Matutando

São tantas as informações e tudo ao mesmo tempo e agora que, de vez em quando fico matutando có’s meus botões, como tudo já passou ou para ser moderna, uso as expressões “já é”, igual a bacana e “já era” igual ultrapassado. Por exemplo, tive vontade de falar da mudança histórica da realeza britânica, com toques humanos e pessoais, que agradou em cheio todos os súditos britânicos. Porém, comecei a ler, nas redes sociais, comentários tão enlouquecidos, tão fora da ordem, que ganharam dos comentários da Glória Pires no Óscar (lembra ou não faz a menor ideia?), que resolvi calar. “Já era”.

Veio a Copa 2018. No meu escrito da semana passada, fiz um singelo e pueril resgate das minhas lembranças da Copa do Mundo de 1970, contei coisas que guardei por tanto tempo na memória, como tesouro, mesmo. Não teve a mínima repercussão. O assunto “já era”. Interessava como iria aparecer o Neymar Jr. na estreia do Brasil. Veja você, assíduo leitor ou assídua leitora, eles pensaram tanto nas mudanças performáticas do jogador que esqueceram de jogar. “Já é”.

Estou vendo a novela (já falei que sou noveleira de carteirinha), e comecei a ficar incomodada como falam os personagens. Não é o sotaque baiano que gosto da sonoridade, é perceber que não conseguem proferir corretamente determinadas palavras. Quase todos os atores, além de exagerar na expressão “massa”, falam engolindo uma letra: ino, vino, chegano, voltano, falano, entrano, passano.  Só estou matutando, pois vai ver que “já é” falar assim. Até.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Dromedários na Amazônia? Grupo de animais asiáticos vive em fazenda no Tocantins

No início deste ano os dromedários chamaram atenção para sua existência na Amazônia depois de um vídeo viralizar nas redes sociais.

Leia também

Publicidade