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Sexta, 03 Dezembro 2021

Amapá decreta calamidade pública em arquipélago no Rio Amazonas invadido pelo água do mar

Foi decretada situação de calamidade pública na região do Arquipélago do Bailique, no litoral do Amapá, onde a população sofre com o avanço da água salgada no Rio Amazonas limitando a oferta de água potável para os ribeirinhos. O anúncio do decreto foi feito na noite de quinta-feira (21) pelo governador Waldez Góes.

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Os efeitos do decreto valem por 180 dias e contemplam a região do Bailique, distrito de Macapá, e áreas dos municípios de Amapá e Itaubal também prejudicadas pelo fenômeno, onde além da água salgada, convivem com o risco de erosão das encostas.

"O decreto também permite a solicitação de reconhecimento federal do Estado de Calamidade Pública para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil visando o recebimento de recursos complementares para a realização de ações na área", publicou o governador.

Na costa do Amapá, o Bailique, distante 12 horas de barco da capital, tem a população prejudicada pelos efeitos do Oceano Atlântico no dia a dia dos moradores.

O fenômeno que acontece durante o verão amazônico – a partir do 2º semestre – é natural, mas ribeirinhos relatam que nos últimos quatro anos, pelo menos, a intensidade da água salgada tem sido maior.

Um estudo do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) busca entender se a aceleração do fenômeno ocorre em função do desmatamento ambiental e do assoreamento do Rio Araguari, que desagua no Amazonas.

Ações

Desde o início do estado crítico na região, campanhas foram mobilizadas para arrecadação e doação de água potável aos moradores. Balsas partiram da sede da capital fazendo a distribuição nas áreas mais isoladas.

Até o momento, segundo o governo, foram mais de 100 mil litros entregues de um total que pode chegar a 500 mil. As comunidades atendidas inicialmente são Vila Progresso, Itamatatuba, São Pedro do Curuá, Carneiro e Maúba.

Ainda há a previsão da instalação de uma Estação de Tratamento de Água para abastecer, de forma definitiva, as famílias atingidas pela salinização.

Balsa sendo abastecida com água antes de ir para o Bailique — Foto: Maksuel Martins/GEA

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