “Let it Be“.

Início de ano é tempo de começar a execução de nossos objetivos e metas. Se você ainda não os tem definidos, talvez você já esteja um pouco atrasado, mas nada grave, ainda há tempo para se recuperar. São apenas algumas semanas. Se você já os tem, parabéns, você já deu o primeiro passo. O mais difícil, você já superou: saber o que se quer ou onde deseja estar. Uma sugestão: não se esqueça de escrever as suas metas. Há algo misterioso, que gera muita força, quando escrevemos. Além disso, isto nos ajuda durante a jornada e, mesmo depois, para rever ou comemorar.

A execução é a nossa parte. É o nosso preparo, empenho, disciplina e resiliência. Ela em si é um tipo de meta que podemos chamar de meta de trabalho. Ela está em grande parte em nossas mãos. A meta final é consequência do atingimento da meta de trabalho e de uma outra, que se situa entre as duas. Eu me refiro à meta de desempenho. Atingir a meta de trabalho ajuda atingir a meta de desempenho e, finalmente, a meta de chegada, a meta final.

Quando sabemos o que queremos, normalmente, não será tão difícil identificar caminhos e estratégias para chegar lá. Nossa mente, quando provocada, é capaz de abrir campos e possibilidades. É o que acontece nas sessões de coaching bem-sucedidas, em que o cliente busca dentro de si respostas e produz insights que costumam ser, ao mesmo tempo, criativos e lógicos.

Imagem: Reprodução/LinkedIn

Talvez estes insights não sejam apenas novas conexões neurais, como explica a neurociência, mas também algum tipo de inspiração de nosso genius interno, como o roteirista Steven Pressfield denomina. De acordo com o autor, é o genius quem se manifesta quando o escritor está escrevendo ou o pintor está pintando, ou o músico compondo, ou mesmo quando qualquer um de nós, simples mortais (mas também artistas), busca por alguma inspiração. Assim, se você ainda não definiu (e escreveu) as suas metas para este ano, não deixe de se perguntar seriamente: o que você deseja realizar este ano?

A execução, como disse, é a nossa parte, mas ela também não é suficiente. Será preciso que após fazermos o que precisa ser feito, com todo o empenho e dedicação, sejamos capazes de fazer algo que costuma ser difícil para a maior parte das pessoas: “Let it Be”.

“Deixe estar”, deixe fluir, confie no processo, confie no universo, confie numa força maior, entregue a Deus. Não segure, não se apegue, não se preocupe, não tema, não sofra. Se a gente sabe o que quer e se o que a gente quer é correto e não apenas bom para nós, e se fizermos a nossa parte, com todo o empenho, haverá o momento de soltar e confiar.

Como diz a música dos Beatles, mesmo nos momentos difíceis de escuridão, poderemos ouvir palavras de sabedoria, como “deixe estar”. Fazer a nossa parte e soltar. Mãos à obra e Let it Be! 

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista 

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