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Sábado, 17 Abril 2021

Brasil, Suriname e Guiana Francesa compartilham dados de ecossistemas fronteiriços em plataforma digital

Para facilitar o acesso a documentos e informações técnicas, uma cooperação entre Brasil, Guiana Francesa e Suriname lançou a plataforma Bio-Plateaux na qual é possível encontrar dados sobre a biodiversidade de rios e ecossistemas localizados nas fronteiras dos três países.

Através da ferramenta, cientistas e mobilizadores do mundo inteiro podem pesquisar sobre as águas do Rio Oiapoque, na fronteira entre Amapá e a Guiana Francesa; e Rio do Maroni, que separa a Guiana Francesa do Suriname.

Rio Oiapoque, na fronteira Brasil-Guiana Francesa — Foto: Cássio Vasconcellos

A plataforma em língua portuguesa, inglesa e francesa é alimentada pelos três países envolvidos. No Brasil, a iniciativa é do Governo do Amapá e busca incentivar pesquisas voltadas para a biodiversidade nas fronteiras, assim como viabilizar a transparência para decisões que envolvam questões ambientais no local.


Para acessá-la basta escolher um dos idiomas disponíveis e realizar buscas por documentos, dados, informações, e agenda de eventos. A plataforma possui ainda uma área de 'feedback' para envio de mensagens contendo perguntas e sugestões.

Ilustração da plataforma aponta os rios Oiapoque e Maroni nas Fronteiras do Suriname, Guiana Francesa e Amapá — Foto: Reprodução 

Ilustração da plataforma aponta os rios Oiapoque e Maroni nas Fronteiras do Suriname, Guiana Francesa e Amapá — Foto: Reprodução

A Bio-Plateaux é co-financiada pela Comissão Europeia, Ministério da Transição Ecológica e Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES). O projeto conta ainda com grupos técnicos de trabalho para fomentar discursões voltadas para as regiões entre os três países.

Segundo o governo do Amapá, a cooperação pode resultar na criação de um observatório com objetivo de oferecer suporte aos debates sobre a proteção dos rios nos modelos fronteiriços.

O Governador Waldez Góes (PDT) orientou que os amapaenses podem aproveitar a plataforma para obter novos conhecimentos sobre a biodiversidade da região em que habitam.

"Nós temos nessa área populações como indígenas, ribeirinhos e extrativistas. Essas pessoas precisam cada vez mais desses conhecimentos para associar ao desenvolvimento sustentável e à responsabilidade social", destacou.

O Amapá é o mediador das relações internacionais e coordena o projeto em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Defesa Civil, Universidade Federal do Amapá e Agência Nacional das Águas (ANA).


Por Núbia Pacheco, G1 AP — Macapá 

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