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Domingo, 23 Janeiro 2022

Conheça a história de Ananindeua, a cidade que comemora 78 anos de existência

Conheça a história de Ananindeua, a cidade que comemora 78 anos de existência

A cidade de Ananindeua, fica localizada no estado do Pará, considerada a segunda cidade mais populosa do estado e o quarto da região Norte do Brasil. Com cerca de 535 mil habitantes, faz parte da região metropolitana de Belém.

Entretanto, Ananindeua pertenceu a Santa Isabel do Pará e da própria capital, Belém. O nome Ananindeua vem do tupi, e tem relação com a grande quantidade de árvores chamada Anani, que produz a resina de cerol utilizada para lacrar as fendas das embarcações. De grande porte, a planta tem ainda propriedades medicinais, servindo para calafetar embarcações, ensebar cordas e é utilizada até mesmo na fabricação de tochas.

Enquanto que o sufixo deua tem diversas significações de origem popular, que vem de abundância e outra que quer dizer "dar".

Foto: Divulgação

 O primeiro registro de ocupação de Ananindeua data no ano de 1790, através de um engenho de cana de açúcar de propriedade do Conde Antônio Koma de Melo, às margens do rio Guamá (atual Colônia Agrícola do Abacatal).

Já na década de 1850, os ribeirinhos se estabeleceram nas margens do rio Maguari-Açu, fugindo do confronto da Cabanagem (próximo ao Distrito Industrial de Ananindeua).

Naquela mesma década, os primeiros proprietários de terra chegaram ao local, começando a se estabelecer em diversos pontos do município, como: Maguary, área do Distrito Industrial, Mocajutuba, Tropiqueira, São Sebastião (Quinta da Carmita).

A partir de 1890, houve o povoamento das ilhas de Sassunema (1894), Ilha do Roldão (atual ilha de Santa Rosa) (1895), Ilha do Mutum (1896). Em 1883, antes da inauguração do primeiro trecho da Estrada de Ferro de Bragança (EFB), iniciou-se a instalação de uma espécie de oficina dos trens, que depois houve a necessidade de se construir uma vila de casas para os operários da manutenção (localizada na área próxima a sede da Prefeitura). a Vila operária deu origem ao povoado de Ananindeua. No mesmo ano Coutinho de N. L. registra as terras do Curuçambá.

Na manhã de domingo de 1884, foi aberto ao trânsito público o primeiro trecho de 29 km da EFB (Belém - Colônia de Benevides). A partir da inauguração, foi construído uma parada no km 14 (em frente a atual Prefeitura). Sua função era fornecer lenha para as locomotivas e para as outras estações que foram inauguradas ao longo da EFB. A facilidade de acesso proporcionou ao longo dos anos a ampliação do Povoado.

Já por volta de 1895, chega no Maguari o Sr. José Marcelino de Oliveira, vindo do município do Acará. Em 1900, José Marcelino fundou a primeira escola do município: Quinta Carmita.

Foto: Reprodução / Adrielson Furtado

Em 1916, os sócios Saunders e Davids adquirem as propriedades do curtume Maguary. Dando origem ao primeiro núcleo urbano organizado de Ananindeua, conhecida originalmente de Vila Operária e depois como Vila Padrão e mais tarde como Vila Maguary.

No ano de 1920, é construído o primeiro núcleo religioso urbano do município - Capela de N. Sra. das Graças, enquanto que no ano seguinte, a escola Maguary fecha e dá lugar a uma granja de mesmo nome, que na época recebeu o título de 100% pura por um químico francês.

Entretanto, em 1934, Saunders e Davids dissolveram a sociedade. Em 1935, inicia a construção da atual igreja Matriz N. Sra. das Graças.

Ananindeua deixou de ser freguesia e passou a ser distrito do município de Santa Izabel, ano mais tarde passou a ser Distrito de Belém, três anos mais tarde.

Em 1943, Ananindeua tornou-se Município através do Decreto-Lei nº 4.505, cuja instalação ocorreu oficialmente em 3 de janeiro de 1944.

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças : Ananindeua, PA - 1983. Foto: Biblioteca IBGE

No período de 1947 a 1956, o município contava com os seguintes distritos: Ananindeua, Benevides, Benfica e Engenho do Araci (pertencente ao atual município de Santa Bárbara).

Com a inauguração da BR-010 (Belém-Brasília), em 1960, os fluxos migratórios se iniciaram vindos de diversas regiões do Estado e do país. No ano seguinte, Ananindeua passa a possuir somente o Distrito Sede, os demais passam a constituir municípios pelo Lei nº2.460 de 24 de dezembro.

Em 1968, com a inauguração do conjunto habitacional Nova Marambaia I com 834 unidades pela Companhia de Habitação do Pará (COHAB/PA), estimulou a ocupação de áreas além do limites da capital, começando a adentrar o município de Ananindeua.

Com a expansão da malha urbana no decorrer da década de 1970, houve o aparecimento de novas áreas que hoje são conhecidas como Una, Jaderlândia e Guanabara.

Em 1974, a Bandeira e o Brasão foram criados e aprovados pela Câmara Municipal. Durante o período entre 1976 a 1986, iniciou-se a instalação do conjunto habitacional Cidade Nova I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX pela COHAB/PA. O primeiro foi inaugurado em Dezembro de 1977 com 600 casas, enquanto que o último foi inaugurado em julho de 1986 com 120 unidades habitacionais. 

Foto: Reprodução / Adrielson Furtado

Em 1990, seguindo o mesmo padrão modernizador dos conjuntos habitacionais, o conjunto denominado Pará, Amapá, Amazonas e Roraima (PAAR), foi ocupado por cerca de 6 mil famílias, antes de sua conclusão e inauguração.

No ano de 1994, houve a criação do Hino oficial do município, com letra de Cleucydia Lima Costa. Naquele mesmo ano, Ananindeua acabou perdendo o território de Marituba, que passou a ser município através da Lei Estadual nº 5.897.

Através de levantamento aerofotogramétrico promovido pela COHAB/PA, Ananindeua apresentou um processo de conurbação da área expandida do espaço originário de Belém com a sede de Ananindeua.

Somente no ano de 1999, é entregue o título de terra, reduzido de 2.100ha (hectares) para 308ha (hectares) aos moradores da Colônia Agrícola do Abacatal.


*Com informações do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), intitulado "Ananindeua e a sua identidade cultura", do ano de 2006, para o curso de Graduação em Turismo - Centro Sócio-Econômico, Universidade Federal do Pará (UFPA). Autor: Adrielson Furtado 

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